Poucas semanas atrás estávamos fazendo culto de por do sol com duas outras famílias e lemos na meditação o bonito testemunho de um casal cujo bebê nascera com uma doença gravíssima e precisava fazer um tratamento muito caro. Os pais desesperados começaram orar a Deus pedindo um milagre, e Deus em Sua bondade respondeu a oração, os pais nunca tiveram que comprar os remédios e o menino cresceu normal.

Quando terminamos de ler a história alguém comentou: “Puxa, mas será que eles não pediram uma segunda opinião médica, talvez a criança nem tivesse a doença!” Após alguns outros comentários saímos dali praticamente descrendo do milagre sobre o qual tínhamos lido.
Que tristeza! Por que somos mais prontos a descrer do que crer nos milagres e nas providências de Deus? Mais tarde ao refletir sobre o incidente me lembrei de um fato que aconteceu conosco alguns anos atrás e reconsiderei minhas conclusões.
Estávamos passando o sábado na casa de uns amigos em outra cidade. Viajamos sábado pela manhã, fomos ao culto com eles e após o almoço coloquei nossa filha Anna para dormir. Eles nos ofereceram um quarto onde havia um beliche, e combinamos que meu esposo dormiria na cama de cima e eu dormiria com a Anna na cama de baixo onde havia uma grade protetora.
O Dawerne, meu esposo, cansado da viagem resolveu descansar após o almoço e para minha surpresa deitou-se no chão ao lado do beliche. Fiquei incomodada de vê-lo ali principalmente porque o espaço era bem estreito. Insisti que deitasse na cama, mas ele disse que estava bem.
À tarde assistimos programações na igreja, lanchamos e à noite de volta a casa começamos nos preparar para dormir. Ao colocar a Anna deitada, notei que aquele beliche era um tanto diferente. Em vez de ter um estrado para sustentar o colchão, tinha uma série de tábuas soltas que se apoiavam nas laterais e sustentavam o colchão de cima.
Coloquei a Anna deitada, oramos como de costume e me dirigi para o pé do beliche para pendurar uma toalha. Naquele momento então, o Dawerne se apoiou na lateral do beliche para subir na cama de cima o parafuso da lateral da cama quebrou e toda a parte superior (colchão e tábuas do estrado) caiu em cima da Anna.
Saí correndo de trás da toalha para socorrê-la, mas a cama estava vazia. A Anna estava em pé no canto do quarto chorando assustada. Corri para ela que dizia: “Mamãe a cama caiu em cima de mim” e eu tentava lhe acalmar e dizendo: “Não filhinha, você está bem, o seu anjo lhe salvou”. Mas ela continuava chorando muito assustada.
A esta altura, a dona da casa veio correndo nos socorrer e ajudar o Dawerne que tinha se sofrido alguns arranhões na perna. Saí do quarto para consolar a Anna, e meus pensamentos estavam a mil por hora. Sabia que algo extraordinário tinha acabado de acontecer. Não conseguia conceber a idéia de a Anna ter pulado da cama tão rápido assim. Ela já estava sonolenta debaixo da coberta, tinha recém completado dois aninhos de idade, não era tão ágil assim, além disso, tinha uma grade ao seu lado e do lado da cama havia uma mesinha de cabeceira que estava intacta, se ela realmente tivesse saído sozinha, o mínimo que teria acontecido era que teria desarrumado a tolha da mesinha ao se apoiar para pular.
Naquele momento então veio à minha mente o pensamento: “Deus acabou de realizar um milagre aqui”. Fiquei perturbada e ao mesmo tempo maravilhada com a idéia. Perturbada porque no momento em que cheguei àquela conclusão, parecia que alguém estava gritando aos meus ouvidos: “Impossível, você não está enxergando, foi sorte…” Mas fiquei maravilhada ao voltar ao quarto, olhar a posição dos móveis, o local onde a Anna estava, e perceber que realmente não tinha outra explicação – um milagre ocorrera. Deus enviara seu anjo para livrar a Anna de um acidente.
Depois de acalmar a Anna, comecei a refletir. Porque será que Deus escolhera aquela situação para fazer um milagre? Lembrei-me então que havíamos acabado de orar e pedir a proteção de Deus durante a noite. Se ela tivesse se machucado com certeza teria dificuldades para entender, sua pequena confiança em Deus teria sido abalada. Minha conclusão: Deus fez aquilo simplesmente para nos mostrar que nos ama e que cuida de nós.
Mais tarde conversando com meu esposo, ele me disse que após o almoço quando foi descansar estava planejando deitar na parte de cima do beliche, mas que ao chegar ao quarto foi impressionado a deitar-se no chão.
Amigos, Deus está constantemente ao nosso lado operando milagres, nós é que não os enxergamos. Estamos tão acostumados a ser cegados pelo inimigo que sempre acabamos crendo que existe uma explicação lógica para cada coisa extraordinária que acontece, menos um milagre de Deus.
Algumas semanas depois daquele incidente, passamos por uma dificuldade muito grande que mudaria o rumo de nossa vida para sempre. Se não tivéssemos tido aquela prova tão real do amor de Deus, provavelmente teríamos perdido a fé diante dos problemas, mas aquele incidente, do Seu cuidado com nossa filhinha, ficou gravado em nossa mente e nos ajudou a confiar que Deus continuaria conosco nos ajudando nas provações.
Você crê em milagres? Nós cremos, com certeza, porque eles estão sempre acontecendo em nossa vida, basta acreditarmos que não são meros acasos, mas sim intervenções diretas de um Deus que os realiza simplesmente porque nos ama.
Você Crê em Milagres?

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