Trabalho Útil e Indústria para os Pequenos (Parte 2)

 Ensinando Costura e Confecção

Há dois enquanto participávamos de uma campanha de Natal, fomos padrinhos de uma menina de 12 anos. Cada padrinho deveria comprar uma roupa nova, sapatos e um brinquedo. Ao saírmos com as meninas (na época elas tinham 8-6 e 2 anos respetivamente!) para comprar o vestido, me deparei com uma triste realidade: A MODA adolescente! Fiquei chocada com a falta de opções para as meninas. Quando tinha uma estampa bonita, havia uma abertura na parte de trás. Se a peça estava toda completa, era cheia de caveiras e dizeres sensuais, passei três horas para achar um vestido descente e me perguntei, que farei quando minhas filhas chegarem nessa idade? Entrei em pânico! O tempo passou e elas estão agora com 10/8/4 anos, e crescendo rapidamente.

Estudando sobre o santuário de Deus encontramos esta citação sobre as vestes sacerdotais: “No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem Suas preferências também quanto à roupa dos que O servem. Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas os seguidores de Cristo devem ser simbólicos, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os aspectos pelo asseio, modéstia e pureza.  

Então nosso estudo incluiu: os materiais usados na elaboração das peças, fomos visitar lojas de tecidos para comprovar a qualidade de cada material. Linho, algodão, lã são materiais resistentes, duráveis, com caraterísticas perfeitas para evitar o excesso de sudoração e permitir adequada circulação do sangue. 

Como naquele momento não tínhamos máquina de costura, fomos na casa de uma irmã da igreja que amavelmente nos deu as primeiras aulas. Ela nos ensinou a copiar moldes, alinhavar, pregar botão e fazer a casinha do botão também, nos mostrou algumas peças que ela tinha costurado e deu retalhos para as meninas iniciarem algumas peças à mão.

Fizeram travesseiros para viajar no avião, bolsinhas para à escola sabatina e nos aventuramos às primeiras saias. Há seis meses ganhamos a máquina de costura e iniciamos algumas saias mais elaboradas. Não ficaram perfeitas, mas elas tentavam e desmanchávamos MUITAS vezes para acertar novamente e corrigir os erros.

Com o tempo, começamos a vendê-las e a indústria rendeu alguns lucros, e acima de tudo fiquei feliz porque elas já visualizam confeccionar suas próprias roupas. Uma preocupação a menos para os anos porvir. Alguns conselhos sobre este tipo de indústria:

No preparo do guarda-roupa do nenê, deve ter-se em vista a conveniência, o conforto e a saúde, de preferência à moda e ao desejo de causar admiração. A mãe não deve desperdiçar tempo em bordados ou trabalhos de fantasias, para embelezar as pequeninas vestimentas, sobrecarregando-se assim de trabalho desnecessário, com detrimento de sua saúde e da do pequenino ser.”Lar Adventista, 262.

O treinamento manual merece muito mais atenção do que tem recebido. Devem-se estabelecer escolas que, em acréscimo à mais elevada cultura intelectual e moral, provejam as melhores possibilidades para o desenvolvimento físico e treinamento industrial. Deve-se ministrar instrução em agricultura, manufaturas, cobrindo o maior número possível dos ofícios considerados mais úteis, bem como em economia doméstica, arte culinária saudável, costura, confecção de roupas saudáveis, tratamentos de doentes, e coisas correlatas.” Educação, pág. 218.

Uma mulher que tenha sido ensinada a cuidar de si mesma está também capacitada a cuidar de outros. Jamais será ela um traste na família ou na sociedade. Quando a sorte mudar, haverá para ela um lugar onde ela possa ganhar a vida honestamente e assistir os que dela dependem. A mulher deve ser instruída em alguns misteres que lhe permitam ganhar a subsistência se necessário. Sobrelevando outras honrosas ocupações, toda jovem devia aprender atividades domésticas, seja cozinhar, arrumar ou costurar. Deve ela conhecer tudo quanto seja mister para uma dona-de-casa, seja sua família rica ou pobre. Então, se sobrevier a adversidade, ela está preparada para qualquer emergência; ela é, de certo modo, senhora das circunstâncias.” Health Reformer, dezembro de 1887.

As mães devem levar as filhas consigo para a cozinha e dar-lhes completa instrução sobre a arte culinária. Também devem instruí-las na arte da costura. Devem ensinar-lhes a cortar roupas economicamente e costurá-las com esmero. Algumas mães preferem elas mesmas fazer tudo isso, a terem o trabalho de ensinar com paciência suas filhas inexperientes. Mas, assim fazendo, negligenciam os ramos essenciais da educação e cometem um grande mal contra as filhas, pois, na vida futura, ficarão embaraçadas devido à falta de conhecimento dessas coisas.” Appeal to Mothers, pág. 15.

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