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O Desenvolvimento Físico do Adolescente

Atualizado: há 13 horas


Até os 10 anos as crianças passam por muitos estágios diferentes de desenvolvimento que incluem vários estirões. Mas neste estágio as mudanças são muito mais drásticas. Além do crescimento em altura que para muitos chega à estatura de adulto nesta época, acontece a puberdade com todas as suas implicações.

Até aqui a criança vinha ganhando mais agilidade e habilidades motoras. Mas agora as transformações alcançam um outro nível com possibilidades e implicações de longo alcance. E essas mudanças acordam sentimentos e sensações poderosas que necessitarão todo o treino em domínio próprio e comunhão com Deus que exercitaram e desenvolveram até aqui.

Se você têm alguma dúvida quanto à relação entre a criancinha que consegue esperar para comer na hora e o sucesso tanto na adolescência como na vida (acadêmica, social, amorosa e saúde), leiam os estudos relacionados ao chamado ‘Teste do Marshmallow’ (veja no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=77XIyD0YTqU). Quem é fiel no pouco tem muito mais chance de ser fiel no muito. Seu trabalho em educar os pequenos facilitará muito a vitória de seu adolescente.

Aos dez, é importante que a criança, se não foi ainda, seja introduzida em casa às mudanças físicas que ocorrerão na puberdade bem como orientações sobre sexualidade. Muitas vezes nos sentimos despreparados para estas conversas e permitimos que nossos filhos sejam familiarizados com o assunto através de amigos ou publicações que despertarão uma visão distorcida e muitas vezes pervertida desse presente de Deus.

Esta conversa se inicia cedo mas precisa ser ampliada, aprofundada e personalizada conforme a criança cresce. Infelizmente, com a disposição de material através da internet bem como a popularização e vulgarização do sexo, se não apresentarmos a versão divina e os protegermos como águias, Satanás implementará em suas mentes em formação a versão satânica. E hoje, mais do que nunca, com a aceitação do namoro muito antes da maturidade e a experiência sexual antes do casamento tão popularizada, a pressão é neste sentido. Ajuntando isto à pressão interna dos hormônios e a atração pelo sexo oposto e a gente pode perceber a importância de darmos aos nossos filhos a proteção, o conhecimento, o apoio e a supervisão que eles tão desesperadamente necessitam para vencerem.

Antes dessa relação com o outro, porém, vem a interação com um novo corpo. Como muitos mencionaram em suas respostas, esta transição nem sempre é fácil e as razões são em grande parte sociais. Nos tornamos diferentes com um novo corpo, o formato ósseo de nossa cabeça muda, nossas feições mudam. Nos vemos diferentes e as pessoas nos veem diferentes e nos tratam diferente: tanto os conhecidos como os estranhos que nos olham com outros olhos. É uma mistura de alegria e um certo orgulho de estar crescendo e ficando adulto e timidez e vergonha.

Além das mudanças em si tem o problema da auto imagem. Desde pequenas as crianças estão expostas a este ‘ideal’ sexualizado de beleza. Na TV, nos filmes da Disney, nas bonecas das meninas e nos bonecos de ação dos meninos, o padrão apresentado e repetido é impossível de alcançar. A imagem idealizada e vendida em cada propaganda, shopping center, revista ou propaganda de roupa diz que você não é bom o suficiente. Esta insatisfação é planejada para vender o produto. O efeito colateral no entanto é terrível, especialmente para quem este passando pela transformação física ou lidando com seu novo eu.

A sociedade traz sua mensagem sem parar e das mais diversas formas. Precisamos fazer o mesmo, repetindo de maneiras diferentes e os expondo a livros, mídia e pessoas que compartilham da visão divina. A mensagem do mundo é artificialidade, descontentamento, conformidade, subordinação, competição – evolução. A nossa é gratidão, diversidade, simplicidade, humildade, beleza genuína e holística – criação. Nossos filhos precisam enxergar e internalizar que os padrões do mundo e a moda do mundo são, em essência, uma filosofia diametralmente oposta ao cristianismo.

Nossa auto imagem precisa conter o ser todo – físico, mental e espiritual. Nosso padrão de beleza precisa ser do nosso livro texto – a natureza – com sua diversidade e simplicidade. Precisamos ensinar nossos filhos e nós mesmos a valorizar o que Deus valoriza e rejeitar o que Ele rejeita.

Viver no campo alivia muito esta pressão. Desvencilharmos de grande parte da mídia corta o megafone que eles têm para passar sua mensagem. Buscar amigos que sigam os princípios divinos de não ser escravo da moda e do mundo acrescenta suporte para o bem. Quer esses amigos estejam na nossa igreja ou num outro estado. A conexão e aceitação social é muito importante nesta fase.

Conhecer rapazes que preferem moças decentes e naturais em vez de indecentes e “super produzidas”, conhecer moças que estão mais interessadas se o rapaz ama a Deus do que se está usando o último corte de cabelo ou se é musculoso, é um alívio para todo mundo que no fundo quer ser aceito por quem ele ou ela é.

Mostrar que temos prazer na aparência de nossos filhos sem valorizar desproporcionalmente este aspecto é saudável. Ensiná-los a se vestir e arrumar o cabelo com bom gosto e em estilo que os favoreça, treiná-los em boa postura e ajudá-los a ter uma expressão agradável fazendo uso frequente de um sorriso amigável, os torna atrativos e inspira respeito próprio (que hoje chamamos de auto estima).

Nossa conversa também deveria focalizar mais na beleza interna e nos ornamentos de caráter das pessoas do que nos aspectos superficiais. Nossos filhos aprendem a admirar o que admiramos.

Outra coisa que desenvolve respeito próprio, é a capacidade de fazer coisas bem feitas, de ser bom no que se faz. Conheço um rapazinho que aprendeu a fazer peças de móveis lindas e super bem feitas (https://vimeo.com/88203381). Outro que faz filmagens que parecem profissionais. Fez um filme de alguém fazendo pão que ficou a coisa mais linda. (https://vimeo.com/32864925). Minha filha fez um vestido para ela que ficou muito bom. Está aprendendo a costurar e isto lhe dá a oportunidade de usar roupas decentes e de bom gosto, adaptando de acordo com seu estilo, além do senso agradável de ser capaz.

A irmã de uma colega dela gosta de cozinhar. A mãe passou com ela meses morando numa outra cidade para ela aprender cozinha gourmet vegana. Depois ela começou a fazer programas de receitas fáceis em vídeo. Embora seja tímida seu programa é engraçado e informativo. Ela mesma grava, edita e posta. Esta ficando famosa no meio adventista nos EUA (https://youtu.be/ZaCt-HPkzzo).

Por que estou falando disso? Deus nos fez para termos prazer em nossas realizações, nossos esforços. Temos em nosso trabalho bem feito o mesmo prazer que Deus teve na criação, nos é dito. Quem sente este prazer divino, tem algo para dar, percebe o prazer que causa nos outros, a admiração e precisa menos da auto afirmação que vem de algo que não fizemos nada para merecer, no qual não temos nenhum mérito, como é o caso da aparência física, e que é tão efêmero.

Precisamos dar aos nossos filhos um alicerce na rocha. O que Deus valoriza é duradouro e colabora para o crescimento nosso e do outro bem como da família e da sociedade além de se multiplicar e se aperfeiçoar com o tempo e perdurar para a eternidade.

Cada aspecto da educação verdadeira prepara nossos filhos para serem felizes e bem sucedidos em cada estágio. Quanto mais de seus princípios fizermos uso, quanto mais fielmente os aplicarmos, e mais cedo começarmos, mais fácil será para nossos filhos serem bem sucedidos em cada fase de seu desenvolvimento.

Sua compreensão de que seu corpo é o templo para a habitação de Deus, sua prática diária de colocar nele só o que é aceitável em termos de comida, entretenimento, roupa, terá seu efeito quando esta nova fase chegar. Seu corpo ainda será visto como o templo construído segundo o padrão divino para ele, para receber Sua presença e refletir Sua glória.

Silvia Martins

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