Aqui em casa, normalmente estudamos todas as lições da Escola Sabatina no culto matutino. E é interessante como tiramos aplicações incríveis das lições das meninas, em parte porque temos que interpretar o assunto na linguagem delas e em parte porque as próprias perguntas delas nos fazem pensar mais no que estamos estudando. E com certeza o Espírito Santo aproveita esses momentos e nos impressiona com idéias que beneficiam a todos.
O mais interessante é quando as duas lições de algum modo se completam e nos ensinam algo. Um dia desses, a lição da Sarah contava a história de quando Paulo e Silas cantaram na prisão em Filipos e o carcereiro aceitou Jesus e pediu o batismo após ouvir o testemunho dos apóstolos. A da Anna contava a história de quando Nabucodonosor se exaltou e acabou passando 7 anos no campo vivendo como um animal, até que finalmente reconheceu a Deus e foi novamente reconhecido como rei de Babilônia.
O que o carcereiro de Filipos e Nabucodonosor tem em comum? Foram dois homens totalmente distintos, duas experiências contrastantes que nos ensinaram uma grande lição.
O carcereiro aparentemente não tinha muito conhecimento de Jesus, mas em questão de horas, uma noite para ser mais exata, conheceu a Paulo e Silas e na manhã seguinte foi batizado. Paulo e Silas haviam expulsado o demônio de uma escrava que fazia adivinhações, e seus donos percebendo que não mais ganhariam dinheiro com ela instigaram o povo a prendê-los. O carcereiro havia ficado impressionado com a atitude de Paulo e Silas que mesmo após serem espancados escolheram louvar a Deus na prisão. No meio da noite houve um grande terremoto e temendo que os presos tivessem fugido pensou em tira sua própria vida, mas Paulo lhe interrompeu e disse que todos estavam lá. Mais impressionado ainda o carcereiro os levou para sua casa, cuidou de seus ferimentos e conforme Paulo e Silas lhe testemunhavam ele e sua família prontamente aceitaram a Jesus e foram batizados.
Nabucodonosor, por outro lado já havia presenciado muitos milagres de Deus em sua vida, o modo como Deus fortaleceu e deu sabedoria a Daniel e seus amigos quando chegaram a Babilônia, a revelação do sonho da estátua, o milagre da fornalha ardente e muitos outros. No entanto ele ainda assim não reconhecia a Deus como Soberano. Através de outro sonho, Deus, em Sua bondade, lhe avisou de que corria perigo de exaltar a sim mesmo, e pouco tempo depois ele acabou tomando para si toda a glória e esplendor do reino e precisou passar sete anos vivendo como um animal até reconhecer a Deus como Senhor do universo e de sua vida. Mas sabe, o ponto é que ele reconheceu, e daquele dia em diante passou a exaltar a Deus e O aceitou como Seu Deus. O que um reconheceu em poucas horas o outro demorou anos para reconhecer.
As vezes encontramos essas duas classes de pessoas, pessoas que aceitam a Jesus e permitem serem transformadas em pouquíssimo tempo, e pessoas que demoram anos e anos e as mudanças ocorrem lentamente na vida delas. O mais maravilhoso é que Deus nunca se cansa de buscar Seus filhos, mesmo que eles sejam lentos em aceitá-lo, mas e nós como agimos diante de pessoas assim?
Muitas vezes queremos que todas as pessoas realizem mudanças radicais na vida do dia para a noite, talvez as mesmas mudanças que nós mesmos levamos anos para realizar. E quando nos deparamos com alguém que é “lento” para aceitar o amor de Deus, logo desanimamos e nos afastamos julgando que nunca aceitará a Deus. Precisamos ser pacientes, e nunca desistir, pois Deus promete grandes coisas para os últimos momentos desse mundo.
“Milhares da hora undécima verão e reconhecerão a verdade. … Essas conversões à verdade operar-se-ão com uma rapidez surpreendente para a igreja, e unicamente o nome de Deus será glorificado.” Mensagens Escolhidas p. 16.
Que Deus nos ajude a sermos perseverantes em nossas orações, e em vez de desistirmos, intercedermos por aqueles que talvez demorem mais para aceitar Seu amor. Que aprendamos com nosso grande Mestre a demonstrar amor verdadeiro para todos os filhos de Deus.
Orando Pela Hora Undécima

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