Dia 18 de setembro, meus pais celebraram 45 anos de casamento (Bodas de Safira). Tivemos a oportunidade de nos reunir com familiares e amigos e passar momentos muito agradáveis relembrando histórias e fatos do passado bem como aprendendo coisas novas e fazendo novos amigos.
Para comemorar as bodas, meus pais planejaram fazer uma confraternização na cidade próxima ao sítio onde moram, pois além de celebrar com familiares e amigos, queriam aproveitar a ocasião para formar maior vínculo com os novos amigos da cidade e testemunhar do amor de Deus. Reservaram então o ginásio da escola municipal e juntamente com eles nós os familiares fizemos toda arrumação, decoração, parte da alimentação e no domingo à tarde, tivemos uma pequena cerimônia com a participação do pastor da igreja, músicas e outras homenagens especiais, e no final oferecemos um lanche aos quase 150 convidados que estavam presentes.
Apesar de ser um momento tão especial, confesso que na correria dos preparativos, não havia parado para pensar no que aquele evento realmente significou para mim. Depois de tudo ter passado então, parei e comecei a refletir. Talvez a maior lição que tirei, não apenas do evento em si, mas do que meus pais têm ensinado após 45 anos de casamento foi “aprender a abrir mão dos meus próprios interesses em favor dos outros”.
Em vários momentos durante os preparativos para o evento, ao preparar o alimento, ensaiar as músicas, fazer a ordem do programa, trabalhar na decoração ou decidir o que comprar ou não, tive que fazer escolhas. Muitas vezes as escolhas das pessoas trabalhando comigo nem sempre estavam de acordo com as minhas. Um queria assim, o outro achava melhor de outro jeito, e por várias vezes, tive que deixar gostos e interesses pessoais de lado e concordar para que as coisas simplesmente acontecessem, e sabe de uma coisa? Era muito gostoso ver a alegria no rosto da pessoa ao conseguir fazer do jeito que planejara.
Muitas vezes vi e ainda vejo esse tipo de comportamento em meus pais – abrir mão dos próprios interesses em favor do outro. Lembro-me quando pequena, de momentos em que passamos dificuldades e meu pai se sujeitou a trabalhar em empregos que não eram sua primeira opção, mas fez tudo para permitir que nós, os filhos tivéssemos uma educação melhor. Algumas mudanças que fizemos como família, não eram necessariamente o desejo de minha mãe, mas ela simplesmente abriu mão de seus gostos pessoais, para o bem da família. Inúmeras vezes isso aconteceu e ainda acontece e creio que este é o segredo de terem alcançado 45 anos de casamento.
Mas sabe, abrir mão dos próprios interesses é algo muito difícil, ou melhor, impossível de fazer por nós mesmos. Apenas aqueles que temem a Deus conseguem fazê-lo.

Naquele final de semana, minha mãe me contou que ao convidar uma conhecida para as bodas a pessoa disse com tristeza que recentemente havia se separado do marido, e que neste ano também estariam completando 45 anos de casamento. Que tristeza! Após 45 anos, em algum momento alguém não abriu mão de seus interesses e toda aquela experiência juntos terminou.

Abrir mão dos próprios interesses significa se sujeitar à vontade do outro. A Bíblia diz que devemos nos encher do Espírito de Deus… sujeitando-nos uns aos outros no temor de Deus (Efésios 5:21). Não há outra maneira de conseguirmos viver em paz e felicidade enquanto estivermos neste mundo de pecado. Que Deus nos ajude a nos sujeitar à vontade dEle em primeiro lugar, pois só assim teremos força para nos sujeitar uns aos outros.

Queridos pais, muito obrigada pelo exemplo de amor. Amo vocês!

O Segredo dos Meus Pais

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