Algum tempo atrás li no blog Criacionismo.com.br (leiam aqui), um artigo sobre uma exposição em São Paulo intitulada “Sombra Negra”, com 25 fotos da Barbie em poses sensuais. Ao olhar as fotos, confesso que tremi em pensar que milhões de meninas (e até mulheres), não apenas as possuem, mas são fascinadas pela boneca, que naquelas fotos transmitem uma mensagem totalmente denegrida e imoral. Eu me lembrei então da minha própria experiência com as “bonecas adultas” que ocorrera cerca de dois anos antes e foi mais ou menos assim.

Quando minha filha nasceu, me lembro de olhar bonecas no mercado e achar que a Barbie definitivamente não era uma opção para uma bebezinha como ela. Apesar de ter ouvido coisas negativas sobre “bonecas adultas”, confesso que essa não era a razão porque não comprei naquela época. Pois quando minha filha estava com uns 3 anos de idade, acabamos comprando uma Barbie para ela. Mas no fundo algo me incomodava, tanto que nem falamos o nome Barbie para ela e ela deu outro nome para a boneca.

Nessa época tínhamos recém chegado aos EUA, e fomos até a Assistência Social da igreja buscar algumas coisas para nossa casa. Quando chegamos lá, encontramos entre os brinquedos uma caixa com umas “300” Barbies. Minha filha arregalou os olhos e disse: “Olha mãe, igual a minha boneca” e ficou pedindo para levar para casa.

A princípio eu não gostei do plano de ter um montão de Barbie em casa, mas depois, tive uma brilhante idéia (pelo menos eu achava). Resolvi que iria levar as Barbies (sem maquiagem e brinco), os Kens e os Bobs e os vestiria com roupas bíblicas, e estes seriam os “bonecos de sábado” das meninas. (Desde que as meninas nasceram sempre tivemos brinquedos especiais para o sábado em casa, que elas só brincam com eles nas horas do sábado). Achei que assim elas não estariam o tempo todo brincando com as bonecas e como elas estavam com roupa bíblica, sempre brincariam de histórias da Bíblia.

A idéia funcionou bem por uns três anos. Logicamente nesse meio tempo minha filha descobriu que o nome daquelas bonecas todas era Barbie, mas para ela não fez muita diferença. Ela continuava respeitando a idéia dos bonecos de sábado.

Um belo sábado, porém…

(já no Brasil) íamos passar o dia fora de casa e eu tive a brilhante idéia de levar os bonecos. Outras crianças estariam lá e eu achei que seria bom brincarem de histórias bíblicas com os bonecos. Meu esposo (mais sábio que eu) achou que não era uma boa idéia, mas eu (mais teimosa que ele) ignorei seu comentário e levei mesmo assim.

Durante o almoço as meninas já tinham avisado as amiguinhas que tinham trazidos os bonecos e elas buscaram as Barbies delas também (que não eram nada bíblicas). Quando abri a sacola toda contente e expliquei quem eram as bonecas, as crianças imediatamente começaram a juntar os bonecos Bobs e as Barbies fazendo de conta que estavam se beijando. Fiquei assustada e muito sem graça com meu esposo que chamou a atenção delas e pouco tempo depois guardou os bonecos.

Bom… na semana seguinte quando o sábado começou, buscamos os bonecos de sábado como de costume e assim que as minhas filhas tiraram da sacolinha adivinha o que fizeram? Começaram a brincar que os bonecos estavam se beijando também. Naquele momento percebi que o encanto dos bonecos de sábado havia acabado. Fiquei muito frustrada, conversei com elas, elas pararam de fazer aquilo, mas no sábado seguinte vi que já não brincavam mais de histórias da Bíblia. Além do que comecei a perceber que elas tinham o costume de levar a boneca junto com elas para frente do espelho e ficarem se penteando e fazendo pose.

Comecei a orar, pedindo a direção de Deus. Fora eu mesma que tivera a “brilhante idéia” e como iria mudar agora? Naquela mesma semana Deus respondeu minha oração. Estava ouvindo uma palestra sobre a educação de filhos e a palestrante explicou como bonecas adultas são confusas para meninas, pois elas nunca são suas filhas, na verdade elas sempre são as mães ou as irmãs mais velhas das crianças o que indica que elas acabam obedecendo ou imitando o que a boneca adulta “dita” através do vestuário e do jeito de ser.

Minha ficha finalmente caiu. No passado eu já tinha até ridicularizado “mentalmente” de algumas pessoas que tinham feito comentários negativos sobre os “bonecos de sábado” das minhas filhas. Mas naquele momento Deus falou ao meu coração que precisava tirar aqueles bonecos da vida das minhas meninas.

Confesso que foi uma decisão muito difícil “para mim”. Um verdadeiro drama! Lutei com Deus, argumentando que os bonecos eram da Bíblia, tinha até um boneco anjo e um vestido de Jesus. Além de outras coisas interessantes como uma boneca negra, uma “idosa”, que ao meu ver ajudavam minhas filhas a não fazerem acepção de pessoas. Mas, no fundo eu sabia que não adiantaria, não era aquela mensagem que eles realmente transmitiam para elas.

Pedi então que Deus preparasse o coraçãozinho delas para nossa conversa. Senti que deveria conversar apenas com a mais velha, pois a mais nova com três aninhos talvez não entendesse. Então chamei minha filha de sete anos e disse para ela que tinha algo especial para dizer a ela. Nós oramos e eu pedi que Deus a ajudasse a me entender. Quando comecei a falar que eu tinha feito uma escolha errada e que precisaríamos corrigir, ela me interrompeu e disse: “Mamãe… é sobre os bonecos de sábado, não é?” Fiquei surpresa, e ela me disse que já tinha sentido que não deveria mais ter aqueles bonecos.

É incrível como, quando pedimos, Deus realmente trabalha no coração dos nossos filhos! Ela então me perguntou o que iríamos fazer com eles. Eu lhe perguntei o que ela achava, e ela disse: “Eu acho que se não é bom para mim, não é bom para ninguém mais”. Confesso que eu me senti como se fosse a filha e ela a mãe naquele momento. Não era meu plano descartar as bonecas assim, mas senti que Deus estava guiando tudo e que eu não tinha o direito de mudar Seus planos.

Algumas semanas depois minha filha mais nova percebeu que as bonecas tinham sumido e me questionou. Eu expliquei para ela e a princípio ela não entendeu e ficou triste, mas logo que soube que iríamos substituir por outros brinquedos de sábado, já esqueceu e gostou da idéia.

Hoje aqui em casa somos “Barbie free”. Às vezes minhas filhas ganham bonecas tipo “Barbie” e elas mesmas já vem me dar, e nós procuramos substituir por outro presente para recompensar a sábia escolha que fizeram. Isso não quer dizer que não sentem atração alguma pela boneca, principalmente quando vêem suas amiguinhas com uma coleção delas, mas nesses momentos elas enfrentam uma luta consciente com Deus.

Essa semana li (aqui) uma experiência interessante que uma pessoa teve com a Barbie (quando criança). Ela diz: “Quando brincávamos com as Barbies, nós personificávamos seu caráter. Íamos comprar sapatos altos, mini-saia (temos que ser sinceros que as roupas da Barbie não são muito modestas!), íamos tomar sol na praia, visitar o salão, e nos arrumarmos para encontrar o namorado… Quando brincávamos de Barbie buscávamos nossos próprios interesses. Queríamos ser a número um.”

Por outro lado, ela conta que quando brincavam com bebês “a função que assumíamos quando éramos mãe das nossas bonecas era de cuidar delas. Nós ‘dávamos mamá’ para nosso bebê, trocávamos a fralda e vestíamos elas e então as ninávamos. Inconscientemente, estávamos praticando habilidades que agora usamos como mães. Estávamos aprendendo a cuidar das necessidade dos outros.”

Acho que não preciso dizer mais nada, né? Este sim é o plano de Deus para as nossas filhas. Que elas aprendam a nobre missão de ser mãe, de serem afetuosas, bondosas e mostrarem amor ao próximo.

Vivemos em uma época da história do mundo em que precisamos questionar tudo, rever nossos valores, estudar o plano de Deus versus o plano do mundo. É exatamente isso que chamamos de “Reavivamento”!

Que Deus nos ajude a fazermos parte desse movimento abençoado!

O Drama da Barbie

Uma ideia sobre “O Drama da Barbie

  • 9 de junho de 2013 em 16:48
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    Pâmela, que bom que Deus está lhe dando esta visão enquanto sua filha é pequena. Com as minhas filhas as reações e atitudes foram mudando conforme a idade e cada vez mais fui vendo influências negativas, por isso tomei essas decisões.
    Que Deus nos dê sabedoria para escolher o melhor, Abraço, Rute

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  • 29 de Maio de 2013 em 19:18
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    Muito difícil mesmo, pq é andar na contra-mão do mundo e do praticamente todos ao nosso redor.

    Eu também evitei ao máximo a Barbie, uma das razões era ser adulta, outra eram as roupas, acessórios, maquiagens e afins e por último a questão consumista da coisa, a marca em roupas, sapatos, mochilas, cadernos e por aí vai…

    Com 2 anos minha filha ganhou uma tipo Barbie, no dia ela abriu brincou e quando esqueceu eu guardei e ela só viu com 3 anos. Acabou ganhando outras e é difícil. Ela ainda é pequena.

    Mas o caso dos beijos aconteceu aqui em casa com bonecos do nosso amiguinho, numa época em que ela não teria da onde tirar aquilo, ela nomeou-os como o pai e a mãe, levei de uma maneira mais natural, afinal a gente se abraça, se beija e acho que foi só constatação do que ela vive e vê.

    Vou procurar a melhor forma de agir no caso bonecas, pq penso não ser adequada as mesmas mesmo.

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  • 13 de outubro de 2012 em 14:54
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    Muito bom o artigo Rute,sem contar os inúmeros desenhos animados q provocam ansiedade,inversão de valores,vinganças,do jeitinho q Satanás gosta.Há mesmo uma necessidade maior de conscien-
    tização,pois muitos pais aceitam de forma ingênua muitas vezes e sem conhecimento do q a mídia tem como objetivo ($).E nem um pouco preocupadas c/ as
    crianças.

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