Lendo o capítulo 13 do livro “Educação” de Ellen G White, intitulado “Cultura Mental e Espiritual”, me maravilho de pensar que o Senhor deixou à nossa disposição o mais poderoso instrumento no universo – Sua Palavra! Poderosa suficiente para criar o mundo o sol e as estrelas. Poderosa para criar em nos um novo coração e recriar em nós a Sua imagem-redenção (Ed.125.2) para dar poder intelectual, mais que TODOS os outros livros reunidos (124.2).

Sabendo disso, queria que meus filhos conhecessem e amassem a Bíblia e a guardassem na memória e no coração. E aqui compartilho com vocês algumas das coisas que fiz para conseguir isso:

1- Culto Pessoal Diário: Como meus filhos tem 4 anos e meio de diferença, por muito tempo suas lições de escola sabatina eram diferentes o estágio de desenvolvimento tb. Por isso fazia o culto de cada um separadamente. Como disse antes, quando eram pequenos usava seus brinquedos para recriar as histórias enquanto contava. Da mesma maneira que eles recriam a vida diária através das brincadeiras de casinha ou carrinho. A Sra. White foi numa escolinha adventista uma vez e viu as crianças fazendo bichinhos de barro para trabalhar a história de Noé e aprovou o método. E no decorrer da história ia fazendo a aplicação de acordo com aspectos que precisavam ser trabalhados nas crianças. O fato de a mesma história ser contada a semana inteira no rol do berço ajudava a guardar na memória e associar os brinquedos com as histórias. Até hoje eles comentam do quanto gostavam disso. (Eles não viam a hora de começar o culto e não queriam acabar mesmo que demorasse uma hora!).

2- Partilhar meu gosto pela Bíblia e ajudá-los a aplicar durante o dia: Durante a primeira refeição e através do dia, eu sempre comentava com entusiasmo coisas que eu tinha aprendido na Bíblia durante meu estudo pessoal. Eu queria que eles soubessem que eu estudo a Bíblia, que estou sempre aprendendo coisas novas e que essas coisas eu tento aplicar na minha vida. Durante o dia, quando surgia a necessidade ou ocasião, eu relembrava a como o fulano da história deles tinha esperado pacientemente (ou o que fosse), para ajudá-los a aplicar também.

3- Memorização: Memorizávamos os versos áureos da semana, mas eu sempre me lembrava de como os judeus decoravam livros inteiros.

Um dia ouvi o testemunho do capelão do senado americano que era adventista. Ele contou que quando pequeno sua mãe lhe dava alguns centavos por cada verso que memorizava. Ele escolhia os menores para ganhar mais dinheiro. Mas com o tempo ele criou gosto pela coisa e Deus lhe trazia a memória os versos aprendidos quando ele mais precisava. Agora ele sabia de memória uma quantidade enorme da Bíblia.

Eu sempre fui contra ‘pagar’ para as crianças fazerem o que devem. Mas fiquei tão impressionada com o quanto ele sabia e quão fácil lhe vinha à memória que decidi tentar. Meu filho devia ter uns 4 ou 5 anos e lhe propus fazer o mesmo. Ele tinha ouvido a história do pastor e disse que queria fazer o mesmo, mas que eu não precisava pagar porque era isso que ele devia fazer mesmo. Fiquei feliz, mas resolvi dar-lhe assim mesmo $0.25 por verso isolado e $0.50 por verso se decorasse um capítulo inteiro. Ele tinha que recitar no final da semana que era para não ser só memória de curto prazo. Ele certamente não estava interessado no dinheiro, tanto que se propôs do começo dar os primeiros $100 como oferta a Deus. Mesmo assim eu percebi que o dinheiro era uma motivação para memorizar mais e mais versos. Ele memorizou capítulos e mais capítulos do novo testamento. Com o tempo a história de pagar desapareceu, mas ele continua memorizando. Hoje seu arquivo mental o ajuda a checar o que ouve com versos específicos que confirmam o que está sendo dito ou revelam discrepâncias. É gostoso de ver como o Espírito lhe traz á memória bem o que é preciso.

Minha filha já gostava do dinheiro, mas não funcionou para incentiva-la a memorizar. Com ela eu deixei de lado e só coloquei como parte do culto memorizar um verso por dia. Não sei se foi o exemplo do irmão ou se ou minha atitude de que era o normal e parte da rotina diária, mas funcionou muito bem. O que ela gostava muito era ouvir o pastor mencionar um verso e poder falar baixinho de cor junto com ele. Amava quando ouvia um verso que sabia! No ano passado uma jovem disse que um grupo estava decorando o livro de Filipenses, e ela se juntou a eles. Esse ano se juntou a um grupo maior de jovens do GYC que estão decorando Lucas e outro livro. Para ela só saber que está fazendo com um grupo é o maior incentivo.

Cada criança e cada família e diferente e precisamos estudar e nos adaptar para ver como funciona melhor para cada um. Não sei, se eu voltasse para trás, se faria do mesmo jeito, mas na época acredito que Deus me dirigiu por esse caminho e foi uma benção que eu queria compartilhar com vocês. A memória da criança e muito boa e aumenta com o uso. Decorando a Bíblia desenvolve esse potencial que torna todos os outros estudos muito mais fácil, ao mesmo tempo em que cria um banco de dados para checar todas as demais ideias e informações.”

Abraço,

Silvia Martins

Como Ensinar Seu Filho a Ler, Amar e Memorizar a Bíblia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *