Controle do Tempo e o Vício da Mídia

Você tem dificuldade em organizar sua vida familiar, mas facilmente acompanha vários grupos nas redes sociais? Então, cuidado, você pode estar desenvolvendo o vício da mídia que poderá trazer sérias consequências para sua família. Isto não é, no entanto, razão para se desesperar, mas pedir a ajuda de Deus e decidir agir diferente.

Veja como um jovem pai reverteu o vício da mídia em sua vida dele apenas seguindo este sábio conselho deixado a nós à muito tempo atrás:

“Tanto quanto possível, é bom considerar o que deve ser realizado durante o dia. Fazei uma lista dos diferentes deveres que aguardam a vossa atenção e ponde de parte certo tempo para a realização de cada um deles. Faça-se tudo completamente e com correção e desenvoltura. Se vos tocar a sorte de fazer arrumação, então cuidai de que os quartos estejam bem arejados e a roupa de cama seja exposta ao sol. Marcai uma certa quantidade de minutos para fazer o trabalho, e não pareis para ler os jornais e livros em que os vossos olhos recaem, mas dizei a vós mesmos: “Não, só tenho tantos minutos para fazer o trabalho e devo realizar minha tarefa no tempo determinado.” (Orientação da Criança, p. 74).

O princípio que Ellen White está enfatizando no parágrafo acima é conhecido hoje como Timeboxing. O uso secular visa o aumento de produtividade e redução de custos em gestão de projetos e em gestão pessoal de tempo.

A gestão tradicional de tarefas estabelece o resultado como uma constante e o tempo torna-se a variável. O que EW propõe é o oposto: fixar o tempo e entregar o resultado dentro do tempo determinado.

Isso é algo antinatural. O que fazemos naturalmente é utilizar todo o tempo que temos para desempenhar uma tarefa. Quanto mais tempo tivermos, mais tempo tendemos a gastar na tarefa, em geral por dois erros: indolência e perfeccionismo. Ou somos lentos, ou tendemos a melhorar algo que já está pronto (ou os dois).

Considerando que “O valor do tempo supera toda computação” (PJ, 182) faz todo o sentido essa inversão, proposta por EW. Devemos olhar o tempo como o recurso mais valioso e limitado, e então alocá-lo racionalmente.

“Os pais devem ensinar a seus filhos o valor e o bom uso do tempo. Ensinai-lhes que é digno esforçar-se para fazer algo que honre a Deus e abençoe a humanidade. Mesmo na infância podem ser missionários para Deus.” (Parábolas de Jesus, 184).

Foi isso que me ajudou e continua me ajudando a vencer meu vício. Compreendo que não é algo simples, na verdade é um trabalho para a vida toda. Quando eu comecei a perceber o valor do tempo as coisas mudaram na minha vida. Eu sou capaz de identificar um mal caminho logo no início e pelo auxílio divino tenho vencido minha inclinação. A verdade é que hoje vejo com tristeza como é generalizado esse grande mal. Minha opinião, portanto, é de que esses princípios, se ensinados aos filhos, serão uma salvaguarda.

Sugiro que você leia a respeito de timeboxing, submetendo tudo aos princípios divinos e aplicando na vida prática. Quando as crianças também entenderem que podem ser mais produtivas em menos tempo, ficarão mais felizes por alcançar seus objetivos úteis, tudo dentro de um plano racional, sem serem levadas por anúncios ou mensagens distrativas:

“Marcai uma certa quantidade de minutos para fazer o trabalho, e não pareis para (…) [ver os vídeos sugeridos e anúncios] em que os vossos olhos recaem, mas dizei a vós mesmos: “Não, só tenho tantos minutos para fazer o trabalho e devo realizar minha tarefa no tempo determinado.” (Orientação da Criança, p 74).

Talvez uma das principais razões pelas quais muitas pessoas acabam se viciando em mídia, é por que precisam de um escape das pressões da vida. Não tem nada de errado em desejar tirar um tempo para relaxar e descansar. Isto não é apenas normal como necessário, mas para fazermos isto de modo que será um benefício e não um malefício, precisamos também saber escolher as atividades que faremos. E como podemos escolher sabiamente? A resposta está em outra pergunta feita por este jovem pai, e na compreensão da diferença entre atividades que promovem recreação e diversão.

A pergunta essencial é: me sinto mais disposto e com vontade de ler a Bíblia depois de terminar minha atividade?

“Há diferença entre recreação e divertimento. A recreação, na verdadeira acepção do termo — recriação — tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida. O divertimento, por outro lado, é procurado com o fim de proporcionar prazer, e é muitas vezes levado ao excesso; absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira se revela um estorvo ao verdadeiro êxito da vida.” (Educação, p. 207).

RECREAÇÃO

DIVERTIMENTO

Objetivo

Afastar “de nossos cuidados e ocupações usuais”

“procurado com o fim de proporcionar prazer”

Energia

“proporciona descanso ao espírito e ao corpo”

“muitas vezes levado ao excesso”

Trabalho

“habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida”

“absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil”

Resultado

“tende a fortalecer e construir”

“um estorvo ao verdadeiro êxito da vida”

Que Deus nos ajude a controlar nosso tempo de modo saudável evitando desenvolver vícios negativos e que Ele também nos ajude a saber como escolher atividades recreativas saudáveis.

Texto: Rafael Cruz / Comentários: Rute Bazan

Como Lidar com Ciúmes de Irmão

Quando a minha filha mais nova nasceu nos preocupamos um pouco com a questão do ciúmes entre as irmãs. Na época alguém me deu a ideia de trazer junto do hospital com a bebê um presente para a mais velha, como um presente da irmãzinha. Minha filha gostou do presente, mas na verdade ela gostou mais ainda de ter uma bebê de verdade para ajudar a cuidar. Existem casos, no entanto, que quando nasce um novo bebê na família o irmão mais velho ficar com ciúme e pode até se tornar agressivo. O que fazer neste caso? Como lidar de forma positiva sem se desesperar?
Recentemente na Comunidade de Pais do Projeto Restaure trocamos ideias sobre este problema e aqui vão algumas dicas preciosas e práticas oferecidas pela educadora Silvia Martins às mães que estão lidando com esta questão.
Brincar de mamãe – Se houver tentativa de agressão física ao bebê, dê à criança uma boneca especial para ela criança brincar. Uma boneca para ser a filhinha dela, para dar banho, trocar a fralda, pôr para dormir e etc, assim como a mamãe faz. As crianças vivem e revivem as experiências diárias delas nas brincadeiras. Minha filha era mais desafiadora e de quando em quando precisava de chinelada. Mais tarde ela estava lá dando chinelada na boneca dela. Dessa forma eles expressam o que vai lá dentro. Se ela quiser bater na boneca que chora é muito mais aceitável que no bebê.
Prover atividade paralela – Outra coisa é envolvê-la no momento mesmo que seja numa atividade paralela. Arrumar algo interessante para ela fazer enquanto você está lidando com o bebê. Por exemplo, a hora do banho dele ela pode fazer bolinha de sabão ou encher a pia do banheiro e brincar com peixinhos. Ou então essa pode ser a hora que você conta historinhas de você quando era pequena ou de algum bichinho que tinha.
Dessa forma você está lidando com o bebê, mas ainda dando atenção a ela. Não precisa ser durante todas as atividades que faz com ele, mas algumas que envolvam vocês três e ela sinta que quando o bebê está por perto, você ainda gosta dela e dá atenção a ela.
Rever os tempos de bebê – Trazer fotos de quando ela era bebê para ir vendo. Você pode ir comentando como ela também chorava e precisava de tanto cuidado. Mas como agora ela está grande e consegue andar, correr, pular. “Coitadinho do bebê que não consegue fazer nada disso, né? Se ele acorda, não pode sair do berço e nem chamar alguém. O único jeito que tem é chorar. Que bom que você já passou dessa fase, né?”
Podem assistir vídeos dela pequena na hora da mamada ou da primeira vez que viu o irmãozinho, lembrar de histórias interessantes, ver como se sujava toda para comer e etc. Eles gostam muito de assistir esses vídeos. É difícil para eles imaginarem que já foram bebês. Mas assim podem se simpatizar mais com o irmãozinho.
Dar atenção exclusiva – Quando o papai chega do trabalho, ele pode cuidar do bebê por um tempo (ou a vovó durante o dia) para que vocês tenham um tempinho juntas.
Enquanto faz as tarefas da casa, com ou sem o bebê, é bom envolvê-la, se ela quiser. ‘Lavar a louça’, tirar o pó, varrer com a vassourinha dela, etc. Pode aumentar o tempo de fazer o trabalho, mas vai diminuir muita dor de cabeça na relação com ela e dela com o irmãozinho.
Ensinar com histórias bíblicas – Contar histórias bíblicas de irmãozinhos como Miriã e Arão cuidando do pequeno Moisés, ou dos irmãos de José que o machucaram por ciúmes, ou de Caim e Abel, podem ajudá-la a entender e pensar. Vocês podem nessas horas conversar sobre o que os irmãos estavam sentindo e se o que fizeram foi certo ou errado, como poderiam ter agido diferente.
Esaú tinha ciúmes de Jacó e trouxe muita tristeza para os dois e para os pais. No fim eles ficaram de bem. Deus até falou a Esaú para ser ‘bonzinho’ e não machucar o Jacó, que era o irmão mais novo.
Parábolas do servo que tratou mal os seus conservou quando o patrão não estava por perto, ou do pastorzinho que deixou as outras ovelhinhas por um pouco para ir atrás da que estava precisando dele, ou de como o pastorzinho cuidando das ovelhas tinha que carregar a pequenininha no colo, são todas boas histórias para trabalhar amor ao próximo e o cuidado maior que alguns precisam por não poderem cuidar de si mesmos. A coleção ‘Meus Amigos da Bíblia’ é muito boa neste sentido. Tem até uma ilustração de Jesus com um pequenino dormindo em seu colo enquanto os irmãos maiores estão do lado.
Dessa forma a Bíblia e suas histórias vão ficando reais para ela com lições que ela também precisa aprender. Jesus nos ama e nós somos para amar e ajudar os outros. Na parábola do bom samaritano vemos bem isso, os ladrões ‘não eram bondosos nem para os de perto, da família, os outros não machucavam mas não ajudavam e o que nem era família, foi bondoso e ajudou. Jesus ficou muito contente com ele.
Ter seu tempo a sós com Deus – A fase com um recém nascido no lar pode ser uma fase muito difícil para as mães. O bebê chora a noite, você não dorme direito e ainda com todo o trabalho da casa a ser feito. Por isso mesmo tire tempo para orar e ter tempo com Deus. Parece impossível mas você vai ver o milagre da multiplicação se o fizer. Multiplicação do tempo, da paciência, do amor e de ideias para resolver os problemas. Vai ver também o milagre da redução, redução do estresse e de conflitos.
E lembre-se que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (2 Coríntios 10:13).

Silvia Martins

Você Sabe o que Está Oferecendo ao Seu Filho?

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Você já deve ter ouvido através de sermões ou livros religiosos advertências contra o uso de eletrônicos com crianças devido aos seus efeitos negativos na formação do caráter. Apesar de saber disso, muitas vezes ainda somos lentos em tomar medidas e continuamos oferecendo acesso à este tipo de equipamento. Mas, e quando essa advertência  vem de fontes seculares e não apenas implicam na espiritualidade, mas em todos os aspectos do desenvolvimento da criança?

Veja só a seguinte informação publicada no Huffington Post no dia 06 de Março de 2014 e traduzido e divulgado no Brasil pelo blog Antes que Eles Cresçam.

10 Razões por que Dispositivos Portáteis Devem ser Banidos para Crianças com Idade Inferior a 12 Anos

A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria atestam que bebês na idade entre 0 a 2 anosnão devem ter qualquer exposição à tecnologia, crianças de 3-5 anos devem ter acesso restrito a uma hora por dia e crianças de 6-18 anos devem ter acesso restrito a 2 horas por dia (Fonte: AAP 2001/13 , o CPS 2010). Acontece que hoje as crianças e jovens usam a tecnologia em quantidade de 4 a 5 vezes maior do que esta recomendada, o que está resultando em consequências graves e ameaças vitais. (Fonte: Kaiser Foundation 2010 , Active Healthy Kids Canada 2012).

Os dispositivos portáteis (celulares, tablets, jogos eletrônicos) têm aumentado dramaticamente o acesso e uso à tecnologia, especialmente por crianças muito jovens (Fonte: Common Sense Media, 2013 ). Como terapeuta ocupacional pediátrica, estou convidando os pais, os professores e os governos a proibir o uso de todos os dispositivos portáteis para crianças com idade inferior a 12 anos.

A seguir estão 10 razões baseadas em pesquisa para essa proibição. Para ter acesso às referências da pesquisa, por favor, visite zonein.ca para ver o Zone’in Fact Sheet.

  1. Crescimento rápido do cérebro

Entre 0 e 2 anos, o cérebro da criança triplica de tamanho e continua em estado de rápido desenvolvimento até os 21 anos de idade (Fonte: Christakis de 2011). O desenvolvimento inicial do cérebro é determinado por estímulos ambientais ou pela falta dele. O estímulo a um desenvolvimento cerebral causado por exposição excessiva a tecnologias (celulares, internet, iPads, TV) foi mostrado afetar negativamente o funcionamento e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de auto-regular, exemplo: birras (Fonte: Small 2008, Pagini 2010) .

  1. Atraso no desenvolvimento

O uso da tecnologia restringe o movimento, o que pode resultar em atraso de desenvolvimento. Uma em cada três crianças agora entram na escola com atraso de desenvolvimento, impactando negativamente a alfabetização e o desempenho acadêmico (Help EDI Maps 2013). O movimento aumenta a atenção e a capacidade de aprendizagem (Fonte: Ratey 2008). Com isso, o uso de tecnologia por crianças com idade inferior a 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento da criança e da aprendizagem (Fonte: Rowan 2010).

  1. Epidemia de obesidade

O uso de TV e vídeo game está correlacionado com o aumento da obesidade (Fonte: Tremblay, 2005). As crianças que possuem dispositivos eletrônicos em seus quartos têm 30% de aumento na incidência de obesidade (Fonte: Feng 2011). Um em cada quatro canadenses e uma em cada três crianças americanas são obesas (Fonte: Tremblay 2011). 30% das crianças com obesidade irão desenvolver diabetes e os indivíduos obesos têm maior risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco precoce, encurtando gravemente a expectativa de vida (Fonte: Center for Disease Control and Prevention 2010). Em grande parte devido à obesidade, crianças do século 21 podem ser a primeira geração onde muitos não vão viver mais que seus pais (Fonte: Professor Andrew Prentice, BBC News, 2002).

  1. Privação do sono

60% dos pais não supervisionam o uso de tecnologia de seus filhos e 75% das crianças estão autorizadas a ter tecnologia em seus quartos (Kaiser Fundation 2010). 75% das crianças com idade entre 9 e 10 anos são privados de sono e como consequência, suas notas na escola são negativamente impactadas (Boston College 2012).

  1. Doença Mental

O uso excessivo de tecnologia está implicado como a principal causa das taxas crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno de apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008). Uma em cada seis crianças canadenses têm uma doença mental diagnosticada, muitas das quais estão em uso de medicação psicotrópica perigosa (Waddell 2007).

  1. Agressão

Conteúdo de mídia violento pode causar agressividade infantil (Anderson, 2007). As crianças estão cada vez mais expostas à crescente incidência de violência física e sexual na mídia de hoje. “Grand Theft Auto V” retrata sexo explícito, assassinato, estupro, tortura e mutilação, como fazem muitos filmes e programas de TV. Os EUA classificou a violência na mídia como um risco à saúde pública devido ao impacto causal sobre a agressão infantil (Huesmann 2007). A imprensa registra aumento do uso de quartos de isolamento com crianças que apresentam agressividade descontrolada.

  1. Demência digital

Conteúdo de mídia de alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção, bem como a diminuição da concentração e da memória, devido ao cérebro eliminar trilhas neuronais no córtex frontal (Christakis 2004 Pequeno 2008). Crianças que não conseguem prestar atenção não podem aprender.

  1. Vícios

Como os pais ficam cada vez mais presos à tecnologia, eles estão se desapegando de seus filhos. Na ausência de apego dos pais, as crianças separadas podem se conectar a dispositivos, o que pode resultar em dependência (Rowan 2010). Uma em cada 11 crianças com idades entre 8-18 anos são viciadas em tecnologia (Gentile 2009) .

  1. Emissão de radiação

Em maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros dispositivos sem fio) como um risco categoria 2B (possível cancerígeno), devido à emissão de radiação (WHO 2011). James McNamee com a Health Canada, em outubro de 2011, emitiu um aviso de advertência dizendo: “As crianças são mais sensíveis do que os adultos a uma variedade de agentes – como seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento – então você não pode dizer que o risco seria igual para um jovem adulto quanto é para uma criança”. (Globe and Mail de 2011). Em dezembro de 2013 o Dr. Anthony Miller, da Universidade da Escola de Saúde Pública de Toronto recomendou que, com base em novas pesquisas, a exposição à radiofrequência deve ser reclassificado como 2A (provável cancerígeno) e não um 2B (possível cancerígeno). A Academia Americana de Pediatria pediu revisão das emissões de radiação electro-magnéticas dos dispositivos de tecnologia citando três razões quanto ao impacto sobre as crianças (AAP 2013 ) .

  1. Insustentável

As maneiras pelas quais as crianças são criadas e educadas com a tecnologia já não são sustentáveis (Rowan 2010). As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para as crianças com overdose de tecnologia. Cuidar disso é urgente, necessário e precisamos fazer em conjunto, a fim de reduzir o uso de tecnologia por crianças. Por favor, assista e compartilhe os vídeos sobre o uso excessivo de tecnologia por crianças. Em http://www.zonein.ca

Acho que são 10 boas razões para repensarmos nas atividades dos nossos filhos e pedir que Deus nos ajude a fazer as mudanças necessárias. Como já dizia uma grande escritora do século passado: “Quanto mais calma e simples a vida da criança, isto é, mais livre de estímulos artificiais e mais de acordo com a natureza, mais favorável é para o vigor físico e mental e para a força espiritual.” Educação, 107

Então vamos escolher oferecer o melhor para nossos filhos? Não de acordo com o que o mundo dita, mas de acordo com ensinamentos dAquele que sabe tudo, nosso Criador.

80 Ideias para o Culto em Família

Em Cada Lar, um Altar: Reunir-nos a cada dia para celebrar nossa fé e renovar nosso pacto com Deus, pode fortalecer os vínculos entre nós e construir uma preciosa herança religiosa em nossas famílias.

Crianças com Idade de Rol e Jardim (0-6)
1. Use objetos para ilustrar uma história bíblica.
2. Cante com a criança e a família algum corinho que possa ser representado.
3. Na sexta-feira, a noite, acenda uma vela e a apague no sábado à noite.
4. Utilize livros bem ilustrados com histórias da Bíblia ou da natureza. Leia-os em voz alta, enquanto segura a criança em seus braços.
5. Para as crianças um pouco maiores, incentive-as a memorizar pequenas frases da Bíblia.
6. As crianças de mais idade podem fazer um livro com ilustrações que você sugerir.
7. Relate histórias que ajudem a formar o caráter das crianças.
8. Reescreva as histórias da Bíblia usando palavras simples.
9. Desenhe as mãos das crianças e fale sobre as mãos ajudadoras.
10. Desenhe o pé da criança e conte como os pequenos pés podem servir a Jesus.
11. Conte uma historia para a criança acerca de um milagre bíblico.
12. Arme um quebra-cabeça bíblico.
13. Mostre figuras de Jesus e personagens bíblicos, e conte sua história.
14. Tenha fotografias de animais e coisas da natureza. Conte para a criança que foi Jesus quem os criou.
15. Relembre as músicas da Escola Sabatina.
16. Ensine as crianças a orar. Fale uma frase curta e peça que repitam.

Crianças em Idade dos Primários (7-9)
17. Na sexta-feira, faça perguntas da Lição da Escola Sabatina.
18. Leia sobre os frutos do Espírito Santo.
19. Peça para as crianças prepararem uma pesquisa bíblica.
20. Faça uma caminhada na natureza, com as crianças.
21. Leia uma história religiosa e peça para as crianças identificarem os valores apresentados.
22. Escreva vários problemas da vida diária e peça às crianças que digam como os resolveriam.
23. Encontre uma palavra que descreva a Deus, Jesus, ou o Espírito Santo com cada letra do alfabeto.
24. Procure descobrir o significado do nome de cada criança, e conte isso a elas.
25. Leia uma história sem mencionar o nome do protagonista e veja quem é o primeiro a adivinhá-lo.

Juvenis e Adolescentes (10-16)
26. Selecione livros sobre vida cristã e leia-os juntos.
27. Sente-se com eles para ouvir CD’s de músicas religiosas.
28. Avalie as fitas e os programas de televisão.
29. Disponha de tempo suficiente para falar sobre as amizades.
30. Tenha um tempo estabelecido para formular metas com eles.
31. Discuta sobre justiça, violência, e outros assuntos atuais.
32. Faça um culto temático com cada parte do Fruto do Espírito.
33. Discuta a respeito do tempo individual de devoção.
34. Escolha a quem colocar no salão celestial da fama.
35. Discuta o plano de Deus para o casamento.
36. Convide seus amigos para uma festa de páscoa.
37. Leia sobre o Espírito Santo.

Jovens e Adultos Jovens
38. Estude e compartilhe com a família as seguintes doutrinas: o sábado, o batismo, a segunda vinda de Cristo e o estado dos mortos.
39. Leia com eles cada dia um capítulo de Provérbios.
40. Leia 1 Timóteo 4:12 e discuta o que esse versículo diz para os jovens.
41. Utilize uma Concordância Bíblica para escolher textos e conversar a respeito da compreensão dessas passagens.
42. Escolha textos de Ellen White para estudar junto com eles.

Solteiros
43. Convide um ou mais solteiros ou solitários para unir-se a você no culto.
44. Visite alguma clínica, asilo ou orfanato, e faça o culto com as pessoas que ali estiverem.
45. Convide as crianças de sua vizinhança para contar-lhes histórias, ler a Bíblia para elas, etc.
46. Visite seus pais uma vez por semana e faça o culto com eles.
47. Encontre um companheiro de oração.
48. Vá a lugares especiais para ter o culto com Deus, tais como um rio, jardim etc.
49. Leia livros de devoção pessoal.

Casados
50. Organizem um caderno de orações.
51. Leiam um livro devocional juntos.
52. Comecem o culto contando o que aconteceu no dia.
53. Leiam um capítulo da Bíblia juntos.
54. Busquem em uma Concordância Bíblica todos os textos relacionados com os privilégios e obrigações do marido e da esposa.
55. Escrevam uma carta para Deus pensando nEle como um amigo.
56. Parafraseiem um capítulo da Bíblia.
57. Sublinhem textos que se relacionam com doutrinais e promessas da Bíblia.
58. Convidem um outro casal para fazer o culto com vocês.
59. Tenham um local especial em casa para orar.
60. Tenham um livro de promessas.
61. Escrevam notas de apreço um pelo outro.
62. Mantenham uma anotação de orações atendidas, algo como o seu livro de milagres.
63. Orem em voz alta.
64. Saiam juntos para um culto na natureza.
65. Façam um livro de textos favoritos.
66. Façam cartões de gratidão.
67. Escolham e desenvolvam um ministério familiar.
68. Planejem um culto especial quando as crianças foram chamadas para aceitar a Jesus.
69. Leiam o livro O Desejado de Todas as Nações.

Ideias Adicionais para o Culto
70. Na sexta-feira, à noite, leiam textos bíblicos sobre o sábado.
71. Anotem idéias para a feliz observância do sábado num “Livro Familiar de Culto”.
72. Estudem, na Bíblia, a respeito do caráter de Cristo.
73. Em uma série de cultos, tentem descobrir como Jesus enfrentava as situações da vida e orem para receber o Espírito Santo.
74. Leiam capítulos da Bíblia juntos.
75. Façam suas algumas palavras de Jesus, como se Ele estivesse falando com vocês.
76. Parafraseiem ou personalizem textos bíblicos.
77. Estudem um desses livros da Bíblia que são considerados mais difíceis.
78. Leiam a respeito do Céu no Salmos 8.
79. Leiam e comentem Mateus 14:23-33.
80. Estudem um livro difícil da Bíblia.

Fonte: Apêndice do Livro “Fundamentos do Lar Cristão” (p. 172-175)

OTIMIZANDO O TEMPO: DICAS DE UMA MÃE – PARTE 2

6. Envolver os filhos nas atividades domésticas, desde pequenos!

“Tanto as crianças como os pais têm importantes deveres a cumprir no lar. Deve-se-lhes ensinar que constituem uma parte da organização do lar.” (A Ciência do Bom Viver, pág. 394)

Você pode pensar, como? Aí eu perderei muito tempo com um bebê ou uma criança ao meu lado. Pense que o seu tempo poderá ser muito maior mesmo, mas, por outro lado, você estará ganhando na educação deles, pois a sua cozinha se tornará um laboratório, onde poderá dar aula de nutrição, matemática, e por aí vai…

Uma sala de estar poderá ser um ótimo lugar para uma roda de conversa, mesmo em movimento, varrendo ou limpando os móveis. Em todas as partes de nossa casa podemos estar ensinando aos nossos filhos lições preciosas que irão perdurar por toda eternidade.

Morando longe dos familiares, sem ajuda de uma secretária do lar, tive que aprender a envolver meus filhos nas atividades desde bem cedo. Mas, a dúvida: Como? O que fazer? No começo foi muito difícil, leitura e oração são indispensáveis pra não entrar em “parafuso”. Precisei adaptar-me a essa nova realidade: carrinho, cadeirinha, cercado, tapetes emborrachados.

Com esses auxiliares podia mantê-los perto de mim enquanto desenvolvia alguma atividade. E conforme iam crescendo já podiam desenvolver suas pequenas atividades sentados no tapete. E até hoje estamos sempre juntos nas atividades, isso as vezes incomoda algumas pessoas, mas não devemos nos preocupar. Filha de um pai que sempre ajudou em casa, que foi alfaiate na juventude, e que costurava em casa (Fabricava e vendia roupas) não acho estranho, por exemplo, ensinar meus filhos a costurar, lavar e passar roupa. E eles aprendem, às vezes, só olhando a gente fazer…

Algumas semanas atrás, nos preparando para o sábado, percebemos que o mais velho não colocou a calça social para lavar durante a semana, e no dia de preparação procuro não lavar roupa, somente em caso excepcional. Então falei para ele que ele precisaria lavar. E, sem reclamar, foi para o tanque e lavou a sua calça e colocou no varal. A tarde a calça estava prontinha para o sábado. Eu só passei a roupa do esposo e verifiquei a minha.

Aqui em casa os dois já preparam suas roupas para o sábado, e quando precisa passar o mais velho passa a dele e a do mais novo também. E falo isso porque não é sacrifício, ele faz com alegria, e depois vem me mostrar e perguntar se está bom.

“A educação da criança para o bem ou para o mal começa nos primeiros anos. … Quando os mais velhos se tornam maiores, devem ajudar a cuidar dos membros mais jovens da família. A mãe não deve cansar-se fazendo o trabalho que os filhos podem e devem fazer.” Manuscrito 126, 1903.

Nesse link a seguir, tem atividades que seu filho poderá ajudar conforme a idade: https://www.projetorestaure.com/incentive-seu-filho-a-ajudar-em-casa/

“Se vossos filhos não são acostumados a trabalhar, logo estarão cansados. Queixar-se-ão de dor no lado, nos ombros, membros cansados; e estareis em perigo de, por simpatia, fazer vós mesmos o trabalho em vez de permitir que sofram um pouco. Seja o trabalho das crianças muito leve de início, aumentando-se cada dia um pouco, até que possam fazer uma soma razoável de trabalho sem se cansarem.” (Testimonies, vol. 1, pág. 687)

7. Simplificando na cozinha

“Seja vosso primeiro objetivo tornar o lar aprazível. Cuidai em providenciar as condições que amenizam o trabalho e promovem a saúde e o conforto”. (A Ciência do Bom Viver, 368, 369)

E agora, hora de cozinhar! Levar duas crianças para a cozinha e ainda dois meninos, será que isto dá certo? Comigo sempre deu e dá!

“Quando nos entregamos sem reservas ao Senhor, os deveres simples e comuns da vida doméstica serão olhados em sua verdadeira importância, e cumpri-los-emos de acordo com a vontade de Deus.” (The Review and Herald, 15 de Setembro de 1891.)

Outra dica importante é adotar um regime mais simples para o sábado. Aqui em casa tem feito a diferença!!!

“Não devemos, no sábado, aumentar a quantidade de alimento ou preparar maior variedade do que noutros dias. Ao contrário, a refeição do sábado deve ser mais simples, convindo comer menos do que comumente, a fim de ter o espírito claro e em condições de compreender os temas espirituais. A alimentação em excesso entorpece a mente”. (Test. Seletos Vol. 3, pag. 23)

O sucesso para o início de uma nova semana começa logo após o pôr do sol de sábado. E vamos lá… Lavar a louça do sábado já gosto de fazer logo após o pôr do sol. Às vezes eu, as vezes os meninos, ou até o esposo. Acho essencial para começar a semana. E logo após teremos que preparar o lanche da noite. Terminando de lanchar, a cozinha já fica prontinha para o dia seguinte.

Aproveito o 1º dia da semana para fazer o pão integral para a semana toda e para preparar alimentos que posso congelar. Mas, enquanto o pão cresce já podemos ir adiantando outras coisas, como os assados para semana, feijão e outros. Apesar do meu congelador não ser grande, ele é um grande amigo. Porque cozinho ou asso uma parte, e separo outra e congelo para usar durante a semana. Geralmente faço isso na parte da tarde, porque de manhã sempre saio com os meninos para fazer uma caminhada ou atividade ao ar livre, após darmos uma geral na casa.

Lavar e higienizar as verduras e frutas, procuramos fazer quando chegamos da feira ou mercado. Facilita também na hora do preparo das refeições. E há alguns legumes que também já descasco, corto e já congelo. O almoço do primeiro dia da semana também é bem prático, normalmente um “restodontê” do sábado ou pegamos algum congelado da semana anterior.

 

Portanto, vamos simplificar!! Mas, sem perder o sabor! É válido lembrar que preparar o cardápio para a semana ajuda bastante também.

Abraço, Telma Valentim

OTIMIZANDO O TEMPO: DICAS DE UMA MÃE

“O lar deve ser para as crianças o mais atrativo lugar do mundo, e sua maior atração deve ser a presença da mãe. “— A Ciência do Bom Viver, 388.

Muitas vezes me perguntei: Como? Como ser esposa, mãe, lavar, cozinhar, passar, trabalhar fora, estudar, etc. – Impossível!! – Você pode dizer. É possível sim… Será mesmo?

Já passei por essa experiência terrível há alguns anos atrás. Com dois filhos pequenos, fazendo faculdade, e mais as atividades da casa, cuidando da prestação de contas de cinco creches, trabalhando das 8 as 17h, e ainda atuando na igreja. Que período difícil1! Tive que me adaptar a diversas situações e aprender a otimizar o meu tempo. Ressalto aqui que, se possível fosse voltar atrás, faria tudo bem diferente!

Hoje ainda trabalho fora, três vezes por semana, num ritmo muito mais tranquilo, mas enfim, creio não ser o ideal, prossigo para o alvo…

“Em muitos lares a esposa e mãe não tem tempo para ler e manter-se bem informada, nem para servir de companheira ao marido, ou estar em contato com a mente em desenvolvimento dos filhos. Não há tempo para o precioso Salvador Se tornar um companheiro íntimo e querido. Ela imerge pouco a pouco unicamente na lida doméstica, absorvendo suas forças, seu tempo e interesses nas coisas que perecem com o uso”. — A Ciência do Bom Viver, 368, 369.

Gostaria de compartilhar o que aprendi nesse período que me ajudou e tem ajudado até hoje a fazer o meu trabalho de maneira rápida, para que eu possa ter tempo para o meu esposo, filhos e para mim mesma…rsrs

Depois de muita leitura e oração, cheguei à conclusão de que precisaria fazer algumas mudanças em minha rotina:

  1. Priorizar aquilo que é mais importante. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça…. Em casa sempre fizemos o culto matutino e vespertino, mas percebi que além desse momento em família, precisava de um momento especial com Deus. E isto, pode ter certeza, fez toda a diferença em nossa vida. Passei a acordar de madrugada para falar com Deus e pedir sabedoria para atuar em meu lar. E pouco a pouco Deus foi me mostrando às mudanças que precisavam ser feitas em nossa família.
  2. Fazer um planejamento – Estabeleça uma rotina. O Livro Estarei pronta para o Sábado da CPB me ajudou bastante. Planejar é essencial. Dividir tarefas por dias da semana fez o trabalho ficar mais fácil. O nosso Criador não fez tudo em um só dia, precisamos aprender Dele.
  3. Simplificar – Reduzir atividades, diminuir o ritmo, mesmo de atividades na igreja. Lembro que precisei sair da direção do Coral infantil, e outros cargos, não foi fácil tomar essa decisão, mas, precisava de tempo para a família. Hoje, com eles maiores, eu atuo na igreja em cargos onde eles podem me auxiliar.
  4. Fazer um declutter – Fazer um “faxinão em casa”, ficar realmente com aquilo que é necessário. Casas grandes têm a tendência de acumular muitas coisas desnecessárias que ocupam o nosso precioso tempo, se preciso for, mude de residência…rsrs.. Depois de cindo mudanças em seis anos, percebi que não precisamos de muita coisa para viver. Aqui vai um link para quem quer começar um declutter: http://blog.todosdecoram.com/2012/01/declutter-voce-ja-fez-10-dicas-para.html
  5. Adquirir móveis, equipamentos e eletrodomésticos para facilitar as atividades.

“Seja vosso primeiro objetivo tornar o lar aprazível. Cuidai em providenciar as condições que amenizam o trabalho e promovem a saúde e o conforto”. — A Ciência do Bom Viver, 368, 369

Os equipamentos, acessórios e eletrodomésticos que puderem adquirir para facilitar o trabalho valerá a pena, pois assim podem ensinar os filhos a manusearem e agilizar as atividades.

Ex: A panela elétrica me facilitou bastante a vida, hoje o meu filho de 13 anos já sabe preparar uma refeição completa, e o mais novo com 10 anos já prepara alguns pratos e me auxilia nas refeições.

“A limpeza, o asseio e a ordem são indispensáveis na própria administração da família. Mas quando a mãe faz dessas coisas os todo-importantes deveres de sua vida, e a eles se devota com negligência do desenvolvimento físico e do cultivo mental e moral dos filhos, comete lamentável erro”. — The Signs of the Times, 5 de Agosto de 1875.

Que Deus nos ajude a cumprirmos fielmente nossa missão…

Abraço, Telma Valentim

 

Porque os que Servem a Deus Passam por Dificuldades?

A marca do cristianismo não é um sinal exterior; não consiste em trazer uma cruz ou coroa, mas sim em tudo o que revela a união do homem com Deus. Pelo poder da Sua graça manifestado na transformação do caráter, o mundo será convencido de que Deus enviou Seu Filho como Redentor. Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável.
Para viver tal vida, para exercer tal influência, requer-se, a cada passo, esforço, abnegação e disciplina. É porque assim não compreendem que muitos tão facilmente desanimam na vida cristã.Muitos que sinceramente consagram a vida ao serviço de Deus ficam surpresos e desiludidos ao encontrar-se, como nunca, rodeados de obstáculos e assediados por provas e perplexidades. Oram para que seu caráter se assemelhe ao de Cristo e se tornem aptos para a obra do Senhor, e contudo são postos em circunstâncias que parecem provocar toda a malícia de sua natureza.
É justamente porque Deus os conduz que estas coisas lhes sucedem. As provas e obstáculos são os métodos de disciplina escolhidos pelo Senhor e as condições de bom êxito que nos apresenta. Ele, que lê o coração dos homens, conhece melhor do que eles mesmos o seu caráter. Vê que alguns têm faculdades e possibilidades que, bem dirigidas, podiam ser empregadas no avanço de Sua obra. Em Sua providência, Deus colocou estas pessoas em diferentes situações e variadas circunstâncias a fim de que possam descobrir, em seu caráter, defeitos que a eles próprios estavam ocultos. Dá-lhes oportunidade de corrigirem tais defeitos e de se tornarem aptos para O servir. Permite por vezes que o fogo da aflição os assalte, a fim de que sejam purificados.
O fato de sermos chamados a suportar a prova mostra que o Senhor Jesus vê em nós alguma coisa de precioso que deseja desenvolver. Se nada visse em nós que pudesse glorificar Seu nome, não desperdiçaria tempo a depurar-nos. Não lança pedras sem valor na Sua fornalha. É o minério precioso que Ele depura. O ferreiro põe o ferro e aço no fogo, a fim de provar que qualidade de metais são. O Senhor permite que Seus eleitos sejam postos na fornalha da aflição para lhes provar a têmpera e ver se podem ser formados para a Sua obra.
O oleiro toma o barro e molda-o segundo lhe apraz. Amassa-o e trabalha-o. Divide-o e volta a juntá-lo. Umedece-o e depois seca-o. Deixa-o em seguida durante algum tempo sem lhe tocar. Quando está perfeitamente maleável, prossegue na tarefa de fazer dele um vaso. Molda-o numa forma, e alisa-o e pule-o em volta. Seca-o ao sol e coze-o no forno. Torna-se então um vaso apto para servir. Do mesmo modo, o Supremo Artista deseja moldar-nos e formar-nos. E como o barro está nas mãos do oleiro, assim estamos nós em Suas mãos. Não procuremos fazer a obra do oleiro; compete-nos simplesmente deixar-nos moldar pelo Supremo Artífice.
Muitos estão insatisfeitos com a sua profissão. Encontram-se talvez num meio incompatível; seu tempo é ocupado em trabalho vulgar, quando seriam, pensam eles, competentes para responsabilidades mais elevadas; por vezes seus esforços parecem-lhes não apreciados ou estéreis; e o futuro apresenta-se-lhes incerto.
Lembremo-nos que nosso trabalho, ainda que o não tenhamos escolhido, deve ser aceito como tendo sido escolhido por Deus para nós. Seja ele agradável ou não, temos obrigações de cumprir o dever que se nos apresenta. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma”. Eclesiastes 9:10.
Se o Senhor deseja que levemos uma mensagem a Nínive, não Lhe será agradável que vamos a Jope ou a Cafarnaum. Ele tem motivos para nos enviar aonde nossos passos foram dirigidos. Talvez lá houvesse alguém em necessidade do auxílio que lhe poderíamos prestar. Ele que enviou Filipe ao ministro etíope, Pedro ao centurião romano, e a menina israelita em auxílio de Naamã, o capitão sírio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes àqueles que têm necessidade de ajuda e guia divinas.
Ciência do Bom Viver (condensado), p. 208 – 210.

Perdendo as Conexões Verdadeiras

Family on sofa

A tecnologia tem trazido muitas mudanças para a vida moderna, inclusive para os relacionamentos mais importantes do ser humano, como a família e Deus. Cada vez mais e mais artigos e testemunhos têm sido publicados sobre seus efeitos negativos nos relacionamentos familiares – casamentos que são destruídos e filhos que competem pela atenção dos pais. Talvez a maioria das pessoas que são levadas por essa correnteza nem percebe que estão sendo vítimas de um vício que aparentemente não traz consequências, mas que tem feito com que os membros da família percam a verdadeira conexão uns com os outros e principalmente com Deus. Veja o seguinte testemunho de uma mãe:

Eu estava tentando preparar meus filhos para sair um dia. Todos os pais sabem como é difícil trocar a roupa das crianças e sair de casa na hora certa, as vezes é um teste de paciência. Nem vamos falar sobre o dilema de esquecer um dos pares de sapato, o que sempre ocorre quando estamos atrasados.

Certa manhã, meu filho de 3 anos estava “conversando” no celular de brinquedo. Eu disse a ele que estava na hora de se vestir e guardar os brinquedos. Ele virou as costas para mim. O quê? Inspirei profundamente para ajudar a dominar minha irritação e falei novamente para guardar o telefone e vir se arrumar. Ele abanou a mão me mandando embora. Agora estava realmente furiosa. Eu gritei: “Venha aqui agora!” Ele deu um suspiro irritado e disse, “Espera aí! Eu preciso checar minhas mensagens!”

Eu fiquei atônita! Aquilo foi como um balde de água fria sobre minha cabeça. Ele estava me imitando! É assim que me vê quando estou no telefone e ele está tentando chamar a minha atenção. Nunca imaginei que era tão rude e impaciente para com ele. Nem preciso dizer que me senti profundamente envergonhada…. Sou viciada no meu celular. Eu não apenas o uso para me comunicar com amigos e familiares, mas para ler livros e revistas eletrônicas, assistir programas, verificar o clima e fazer anotações. Ele é uma extensão de mim. Ocasionalmente é até mesmo uma babá quando estou fazendo compras e preciso que meu filho se ocupe com alguma coisa e não comece a fazer birra na loja…”

Essa mãe continua o texto contando o que ela tem feito desde que reconheceu seu vício para vencê-lo e tentar melhorar o relacionamento com o filho. Ela tem deixado de atender e verificar o celular durante as refeições e horários em que está brincando com o filho. Procura avisá-lo com antecedência quando vai fazer ou receber uma ligação que precisa ser atendida e muitas vezes tem permitido que as pessoas deixem um recado para responder quando não estiver ocupada.

A Bíblia traz uma severa repreensão para aqueles que negligenciam o cuidado da família: “Mas se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” 1 Timóteo 5:8.

Ao mesmo tempo que temos que reconhecer que dispositivos eletrônicos, como um smartphone ou tablet, fazem parte da vida moderna da maioria das pessoas, não podemos permitir que atrapalhem nosso relacionamento com nossos filhos. Veja este conselho de Deus para as mães: “Não permita a mãe que sua mente se ocupe com coisas demais. …Com a maior diligência e estrita vigilância, ela deve cuidar dos pequeninos que, se deixar, seguirão cada impulso que brota do fundo de seu coração inexperiente e ignorante.” Orientação da Criança, 56.

Se o cuidado dos nossos filhos fosse a única razão a ser considerada já seria razão suficiente para mudarmos nossos hábitos em relação ao uso da tecnologia, principalmente se entendemos que somos responsáveis pela salvação deles. Mas o problema maior é o legado que estamos deixando para nossos filhos através da nossa influência na vida deles.

Uma pesquisa da associação Common Sense Media [Mídia de Bom Senso] entrevistou 1,240 pais e seus filhos no início deste ano (2016) e os resultados indicaram que:

59% dos pais sentem que seus filhos adolescentes são viciados no celular

50% dos filhos adolescentes sentem que são viciados no celular

27% dos pais sentem que são viciados no celular

28% dos adolescentes sentem que seus pais são viciados

Talvez os resultados acima não lhe assustem tanto, mas vejam o último item da pesquisa: 69% dos pais e 78% dos adolescentes verificam seus celulares pelo menos a cada hora.

Apesar de não se considerarem viciadas essas pessoas obviamente são dependentes dos dispositivos eletrônicos e o mais triste é que esses números indicam que o vício na vida dos filhos está ultrapassando o vício na vida dos pais.

Tempo excessivo desperdiçado principalmente a mídia social tem tirado o tempo que poderíamos estar nos dedicando à família, mas mais assustador ainda são os prejuízos emocionais e espirituais que podemos sofrer. De um modo geral, nas mídias sociais as pessoas só colocam as coisas boas que acontecem na vida, fotos de passeios, festas, bons momentos com amigos. Quando ficamos vendo tudo isso e nossa vida não parece ser tão divertida ou tão cheia de bons momentos, tendemos a alimentar pensamentos negativos de descontentamento com nossa própria vida ou situação familiar. Este tipo de sentimento é apenas um sintoma das novas “doenças” mentais atribuídas ao uso excessivo da internet.

Quanto vamos para o lado espiritual, as consequências podem ser ainda mais sérias. Nossa mente é o principal instrumento através do qual Deus se comunica conosco. Quando a mente está constantemente sendo alimentada com informação desnecessária, que não contribui para nossa comunhão com Deus, perdemos tempo precioso que poderíamos estar utilizando para refletir em nossa própria vida, influenciar nossa família e crescer espiritualmente. Mesmo que a informação seja boa, o fato de ser em quantidades excessivas contribui para confusão mental e outros danos que hoje são reconhecidos pela ciência.

O psiquiatra e escritor brasileiro, Augusto Cury, identifica os danos causados por excesso de informação na mente como síndrome do pensamento acelerado, ou SPA. Segundo ele essa torrente de informação que não para de chegar através da TV, internet e outros meios de comunicação resulta em uma sociedade de “hiperpensantes”, sempre inquietos, sem foco e sofrendo por antecipação. Outros estudos já começaram a fazer uma ligação entre a doença de Alzeimer e o excesso de informação na mente. 

Quando o quase obsoleto e-mail (de acordo com alguns) começou a se tornar popular no passado, as informações começaram a chegar até nós de forma muito mais acelerada que anteriormente, na era do correio e do telefone. Como se não fosse rápido o suficiente, veio então o Facebook e outras redes sociais para tornar a informação mais acessível e mais rápida ainda. Atualmente o Whatsapp e outros chegaram para realmente garantir que nossa mente esteja continuamente recebendo informações sobre inúmeras pessoas, fatos e assuntos. Mas será que realmente fomos criados para ter acesso imediato a tanta informação assim? Não seria essa capacidade de estar ciente de tudo que acontece ao nosso redor uma forma deturpada e nociva da “onisciência”, um atributo que só Deus tem? Desde o princípio este tem sido o desejo e a insinuação de satanás: ser como Deus e ter os mesmos conhecimentos que Ele (Gênesis 3:5) e nós lentamente aceitamos isso como normal em nossa vida sem nem mesmo perceber as consequências que pode trazer.

Em contraste marcante com toda essa correria física, mental e espiritual que o mundo nos oferece, Deus nos faz um convite totalmente radical:

Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” Mateus 11:28.

O uso dos meios modernos de comunicação de forma prudente e equilibrada pode ser uma bênção para facilitar a vida e até ser usado como meio para levar pessoas a Cristo, mas precisamos discernir entre o uso necessário e o uso supérfluo da mídia social. Deus deseja que tenhamos uma vida tranquila por uma razão muito especial. Ele nos convida: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” Salmo 46:10. Nosso Pai deseja que tenhamos tempo e uma mente tranquila, livre de estímulos e informações desnecessárias para que possamos estar em conexão constante com Ele e conhecermos quem Ele realmente é.

Que Deus nos dê forças hoje para mudar hábitos que talvez estejam atrapalhando as conexões mais importantes da nossa vida, a família e Deus.

A minha alma descansa somente em Deus” Salmo 62:1.

O Santuário do Lar

Efamilia santuariom todos os serviços do santuário, havia cooperação entre o humano e o divino. Os sacerdotes deviam ministrar e servir. Eles exerciam autoridade, no entanto eles deviam ser servos. Como nós podemos servir uns aos outros no lar?

Em João 13:12-17 lemos sobre o exemplo e advertência de Jesus ao servir seus discípulos na última ceia. Foi Jesus, seus Senhor e Mestre, que serviu amorosamente os discípulos.

Uma Visão do Santuário e seus Arredores

No santuário do acampamento de Israel havia quatro áreas: O lugar santíssimo, o lugar santo, o pátio e o acampamento. O centro e núcleo do santuário e seus serviços era o lugar santíssimo. O lugar santíssimo e o lugar santo formavam a tenda do santuário. Depois havia o pátio e o acampamento.

As áreas do santuário no lar:
O lugar santíssimo – o esposo e a esposa (o círculo sagrado mais íntimo) e seu relacionamento físico, mental e espiritual.
O lugar santo – os pais, os filhos, e os familiares mais chegados (e seus relacionamentos)
O pátio – a família da igreja e outros no lar (e seus relacionamentos). Esses participam do culto – “o sacrifício da manhã e da tarde”.
O acampamento – aqueles que estão fora do lar (e sua influência), o mundo em geral.

Reflexão: Como o lar pode ser um santuário?

A Primeira Responsabilidade dos Pais

“Seus deveres encontram-se ao seu redor, por perto e por longe. Seu primeiro dever é para com seus filhos e os parentes mais próximos. Coisa alguma o pode desculpar de negligenciar o círculo interior pelo círculo maior, lá fora… Filhos e Filhas de Deus, 223.

O Senhor não exige que alguém negligencie o círculo sagrado da família para o círculos mais amplos dos outros.

Quais são algumas atividades que a família pode fazer junto, que podem incluir outros?
– Cultos
– Recreação
– Trabalho Missionário
– Recepcionar convidados

O círculo sagrado da família não deve ser considerado tanto em termos “geográficos”. É mais um estado mental. Ele deve ser mantido em todo lugar – até mesmo em um campo de concentração!

O Santuário do Lar e Sua Influência
“Algumas famílias têm uma pequena igreja em casa. O amor mútuo liga entre si os corações, e a unidade que existe entre os membros da família prega o sermão mais eficaz que se possa pregar acerca da piedade prática. Ao cumprirem fielmente os pais seu dever na família, restringindo, corrigindo, aconselhando, guiando – o pai como o sacerdote da família, a mãe como missionária do lar – estão ocupando a esfera que Deus quer que ocupem. Pelo fiel cumprimento dos deveres domésticos, estão multiplicando instrumentos para fazerem o bem fora de casa. Estão se tornando mais aptos para trabalhar na igreja. Educando discretamente seu pequeno rebanho, ligando os filhos a si mesmos e a Deus, pais e mães tornam-se colaboradores de Deus. A cruz é erguida em seu lar. Os membros da família tornam-se membros da real família do alto, filhos de celeste Rei.” Filhos e Filhas de Deus, 223.

As influências de um lar assim podem alcançar muito além do círculo sagrado. Do mesmo modo que a glória do Shekinah brilhava do lugar santíssimo para o lugar santo, para o pátio e para fora no acampamento, a luz do amor dos pais deve brilhar para os filhos e para outros.

Reflexão: Como os pais podem se tornar “mais aptos para trabalhar na igreja” ?

A Posição e Responsabilidade do Pai

O Laço de União da Família: “O marido é o laço de união dos tesouros do lar, unindo mediante sua afeição devotada, forte, fervente, os membros da família – mãe e filhos – nos mais fortes laços de união. Su nome é definindo como laço de união da família…. Vi que poucos pais sentem sua responsabilidade.” O Lar Adventista, 211.

Reflexão: Por que a função de “laço de união” é mais própria para o mairdo do que para a mulher?

A Cabeça do Lar: “O marido e pai é a cabeça da família. A esposa espera dele amor e interesse, bem como auxílio na educação dos filhos, e isso é justo. Os filhos pertencem-lhe, da mesma maneira que a ela, e sua felicidade igualmente lhe interessa. Os filhos esperam do pai apoio e guia; cumpre-lhe ter justa concepção da vida, e das influências e associações que devem rodear sua família; ele deve ser regido, acima de tudo, pelo amor e temor de Deus, e pelos ensinos de Sua Palavra, a fim de lhe ser possível guiar os pés dos filhos no caminho reto…
“O pai deve fazer sua parte para tornar o lar feliz. Sejam quais forem seus cuidados e perplexidades nos negócios, não permita que estes ensombrem a família; deve penetrar em casa com sorrisos e palavras aprazíveis.” O Lar Adventista, 211, 212.

Para cumprir sua função como cabeça do lar, o pai deve reconhecer que sua esposa precisa de amor e simpatia e sua ajuda na educação dos filhos, e que os filhos precisam de apoio e direção. O pai também precisa cuidar para não sobrecarregar a família com preocupações e problemas relacionados ao trabalho. Isto faz parte de sua responsabilidade em tornar o lar feliz.

Reflexão: Para que o esposo seja o verdadeiro cabeça da família, que conceitos ele precisa compreender e por eles ser controlado?

O Legislador do Lar: “Todos os membros da família se centralizam no pai. Ele é o legislador, ilustrando na própria varonilidade as importantes virtudes: energia, integridade, honestidade, paciência, coragem, diligência e pretatividade.” O Lar Adventista, 212.

As leis, ou regras, do lar podem ser estabelecidas e executadas pelo pai de duas maneiras: Sem discussão e conselhos dos membros da família, o que inevitavelmente resulta em ditadura ou com discussão e conselhos dos membros da família, o que normalmente resulta em um lar feliz.

O Sacerdote do Lar: “O pai é em certo sentido o sacerdote da família, apresentando ente o altar de Deus o sacrifício da manhã e da tarde. A esposa e os filhos devem ser encorajados a unir-se nesta oferenda e também a participar dos cânticos de louvor. De manhã e de tarde o pai, como sacerdote da familia, deve confessar a Deus os pecados cometidos por ele mesmo e pelos seus filhos durante o dia. Tanto os pecados de que se tem conhecimento como aqueles que são secretos e que só Deus conhece devem ser confessados.” O Lar Adventista, 212, 213.

Reflexão: O que a função de sacerdote inclui para o esposo?

A Posição e Responsabilidade da Mãe

Igualdade com o Marido: “A mulher deve ocupar a posição que Deus originariamente lhe designou, de igualdade com o marido. O mundo necessita de mães que o sejam não meramente no nome mas em todo o sentido da palavra. Podemos dizer com segurança que os deveres que distinguem a mulher são mais sagrados, mais snatos, que os do homem. Compreenda a mulher a santidade de sua obra e na força e temor de Deus assuma a missão de sua vida. Eduque seus filhos para serem úteis neste mundo e para o lar no mundo melhor.

“A esposa e mãe não deve sacrificar sua força e permitir fiquem inativas suas faculdades, dependendo inteiramente do esposo. Sua individualidade não pode imergir na dele. Ela deve sentir que é igual ao marido – deve estar ao seu lado, fiel no seu posto de dever e ele no seu. Sua obra na educação dos filhos é em todos os aspectos tão elevada e nobre como qualquer posição de honra que ele seja chamado a ocupar, ainda que seja a de principal juiz da nação.” O Lar Adventista, 231

Reflexão: Como a esposa pode legítimamente ser ïgual ao marido”, quando Deus disse, “e ele te dominará”? (Gênesis 3:16). Poderia ser nas áreas dos “deveres que a distinguem”? Em sua individualidade? Leia Provérbios 31:10-31.

Os deveres distintos da esposa no treinamento dos filhos são a obra mais elevada já confiada aos mortais. Eles são de igual importância a qualquer responsabilidade que um homem possa ter.

A Rainha do Lar: “O rei em seu trono não tem função mais elevada que a mãe. A mãe é a rainha do lar. Ela tem em seu poder o modelar o caráter dos filhos, para que estejam capacitados para a vida mais alta, imortal. Um anjo não desejaria missão mais elevada; pois em fazendo sua obra ela está realizando serviço para Deus. Compreenda ela tão somente o elavado caráter de sua tarefa, e isto lhe inspirará coragem. Compreenda ela a dignidade de sua obra e tome toda a armadura de Deus, para que possa resistir a tentação de conformar-se aos padrões do mundo. Sua obra é para o tempo e a eternidade. O Lar Adventista, 231, 233

Como uma rainha é respeitada e honrada por seus súditos, a mãe também merece respeito e honra de seu esposo e filhos.

Reflexão: Qual é a avaliação de Deus quanto ao trabalho da mãe? O que a mãe deve sentir ao perceber quão elevado é o caráter de sua tarefa?

Sua Influência é Excelsa: “A mãe é a rainha do lar, e os filhos são os seus súditos. Deve governar a casa sabiamente, na dignidade de sua maternidade. Sua influência no lar deve ser excelsa; sua palavra lei. Se é cristã sob o governo de Deus se imporá ao respeito dos filhos.” O Lar Adventista, 232.

Como pode o marido bem como a mulher cumprirem suas responsabilidades designadas por Deus e ainda assim não dominarem um ao outro? (Genesis 2:24; 1 Coríntios 7:3).

Sacerdote Quando o Pai está Ausente: “Esse procedimento, zelosamente seguido pelo pai quando presente, ou pela mãe quando o pai está ausente, resultará em bênção sobre a família.” O Lar Adventista, 212.

A mãe não pode se apoiar na experiência cristã de seu esposo. Para ser capaz de liderar como sacerdotisa do lar na ausência do pai, ela precisa ter sua própria experiência para compartilhar.

O Lar, um Centro de Influência

“O verdadeiro esforço cristão começa na família, devendo-se expandir do centro para abranger esferas mais amplas. Uma pessoa salva no círculo de sua família ou na vizinhança, pelo seu paciente e esforçado trabalho, trará ao nome de Cristo tanta honra e brilhará tão intensamente em sua coroa, como se você a houvess
e encontrado na China ou na Índia.” Filhos e Filhas de Deus, p. 252.

Que Deus nos ajude a tranformar nosso lar em um centro de influência para levar outros a Jesus.

Tirado do livro “Home Leadership” [Liderança do Lar], W.D. Frazee Sermons Ministry.

A Estratégia de Uma Benção

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Deus está diariamente respondendo as nossas orações. Algumas nós reconhecemos e outras não. Mas você já parou para pensar na estratégia de Deus para responder cada uma das nossas petições? Muitas vezes não temos detalhes suficientes e talvez só no Céu saberemos como foi que Deus operou para nos dar a bênção, mas é muito interessante quando Deus permite que nós enxerguemos as suas provisões para responder nossas orações e nos conceder a bênção.

A semana passada tivemos a oportunidade de experimentar exatamente isto. Como já mencionei aqui no blog. Nos mudamos para os EUA a pouco mais de 4 meses atrás. Toda mudança envolve muita adaptação e despesas inesperadas, e conosco não foi diferente. Apesar de todo planejamento, chegamos a um momento onde nossos recursos estavam acabando e o inimigo começou nos tentar com preocupações e dúvidas quanto ao cuidado de Deus.

Meu esposo e eu conversamos e resolvemos simplesmente confiar em Deus. Apesar de conseguirmos manter nossa calma exteriormente, confesso que lá dentro as vezes tínhamos crises de dúvida, mas continuamos orando e dependendo da mão provedora de Deus.

Passamos umas três semanas nessa condição. Orando e esperando que Deus atendesse as nossas necessidades no momento que achasse melhor. Quando foi um belo dia, meu esposo estava no trabalho dele e um dos diretores da escola, chegou, conversou sobre alguns assuntos do trabalho e ao sair da sala, tirou do bolso um cheque e lhe entregou dizendo que alguém tinha mandado para nós. Meu esposo quase não acreditou ao ver o cheque que seria mais do que o suficiente para nossa despesa mensal.

Ao chegar em casa e me mostrar, confesso que eu até chorei de emoção ao confirmar como Deus é maravilhoso e usa pessoas e circunstâncias inesperadas para cuidar de nós. Comecei então a pensar na estratégia que Deus usou para responder nossa oração.

Aqui estávamos nós, na costa leste dos EUA orando e pedindo uma bênção para Deus para suprir uma necessidade. Enquanto isso…. a mais de 3.000 km de nós, na costa oeste dos EUA, Deus estava tocando o coração de uma pessoa preparando-a para nos ajudar em nossa necessidade. No fim de semana passado aconteceu um evento naquela região e “por coincidência”(providência) o diretor da escola onde meu esposo estuda foi para lá participar deste evento. Esta pessoa que Deus usou para nos ajudar também estava participando do evento e ela não conhecia nosso diretor. Mas andando pelas exposições do evento viu o stand da nossa instituição, se lembrou que estamos estudando aqui e foi conversar com a pessoa que estava lá, que por “coincidência” (providência) era o diretor. E no final da conversa lhe deu um cheque para nos entregar. No dia seguinte o diretor viajou de volta para a costa leste dos EUA e nos trouxe a bênção que necessitávamos.

Não é interessante como Deus tem milhões de possibilidades de responder nossas orações e suprir nossa necessidades? E nós infelizmente ainda duvidamos, temos medo e muitas vezes nos sentimos desamparados.

Amigos, eu não compartilho esta experiência para mostrar o tamanho da nossa fé, porque vergonhosamente ela é muito pequena, mas para exaltar a grandiosidade de Deus e do seu amor por nós. Deus está desejoso de operar muitos milagres em nossa vida diariamente. Mas nós precisamos prová-Lo – pedir, confiar e esperar – para conseguirmos enxergar esses milagres.

Deus nunca falha. Suas provisões são imensamente maiores do que nossas necessidades e Ele tem prazer em nos abençoar, simplesmente para nos relembrar que Ele nos ama demais.


“E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.” Isa. 65:24