Resolução para 2019: Uma Vida de Abnegação

Que resoluções você fez ou está fazendo para 2019? Por mais que você não seja ligado a tradições, quase que inconscientemente todos passamos por um proceso de avaliação do que ano que passou e planejamento para o ano que se inicia. Algumas semanas atrás passei por uma experiência que me ajudou a definir a minha resolução para 2019.

Era uma sexta-feira, poucos dias antes do Natal, eu tinha muita coisa para fazer. Além de ser o dia de preparação para o sábado, eu estaria coordenando um um programa de natal na igreja no dia seguinte e tinha milhões de preparativos. Mas ao começar o dia cuidando dos ferimentos da nossa cachorra que alguns dias antes havia se machucado, percebi que meu dia não aconteceria do jeito que planejara. Seus ferimentos estavam fora do meu controle e ela corria risco de vida se eu esperasse até segunda-feira. Eu teria que levá-la ao veterinário imediatamente e isso mudaria todo meu planejamento.

Muito frustrada e questionando a Deus fui para a cidade levá-la ao veterinário com a ajuda de uma de minhas filhas. Após sair de lá as horas voaram enquanto corríamos de uma loja a outra, comprando o que faltava. Voltamos para casa para ajudar meu esposo e minha outra filha que tinham ficado preparando a casa para o sábado. Duas horas depois estavávamos de volta no veterinário pegando a cachorra. Só precisava agora passar na farmácia para pegar alguns remédios e estaria em casa antes do por do sol.

Ao fazer a última curva na praça central da cidade para chegar na farmácia: “Bummm!!” ouvi um estouro enorme e fumaça começa a sair do motor do meu carro. Minha filha grita assustada pensando que o carro poderia pegar fogo. Sem saber muito bem o que fazer vi que várias pessoas começaram a se aproximar e um senhor me instruiu a controlar a direção enquanto eles empurravam o carro para o acostamento.

Ao parar o carro ele pediu para eu abrir a tampa do motor, pediu água e ficou ali analizando a situação, enquanto isso consegui tirar minha filha e a cachorra do carro e chamar meu esposo para vir em meu auxílio. Mas morando a quase trinta quilômetros de distância sabia que minha espera seria longa e que meu sábado não seria tão tranquilo assim.

O sol foi se pondo no horizonte pouco e eu ali sentada no banco da praça, com minha filha ao lado, a cachorra toda machucada e o carro quebrado. Em minha mente eu só pensava: “Porque, Senhor? De todos os dias do ano, porque essa situação tinha que acontecer hoje?”

Apesar de me sentir totalmente impotente diante da situação, estranhamente senti em meu coração uma grande paz e entreguei a situação a Deus. Foi aí que apesar de toda adversidade, Deus começou abrir meus olhos para algo que eu não estava conseguindo enxergar. Aquele senhor que estava olhando o carro, ficou ali muito tempo. Não foi embora até ter certeza que estávamos bem e que meu esposo logo chegaria para nos socorrer.

Enquanto esperávamos várias pessoas passeavam pela praça onde músicos se preparavam para um concerto de Natal que em breve começaria. Muitas pessoas passaram por nós, algumas olhavam com pena para o cachorro, outras do carro e outras de nós. Algumas até perguntavam o que havia acontecido, mas logo saiam.

Algum tempo depois, uma senhora bem vestida atravessou a rua e veio diretamente em nossa direção. Ela tinha uma garrafa de água e um copo descartável em suas mãos. Imediatamente se abaixou, chegou perto da cachorra acariciou sua cabeça e colocou água no copo para ela beber. A cachorra realmente estava com sede e em segundos bebeu toda a água. Vendo que não era suficiente, a senhora voltou à loja de onde viera e trouxe mais água. Ficou consoco por um tempo conversando e dando água à cachorra e quando teve certeza que estávamos bem, foi embora.

Depois que essas duas pessoas passaram por nós, quase não consegui mais pensar em nossa situação, mas fiquei admirada pensando no que levou aqueles dois estranhos a parar o que estavam fazendo para nos ajudar. Todos ali passavam correndo. Alguns com pressa para chegar em casa após a longa semana de trabalho, e alguns já vindo de casa arrumadinhos para passear na praça. Mas aquele senhor e a aquela senhora, que não tinham nada a ganhar, que nem tinham sido solicitados, se sentiram no dever de parar e nos socorrer de alguma forma.

Talvez você possa achar que o que eles fizeram não foi tão importante assim, qualquer um poderia ter feito. Realmente, mas o ponto não é o tamanho da ação, mas o tamanho da disposição. Porque muitas vezes deixamos de fazer coisas ainda mais insignificantes, pois achamos que não é nossa responsabilidade. E por que será que isso acontece? Por que muitas vezes, vemos pessoas em necessidade e não conseguimos ajudá-las? Por que vemos pessoas atarefadas ao nosso lado, e não temos a mínima percepção que é nosso dever ajudá-las? Por que é que de um modo geral só ajudamos quando somos solicitados?

Fico pensando se o espírito de abnegação que era a base da vida de Jesus, e deveria ser a nossa também, é algo que apenas alguns possuem. Será que é um dom apenas para uns poucos, ou será que todos nós podemos desenvolvê-lo? Será que um dia a abnegação será tão natural para nós que estaremos sempre atentos aos que estão ao nosso redor para oferecer ajuda?

Cheguei a conclusão que esta é a minha resolusão para 2019: Quero ter a sensibilidade que Jesus tinha de perceber as necessidades dos outros e estar sempre disposto a ajudá-los. Como sinto que estou longe disso! Como temos dificuldade de sair da nossa zona de conforto para ajudar aos outros!

Para nós que somos cristão esta deveria ser a norma, mas muitas vezes não é. Temos até facilidade em ajudar grandes projetos missionários e beneficientes, mas nas coisas mínimas ainda temos muita dificuldade. Mas Deus não espera que sejamos abnegado apenas nos grande projetos, para Ele aquilo que o ser humano valoriza não tem tanto valor, e aquilo que desvalorizamos é mais precioso do que tudo.

“Muitos há que se entregaram a Cristo, todavia não vêem oportunidade de realizar grande obra ou fazer grandes sacrifícios em Seu serviço. Estes podem achar conforto no pensamento de que não é necessariamente a abnegação do mártir que é mais aceitável a Deus; pode ser que o missionário que enfrente diariamente o perigo e a morte, não tome a mais elevada posição nos registros do Céu. O cristão que o é em sua vida particular, na renúncia diária do eu, na sinceridade de propósito e pureza de pensamento, em mansidão sob provocação, em fé e piedade, em fidelidade nas coisas mínimas, que na vida familiar representa o caráter de Cristo, esse pode ser mais precioso aos olhos de Deus que o missionário ou mártir de fama mundial.” (Parábolas de Jesus, 390).

Que Deus nos ajude em 2019 a sermos abnegados e oferecer ajuda a quem precisar, mesmo que não seja natural fazermos isso, ou que nos custe sair da nossa zona de conforto.

Feliz ano de abnegação!

Porque os que Servem a Deus Passam por Dificuldades?

A marca do cristianismo não é um sinal exterior; não consiste em trazer uma cruz ou coroa, mas sim em tudo o que revela a união do homem com Deus. Pelo poder da Sua graça manifestado na transformação do caráter, o mundo será convencido de que Deus enviou Seu Filho como Redentor. Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável.
Para viver tal vida, para exercer tal influência, requer-se, a cada passo, esforço, abnegação e disciplina. É porque assim não compreendem que muitos tão facilmente desanimam na vida cristã.Muitos que sinceramente consagram a vida ao serviço de Deus ficam surpresos e desiludidos ao encontrar-se, como nunca, rodeados de obstáculos e assediados por provas e perplexidades. Oram para que seu caráter se assemelhe ao de Cristo e se tornem aptos para a obra do Senhor, e contudo são postos em circunstâncias que parecem provocar toda a malícia de sua natureza.
É justamente porque Deus os conduz que estas coisas lhes sucedem. As provas e obstáculos são os métodos de disciplina escolhidos pelo Senhor e as condições de bom êxito que nos apresenta. Ele, que lê o coração dos homens, conhece melhor do que eles mesmos o seu caráter. Vê que alguns têm faculdades e possibilidades que, bem dirigidas, podiam ser empregadas no avanço de Sua obra. Em Sua providência, Deus colocou estas pessoas em diferentes situações e variadas circunstâncias a fim de que possam descobrir, em seu caráter, defeitos que a eles próprios estavam ocultos. Dá-lhes oportunidade de corrigirem tais defeitos e de se tornarem aptos para O servir. Permite por vezes que o fogo da aflição os assalte, a fim de que sejam purificados.
O fato de sermos chamados a suportar a prova mostra que o Senhor Jesus vê em nós alguma coisa de precioso que deseja desenvolver. Se nada visse em nós que pudesse glorificar Seu nome, não desperdiçaria tempo a depurar-nos. Não lança pedras sem valor na Sua fornalha. É o minério precioso que Ele depura. O ferreiro põe o ferro e aço no fogo, a fim de provar que qualidade de metais são. O Senhor permite que Seus eleitos sejam postos na fornalha da aflição para lhes provar a têmpera e ver se podem ser formados para a Sua obra.
O oleiro toma o barro e molda-o segundo lhe apraz. Amassa-o e trabalha-o. Divide-o e volta a juntá-lo. Umedece-o e depois seca-o. Deixa-o em seguida durante algum tempo sem lhe tocar. Quando está perfeitamente maleável, prossegue na tarefa de fazer dele um vaso. Molda-o numa forma, e alisa-o e pule-o em volta. Seca-o ao sol e coze-o no forno. Torna-se então um vaso apto para servir. Do mesmo modo, o Supremo Artista deseja moldar-nos e formar-nos. E como o barro está nas mãos do oleiro, assim estamos nós em Suas mãos. Não procuremos fazer a obra do oleiro; compete-nos simplesmente deixar-nos moldar pelo Supremo Artífice.
Muitos estão insatisfeitos com a sua profissão. Encontram-se talvez num meio incompatível; seu tempo é ocupado em trabalho vulgar, quando seriam, pensam eles, competentes para responsabilidades mais elevadas; por vezes seus esforços parecem-lhes não apreciados ou estéreis; e o futuro apresenta-se-lhes incerto.
Lembremo-nos que nosso trabalho, ainda que o não tenhamos escolhido, deve ser aceito como tendo sido escolhido por Deus para nós. Seja ele agradável ou não, temos obrigações de cumprir o dever que se nos apresenta. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma”. Eclesiastes 9:10.
Se o Senhor deseja que levemos uma mensagem a Nínive, não Lhe será agradável que vamos a Jope ou a Cafarnaum. Ele tem motivos para nos enviar aonde nossos passos foram dirigidos. Talvez lá houvesse alguém em necessidade do auxílio que lhe poderíamos prestar. Ele que enviou Filipe ao ministro etíope, Pedro ao centurião romano, e a menina israelita em auxílio de Naamã, o capitão sírio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes àqueles que têm necessidade de ajuda e guia divinas.
Ciência do Bom Viver (condensado), p. 208 – 210.

Perdoar para Redimir

 

Algum tempo atrás recebi o seguinte texto de uma amiga. Ao ler o texto senti que meus olhos foram abertos de uma maneira especial e passei a ter uma visão mais ampla do que significa perdoar. Perdoar significa não apenas perdoar para manter a consciência limpa e ficar em paz com Deus, mas perdoar significa querer tanto o bem da outra pessoa (isto é, amá-la tanto) que mesmo que ela não expresse o desejo de ser perdoada você a perdoa para redimi-la e levá-la de volta a Deus. Profundo não é mesmo! Espero que lhe faça tão bem quanto fez para mim:

“Deus tem um plano para salvar cada um de nós. Neste plano o contato com amigos e familiares que não buscam o mesmo estilo de vida que adotamos, faz-nos compreender melhor nossas deficiências, reconhecer os frutos, aprender a respeitar a questão da consciência individual e também a grandeza do amor de Deus por nós.
Em um conflito entre amigos e familiares, muitas vezes queremos dizer umas verdades e às vezes falamos mesmo! Queremos repreender nosso irmão por alguma atitude (e às vezes isso é necessário sem dúvida), mas antes temos três pontos relevantes a considerar:
1. Motivação: Leia Romanos 5:6-8. “Ainda quando pecadores… Deus demonstrou o seu amor por nós”. Qual é sua motivação? A motivação de Cristo é o amor. Se sua motivação é qualquer coisa que não seja o amor, falhará. Se alguma pessoa que me deixa nervoso (a), será que a sua motivação é se livrar do irmão? Dizer o que ele (a) fez de errado? A motivação é coloca-lo no seu lugar? Ou será que é se colocar no lugar dele?
2. Objetivo: permitir-se ser um instrumento de Deus para redimir/salvar. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo”. Filipenses 2:5-8
3. O método: humildade. Esse foi o Seu método, o método de Cristo. “Se teu irmão pecar contra ti, vai arguí-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” Mateus 18:15
Se você está ofendido, Cristo entende que em todos os conflitos ambas as pessoas estão ofendidas. Então vira um círculo. Eu não fiz nada de errado, então ele tem que vir aqui e falar comigo, é assim que amizades acabam, é assim que casamentos acabam, mas se você está ofendido sua responsabilidade é buscá-lo. Se eu estou ofendido, então conto para meu marido, para o pastor, para o ancião… e todo mundo sabe da questão. Mas a Bíblia não dá permissão para falar nem com minha esposa (o) sobre o assunto. Eu falo com Deus e vou em particular conversar com a pessoa.
A motivação é salvá-lo, redimi-lo. Se ele é tão mau como eu digo que ele é: eu preciso ajudar esse irmão. Meu propósito não é explodir, não é falar poucas e boas, não é ficar nervoso, mas é salvá-lo!
Se aprendermos este maravilhoso princípio, os que são solteiros terão um maravilhoso relacionamento com as pessoas e os que são casados poderão ter uma transformação em seus casamentos.
Se eu não buscar o Espírito Santo, ao falar com a pessoa em questão, tentarei mudá-lo e modificá-lo e esse não é meu trabalho, mas do Espírito Santo. Eu preciso orar para que o Espírito Santo ajude para que minhas palavras sejam uma tentativa de redimi-lo.
As pessoas de fora não nos ferem muito, isso acontece mais com as pessoas com quem nos importamos e é assim que casamentos acabam, que problemas entram na igreja, e é por isso que o nosso tema se refere justamente aos amigos e familiares.
Quando meu amigo/irmão diz que eu sou isso ou aquilo, eu não me ofendo e sigo os métodos que Cristo delineou. Falo com ele em humildade, eu estou ali para redimi-lo, entrego minha frustração a Deus. Não falo com ninguém, mas vou a alguém consagrado, alguém que eu sei que não possui nada contra a pessoa que me ofendeu, alguém que tenha amor, que saiba do objetivo de redimir e então não preciso me ofender, não preciso ficar nervoso, frustrado.
A Bíblia traz um exemplo incrível: Judas. Quando ele entregou Jesus, Jesus chamou-lhe amigo. Por quê? Jesus sabia por que ele veio e sabia que ele estava perdido e Jesus ainda tentava salvá-lo. O amor de Deus é tão profundo, que não importa quantas vezes O ferimos. Como carecemos da graça de Cristo!
São necessárias duas pessoas pra haver uma briga, só quando amadurecemos compreendemos isso mais claramente. Indiferença é pior que ódio. Num mundo em que se torna tão fácil simplesmente “deletar” a pessoa do nosso círculo social, cortar relações se torna a coisa mais corriqueira e não nos importamos mais. Se uma pessoa leva um tiro do seu lado, você fala “Bem, todos temos que morrer um dia…” Nosso Salvador viria para morrer por apenas um pecador que se arrepende… viria apenas por você ou por mim…. que amor é esse?
Eu não sinto vontade de perdoar a pessoa que me ofendeu, mas eu farei isso pela fé, “Senhor dá-me um novo coração”. Quando você permite que o Espírito Santo tome controle de sua vida, a sua fala se modifica, mesmo estando pronto para dizer “Eu te perdoo pelo que você me fez (ou disse)”, acabamos dizendo “me desculpe pela forma como lhe tratei”.
Então, se você tem que resolver uma situação com alguém, não siga seu próprio sentimento.
Revisando:
Motivação correta: amor.
Objetivo correto: salvar, redimir.
Método correto: humildade.
Se estiver ofendido, vá até a pessoa, e vá sozinho.
Não fale com a namorada, esposa ou qualquer pessoa, principalmente se tiver algo contra a pessoa em questão também.
Suba a escada! O propósito é redimir!
Se ele lhe ouvir, você ganhou seu irmão.
Ore por essa pessoa.
Deus eterno, nós te agradecemos por que quando ainda pecadores o Senhor nos amou, tem feito de tudo para nos salvar, tem feito tudo para nos redimir, dá-nos humildade para suportar a dor. O Senhor é maior que a dor e pode fazer tudo para nos salvar. Amém.”

Texto tirado de um sermão de Jonathan Zita

A História se Repete…

Muitas coisas me impressionam na história do povo de Israel, descrita no Antigo Testamento: o amor de Deus, ao libertar o povo da escravidão; Sua didática, ao reeducá-lo no deserto; Sua paciência, ao suportar a teimosia do povo; Sua misericórdia, ao perdoar tantos pecados recorrentes; Sua justiça, ao exterminar o mal; Seu poder, ao operar incríveis milagres. Impressionam-me também a paciência, a mansidão, o amor, a submissão, a retidão de Moisés. Mas o que mais me impressiona é a teimosia do povo. Como pode alguém ser tão teimoso e ingrato, insistindo sempre nos mesmos erros, mesmo após receber tantas bênçãos e presenciar tantos milagres como evidências do imensurável amor de Deus?!

Era assim, indignada, que eu me sentia ao pensar no povo de Israel…. até que Deus me mostrou, para minha surpresa, que eu e meus irmãos na fé não somos nada diferentes desse povo. “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca, pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3:17). Esse é o lamentável retrato do povo de Deus pós-moderno. A história, as epístolas, a profecia, enfim, toda a Palavra de Deus comprova que nós, o povo de Israel atual, somos tão infiéis, orgulhosos e miseráveis quanto o antigo Israel. Definitivamente, a história se repete, ipsis literis

Assim como no Antigo Testamento, Deus continua nos amando, perdoando, educando, abençoando, apesar de nossa promiscuidade espiritual (cf. Oséias 5:4; Apocalipse 14:8). Quantas vezes, como crianças desobedientes, desobedecemos as regras do nosso amoroso Pai, sejam físicas, morais ou espirituais? Quantas vezes, como cônjuges infiéis, traímos nosso fiel Esposo (cf. Jeremias 3:14) em troca de qualquer coisa que satisfaça nossas vontades egoístas? Quantas vezes pedimos perdão e prometemos obediência e fidelidade a Deus para, logo em seguida, voltar aos mesmos erros de antes? Somos ou não idênticos ao antigo Israel? Certamente! Por isso, Paulo nos adverte:

“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1 Coríntios 10:1-12)

Assim como os pecados do antigo Israel resultaram em terríveis sofrimentos e derrotas, atrasando em 40 anos sua entrada na Terra Prometida e levando quase todos à morte sem verem o cumprimento da promessa, hoje corremos o mesmo risco. Nós já fomos libertados da escravidão do pecado, quando Cristo morreu na cruz. Agora, somos peregrinos em terra estranha, mas nosso destino é a Canaã celestial. Na verdade, já poderíamos ter nos apossado dessa herança (cf. Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 67) se tivéssemos aprendido antes com os erros de Israel, se tivéssemos vivido como “raça eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa”, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (Êxodo 19:6; 1 Pedro 2:9) e cumprido a missão do povo escolhido (cf. Apocalipse 14:9 e 10) por preceito e exemplo. Se ainda não chegamos ao nosso destino, é porque ainda não aprendemos a lição que Deus está tentando nos ensinar: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 29)

Portanto, em vez de imitar os erros de Israel, reclamando do “maná” divino, das regras de Deus, da demora da “viagem”, das privações, das derrotas e de tantos outros problemas, que muitas vezes são ocasionados por nossa própria desobediência, aproveitemos o tempo para aprender as lições que Deus quer nos ensinar individualmente, como fizeram Josué e Calebe. “Em TUDO, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessaloniceses 5:18). Como assim? Agradecer por TUDO, inclusive pelas coisas ruins? Sim, porque “TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Romanos 8:28). Se é que queremos ter um destino diferente de nossos pais…

“Mas é muito difícil”, costumamos dizer. Sim, assim como era difícil para o povo de Israel de antigamente, acostumado com a impiedade do Egito. Mas não impossível, “porque para Deus TUDO é possível” (Marcos 10:27). “TUDO posso NAQUELE que me fortalece” (Filipenses 4:13). “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e NÃO PERMITIRÁ que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

Felizmente, assim como o antigo Israel, temos um libertador, que suportou tentações, privações, humilhações, morte, todo sofrimento possível com paciência e mansidão impressionantes, por amor a nós; que ressuscitou e hoje intercede incessantemente por nós à “destra de Deus” (1 Pedro 3:22); que está ansioso para conceder Seu poder a todos que pedirem. “Não há desculpa para o pecado, ou para a indolência. Jesus abriu caminho, e deseja que Lhe sigamos as pisadas. Ele sofreu, fez sacrifícios quais nenhum de nós pode fazer, para pôr a salvação ao nosso alcance. Não precisamos desanimar. Jesus veio ao nosso mundo para trazer ao homem poder divino, a fim de que por Sua graça fôssemos transformados em Sua semelhança. Quando o coração quer obedecer a Deus, quando se fazem esforços neste sentido, Jesus aceita essa disposição e esforço como o melhor serviço do homem, e complementa a deficiência, com Seu mérito divino.” (Ellen White, Para Conhecê-lo, p. 226)

Imagine como teria sido diferente a história daquele povo no deserto se tivesse crido e se apossado dessa promessa… Imagine como será diferente nossa história se crermos e nos apossarmos dessa promessa…

Por: Marily Sales dos Reis

A Morte Assusta Você?

Confesso que por muito tempo eu tinha não apenas medo, mas pavor da morte. Qualquer coisa que acontecia, como uma doença, me deixava muito preocupada. Se meu esposo viajava, ou se eu suspeitava de algum problema de saúde com minhas filhas, já era razão para eu ficar preocupada.

Esse “medo” chegou a um ponto que entendi que não era normal. Comecei buscar a Deus quanto a isso e entendi que era simplesmente falta de confiança nEle. Deus não deseja o nosso mal, nunca. Ele deseja que vivamos e que vivamos em abundância. É por isso que nos dá instruções e regras para uma vida saudável.

É bem verdade que Ele permite, e vai permitir que muitos passem pelo sono da morte, e no Céu nós vamos entender porque. Para Ele o que mais importa não essa vida aqui no mundo, imperfeita, triste e cheia de problemas, mas a vida eterna com Ele no Céu

Quando comecei a entender isso, também comecei a perder o medo. A quase um ano atrás, Deu permitiu que eu passasse por uma situação onde vi a morte de perto (leia aqui) e esta experiência também confirmou para mim que a morte, apesar de ser triste e não ser o que Deus deseja para nós, é também passageira para os filhos de Deus.

Esses dias fui a um funeral e creio que Deus me mostrou algumas coisas mais profundas ainda.
Um casal, muito querido que faz parte da nossa comunidade, perdeu seu filho para um doença que o afligia a mais de um ano. Apesar de sabermos que ele sofria já a um bom tempo, sua morte foi uma surpresa tanto para a família como para nós, pois acreditávamos que ele poderia se recuperar.

Fiquei muito triste ao receber a notícia pois, sua mãe já tinha compartilhado comigo o quando o amava e como tinha se dedicado para lhe oferecer a melhor educação possível durante sua infância e juventude. E como mãe, logicamente, meu coração doeu em pensar o quanto ela deveria estar sofrendo com sua perda.

Mas algo me surpreendeu muito ao participar do funeral e enterro do rapaz. Para começar tudo era muito simples. Um pequena cerimônia foi realizada no próprio cemitério com muitos amigos e após. Houve uma pequena mensagem do pastor, todos cantaram os hinos preferidos do rapaz e algumas pessoas compartilharam testemunhos de experiências que tiveram com ele.

Mas minha maior surpresa foi ver a reação dos pais… Naquela tarde, cerca de uma hora antes do enterro, eu passei perto da casa da família e vi ao longe que a mãe estava sentada na frente da casa, olhando em direção ao por do sol. Aquilo me impressionou muito. Ela parecia estar lendo a Bíblia e orando, buscando forças em Deus. E pude comprovar, no funeral, que ela realmente tivera um encontro especial com Deus. Tanto ela como o esposo estavam muito confortados, apesar do rapaz ter morrido naquele mesmo dia. Nenhum dos dois estava chorando desesperado, estavam em paz e parecia que Alguém os estava sustentando. Parecia não, com certeza Deus os estava sustentando de maneira sobrenatural.

Dois dias depois, no culto de sexta-feira na igreja o pai do jovem deu um lindo testemunho, falando de como Deus tinha mostrado para eles a razão daquela morte súbita e da esperança que tinham na volta de Jesus. Percebi então que eles realmente estavam segurando a mão de Deus naquele momento difícil e a paz de Deus se tornara real para eles.

Fiquei meditando por dias naqueles acontecimentos… na reação dos pais, na simplicidade do enterro. Aquele casal realmente acredita que Jesus está bem perto de voltar, por isso, fizerem um enterro  simples, apenas o necessário, e escolheram focalizar na esperança da volta de Jesus e no reencontro.

Muitas vezes, quando perdemos uma pessoa querida. Apesar de alegarmos ter esperança na volta de Jesus, choramos desesperadamente e sentimos a perda da pessoa como se nunca mais fôssemos encontrá-la. E por vezes até nos recusamos a aceitar que talvez aquela morte, de alguma maneira, trará glória a Deus. Mas Deus deseja que olhemos além, Deus deseja que estejamos tão cheios de esperança, que reajamos como se Ele fosse voltar na semana seguinte. E quanto à dor e a saudade? Jesus nos prometeu: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo à dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27) e nós precisamos segurar com todas as forças nessas palavras e clamar esta promessa de Jesus.

Nota: Depois de escrever este texto descobri um texto de Ellen White muito pertinente a este assunto e coloco aqui como sugestão de leitura adicional. Veja este link:

Como Enfrentar a Perda de Entes Queridos

 

 

Está Consumado

Cristo não entregou Sua vida antes que realizasse a obra que viera fazer, e ao exalar o espírito, exclamou: “Está consumado.” João 19:30. Ganhara a batalha. Sua destra e Seu santo braço Lhe alcançaram a vitória. Como Vencedor, firmou Sua bandeira nas alturas eternas. Que alegria entre os anjos! Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado, e sabia que seu reino estava perdido.

Para os anjos e os mundos não caídos, o brado: “Está consumado” teve profunda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Juntamente conosco, compartilham eles os frutos da vitória de Cristo.
Até à morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente revelado aos anjos e mundos não caídos. O arqui-apóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião.
Era um ser admirável de poder e glória o que se pusera em oposição a Deus. De Lúcifer, diz o Senhor: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.” Ezeq. 28:12. Lúcifer fora o querubim cobridor. Estivera à luz da presença divina. Fora o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao Universo os desígnios divinos. Depois de pecar, seu poder de enganar tornou-se consumado, e mais difícil o descobrir-lhe o caráter, em virtude da exaltada posição que mantivera junto do Pai.
Deus poderia haver destruído Satanás e seus adeptos tão facilmente, como se pode atirar um seixo à terra; assim não fez, porém. A rebelião não seria vencida pela força. Poder compulsor só se encontra sob o governo de Satanás. Os princípios do Senhor não são dessa ordem. Sua autoridade baseia-se na bondade, na misericórdia e no amor; e a apresentação desses princípios é o meio a ser empregado. O governo de Deus é moral, e verdade e amor devem ser o poder predominante.
Era desígnio divino colocar as coisas numa base de segurança eterna, sendo decidido nos conselhos celestiais que se concedesse tempo a Satanás para desenvolver os seus princípios, o fundamento de seu sistema de governo. Pretendera serem os mesmos superiores aos princípios divinos. Deu-se tempo para que os princípios de Satanás operassem, a fim de serem vistos pelo Universo celestial.
Satanás induziu o homem ao pecado, e o plano de redenção entrou em vigor. Por quatro mil anos, esteve Cristo trabalhando pelo reerguimento do homem, e Satanás por sua ruína e degradação. E o Universo celestial contemplava tudo.
Ao vir Jesus ao mundo, o poder de Satanás voltou-se contra Ele. Desde o tempo em que aqui apareceu, como a Criancinha de Belém, manobrou o usurpador para promover Sua destruição. Por todos os meios possíveis, procurou impedir Jesus de desenvolver infância perfeita, imaculada varonilidade, um ministério santo e sacrifício irrepreensível. Foi derrotado, porém. Não pôde levar Jesus a pecar. Não O conseguiu desanimar, ou desviá-Lo da obra para cuja realização viera ao mundo. Do deserto ao Calvário, foi açoitado pela tempestade da ira de Satanás, mas quanto mais impiedosa era ela, tanto mais firme Se apegava o Filho de Deus à mão de Seu Pai, avançando na ensangüentada vereda. Todos os esforços de Satanás para oprimi-Lo e vencê-Lo, só faziam ressaltar, mais nitidamente, a pureza de Seu caráter.
Todo o Céu, bem como os não caídos mundos, foram testemunhas do conflito. Com que profundo interesse seguiram as cenas finais da luta! Viram o Salvador penetrar no horto do Getsêmani, a alma vergando sob o horror de uma grande treva. Ouviram-Lhe o doloroso grito: “Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice.” Mat. 26:39. À medida que dEle era retirada a presença do Pai, viram-nO aflito por uma dor mais atroz que a da grande e derradeira luta com a morte. Suor de sangue irrompeu-Lhe dos poros, gotejando no chão. Por três vezes foi-Lhe arrancada dos lábios a súplica de livramento. Não mais pôde o Céu suportar a cena, e um mensageiro de conforto foi enviado ao Filho de Deus.
O Céu viu a Vítima entregue às mãos da turba homicida, e, com zombaria e violência, impelida à pressa de um a outro tribunal. Ouviu os escárnios dos perseguidores por causa de Seu humilde nascimento. Ouviu a negação por entre juras e imprecações da parte de um de Seus mais amados discípulos. Viu a frenética obra de Satanás, e seu poder sobre o coração dos homens. Oh! terrível cena! o Salvador aprisionado à meia-noite no Getsêmani, arrastado daqui para ali, de um palácio a um tribunal, citado duas vezes perante sacerdotes, duas perante o Sinédrio, duas perante Pilatos, e uma diante de Herodes, escarnecido, açoitado, condenado e conduzido fora para ser crucificado, carregando o pesado fardo da cruz, por entre os lamentos das filhas de Jerusalém e as zombarias da gentalha!
Com dor e espanto contemplou o Céu a Cristo pendente da cruz, o sangue a correr-Lhe das fontes feridas, tendo na testa o sanguinolento suor. O sangue caía-Lhe, gota a gota, das mãos e dos pés, sobre a rocha perfurada para encaixar a cruz. As feridas abertas pelos cravos aumentavam ao peso que o corpo fazia sobre as mãos. Sua difícil respiração tornava-se mais rápida e profunda, à medida que Sua alma arquejava sob o fardo dos pecados do mundo. Todo o Céu se encheu de assombro quando, em meio de Seus terríveis sofrimentos, Cristo ergueu a oração: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Luc. 23:34. E, no entanto, ali estavam homens formados à imagem de Deus, unidos para esmagar a vida de Seu unigênito Filho. Que cena para o Universo celeste!
Os principados e os poderes das trevas estavam congregados em torno da cruz, lançando no coração dos homens a diabólica sombra de incredulidade. Quando Deus criou esses seres para estar diante de seu trono, eram belos e gloriosos. Sua formosura e santidade estavam em harmonia com a exaltada posição que ocupavam. Enriquecidos com a sabedoria de Deus, cingiam-se com a armadura celestial. Eram os ministros de Jeová. Quem poderia, no entanto, reconhecer nos anjos caídos os gloriosos serafins que outrora ministravam nas cortes celestiais?
Instrumentos satânicos coligaram-se com homens maus em levar o povo a crer que Cristo era o maior dos pecadores, e torná-Lo objeto de abominação. Os que escarneciam de Cristo, enquanto pendia da cruz, estavam possuídos do espírito do primeiro grande rebelde. Ele os enchia de vis e aborrecíveis expressões.
Inspirava-lhes as zombarias. Com tudo isso, porém, nada ganhou.
Houvesse-se podido achar um só pecado em Cristo, tivesse Ele num particular que fosse cedido a Satanás para escapar à horrível tortura, e o inimigo de Deus e do homem teria triunfado. Cristo inclinou a cabeça e expirou, mas manteve firme a Sua fé em Deus, e a Sua submissão a Ele. “E ouvi uma grande voz no Céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do Seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.” Apoc. 12:10.
Satanás viu que estava desmascarado. Sua administração foi exposta perante os anjos não caídos e o Universo celestial. Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra seria restrita. Qualquer que fosse a atitude que tomasse, não mais podia esperar os anjos ao virem das cortes celestiais, nem perante eles acusar os irmãos de Cristo de terem vestes de trevas e contaminação de pecado. Estavam rotos os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial.
Todavia, Satanás não foi então destruído. Os anjos não perceberam, nem mesmo aí, tudo quanto se achava envolvido no grande conflito. Os princípios em jogo deviam ser mais plenamente revelados. E por amor do homem, devia continuar a existência de Satanás. O homem, bem como os anjos, devia ver o contraste entre o Príncipe da Luz e o das trevas. Cumpria-lhes escolher a quem servir.
No início do grande conflito, declarara Satanás que a lei divina não podia ser obedecida, que a justiça era incompatível com a misericórdia, e que, fosse a lei violada, impossível seria ao pecador ser perdoado. Cada pecado devia receber seu castigo, argumentava Satanás; e se Deus abrandasse o castigo do pecado, não seria um Deus de verdade e justiça. Quando o homem violou a lei divina, e Lhe desprezou a vontade, Satanás exultou. Estava provado, declarou, que a lei não podia ser obedecida; o homem não podia ser perdoado. Por haver sido banido do Céu, depois da rebelião, pretendia que a raça humana devesse ser para sempre excluída do favor divino. O Senhor não podia ser justo, argumentava, e ainda mostrar misericórdia ao pecador.
Mas mesmo como pecador, achava-se o homem, para com Deus, em posição diversa da de Satanás. Lúcifer pecara, no Céu, em face da glória divina. A ele, como a nenhum outro ser criado, se revelou o amor de Deus.

Compreendendo o caráter do Senhor, conhecendo-Lhe a bondade, preferiu Satanás seguir sua própria vontade independente e egoísta. Essa escolha foi decisiva. Nada mais havia que Deus pudesse fazer para o salvar. O homem, porém, foi enganado; obscureceu-se-lhe o espírito pelo sofisma de Satanás. A altura e a profundidade do amor divino, não as conhecia o homem. Para ele, havia esperança no conhecimento do amor de Deus. Contemplando-Lhe o caráter, podia ser novamente atraído para Ele.

Por meio de Jesus, foi a misericórdia divina manifesta aos homens; a misericórdia, no entanto, não pôs de parte a justiça. A lei revela os atributos do caráter de Deus, e nem um jota ou til da mesma se podia mudar, para ir ao encontro do homem em seu estado caído. Deus não mudou Sua lei, mas sacrificou-Se a Si mesmo em Cristo, para redenção do homem. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.” II Cor. 5:19.
A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Rom. 3:26.
O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Buscou provar que a justiça da lei divina é um inimigo da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” Sal. 85:10.
Por Sua vida e morte, provou Cristo que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado, e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas. Deus dera ao homem inequívoca prova de amor.
Outro engano devia ser então apresentado. Satanás declarou que a misericórdia destruía a justiça, que a morte de Cristo anulava a lei do Pai. Fosse possível ser a lei mudada ou anulada, então não era necessário Cristo ter morrido. Anular a lei, porém, seria imortalizar a transgressão e colocar o mundo sob o domínio de Satanás. Foi porque a lei é imutável, porque o homem só se pode salvar mediante a obediência a seus preceitos, que Jesus foi erguido na cruz. Todavia, os próprios meios por que Cristo estabeleceu a lei, foram apresentados por Satanás como destruindo-a. A esse respeito sobrevirá o derradeiro conflito da grande luta entre Cristo e Satanás.
O ser defeituosa a lei pronunciada pela própria voz divina, o haverem sido certas especificações postas à margem, eis a pretensão apresentada agora por Satanás. É o último grande engano que ele há de trazer sobre o mundo. Não necessita atacar toda a lei; se pode levar os homens a desrespeitar um só preceito, está conseguido seu objetivo. Pois “qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. Tia. 2:10. Consentindo em transgredir um preceito, são os homens colocados sob o poder de Satanás. Substituindo a lei divina pela humana, procurará Satanás dominar o mundo. Essa obra é predita em profecia. Acerca do grande poder apóstata que é representante de Satanás, acha-se declarado: “Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão.” Dan. 7:25.
Os homens hão de certamente estabelecer suas leis para anular as de Deus. Procurarão obrigar a consciência de outros, e, em seu zelo para impor essas leis, oprimirão os semelhantes.
A guerra contra a lei divina, começada no Céu, continuará até ao fim do tempo. Todo homem será provado. Obediência ou desobediência, eis a questão a ser assentada por todo o mundo. Todos serão chamados a escolher entre a lei divina e as humanas. Aí se traçará a linha divisória. Não existirão senão duas classes. Todo caráter será plenamente desenvolvido; e todos mostrarão se escolheram o lado da lealdade ou o da rebelião.
Então virá o fim. Deus reivindicará Sua lei e livrará Seu povo. Satanás e todos quantos se lhe houverem unido em rebelião serão extirpados. O pecado e os pecadores perecerão, raiz e ramos (Mal. 4:1) – Satanás a raiz, e seus seguidores os ramos. Cumprir-se-á a palavra dirigida ao príncipe do mal: “Pois que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus, … te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. … Em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre.” Ezeq. 28:6-19. Então “o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá” (Sal. 37:10); “e serão como se nunca tivessem sido”. Obad. 16.
Isso não é um ato de poder arbitrário da parte de Deus. Os que Lhe rejeitavam a misericórdia ceifarão aquilo que semearam. Deus é a fonte da vida; e quando alguém escolhe o serviço do pecado, separa-se de Deus, desligando-se assim da vida. Ele está “separado da vida de Deus”. Efés. 4:18. Cristo diz: “Todos os que Me aborrecem amam a morte.” Prov. 8:36. Deus lhe dá existência por algum tempo, a fim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tanta desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória dAquele que é amor os destruirá.
Ao princípio do grande conflito, os anjos não entendiam isso. Houvesse sido deixado que Satanás e seus anjos colhessem os plenos frutos de seu pecado, e teriam perecido; mas não se patentearia aos seres celestiais ser isso o inevitável resultado do pecado. Uma dúvida acerca da bondade divina haveria permanecido em seu espírito, qual ruim semente, para produzir seu mortal fruto de pecado e miséria.
Não será, porém, assim, ao findar o grande conflito. Então, havendo-se completado o plano da redenção, o caráter de Deus é revelado a todos os seres inteligentes. Os preceitos de Sua lei são vistos como perfeitos e imutáveis. Então o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter. Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá Sua honra perante um Universo de seres que se deleitam em fazer Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei.
Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do homem era certa e que o Universo estava para sempre a salvo. O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. A tudo isto olhava Ele quando exclamou na cruz: “Está consumado.” João 19:30.
O Desejado de Todas as Nações, capítulo 79. (Acrescentei negrito às parte que mais me impressionaram 🙂 .

EU SOU o que Salva

“Muitos estão perdendo o caminho certo, por pensarem que têm de conquistar o Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus.

Procuram tornar-se melhores pelos próprios frágeis esforços. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande sumo sacerdote. Diz Ele: “Eu sou o caminho,  e a verdade e a vida.”João 14:6.

Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão, como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu.” (Mensagens Escolhidas, vol 1, pg. 368).

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos o exemplo de obediência; como filho de Deus, dá-nos poder para obedecer.

Foi Cristo que, do Monte Horebe falou a Moisés, dizendo: “EU SOU O QUE SOU. … Êxo. 3:14.

Foi esse o penhor da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio “semelhante aos homens’, declarou ser o EU SOU.

O Infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado “em carne”. 1 Tim 3:16. A nós nos diz:
“EU SOU o Bom Pastor.”João 10:11.
“EU SOU o Pão Vivo.”João 6:51.
“EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida.” João 14:6.
 É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra.” Mat. 28:18.

EU SOU a certeza da promessa. SOU EU, não temam. “Deus Conosco” é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu.” 

O Desejado de Todas as Nações, p. 24, 25

Novembro: Depressão ou Gratidão?

 O mês de novembro é o mês da gratidão e por isso, nesta época, ano passado, compartilhei aqui no blog o “Contando Bençãos” um pequeno projeto para incentivar as pessoas a adquirirem o hábito de diariamente contar suas bênçãos. E agora que entramos em Novembro e pelo menos, por aqui (EUA), as pessoas falam muito em gratidão devido ao Dia de Ação de Graças, fui impressionada mais uma vez a escrever sobre este assunto.

Essa semana, li algo muito interessante. Você sabe qual é o mês em que mais pessoas entram em depressão? Muitas pesquisas indicavam Janeiro ou Fevereiro (após as festas de final de ano), mas outras pesquisas indicam que Novembro é o mês quando mais pessoas acessam sites de ajuda para depressão e sites de medicamentos para depressão. Que irônico! O mês em que se celebra o Dia de Ação de Graças é o mês em que mais pessoas entram em depressão!

No Brasil, apesar de não ser tão divulgado, como talvez deveria ser, oficialmente o Dia de Ação de Graças é na 4a. quinta-feira do mês de Novembro. E para nós cristãos, mais do que todos as datas especiais, esta deveria ser comemorada de todo o coração.

Gostaria de compartilhar um texto que li semana sobre a oração e a gratidão e como elas estão intimamente ligadas:

“Daniel é um homem de oração poderosa, não porque ele se ajoelhava três vezes ao dia e fazia petições ao trono do Altíssimo. Ao contrário, suas oração moveram reis e bocas de leões simplesmente porque “Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus, como costumava fazer” (Daniel 6:10). Três vezes ao dia Daniel fazia uma oração de gratidão pelas coisas comuns do dia a dia, pelo amor que era derramada do coração de Deus.

As únicas orações verdadeiras são aquelas que são proferidas por lábios agradecidos. Porque a gratidão conduz ao outro lado da oração, ao coração do Deus de amor, e todo o poder para mudar o mundo e eu. Ali é que reside o Seu amor. A oração, para ser uma oração de verdade e para ter poder para mudar qualquer coisa, precisa primeiro falar de gratidão: “mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Fil 4:6). “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens” (1 Tim 2:1).

A oração sem cessar é apenas possível em uma vida de contínua gratidão. Como alguém pode pensar que é possível entrar por Suas portas se não for com gratidão? (Sal 100:4)” (Tirado do livro “A Thousand Gifts” de Ann Voskamp).

Veja que interessante: no Grego a palavra Eucharisteo significa “ação de graças”, a palavra
Charis significa “graça”, e a palavra Chara, significa “alegria”. Tanto Charis “graça”, como Chara “alegria” fazem parte da palavra Eucharisteo. Quando li isto fiquei pensando, será que eu tenho diariamente, reconhecido a graça de Deus (expressa na salvação através de Cristo e em todas as outras bênçãos que recebo) a ponto de me tornar alegre e querer devolver a Ele na forma de gratidão?

O ato de agradecer a Deus é uma oração que vem de um coração cheio de alegria pelas bênçãos derramadas por Deus em abundância.

Então, aqui fica um desafio para você e para mim este mês de Novembro: Será que vamos nos deixar ficar deprimidos pelos problemas da vida ou vamos escolher expressar nossa alegria através de uma vida de gratidão a Deus?

Que Deus nos ajude a termos um coração agradecido, sempre.

Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens;
1 Timóteo 2:1

Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens;
1 Timóteo 2:1
mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6
em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6

em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6
em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6
em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6
em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
Filipenses 4:6

Grãos Refinados e Espiritualidade?

Sempre ouvi dizer que devemos dar preferência ao uso dos grãos integrais na dieta, em vez dos refinados, e em minha mente sempre considerei que isto era importante para a nossa saúde física, mas nunca tinha parado para refletir tanto nos efeitos dos grãos refinados na nossa espiritualidade até recentemente quando li o seguinte relato sobre o uso de farinha integral vs. farinha branca. Veja que interessante este estudo realizado com galinhas para determinar os efeitos do refinamento na saúde física e emocional.

“Três grupos de galinhas receberam as seguintes dietas: 1) 100% farinha de trigo integral, 2) farinha de trigo branca enriquecida, 3) farinha branca não enriquecida. O efeito da redução nas vitaminas B fez com que o terceiro grupo de galinhas morresse em cinco dias. Aquelas que se alimentaram de trigo integral e trigo enriquecido criaram penas e ganharam peso normalmente, com uma pequena diferença em favor do primeiro grupo durante os primeiros cinco dias. Apesar das galinhas em ambos os grupos alcançarem o mesmo peso, criarem penas na mesma época, as galinhas alimentadas com farinha branca enriquecida produziram um som agudo e rápido. Elas eram desordenadas na gaiola, pisando na água e depois na farinha, formando “botas” de farinha em seus pés. Essas galinhas eram hipersensíveis e nervosas, frequentemente bicando as outras, e juntando-se agitadas no canto da gaiola, caso algum pequeno barulho as assustasse.
Podemos concluir então que gordura, condição da pele, cabelo ou penas não são os únicos critérios a serem usados para determinar a adequação de uma dieta. Alegria, auto-controle, ordem, eficiência mental e produtividade são fatores que também contam nesta determinação.”1

Os efeitos dos grãos refinados em nossa saúde vão muito além das implicações físicas no corpo, têm implicações espirituais também. Satanás sabe disso, pois foi ele que planejou o processo de refinamento. Veja a seguinte citação:

 “Satanás reuniu os anjos caídos a fim de inventar algum meio de fazer o máximo de mal possível à família humana. Foi apresentada proposta sobre proposta, até que finalmente Satanás mesmo imaginou um plano. Ele tomaria o fruto da vide, também o trigo e outras coisas dadas por Deus como alimento, e convertê-los-ia em venenos que arruinariam as faculdades físicas, mentais e morais do homem, dominariam de tal maneira os sentidos, que Satanás teria sobre eles inteiro controle.” Temperança, p. 12.

Quais são os efeitos do refinamento para a saúde humana?

Algumas doenças associadas à falta de fibra são: Constipação, Doença Diverticular, Hemorróidas, Apendicite, Diabetes, Veia Varicosa, Câncer de Cólon, Pólipo Intestinal, Obesidade, Doença Cardíacas, Esclerose Arterial, Doença da Vesícula Biliar.2
Por que a farinha branca contribui para essas doenças?

Nos EUA muitas farinhas estão sendo branqueadas com cloro gasoso. A Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA) define cloro gasoso como um agente de branqueamento, envelhecimento e oxidação da farinha de trigo. É fortemente irritante, perigoso para se inalar e letal. Outros agentes que também são usados incluem óxido de nitrogênio, nitrosil, e peróxido de benzoíla misturado com vários sais químicos.3
 

Se você ou alguém que você conhece sofre com algumas dessas doenças evite ao máximo comer alimentos com grãos refinados como pão branco, macarrão comum e arroz branco. Além de mais saúde física vocês terão muito mais saúde espiritual também!

Eu sei que não é fácil, pois em nosso lar lutamos nessa questão por muitos anos, mas Deus nos dá força para vencer. Ele nos ama demais para nos deixar sofrendo sozinhos! 

“Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar”. (1Co 10.13)

Referências

1. The Effect of B-Vitamin on the Nerves, Agatha Thrash.)

2. Whitney, E. e Rolfes, S. (2011).  Understanding Nutrition, Twelfth Edition.  Belmont, CA: Wadsworth Publishing; 
Thrash, A. M., e Thrash, C.L. (1982).  Nutrition for Vegetarians.  Seale, AL:  New Lifestyle Books;

Craig, W.J. (1999). Nutrition and wellness. Berrien Springs, MI: Golden Harvest Books.

Meu Amigo 30% Cristão

Alguns dias atrás eu estava caminhando com minhas filhas para uma loja que fica aqui perto. No caminho passamos por nossa igreja e de longe percebi que tinha uma combi bem velha parada no estacionamento e um homem em uma cadeira de roda que parecia estar trocando o pneu do carro. Ele abaixava como que tentando pegar alguma coisa e não alcançava, conforme nos aproximamos percebi que ele estava nervoso, xingando e chutando o pneu do carro. Ficamos com muita pena dele e resolvi me aproximar e oferecer ajuda.

Quando chegamos perto dele ofereci para chamar alguém da oficina mecânica da instituição para lhe ajudar. Quando ele nos viu, virou-se para nós com um sorriso e disse que não era o pneu e que estava tudo bem, ele já estava saindo. Era um homem por volta dos seus cinquenta anos de idade, cabelos compridos e embaraçados num estilo meio “hippie”. Roupas bem velhas e sujas e uma cadeira de rodas bem velha e toda remendada.

Logo ele começou uma conversa agradável conosco perguntou sobre as meninas, disse que uma parecia muito comigo e que a outra deveria se parecer com o pai, então falou: “não é incrível como Deus faz as pessoas assim?” Em seguida disse: “quer dizer… eu não creio em Deus. Não me considero um ateu, mas também não acredito em Deus, acho que eu sou é um naturalista.” Então começou a explicar que se considerava um cientista e que era fascinado pelos mistérios da natureza. Começou a fazer comentários sobre os ateus e cristãos, sempre referindo-se a mim como cristã e a ele como um descrente. Eu só ouvia e abanava a cabeça e deixei que ele falasse.

Ele falou sobre vários assuntos… sobre sua infância, juventude, sobre o dia em que sofrera o acidente que o deixara paraplégico e concluiu dizendo: “Naquele dia Deus não foi muito bom para mim”. Então eu o interrompi e perguntei: “se você não acredita em Deus, porque já falou no nome dEle pelo menos duas vezes desde que começamos a conversar?” Ele ficou meio assustado com minha pergunta inesperada, gaguejou um pouco e disse: “sabe o que é, eu cresci numa igreja cristã, fui ensinado desde pequeno sobre a Bíblia, então sei lá, acho que no fundo talvez eu seja uns 30% cristão e uns 70% ateu”, e logo mudou de assunto.

Depois de mais um tempo ele voltou a falar nos cristãos e que ele não conseguia ter a fé que eles têm, eu ainda tentei explicar para ele que para mim Deus não é simplesmente uma crença, mas sim uma pessoa real que supre as minhas necessidades, aí ele retrucou: “Mas, então porque Ele deixou isso acontecer comigo?” (referindo-se à sua paralisia). Desabafou um pouco sobre as dificuldades que passa como paraplégico e logo depois mudou de assunto novamente.

Enquanto tudo isso acontecia eu estava orando e pedindo que Deus me desse sabedoria para saber o que falar para aquele homem. E eu senti que simplesmente deveria orar por ele e não falar mais nada. Logo fomos terminando a conversa, ele disse que seu nome era Chris e que e morava ali na vizinhança, nos despedimos e fui embora com minhas filhas enquanto ele entrava no carro para sair também.

Passei o restante daquele dia e os dias seguintes pensando no Chris e muitas perguntas vieram à minha mente. Como é que eu mostro o amor de Deus para uma pessoa como ele? Um paraplégico que acredita que Deus foi o responsável pelo seu acidente? Para começar eu nem consigo entender todas as dificuldades que ele passa! Não tenho a mínima ideia de como ele já deve ter sofrido e continua sofrendo nessa vida?… E assim como ele, existem tantos outros que passam grandes necessidades, são sozinhos, tristes, frustrados na vida e não conseguem enxergar que Deus não é o culpado de tudo isso. No meio dessas perguntas todas senti Deus impressionar o meu coração com o seguinte pensamento. “Você se esqueceu que ele disse que é 30% cristão? Ele é 30% meu agora e eu posso fazer muito com esses 30% que ele me deu.” Outra coisa que me lembrei, o Chris ama a natureza, e a natureza é uma das principais maneiras que Deus se revela a nós. Quem sabe um dia ele não resolve entregar os 70% que faltam?

Conclusão… muitas vezes olhamos as pessoas como se estivéssemos em um patamar superior só porque eles não parecem ser 100% de Jesus. Até buscamos falar de Jesus para eles e convencê-los da verdade, mas enquanto não conseguimos ver um resultado visível continuamos considerando-os inferiores. Mas Deus conhece cada coração e enxerga todas as possibilidades dentro deles. Deus sabe como tocar a vida do Chris e de tantos outros e torná-los 100% dEle.

Peço que você ore pelo Chris, meu novo amigo “30% cristão” para que Deus revele seu amor completamente a ele, e se algum tiver a oportunidade de encontrá-lo novamente que eu saiba como ajudá-lo a enxergar o amor de Deus.
“Deus se revela através das coisas criadas, Os céus proclamam sua glória”. Sal. 19:1, 2