Como Escolher Brinquedos para os Filhos

“Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.” Provérbios 23:7
“Nossas palavras indicam o estado do coração; e falem os homens muito ou pouco, suas palavras exprimem o caráter dos pensamentos que nutrem. O caráter de um homem pode ser bem acuradamente aquilatado pela natureza de sua conversa. As palavras sãs, fiéis, têm neles o devido som.” — The Youth’s Instructor, 13 de Junho de 1895.
O que é fantasia? Fantasia é definido como algo produzido na imaginação. Jesus nos indica claramente que é pecado fantasiar qualquer coisa que se torne pecaminoso em nossa vida real: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.”( Mateus 5:28)
Por exemplo as crianças não deveriam brincar de faz de conta que estão roubando, matando, etc. Mesmo quando brincam de casinha as crianças na brincadeira devem honrar e obedecer os pais que estão fazendo de conta ser pais. A mãe que está na brincadeira deve respeitar o pai e assim por diante.
Existem dois tipos de fantasia: Real e Sobrenatural
1- Real Construtiva – Uma criança brincando de ser motorista de caminhão, o pai brincando de ser o cavalo e deixando a criança subir nas suas costas
2- Real Destrutiva – Uma criança brincando de atirar na outra pessoa ou batendo em alguém.
3- Sobrenatural (fora do normal, não existe) – Uma criança brincando de voar como o super-homem…cada vez mais os brinquedos tem sido criados para se tornar comum o que não existe.
Existem quatro áreas de brinquedos perigosos ou não recomendados.
“A primeira obra dos que desejam reformar-se é purificar a imaginação. Se a mente é guiada em direção viciosa, tem de ser refreada, cultivando só assuntos puros e elevados. Quando tentados a ceder a uma imaginação corrupta, fugi para o trono da graça e orai pedindo forças do Céu. Na força de Deus a imaginação pode ser disciplinada, de modo a só se demorar em coisas puras e celestiais.” Medicina e Salvação, p. 93.
Brinquedos como um apoio: Os brinquedos podem ser uma ajuda para ensinar a criança. Melhor seria prover brinquedos construtivos como um pequeno rastelo para as crianças ajudarem a varrer as folhas, etc…as crianças amam criar coisas. O melhor brinquedo para um bebê são os utensílios da cozinha, ferramentas e implementos que sejam seguros.
Brinquedos Perigosos: “Esses são perigosos para sua vida espiritual”
1. Vaidade – Vaidade é um foco inapropriado e preocupação com a aparência externa. (Ler 1 Pedro 3:3-4)
Deus tem nos alertado para não concentrarmos tanto nossa atenção na aparência exterior mas nas qualidades em nosso íntimo de santidade.
“A filha do rei é toda ilustre lá dentro; o seu vestido é entretecido de ouro”. (Salmo 45:13)
Você consegue pensar em algum brinquedo que viola esse princípio? Nós queremos ensinar nossas crianças a se arrumar adequadamente e a serem limpinhas. Mas prover para as crianças brinquedos que tenham espelhos de brinquedo, kits de maquiagem…começa logo cedo a ensiná- los a se preocupar mais com a aparência exterior do que com a pureza interna.
Outro brinquedo que incentiva a vaidade são as bonecas fashion. Bebês bonecas ensinam e incentivam as meninas a se prepararem para a responsabilidade que provavelmente cumprirão no futuro. As bonecas fashion por outro lado incentivam as meninas a viverem solteiras com muito dinheiro para gastarem em roupas. Essas bonecas geralmente vem com várias escolhas de roupas diferentes para que as crianças desenvolvam o gosto pelo que está na moda e não é apropriado para os cristãos. Você pode notar na cintura bem fina causando uma impressão errada sobre a aparência exterior. A maioria das meninas não cresce parecidas com a ” Barbie” e esse tipo de fantasia conduz ao “romance que é o “segundo perigo”.
2. Romance: A maioria ficaria alarmada se visse claramente a forma como os padrões mudaram ao longo do último século em relação à experiência do romance. Gradualmente, nossa sociedade aceitou reservar cada vez menos na área de relações românticas e sexuais para o casamento. Por isso, existem jogos e brinquedos que ensinam fantasias infantis de namoro juvenil. A pornografia infantil é sutilmente usada em televisão, revistas e outras áreas, para despertar inapropriadamente os apetites sexuais. O que leva à violência.
3. Violência: É pecado ferir fisicamente alguém na vida real. Também é desagradável para Deus imaginar tal coisa em nossos corações. Apontar uma arma de brinquedo, ou uma faca a uma pessoa não é aceitável. Nenhum brinquedo violento ou armas podem ser justificados.
Lembra que falamos no último tópico que cada vez mais estão tentando fazer os brinquedos perigosos se parecerem inofensivos! Meu filho queria muito comprar uma arma de água, parecia algo tão inofensivo mas eu não apoio armas de nenhum tipo e expliquei pra ele que por mais que seja água ainda estaria segurando uma arma e apontando pra alguém que é um tipo de brincadeira destrutiva e não nos guia a ter pensamentos puros e agradáveis a Deus como Filipenses 4:8 nos ensina. Outra coisa que ele sempre queria eram aqueles soldadinhos pequenos verdinhos de farda, até cheguei a comprar para ele por uma época mas quando brincávamos eu falava da expressão facial dos soldados que não pareciam contentes e quão triste é uma guerra e como cada soldado segurava uma arma em mãos….por um tempo ele brincou mas depois perdeu o interesse e resolveu doar graças a Deus.
“Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos.” ( 1 João 2:11)
O mal sempre procura um mal maior e isso leva ao oculto.
4. Oculto: “Muitos brinquedos incentivam crianças ao ocultismo. A maioria das pessoas pode dizer que as criança estão brincando, ao praticar habilidades de feitiçaria, como lançar feitiços, pronunciar maldições, encantos, chamar forças sobrenaturais, prever o futuro, lidar com a mente e assim por diante. Todos os ” Ursinhos Carinhosos, Smurfs, Homem Aranha ou qualquer outro desenho animado que a última moda pode até parecer inocente, porém vemos os resultados na sociedade em adultos e jovens que foram criados em vaidade, romance, violência e ocultismo.
Ao longo de muitos anos, como Satanás está assumindo o controle das mentes humanas, os fabricantes de brinquedos descobriram que as crianças são particularmente suscetíveis a brinquedos que estão conectados com os mais recentes programas de televisão. Esses principais fabricantes de brinquedos começaram a lançar novas linhas de brinquedos conectados com novas séries na televisão. Satanás é muito enganador usando propagandas de uma hora para vender artifícios ocultos chamados de brinquedos. As crianças são ensinadas a brincar com esses brinquedos. O problema maior vem quando eles começam a pensar e a agir como os personagens dos programas. As crianças assumem seus traços de personalidade e maneirismos e não percebem que são um indivíduo criado por Deus para ser exclusivamente diferente de todos os outros. (Para entender mais sobre esse assunto leia o capítulo 57 do livro Orientação da Criança, entitulado “O Exercício e a Saúde”).
Acredito que o melhor brinquedo e brincadeira ainda seja estar ao ar livre e brincar com os objetos da natureza que Deus nos proporciona gratuitamente.
“A pobreza, em muitos casos, é uma bênção, porque evita que os jovens e as crianças sejam arruinadas pela inatividade. Tanto as faculdades físicas como as mentais devem ser cultivadas e desenvolver-se devidamente. A primeira e constante preocupação dos pais deve ser a de cuidar de que os filhos tenham constituição forte, para que possam ser homens e mulheres saudáveis. Sem exercício físico, é impossível alcançar esse objetivo.” – Orientação da Criança, p. 220
Essa citação tem estado em minha mente desde que a li alguns anos atrás. Às vezes penso que até o carro pode estragar as crianças quando poderiam ir a pé de uma distância curta até outra e assim praticariam atividade física, mas com os costumes do mundo todos temos carro hoje em dia acabamos ficando um pouco sedentários. Já assistimos muitos documentários aonde as crianças têm que andar longas distâncias para ir a escola e são alegres e saudáveis.
E se seu filho já possui um desses brinquedos? Nós devemos aceitar a responsabilidade imposta por Deus de buscar a justiça como uma família mesmo se nossas decisões não forem populares. Substitua pôsteres do que não é realístico por figuras de animais de verdade. Substitua roupas de cama, toalhas, cortinas de caracteres da Disney (Mickey Mouse, princesas, carros da Disney) substitua por flores reais ou animais reais ou outra estampa colorida, utilize coisas reais.
Estude a Bíblia com seu filho e o ajude a entender que Deus se preocupa com os tipos de brinquedos e recreação. Que Deus nos ajude a fazer escolhas sábias quanto aos brinquedos que nossos filhos terão!

Luciana Riges

Caça Tesouro na Natureza

Você quer ajudar seu filho a apreciar mais a natureza? Então hoje vamos lhe sugerir uma atividade super divertida – um Caça Tesouro na Natureza, uma excelente opção de atividade para o sábado à tarde. E para ajudá-lo a realizá-la estamos oferecendo um PDF para você imprimir e colar no saco de papel onde elas guardarão “os tesouros” que encontrarem. Esta foi uma ideia e criação da Kimberly Brown do blog Five Little Chefs que bondosamente nos cedeu o direito de traduzir e divulgar seu material em Português.

O Caça Tesouro na Natureza funciona assim:

1. Leve as crianças para fora de casa em contato com a natureza (Se você não tem quintal vá até um parque ou sítio).

3. Dê para cada criança um saco de papel (ou sacola) com a imagem do PDF colada do lado de fora.

4. Converse com elas sobre cada objeto que deverão encontrar, mostrando os desenhos no papel (até os que não sabem ler vão entender pelos desenhos).

5. E saiam todos “à caça” dos tesouros.

6. Ao voltar compartilhem os tesouros, comparando cores, tamanhos, formatos, detalhes, etc

7. E para encerrar de maneira especial, peça para cada criança escolher um objeto ou tirar de cada objeto uma lição espiritual. Ele pode dizer como o objeto representa Jesus, dizer o que ele pode aprender com o objeto, ou contar uma história bíblica relacionada ao objeto.

Viu só que atividade fácil e divertida! Então vamos lá, comece a planejar como será o seu Caça Tesouro e não se esqueça: “Para a criancinha, ainda incapaz de aprender pela página impressa, ou tomar parte nos trabalhos de uma sala de aulas, a Natureza apresenta uma fonte infalível de instrução e deleite. O coração que ainda não se acha endurecido pelo contato com o mal, está pronto a reconhecer aquela Presença que penetra todas as coisas criadas. O ouvido, ainda não ensurdecido pelo clamor do mundo, está atento à Voz que fala pelas manifestações da Natureza. E para os mais velhos, que necessitam continuamente desta silenciosa lembrança das coisas espirituais e eternas, as lições tiradas da Natureza não serão uma fonte inferior de prazer e instrução” (Educação, p. 100)

Clique aqui para acessar o PDF do Caça-Tesouro-na-Natureza

O Drama da Barbie

Algum tempo atrás li no blog Criacionismo.com.br (leiam aqui), um artigo sobre uma exposição em São Paulo intitulada “Sombra Negra”, com 25 fotos da Barbie em poses sensuais. Ao olhar as fotos, confesso que tremi em pensar que milhões de meninas (e até mulheres), não apenas as possuem, mas são fascinadas pela boneca, que naquelas fotos transmitem uma mensagem totalmente denegrida e imoral. Eu me lembrei então da minha própria experiência com as “bonecas adultas” que ocorrera cerca de dois anos antes e foi mais ou menos assim.

Quando minha filha nasceu, me lembro de olhar bonecas no mercado e achar que a Barbie definitivamente não era uma opção para uma bebezinha como ela. Apesar de ter ouvido coisas negativas sobre “bonecas adultas”, confesso que essa não era a razão porque não comprei naquela época. Pois quando minha filha estava com uns 3 anos de idade, acabamos comprando uma Barbie para ela. Mas no fundo algo me incomodava, tanto que nem falamos o nome Barbie para ela e ela deu outro nome para a boneca.

Nessa época tínhamos recém chegado aos EUA, e fomos até a Assistência Social da igreja buscar algumas coisas para nossa casa. Quando chegamos lá, encontramos entre os brinquedos uma caixa com umas “300” Barbies. Minha filha arregalou os olhos e disse: “Olha mãe, igual a minha boneca” e ficou pedindo para levar para casa.

A princípio eu não gostei do plano de ter um montão de Barbie em casa, mas depois, tive uma brilhante idéia (pelo menos eu achava). Resolvi que iria levar as Barbies (sem maquiagem e brinco), os Kens e os Bobs e os vestiria com roupas bíblicas, e estes seriam os “bonecos de sábado” das meninas. (Desde que as meninas nasceram sempre tivemos brinquedos especiais para o sábado em casa, que elas só brincam com eles nas horas do sábado). Achei que assim elas não estariam o tempo todo brincando com as bonecas e como elas estavam com roupa bíblica, sempre brincariam de histórias da Bíblia.

A idéia funcionou bem por uns três anos. Logicamente nesse meio tempo minha filha descobriu que o nome daquelas bonecas todas era Barbie, mas para ela não fez muita diferença. Ela continuava respeitando a idéia dos bonecos de sábado.

Um belo sábado, porém…

(já no Brasil) íamos passar o dia fora de casa e eu tive a brilhante idéia de levar os bonecos. Outras crianças estariam lá e eu achei que seria bom brincarem de histórias bíblicas com os bonecos. Meu esposo (mais sábio que eu) achou que não era uma boa idéia, mas eu (mais teimosa que ele) ignorei seu comentário e levei mesmo assim.

Durante o almoço as meninas já tinham avisado as amiguinhas que tinham trazidos os bonecos e elas buscaram as Barbies delas também (que não eram nada bíblicas). Quando abri a sacola toda contente e expliquei quem eram as bonecas, as crianças imediatamente começaram a juntar os bonecos Bobs e as Barbies fazendo de conta que estavam se beijando. Fiquei assustada e muito sem graça com meu esposo que chamou a atenção delas e pouco tempo depois guardou os bonecos.

Bom… na semana seguinte quando o sábado começou, buscamos os bonecos de sábado como de costume e assim que as minhas filhas tiraram da sacolinha adivinha o que fizeram? Começaram a brincar que os bonecos estavam se beijando também. Naquele momento percebi que o encanto dos bonecos de sábado havia acabado. Fiquei muito frustrada, conversei com elas, elas pararam de fazer aquilo, mas no sábado seguinte vi que já não brincavam mais de histórias da Bíblia. Além do que comecei a perceber que elas tinham o costume de levar a boneca junto com elas para frente do espelho e ficarem se penteando e fazendo pose.

Comecei a orar, pedindo a direção de Deus. Fora eu mesma que tivera a “brilhante idéia” e como iria mudar agora? Naquela mesma semana Deus respondeu minha oração. Estava ouvindo uma palestra sobre a educação de filhos e a palestrante explicou como bonecas adultas são confusas para meninas, pois elas nunca são suas filhas, na verdade elas sempre são as mães ou as irmãs mais velhas das crianças o que indica que elas acabam obedecendo ou imitando o que a boneca adulta “dita” através do vestuário e do jeito de ser.

Minha ficha finalmente caiu. No passado eu já tinha até ridicularizado “mentalmente” de algumas pessoas que tinham feito comentários negativos sobre os “bonecos de sábado” das minhas filhas. Mas naquele momento Deus falou ao meu coração que precisava tirar aqueles bonecos da vida das minhas meninas.

Confesso que foi uma decisão muito difícil “para mim”. Um verdadeiro drama! Lutei com Deus, argumentando que os bonecos eram da Bíblia, tinha até um boneco anjo e um vestido de Jesus. Além de outras coisas interessantes como uma boneca negra, uma “idosa”, que ao meu ver ajudavam minhas filhas a não fazerem acepção de pessoas. Mas, no fundo eu sabia que não adiantaria, não era aquela mensagem que eles realmente transmitiam para elas.

Pedi então que Deus preparasse o coraçãozinho delas para nossa conversa. Senti que deveria conversar apenas com a mais velha, pois a mais nova com três aninhos talvez não entendesse. Então chamei minha filha de sete anos e disse para ela que tinha algo especial para dizer a ela. Nós oramos e eu pedi que Deus a ajudasse a me entender. Quando comecei a falar que eu tinha feito uma escolha errada e que precisaríamos corrigir, ela me interrompeu e disse: “Mamãe… é sobre os bonecos de sábado, não é?” Fiquei surpresa, e ela me disse que já tinha sentido que não deveria mais ter aqueles bonecos.

É incrível como, quando pedimos, Deus realmente trabalha no coração dos nossos filhos! Ela então me perguntou o que iríamos fazer com eles. Eu lhe perguntei o que ela achava, e ela disse: “Eu acho que se não é bom para mim, não é bom para ninguém mais”. Confesso que eu me senti como se fosse a filha e ela a mãe naquele momento. Não era meu plano descartar as bonecas assim, mas senti que Deus estava guiando tudo e que eu não tinha o direito de mudar Seus planos.

Algumas semanas depois minha filha mais nova percebeu que as bonecas tinham sumido e me questionou. Eu expliquei para ela e a princípio ela não entendeu e ficou triste, mas logo que soube que iríamos substituir por outros brinquedos de sábado, já esqueceu e gostou da idéia.

Hoje aqui em casa somos “Barbie free”. Às vezes minhas filhas ganham bonecas tipo “Barbie” e elas mesmas já vem me dar, e nós procuramos substituir por outro presente para recompensar a sábia escolha que fizeram. Isso não quer dizer que não sentem atração alguma pela boneca, principalmente quando vêem suas amiguinhas com uma coleção delas, mas nesses momentos elas enfrentam uma luta consciente com Deus.

Essa semana li (aqui) uma experiência interessante que uma pessoa teve com a Barbie (quando criança). Ela diz: “Quando brincávamos com as Barbies, nós personificávamos seu caráter. Íamos comprar sapatos altos, mini-saia (temos que ser sinceros que as roupas da Barbie não são muito modestas!), íamos tomar sol na praia, visitar o salão, e nos arrumarmos para encontrar o namorado… Quando brincávamos de Barbie buscávamos nossos próprios interesses. Queríamos ser a número um.”

Por outro lado, ela conta que quando brincavam com bebês “a função que assumíamos quando éramos mãe das nossas bonecas era de cuidar delas. Nós ‘dávamos mamá’ para nosso bebê, trocávamos a fralda e vestíamos elas e então as ninávamos. Inconscientemente, estávamos praticando habilidades que agora usamos como mães. Estávamos aprendendo a cuidar das necessidade dos outros.”

Acho que não preciso dizer mais nada, né? Este sim é o plano de Deus para as nossas filhas. Que elas aprendam a nobre missão de ser mãe, de serem afetuosas, bondosas e mostrarem amor ao próximo.

Vivemos em uma época da história do mundo em que precisamos questionar tudo, rever nossos valores, estudar o plano de Deus versus o plano do mundo. É exatamente isso que chamamos de “Reavivamento”!

Que Deus nos ajude a fazermos parte desse movimento abençoado!

Horário da Família (Family Time)

Como é o seu relacionamento com seus filhos? Eles gostam de estar ao seu lado e de conversar com você ou preferem ficar com os amiguinhos? E você, como se sente perto deles? Sente prazer em sua companhia e em fazer alguma atividade com eles ou prefere ficar na internet ou ir para o shopping sozinho? Um dos versos que sempre me intrigou na Bíblia é Lucas 1:17: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos”. Esse verso está falando sobre o ministério de João Batista e ao olhar no Comentário Bíblico descobri que a palavra “pais” se refere aos profetas e a palavra “filho” se refere aos filhos de Israel que haviam abandonado o caminho dos profetas que temiam a Deus. Mas, no comentário bíblico também diz que se aplica literalmente às famílias, ao relacionamento entre pais e filhos.
Assim como o povo de Israel no passado, hoje em dia é muito comum ver os filhos se afastando dos pais conforme crescem, e chega a um ponto, na adolescência e juventude quando nem conseguem manter um diálogo agradável com os pais, pois os interesses são totalmente diversos. Alguns acham que isso é normal, que faz parte da vida. Mas existe um grande perigo em nos acomodarmos a essa idéia, pois normalmente a influência dos outros os leva para mais longe de Deus também. Então como podemos evitar que isso aconteça?
Nós pais, precisamos ser a maior influência na vida dos nossos filhos desde pequenos. Essa influência, no entanto, não é algo que conseguimos forçando-os a ficarem ao nosso lado, é algo que precisamos conquistar.  Veja só que conselho interessante: “Que os pais dediquem as primeiras horas da noite à sua família. Deixem eles o cuidado e a perplexidade com os labores do dia. […] Sejam as noites passadas na maior felicidade possível. Seja o lar um lugar em que existam a alegria, a cortesia e o amor. Isto se tornará atrativo às crianças.” (Conselho Sobre Saúde, p. 100).
Este conselho na verdade, é um princípio para conquistarmos o coração dos nossos filhos. Quando damos a atenção a eles, quando nos interessamos pelas coisas que gostam, eles naturalmente vão se interessar pelas coisas que nós gostamos, e nossa influência sobre eles será muito grande principalmente nos assuntos espirituais.
Alguns anos atrás, percebemos que famílias que dedicam as primeiras horas da noite aos filhos têm um relacionamento especial com eles, então decidimos colocar este princípio em prática em nosso lar também, da seguinte maneira. Todo dia, após o lanche no final da tarde, temos o nosso horário da família (ou family time como carinhosamente chamamos). Todos nós – papai, mamãe e meninas – vamos para a sala (ou para o quintal) e dedicamos 30 minutos fazendo alguma atividade divertida. Às vezes nos empolgamos e ficamos até mais que 30 minutos.
O segredo está em nos desligarmos completamente das nossas preocupações e brincarmos com elas, darmos atenção genuína e nos interessarmos pelas coisas que elas se interessam. E o resultado? Para nós pais, além de ser um momento muito descontraído, quando esquecemos as preocupações do dia, é o momento quando sentimos que estamos conquistando nossas meninas. Elas sentem que somos não apenas seus pais, mas seus amigos também. Além de unir nossa família, as brincadeiras nos dão a oportunidade de descobrir e corrigir alguns traços de caráter indesejáveis como: timidez, desonestidade, espírito de competição, etc.
Às vezes aproveitamos o horário da família para conversar algum assunto importante, então o horário da família passar a ser um “concílio da família”. Conversamos sobre alguma situação ou comportamento que precisa ser mudado, ou sobre planos que estamos fazendo. Apesar de não ser uma atividade divertida percebemos que ainda assim elas valorizam, pois foi um tempo que dedicamos exclusivamente a elas.
Se você tem filhos que ainda vivem em sua casa, gostaria de lhe convidar a experimentar o horário da família também. Se não puder fazer todos os dias, comece um dia por semana, ou um dia sim outro não. Esta atividade também não está limitada a uma idade específica. Se seus filhos são pequeninos, brinque com eles, role no chão, conte histórias ou faça qualquer outra coisa que demonstre o seu amor. Se eles já são adolescentes e já estão um pouco distantes de você, comece aos poucos. Comece sentando com eles na sala (com a televisão desligada) e conversando sobre o dia. Outro dia, convide-os a irem a um lugar especial como família. Pergunte a eles o que gostariam de fazer. Comece a se abrir com eles, contar coisas de sua adolescência e aos poucos você vai perceber que está ganhando a confiança deles também.
O que fazer no horário da família? As atividades logicamente vão variar com a idade e o interesse dos filhos e com o tempo eles mesmos vão propor brincadeiras que gostam. Abaixo incluímos uma lista de algumas atividades que já fizemos e ainda fazemos com nossas filhas de 5 e 8 anos. Aqui em casa costumamos que cada dia uma pessoa escolha a atividade e assim existe uma imensa variedade.
Joguinhos variados (sempre evitando competição e incentivando cooperação)

Brincadeiras:

Qual é a música? (tocar ou cantar algumas notas de um hino para outros adivinharem)
O que é o que é?
Desenhar no ar (para outros adivinharem)
Estou pensando em um personagem bíblico cujo nome começa com a letra…
Imitar bichos (para outros descobrirem)
No céu eu vou ter… (descrever animal, para outros descobrirem)
Jogos bíblicos
Alfabeto animal – falar nomes de animais (frutas ou outra coisa) com cada letra do alfabeto

Outros:

Conversar
Passear
Assistir algum filme edificante
Contar histórias engraçadas da infância (elas amam isso)
Olhar fotos
Brincar de salão (arrumar papai e mamãe)
Ler histórias
Brincar de boneca
Brincar de boneca de papel
Jogar bola
Visitar algum vizinho/amigo

Você percebeu a variedade das atividades? Mesmo se vocês estiverem fora de casa, viajando, ainda assim será possível fazer o horário da família. Seja criativo, e aproveite este momento precioso para conquistar o coração dos seus filhos. E sabe o que fazemos logo após nosso Horário da Família? O culto familiar. Agora que demos nosso tempo para nossas filhas, elas estão com o coração aberto para nos atenderem e para o ouvirem a voz de Deus, também. Experimente. Vale a pena o esforço!