Utilizando Histórias Simples para Ensinar Lições Importantes

Uma das maneiras que nosso Salvador ensinava era através de histórias:

O Ensino por parábolas era popular e atraía o respeito e a atenção, não só dos judeus mas também de outras nações. Ele não poderia haver usado método de ensino mais eficaz.” Parábolas de Jesus, p. 4.

Quem não gosta de ouvir uma boa história, não é verdade?

Alguns anos atrás começamos aqui em casa um momento de história em família. Líamos juntos algumas páginas de um livro bem interessante de histórias de missionários ou de pioneiros da nossa igreja. Como meu esposo também ama ouvir histórias (e os meninos achavam mais legal com toda a família reunida) deixávamos esse tempo ser bem antes da hora de dormir ou algumas vezes logo após o almoço, pois era o momento que o papai estava presente. Era até um incentivo para as crianças, pois eu avisava que se eles estivessem prontos a uma hora determinada poderíamos ter esse momento, mas se ficasse muito tarde não daria.

Quando eu dizia que tinham que estar prontinhos de banho tomado, dente escovado e de pijamas só faltando ir para a cama, sempre funcionava. Então, fazíamos o culto e íamos para o momento da história. Em determinadas ocasiões eles desenhavam e pintavam enquanto ouviam as histórias. Outras vezes, já maiores, gostavam de ficar “esculpindo” alguma pauzinho com um canivete (eu até ganhei uma colher de pau, uma vez). As vezes não queriam fazer nada, só ouvir e outras vezes, eles mesmos queriam ler pra nós os pais. Como aprendemos com as histórias.

Vamos abordar qual o parâmetro que devemos utilizar na escolha de histórias para nossos filhos e abordaremos também as seguintes categorias de histórias:

1. Histórias bíblicas

2. Histórias dos reformadores

3. Histórias dos pioneiros da nossa igreja

4. Histórias de missionários do passado e atuais

5. Histórias gerais que contribuam para o construção do caráter

O objetivo desse assunto é inspirar nossos filhos a amar e servir ao Senhor por toda a vida utilizando ilustrações da vida de grandes homens e mulheres que temiam ao Senhor.

Qual seria o parâmetro para escolhermos uma história?

Para nós aqui em casa Filipenses 4:8 é o nosso filtro:

Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude, e se algum louvor, nisso pensai.”

Para mim, esse verso já é o suficiente, mas nosso Deus maravilhosos e amoroso ainda nos deixou informações mais mastigadinhas para não acontecer de cairmos nas armadilhas do inimigo.

Sabemos também que o melhor meio de impedir o crescimento do mal é ocupar previamente o terreno.(Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 136)

O Livro Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes tem um capítulo muito útil chamado: “Que lerão nossos filhos?” Há também várias partes do livro Educação vem ao nosso auxilio nesse assunto.

O QUE LER:

1. A Bíblia – Sempre pedindo o auxilio do Espírito Santo para o entendimento

Por que ler: Porque é o Livro dos livros. Porque o estudo diário das Escrituras tem influência santificadora, enobrecedora sobre o espírito. A mente e coração adquirirão nova força, nova vida. Porque o estudo da Bíblia exige o nosso mais diligente esforço e constante pensamento. É uma guarda segura contra a degeneração. A mente se expande e fortalece. (Eu poderia escrever um livro só falando dos benefícios de se estudar a Bíblia, mas vou parar por aqui…)

1.a Biografias Bíblicas

Porque ler: Porque nenhuma parte da Bíblia é de maior valor para fins educativos do que as suas biografias. Estas diferem de todas as outras, visto serem absolutamente fiéis.

1.b História da Humanidade e Profecia

Por que ler: Porque a Bíblia é o relato de história mais antigo e mais compreensivo que o homem possui.

1.c Histórias da Natureza

Por que Ler: Porque para a criancinha, ainda incapaz de aprender pela página impressa, ou tomar parte nos trabalhos de uma sala de aulas, a Natureza apresenta uma fonte infalível de instrução e deleite… E para os mais velhos, que necessitam continuamente desta silenciosa lembrança das coisas espirituais e eternas, as lições tiradas da Natureza serão uma fonte de prazer e instrução. O invisível acha-se ilustrado pelo visível. (Educação, p. 100)

1.d Histórias das Parábolas

Por que ler: Porque no ensino por parábolas, é manifesto o mesmo princípio da missão de Cristo ao mundo.

1.e Poesias

Por que ler: Porque as mais antigas bem como as mais sublimes expressões poéticas que se conhecem, encontram-se nas Escrituras. Antes que os primeiros poetas do mundo houvessem cantado, o pastor de Midiã já as registrou. Apresentam o caráter de Deus através da beleza das palavras.

1. f Hinos

Por que ler/cantar: Porque a história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto.

“Porque grandes têm sido as bênçãos recebidas pelos homens em resposta aos cânticos de louvor. Porque pelos cânticos da Bíblia podemos entreter comunhão com o céu.

“Porque poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço.

“Porque é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!” (Educação, p. 168).

2. Histórias Sensíveis/Sensatas que apontarão o interesse para a Bíblia

Por que ler: Porque levará a mente a ter interesse na narração, história e argumentação da Bíblia.

3. Histórias que lançem luz sobre a Bíblia

Por que ler: Porque fará aumentar o desejo de estudar a Bíblia.

4. Histórias da Lição da Escola Sabatina

Por que Ler: Porque proporciona a pais e filhos uma oportunidade para o estudo da Palavra de Deus e ensinam verdades espirituais. Dá a oportunidade de procurar amplo significado as passagens bíblica. Dá a oportunidade de armazenar as palavras da verdade através da memorização e tal hábito será valiosíssimo no crescimento espiritual. (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 137).

5. Literaturas sobre Saúde

Por que Ler: Porque contribuirá para o preparo na obra médico missionária. Ajudará a compreender a filosofia da saúde. Porque os que estudam e praticam os princípios do viver saudável, serão grandemente abençoados, física e espiritualmente. A compreensão da filosofia da saúde é uma salvaguarda contra muitos males que estão continuamente aumentando. (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 138).

6. Literaturas sobre Saúde

Por que ler: Porque eles tem testemunhado do poder da Palavra de Deus contra o poder e astúcia humanos em apoio do mal. Tais constituem a verdadeira nobreza do mundo. Tais são a sua linhagem real. Nesta linhagem a juventude de hoje é chamada a tomar lugar. (Educação, p. 255 )

Exemplos citados por EGW: Os valdenses e os huguenotes, Wycliffe e Huss, Jerônimo e Lutero, Tyndale e Knox, Zinzendorf e Wesley (Educação, p. 254), Zwinglio, Cranmer, Latimer e Knox (Atos dos Apóstolos, p. 333), José Wolff (O Grande Conflito, p. 160)

7. História dos Pioneiros da Nossa Igreja

Por que ler: Porque ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de nosso progresso até ao nosso nível atual, podemos dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que o Senhor tem executado, encho-nos de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.

8. História dos Missionários

Por que ler: Para despertar nas crianças e nos jovens simpatia e espírito de sacrifício pelos milhões que sofrem nas regiões distantes e familiarizem-se com seus países e povos. (Educação, p. 269)

Sugestões dadas por Ellen White: Moffat e Livingstone, Carey, e histórias atuais de esforço missionário. (Educação, p. 269)

Nossos jovens devem ler aquilo que exerça no espírito um efeito saudável, santificador. Isto necessitam eles, a fim de serem capazes de discernir o que seja a verdadeira religião.” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 547).

O QUE NÃO LER:

O Livro “Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes” nos alerta do perigo em determinados tipos de leitura. A partir da página 132 encontramos um guia que além de apresentar o que não ler apresenta também o porque não se deve ler. Como nosso Pai nos ama em nos dar tanto esclarecimento. Vamos estudá-los!

1. Periódicos e jornais que contém histórias em série, as quais não deixam impressão para o bem na mente das crianças e jovens.

Por que não devo ler isso? Porque cultiva o gosto pela ficção

2. Histórias Fictícias.

Por que não devo ler isso? Porque tira a verdadeira piedade e religião prática. Fazem não refletir a luz sobre outros.

3. Revistas e jornais que contenham histórias de “amor” e excitantes contos frívolos.

Por que não devo ler isso? Porque é uma maldição para qualquer um que leia, mesmo que o autor aponte para uma boa lição de moral. Torna a pessoa inapta para os deveres da vida prática. Faz a pessoa ficar vivendo em um mundo irreal. Ficam incapazes de conversar a não ser assuntos triviais. Pensamentos e conversas religiosos serão alheios ao seu espírito.

4. Tópicos sensacionalistas como por exemplo esquemas de como ganhar dinheiro.

Porque não devo ler isso? Porque há uma fascinação satânica em livros como esse.

5. Histórias de crimes e atrocidades.

Por que não devo ler isso? Porque tem um poder enfeitiçador sobre muitos fazendo com que os levem a pensar o que podem fazer para serem notados, mesmo sendo ações terríveis e más.

6. Temas sobre escritos históricos que apresentem crueldades ou práticas licenciosas.

Por que não devo ler isso? Porque age como fermento em muitas mentes, levando a execução de atos similares.

7. Histórias que apresentem práticas satânicas de seres humanos.

Por que não devo ler isso? Porque esses atos horríveis não devem ser vividos novamente. Quando o intelecto recebe essas informações os pensamentos se tornarão impuros e sensuais.

8. Histórias excitantes.

Por que não devo ler isso? Porque os que condescendem com o hábito de como que “devorar” uma história excitante, estão simplesmente invalidando sua força mental e inabilitando o espírito para o pensamento e investigações vigorosos. Alguns jovens, e mesmo pessoas de idade madura, têm sofrido de paralisia, proveniente de nenhuma outra causa que não o excesso na leitura. A força nervosa do cérebro foi conservada em constante excitação, até que esse maquinismo delicado se tornou exausto, recusando-se a agir. Algumas partes de seu delicado mecanismo deram de si, e como resultado houve a paralisia.

9. Histórias de autores infiéis.

Por que não devo ler isso? Porque essas histórias são inspiradas pelo inimigo da verdade, e ninguém as pode ler sem colocar sua alma em perigo. Se colocam no terreno de Satanás, e ele tira disto a maior vantage. Com um poder fascinante, sedutor, a incredulidade se apodera da mente.

“O mundo está inundado de livros que melhor seria queimar do que fazê-los circular” CP133

Palavras da irmã White alguns meses antes de morrer:

“Não espero viver muito. Minha obra está quase concluída. Dizei aos nossos jovens que eu quero que minhas palavras os animem naquela maneira de viver que mais atrativa será aos seres celestes, e que sua influência sobre os outros seja enobrecedora.

“Estive, durante as horas da noite, pondo de lado livros que não são de proveito para os moços. Devemos escolher-lhes livros que os estimulem à sinceridade de vida, e os levem a abrir a Palavra. Isto me foi apresentado em tempos passados, e pensei pôr isto diante de vós, e assentá-lo. Não nos podemos permitir oferecer à mocidade leitura destituída de valor. Necessitam-se livros que sejam uma bênção à mente e à alma. Estas coisas são consideradas com demasiada leviandade; portanto, nosso povo se deve familiarizar com o que estou dizendo.” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 547, 548).

Eu sempre procurei ser bem seletiva e cautelosa na escolha das leituras para meus filhos, mesmo assim, ao refazer esse estudo aprendi coisas que sem perceber deixei passar. Se você perceber que já errou, não se desespere, se desculpe com seu filho(a) e explique que vamos a partir de agora escolher somente o que se encaixa nos parâmetros deixados pelo Senhor.

“Irmãos, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as coisas que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filipenses 3:13, 14.

Angélica Gomide

Ensinando Idiomas para Crianças

Muitos pais hoje em dia se preocupam com o ensino de um segundo idioma para as crianças. Sabemos que na época em que vivemos é quase que essencial falar um segundo idioma, principalmente o inglês, seja para auxiliar na profissão ou estudo, ou para se preparar melhor para servir a Deus no campo missionário. Como diz o conselho: “Os jovens se devem estar habilitando para o serviço, tornando-se familiarizados com outras línguas, para que Deus deles Se sirva como de instrumentos para comunicar Sua salvadora verdade ao povo de outras nações.” (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 508).

Mas qual seria a idade ideal para iniciar o ensino de outro idioma? Pesquisas comprovam que os primeiros anos de vida de uma criança são os melhores para se aprender outro idioma. Quando nascemos, temos em nosso cérebro impressões para todos os fonemas existentes. Isso quer dizer que temos a capacidade de aprender multiplos idiomas ao mesmo tempo e sem sotaque. Tive a oportunidade de presenciar isso quando trabalhei em uma pré-escola nos EUA anos atrás e conviví com um menino de três anos de idade que falava português fluentemente por influência do pai brasileiro, falava francês fluentemente por influência da mãe francesa, e na escola estava aprendendo o inglês.

Essa facilidade de aprender idiomas ocorre mais nos primeiros anos de vida, antes das “podas neuronais” acontecerem. Conforme crescemos, os neurônios que não usamos são descartados e juntamente com eles essas impressões dos fonemas não utilizados. Se na infância aprendemos um segundo idioma no qual esses fonêmas são usados, eles permanecerão ativos em nossa mente.

Quando aprendemos um idioma depois de adultos, quando as impressões não estiverem mais presentes, ao tentarmos produzir fonemas que não fazem parte da nossa língua nativa, nosso cérebro escolherá o fonêma mais semelhante e isso resultará no “sotaque”. É o caso do famoso fonema “th” no inglês. A maioria dos brasileiros que aprende inglês quando adulto, têm dificuldade de pronunciar esse fonema e acaba usando o “d” ou mesmo o “f” no lugar do “th”.

Agora, é importante lembrar que não estamos falando aqui da alfabetização em dois idiomas ao mesmo tempo, mas apenas do desenvolvimento da fala. Devido a alguns fonemas e grafemas serem completamente diferentes em certos idiomas, já foi comprovado que a criança que tentar aprender a ler e escrever em dois idiomas ao mesmo tempo pode se confundir e demorar mais para se desenvolver. Em geral, então, é melhor que a criança seja alfabetizada em um idioma primeiro, depois no outro.

Algo interessante que as pesquisas também indicam é que se na infância a criança for exposta a outro idioma, mesmo que não aprenda a falar fluentemente, ela preservará na mente as impressões dos fonemas e terá menos sotaque quando aprender a falar o idioma mais tarde na vida. Vale ressaltar, no entanto, que essa exposição funciona melhor quando a criança é exposta à pessoas reais falando e interagindo no outro idioma, não apenas vídeos ou materiais digitais. Por incrível que pareça, existe uma diferença entre os dois. O cérebro assimila melhor os fonêmas “ao vivo”, do que através de alguma forma de mídia.

Um exemplo disso, foi a experiência que meus irmãos e eu tivemos em nossa família. Moramos nos EUA quando criança até aproximadamente os 5 anos de idade. Como vivíamos em uma comunidade brasileira e não frequentamos escola nesse período, nunca chegamos a falar o inglês fluentemente, mas pelo fato de termos convivido com o idioma, ao aprendermos a falar na adolescência adquirimos bem pouco do sotaque estrangeiro. O mesmo aconteceu com minhas filhas e várias outras pessoas que conhecemos.

Então se você gostaria de ensinar seu filho a falar inglês ou outro idioma, comece expondo-o desde cedo ao idioma que deseja ensinar. E como deve ser essa exposição? Se você não pode viver em outro país por um tempo, aqui vão algumas dicas de atividades simples que você pode fazer. Alguns dos recursos mencionados se aplicam ao inglês, mas podem facilmente ser encontrados ou adaptados a outro idioma:

– Se você fala um pouco do idioma ou conhece alguém que fale, converse com seu filho e ensine as palavras, pronunciando-as o mais correntamente possível. Recursos online podem ajudá-lo com a pronúncia correta como o Google Tradutor (https://translate.google.com/ ).

– Use livros ilustrados para contar histórias ou ensinar vocabulário.

– Ao ensinar as as palavras mostre os objetos para a crianças, não apenas diga “isto significa isto”. Quando mais sentidos as crianças usam para aprender, melhor fixam. Para crianças que já sabem ler, faça etiquetas com os nomes de objetos em sua casa para que quando ela ver o objeto ela se lembre do nome em inglês.

– Ensine “nursery rhymes” que são pequenos poemas rimados para crianças com gestos. As palavras com gestos ajudam a fixar.

Ensine músicas ou versos bíblicos cantados em inglês, especialmente aqueles que a criança já conhece em português. O Ministério Familiarizando tem alguns recursos online.

– Use bons vídeos, mas com muito cuidado e moderação. Lembrando-se dos danos irreversíveis que as telas podem causar às crianças. Leia este artigo para entender melhor. Uma sugestão de recurso é o Programa “Tiny Tots for Jesus” da TV 3ABN, um canal de televisão adventista nos EUA.

Bom ensino para você!

Rute Bazan

Ficção: Por que não?

A questão da ficção como tudo o mais tem sido muito questionada ou simplesmente ignorada apesar da clara mensagem que nos foi deixada na Bíblia e, para os nossos dias, no Espírito de Profecia. Tanto como instituições quanto como indivíduos, imersos numa cultura que exalta literatura, filmes, novelas e todo o tipo de fruto da ‘imaginação’ como sendo positivo, acabamos nos acostumando com a ideia.

De pequenos, na escola, somos ‘obrigados’ a escrever histórias imaginárias nas aulas de português. Não uma imaginação positiva e produtiva tal qual: ‘ como seria o mundo diferente se todo mundo obedecesse sempre…tal mandamento.’ Este tipo considera as possibilidades e implicações, como um cientista analisando fatos e desenvolvendo teorias para compreender e explicar uma lei ou evento.

Ouvimos de novo e de novo que este tipo de redação é essencial, criando personagens, eventos e cenários imaginativos ricos e elaborados.

Eu mesma sou culpada disto. Dávamos literatura em sala de aula, discutindo em profundidade o texto e a partir dali as crianças criavam seus próprios textos dentro do tema. Eu amava trabalhar com isso. Já conhecia os textos sobre literatura, mas aprendi na faculdade a respeito de literatura infantil e parecia tão profundo que me convenci que bem escolhida e dirigida seria boa…

A sabedoria do homem… Estimulante, sim, de acordo com a orientação divina? Não. Uma vez desenvolvido o gosto, quem segura essas crianças? Quem disse que eles terão o discernimento para fazer boas escolhas? E ainda que tivessem, nós é dito que essas leituras excitam a mente e tiram o prazer pelo natural.

O tipo de leitura superficial usada na leitura de histórias, as descrições elaboradas e detalhadas de sentimentos que nos faz viver com a pessoa, pensar seus pensamentos e até falar seu tipo de linguagem, é quase uma perda de individualidade. Passamos a viver dentro de outra pessoa, de sua vida, sua mente, seu coração. Entramos dentro da personagem e ela dentro de nós. Nos tornamos um com ela, numa intimidade que pertence só a Deus.

E como disse antes, quem são esses escritores? Recentemente, uma professora de problemas mentais da Harvard estava falando de um escritor famoso que escrevia maravilhosamente bem, quando seus problemas surgiam, problemas graves que exigiam internamento para a própria segurança dos que o rodeavam. Nesta fase ele mudava de um homem manso e respeitador para um que traia a esposa descarada e publicamente, se tornava rude, agressivo e impulsivo. E escrevia com grande criatividade. Ele sabia e admitia que dos episódios de loucura vinha seu material e inspiração.

E os autores cristãos que escrevem novelas ou ficção? Não estão passando a mensagem? É como evangelizar com música de rock. Hoje se faz isso, como se a mensagem não fosse alterada pelo meio usado. Água carregada em vasilha de produto tóxico se torna tóxica…

Não estou dizendo que as pessoas não tenham boa intenção ao fazê-lo. Mas ‘de boa intenção’… Para que usar falsidade ou faz de conta, para pregar a mensagem da verdade? As histórias verdadeiras são tão maravilhosas, mostrando o poder real de Deus, que superam a imaginação do homem. Mas para quem está acostumado com histórias fictícias, os testemunhos verdadeiros, ainda que maravilhosos não fazem a mesma impressão pois estão acostumados que ‘tudo pode acontecer’…

Descobri isto num incidente que mencionei antes de dar de presente um livro cheio de histórias milagres e não causar a menor impressão na menina, pois estava acostumada com coisas ‘fantásticas’. Além disso, perdemos o gosto pela ‘comida simples’ como a Bíblia.

Mas além de tudo, há um problema mais básico: como podemos falar aos nossos filhos sobre a necessidade de serem sempre verdadeiros quando compramos para eles mentiras com as quais convivem por horas, dias, semanas, enquanto lêem? E depois disso por anos em suas mentes?

A verdade é de Deus; o engano, em todas as suas múltiplas formas, é de Satanás; e quem quer que, de alguma maneira, se desvia da reta linha da verdade, está-se entregando ao poder do maligno. Não é, todavia, coisa leve ou fácil falar a exata verdade; e quantas vezes opiniões preconcebidas, peculiares disposições mentais, imperfeito conhecimento, erros de juízo, impedem uma justa compreensão das questões com que temos de lidar! Não podemos falar a verdade, a menos que nossa mente seja continuamente dirigida por Aquele que é a verdade. – {MDC 68.3}

“Elas (as palavras de Jesus no sermão do monte) ensinam que ninguém que busque parecer o que não é, ou cujas palavras não exprimam o sentimento real do coração, pode ser chamado verdadeiro. – {MDC 68.1}

O ideal de Deus é alto mas possível para aqueles que seguem o caminho por Ele indicado. Todas as vezes que nos desviamos ainda que com as melhores intenções, estamos tomando um rumo para baixo, com perigos que nossa mente finita não pode antever.

Há tanto de verdadeiro e bom… Não precisamos gastar nosso tempo com aquilo que não é pão…

Este tema está fortemente relacionado com a questão de desenvolvimento de caráter já que sabemos que “pela contemplação somos transformados”.

Enquanto não damos muita importância achando que este é um detalhe de somenos importância, Satanás está evangelizando o mundo e transformando as pessoas à sua imagem através da ficção em livros, TV, filmes e música. Através da ficção ele faz o mesmo trabalho que fez com os anjos no céu apresentando sua visão distorcida de Deus e da realidade, quer seja abertamente ou em forma de semente que dará frutos certos.

Deus teve que destruir o mundo com o dilúvio porque “a imaginação do homem era má continuamente”. Pensamos nós que a imaginação dos homens de hoje é melhor?

Nos Estados Unidos tem um programa de rádio cultural onde, de quando em quando, se entrevistam escritores, compositores, etc. Conhecendo seus valores, suas vidas, seus objetivos, jamais os traríamos para nossa casa para falar a nós ou a nossos filhos. Mas através de suas composições tão ‘atrativas’ e muitas vezes ‘inocentes’ ouvimos suas ‘palestras’ com atenção e interesse e aprendemos suas lições sem suspeitar.

Fico impressionada como os princípios divinos nos protegem de males que, sozinhos, jamais poderíamos detectar à tempo.

As Suas orientações são simples e claras para os que querem obedecer. Mas muitas vezes nós pensamos que podemos discernir tão bem que podemos comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal… posso ir no terreno que o Senhor proibiu e só pegar a parte do bem.…

Há coisa boa em ficção, claro que sim! Se não fosse misturado não seria atrativo nem perigoso.

Para os bereanos que gostariam de estudar por si mesmos sugiro:

Ciência do Bom Viver, Capitulo 37 – O Falso e o Verdadeiro na Educação

Conselhos para a Igreja, Cap. 31 – A Escolha da Leitura

Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, Cap. 15 – Que Lerão nossos Filhos?

Fundamentos da Educação Cristã, Cap. 20 – Ébrios Mentais

Fundamentos da Educação Cristã, Cap. 10 – O perigo de Ler Livros de Ficção e Autores Incrédulos

Lar Adventista, Cap. 68 – A Leitura e sua Influência

Mente, Caráter e Personalidade 1, Cap. 13 – Alimento para a Mente

Mente, Caráter e Personalidade 2, Cap. 63 – Imaginação

Alguns textos se repetem mas ainda assim vale a pena pelas citações que trazem pontos importantes não vistos anteriormente. E, é claro, pôde-se colocar ‘ficção’ no aplicativo de EGW e fazer um estudo completo se lermos o contexto.

Silvia Martins

Como Ensinar Língua Portuguesa em Casa

DICAS DE UMA EDUCADORA CRISTÃ PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA (Ensino Informal)

Ao contrário do que muitos pensam, o estudo de Língua Portuguesa não é chato nem difícil, ou pelo menos não precisa ser. Afinal, todos nós sabemos muito bem essa língua, pois é nossa língua materna. O que é chato e difícil é aprender a Gramática Normativa da Língua Portuguesa descontextualizada. E o que é a Gramática Normativa senão um conjunto de regras para a escrita, que é só uma parte da língua?

E a gramática implícita, que a criança já tem em si bem antes de ser alfabetizada? É graças a essa gramática implícita que minha filha foi capaz de escrever “licuidificador”, “vazilha”, “senpre”, “ben”, “lus”, “acaumar”, “abemsoe”. O que muitos veriam como erros grotescos são, na verdade, uma grande façanha para uma criança que talvez nunca tinha lido ou escrito essas palavras antes! Isso sem falar na fala… Uma criança de 3 anos é capaz de se comunicar superbem mesmo sem ter ideia das regras de Gramática…

Enfim, para você ver como o aprendizado de Língua Portuguesa pode ser divertido e espontâneo, veja abaixo a lista que eu fiz para me ajudar no ensino da minha filha quando ela tinha 8 anos de idade. Creio que pode ser útil pra você também. Como você verá, aprender Língua Portuguesa pode (e deve) ser muito gostoso!

Escrita

  1. Compor músicas e poemas.
  2. Transcrever receitas e fazer caderno de receitas.
  3. Transcrever músicas ouvidas.
  4. Escrever cartas.
  5. Fazer minilivros dos assuntos estudados no culto pessoal ou familiar.
  6. Escrever livro.
  7. Escrever diário.
  8. Escrever poesias.
  9. Escrever bilhetes (ex: para o pai e esconder no bolso dele).
  10. Escrever lembretes (ex: compras de mercado).
  11. Brincar de palavras cruzadas (papel e tabuleiro).
  12. Brincar de “Estou Pensando num Personagem Bíblico” (variar com nomes de animais, objetos, etc.).
  13. Fazer esboços dos sermões ouvidos na igreja.

Leitura

  1. Ler livros de livre escolha em voz alta.
  2. Ouvir histórias lida pelos pais.
  3. Usar audiolivros com texto correspondente (ex.: audiolivros gratuitos do Ministério Familiarizando).
  4. Acompanhar músicas no hinário, com a mãe indicando palavras com o dedo (ex.: Hinário Bilíngue para Colorir, do Ministério Familiarizando).
  5. Acompanhar textos na Bíblia com a mãe indicando palavras com o dedo.

Fala

  1. Enviar mensagens em áudio para amigos.
  2. Contar para os pais, irmãos ou avós experiências diárias e histórias lidas ou ouvidas.
  3. Memorizar e recitar versos bíblicos.
  4. Participar no culto familiar orando, lendo ou contando história.

Ensino Formal

  1. Evite o ensino formal precoce.
  2. Leia o artigo “Criado e Educado no Lar”, do educador e pesquisador Raymond Moore, para saber mais sobre ensino formal precoce.
  3. Tome cuidado para a criança não ficar lendo por mais do que 15 a 20 minutos.
  4. Conheça as orientações e exercícios visuais ensinados pela Dra. Tatiana Gebrael para prevenir e corrigir problemas visuais na criança (tatianagebrael.com.br).
  5. Depois de atividades de leitura, faça com a criança atividades em que ela tenha que olhar para longe, para descansar a vista.
  6. Intercale períodos de estudo em livros com períodos de atividade física.
  7. Não fique corrigindo demais a forma como a criança fala, lê ou escreve para não desestimulá-la. Exija conforme a idade e capacidade da criança.
  8. Conheça os materiais de ensino de Linguagem e Voz do SonLight Education Ministry, baseados na Bíblia.
  9. O roteiro a seguir, para ensino de língua a partir da Bíblia, é baseado nos materiais do SonLight e se aplica em especial à Cartilha Bíblica, do SonLight. Porém, estas etapas podem ser aplicadas também

    ao estudo de qualquer texto bíblico.

  10. Este roteiro não é rígido. É apenas uma sugestão. Vá analisando a reação e o desempenho da criança. Se necessário, mude a atividade ou o método. Tome cuidado para não tornar o estudo muito difícil e maçante.

1a Etapa Leitura e Vocabulário

  1. Contar para a criança a história da página 4 da Cartilha Bíblica.
  2. Leitura: Ajudar a criança a ler o primeiro verso do capítulo da Bíblia a ser estudado (página 25 da Cartilha Bíblica).
  3. Ortografia: Fazer uma lista com todas as palavras do respectivo verso, sem repetir palavras, seguindo o modelo da página 63 do livro Spelling from the Scriptures, do SonLight . Se a criança estiver no início da alfabetização, poderá copiar as palavras. Se a criança já souber ler bem ou razoavelmente bem, poderá escrever sem copiar. Se ela escrever errado, mostre a ela qual palavra está errada, mas não diga qual é o erro. Dê dicas para ela descobrir o erro. Então, peça para ela corrigir.
  4. Semântica: Fazer cartões de palavras para cada palavra do verso conforme as instruções das páginas 65 a 67 do livro Spelling from the Scriptures.
  5. Usar os versos bíblicos musicados do Ministério Familiarizando.
  6. Seguir o procedimento acima para cada verso do capítulo.
  7. Não ter pressa para passar para as etapas seguintes. O importante é aprender bem.

2a Etapa Leitura Fluente

  1. Ler e explicar para a criança o tópico 8 da página 6.
  2. Ler as páginas 7 e 8 da Cartilha Bíblica, explicando conforme necessário.
  3. Enfatizar as seis regras de leitura da página 7, complementando com o tópico 7 da página 5.
  4. Pedir para a criança ler o capítulo todo tentando aplicar as regras acima. Conforme a criança for lendo, vá observando a naturalidade, fluência, clareza, pronúncia e pausas. Deixe para trabalhar a

    modulação (altura, intensidade, timbre e cadência) posteriormente.

  5. Elogie sem exagero.

3a Etapa Interpretação de Texto

1. Ajudar a criança a entender o sentido do respectivo capítulo fazendo as perguntas da seção Revisão da Cartilha Bíblica, na página 16.

4a Etapa Modulação

  1. Estudar com a criança as páginas 9 a 15 da Cartilha Bíblica, explicando na linguagem dela. Praticar os exemplos junto com ela.
  2. Pedir para criança ler todo o capítulo de novo, mas desta vez tendo em mente o que ela aprendeu sobre modulação. Vá orientando conforme a necessidade.

5a Etapa Produção de Texto

1. Pedir para a criança escrever frases ou textos usando as palavras da lista de palavras. Incentive-a a escrever frases referentes a Deus, Bíblia, natureza, ajuda ao próximo ou coisas práticas em vez de escrever frases que expressem ideias e vontades egoístas.

Espero que essas dicas ajudem seu filho/aluno a se tornar um eloquente pregador da Palavra!

Marily Sales dos Reis
Mãe de Daiane (9) e Gabriele (2), bacharel em Letras/Tradução e idealizadora do Ministério Familiarizando familiarizando.org
08/09/2019

A verdadeira educação mais elevada é o que torna os alunos familiarizados com Deus e Sua Palavra, habilitando-os para a vida eterna” (Ellen White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 431)

Livros para Crianças e Adolescentes (lista sugestiva)

Como você escolhe livros para seu filho ler? Vejam alguns conselhos inspirados por Deus para ajudá-lo a fazer boas escolhas:

A mente suscetível e expansiva da criança almeja o saber. Devem os pais manter-se bem informados para que possam dar ao espírito de seus filhos o alimento conveniente. Semelhante ao corpo, a mente deriva sua força do alimento que recebe. Ela se alarga e eleva por meio de pensamentos puros, fortalecedores; mas estreita-se e avilta-se com pensamentos terrenos, rasteiros.

“Pais, sois vós os que haveis de decidir se o espírito de vossos filhos se encherá de pensamentos enobrecedores, ou de sentimentos viciosos. Não podeis conservar desocupada sua mente ativa, tampouco podeis expulsar o mal com um simples gesto de enfado. Unicamente incutindo princípios corretos, podeis excluir maus pensamentos. A não ser que os pais plantem no coração dos filhos as sementes da verdade, o inimigo semeará o joio. A instrução boa e sã é o único preventivo contra as más conversas, que corrompem os bons costumes. A verdade protegerá a alma das intermináveis tentações que terão de ser enfrentadas.

“Os leitores de contos frívolos e empolgantes tornam-se inaptos para os deveres da vida prática. Vivem em um mundo irreal. Tenho observado crianças a quem se consentiu adquirir o costume de ler tais histórias. Quer em casa quer fora de casa, achavam-se inquietas, sonhadoras, incapazes de conversar a não ser sobre os assuntos mais triviais. Pensamentos e conversas religiosos eram inteiramente alheios ao seu espírito. Cultivando o apetite pelas histórias sensacionais, perverte-se o gosto da mente, e o espírito não se satisfaz a menos que seja nutrido com tal alimento prejudicial.

“Muitos jovens são ávidos por livros. Lêem qualquer coisa que possam obter. Apelo para os pais desses jovens, a fim de que governem o desejo deles pela leitura. Não permitais sobre vossas mesas revistas e jornais em que se encontrem histórias de amor. Preenchei o lugar desses com livros que auxiliem os jovens a porem na formação de seu caráter o melhor material — o amor e o temor de Deus, o conhecimento de Cristo. Animai vossos filhos a armazenar na mente conhecimento valioso, a deixar que aquilo que é bom ocupe a alma e dirija suas faculdades, não dando lugar a pensamentos baixos, aviltantes. Restringi o desejo pela leitura que não forneça ao espírito bom alimento.

“Que lerão nossos filhos? Esta é uma questão séria, e que exige uma séria resposta. Perturba-me ver, entre as famílias observadoras do sábado, periódicos e jornais que contêm histórias em série, as quais não deixam impressão para o bem na mente das crianças e jovens. Tenho observado aqueles cujo gosto pela ficção foi assim cultivado. Tiveram o privilégio de ouvir a verdade, de familiarizar-se com as razões de nossa fé; mas chegaram aos anos mais avançados destituídos da verdadeira piedade e religião prática. Os leitores de ficção estão tolerando um mal que destrói a espiritualidade, obscurecendo a beleza das sagradas letras.” Lar Adventista, p. 410-417. 

Para ajudar você a encontrar boas opções de livros compilamos a lista abaixo, baseado no testemunho de famílias que estão buscando seguir os princípios divinos na educação dos filhos:

HISTÓRIAS VERÍDICAS:

África, Lembranças de uma Missão, Bob Prouty – (CPB, infanto-juvenil)

A Exilada, Serpouhi Tavoukdjian, (CPB, Fora de impressão)

A Bíblia por um Punhal e Outras Histórias Espetaculares, Helen Lee (CPB, infanto-juvenil)

A Bíblia na Parede – https://lmsdobrasil.com.br

A História de Mary Jones – Sociedade Bíblica Brasileira, infanto-juvenil, https://lmsdobrasil.com.br

A História dos Reformadores para Crianças (coleção) – http://www.editoraletras.com.br

A Quem Temerei, Ann Vitorovich (CPB, biografia)

Aventura Missionária, Davi e Angela Tavares (CPB, infanto-juvenil)

Aventuras do Capitão Bates (Editora dos Pioneiros)

Aventuras na Serra do Mar, Fernando José de Souza (CPB, infanto-juvenil)

Ayesha, a Bem-amada de Deus, Norma R. Youngberg (CPB, infanto-juvenil)

Ben Carson, Bem S. Carson e Cecil Murphey (CPB, biografia)

Bichos Incríveis, Grandes Histórias de Animais, Lori Peckham (CPB, infanto-juvenil)

Desafio nas Águas, Ana Paula Ramos (CPB, infanto-juvenil)

Ensinado por um Tigre, Norma R. Youngberg (CPB, Fora de impressão)

Entre os Leões de Angola (CPB, biografia)

David Livingston, Ben Alex (Editora LPC)

Desafio nas Águas, Ana Paula Rany (CPB, infanto-juvenil)

Eles Criam em Deus, Biografias de cientistas e sua fé criacionista, Rodrigo P. Silva (CPB, infanto-juvenil)

Fiel a Toda Prova, Wellesley Muir (CPB, fora de impressão)

Fogo na Montanha, Norma R. Youngberg (CPB, infanto-juvenil)

Fugindo para a Liverdade, Doru Tarita e Kara Kerbs (CPB, biografia)

Furaha, a História de Um Bebê Condenado à Morte, Oliver Jacques (CPB, infanto-juvenil)

Histórias de Minha Avó, Ella M. Robinson (CPB, infanto-juvenil)

Histórias de Tirar o Fôlego, Helen Lee (CPB, infanto-juvenil)

Histórias que a Gente Gosta, compilação (CPB, infanto-juvenil)

Jogada de Craque, Herbert de Almeida (CPB, biografia)

King, o Pregador que Não Conseguia Pregar, Kimber J. Lantry (CPB, história)

Lágrimas de Ontem, Dorothy Comm (CPB, fora de impressão)

Leo Halliwell na Amazônia, Olga S. Streithorst (CPB)

Mary Entre os Selvagens do Calabar, Virgil E. Robinson (CPB)

Mil Cairão ao Teu Lado (CPB, biografia)

Milagres Atuais, Loron Wade (CPB, vida cristã)

Missão Abaixo de Zero, Aventuras no Alasca, Milton L. Torres (CPB, infanto-juvenil)

Missão no Pacífico, E. L Martin (CPB, fora de impressão)

Naila e o Crocodilo Branco, Norma R. Youngberg (CPB, fora de impressão)

Nascido para Pregar, Henry Feyerabend (CPB, história)

Na Trilha dos Pioneiros (CPB, histórias)

O Boi que Guardava o Sábado, Bradley Booth (CPB, infanto-juvenil)

O Gato que Salvou o Trem, compilação (CPB, infanto-juvenil)

O Homem que Saltava das Nuvens, Wellesley Muir (CPB, infanto-juvenil)

O Meu Deserto, Allyson Firme (Editora Ados)

O Milagre na Montanha (Bradley Booth, CPB, infanto-juvenil)

O Milionário da Caverna, Doug Batchelor (CPB)

O Mistério do Farol Abandonado, Suzanne Perdew (CPB, infanto-juvenil)

O Tempo não Apagou, Don R. Christman (CPB, fora de impressão)

O Vale da Decisão, Leola Woodruff (CPB)

Pão Sobre as Águas, Melvin Northrup (CPB, biografia)

Perdidos no Mar, Grenville Lee Dunstan (CPB, biografia)

Peregrino em Terra Estranha, Virgil Robinson (CPB)

Pérolas Esparsas, compilação (CPB, fora de impressão)

Perseguido na China (Bradley Booth, CPB)

Portal dos Deuses, Thurman C. Petty (CPB, infanto-juvenil)

Prendam-no, Miriam Wood (CPB, fora de impressão)

Princesinha Esperta, Eric B. Hare, (CPB, fora de impressão)

Prisioneiro de Guerra, M. M. Stump (CPB, fora de impressão)

Prisioneiros na China, Vinnie Ruffo (CPB, fora de impressão)

Quem foi Ellen White, Marye Trim (CPB, infanto-juvenil)

Renascido da Dor, Marcelo Cunha, (CPB, biografia)

Resgate na Montanha e Outras Histórias, Christopher Blake (CPB, infanto-juvenil)

Um Passo a Mais, Fernanda Lima (CPB, biografia)

Uma Voz Especial, Ullanda McCullough-Innocent (CPB, fora de impressão)

Outros: Inspiração Juvenis também oferecem excelente material de leitura. Encontre as mais antigas em Sebos.

BÍBLIA E RELIGIÃO:

As Belas Histórias da Bíblia, coleção (CPB, fora de impressão)

A Garotada da Bíblia – Márcio Dias Guarda (CPB, infanto-juvenil)

A Turma dos Profetas, Eduardo Rueda (CPB, infanto-juvenil)

Curiosidades e Testes Bíblicos, Rafel Escandón (CPB, infanto-juvenil)

Deus me Ama de 28 Maneiras – Charles Mills, Linda Koh (CPB, infanto-juvenil)

Gincana Bíblica – A. D. Santos Editora

Guerra no Céu, Os Bons Vencem os Maus, Ariane M. Oliveira (CPB, infanto-juvenil)

Jesus me Diz Assim – Cristina Macena e Thiago Lobo (CPB, infanto-juvenil)

Lá no Céu – Cristina Macena e Thiago Lobo (CPB, infanto-juvenil)

Mapa do Tesouro, Os Segredos de Jesus no Apocalipse, Eduardo Rueda (CPB, infanto-juvenil)

O Peregrino, John Bunyan (Editora Mundo Cristão)

O Livro de Deus, Descubra como a Bïblia Chegou Até Voce, Tim Lale (CPB, infanto-juvenil)

O Grande Movimento Adventista (Editora dos Pioneiros)

O Que É A Bíblia? Uma Introduçao ao Livro da Fé Crista, Sue Graves Sociedade Bïblica Brasileira (CPB, infanto-juvenil)

Meus Amigos da Bíblia coleção (CPB, fora de impressão)

Sabedoria para Crianças – https://lmsdobrasil.com.br

Vida de Jesus – EGW (CPB)

Zoológico Bíblico – Ethel Maxine Neff (CPB)

LINGUAGEM:

Descobrindo o Mundo: Dicionário Infantil – Ciranda Cultural

Larousse Dicionário Escolar Júnior – Larousse

CORPO HUMANO:

Enciclopédia Ilustrada do Corpo Humano – Girassol

Corpo Humano – Ciranda Cultural

O Corpo Humano – Série Saber em Ação – Girassol (Imagens, pop-ups e sons)

NATUREZA:

Se Deus Fez… se Deus não Fez… – Michelson Borges

Enciclopédia da Natureza – Girassol

Minha Primeira Enciclopédia da Natureza – Girassol

Enciclopédia da Natureza – Ciranda Cultural

Descobrindo o Mundo: Natureza – Ciranda Cultural (Enciclopédia infanto-juvenil)

Pequenos Guias da Natureza (Editora Platano, Portugal)

ANIMAIS:

Adivinha O Que É: Animais Selvagens – Girassol (Com abas e janelas)

Adoro Bicho! – Girassol (Adesivos e passatempos)

Adoro Natureza! – Girassol (Adesivos e passatempos)

Animais – Série Abra a Janela – Girassol (Com abas e janelas)

Animais da Selva, dos Mares e das Montanhas: com Adesivos – Girassol (Adesivos)

Animais da Fazenda – Girassol (Adesivos)

Animais e suas Moradias – Girassol (Ilustrações detalhadas e ampliadas, legendas com explicação passo a passo, 4 pop-ups)

Animais que Falam – Série Floresta do Braulho – Lafonte (Com sons de animais de verdade)

Borboletas, suas características e Hábitos – Ivan Schmidt (CPB, infanto-juvenil)

Brincadeiras Animais http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136780/

Cãezinhos Brincalhões – Ciranda Cultural (Jogos, atividades, 50 adesivos)

Coelhinhos e seus Amigos – Ciranda Cultural (Jogos, atividades, 50 adesivos)

Como os Bichos Crescem: Borboleta – Girassol (Fotos, explicações simples, adesivos )

Como os Bichos Crescem: Cachorro – Girassol (Fotos, explicações simples, adesivos)

Como os Bichos Crescem: Pato – Girassol (Fotos, explicações simples, adesivos )

Como os Bichos Crescem: Rã – Girassol (Fotos, explicações simples, adesivos )

Descobrindo o Mundo: Animais – Ciranda Cultural (Enciclopédia infanto-juvenil)

Descobrindo o Mundo: Curiosidades sobre Animais – Ciranda Cultural

Esconde-Esconde: Reino Animal – Publifolha

Fazenda do Barulho – Série Floresta do Braulho – Lafonte

Filhotes – Ciranda Cultural

Floresta do Barulho – Editora Lafonte

Famílias Animais http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136299/

Felinos – Série Criaturas Mortais Ciranda Cultural (6 a 8 anos – Jogos, atividades, adesivos)

Gatinhos Fofos – Ciranda Cultural (3 a 5 anos – Jogos, atividades, 50 adesivos)

Meu Pequeno Livro dos Animais, Lafonte

Natureza –Animaishttp://produto.mercadolivre.com.br/MLB-524637537-livro-filhotes-1001-fotos-animais-_JM

No Ar – Série Que Bicho É? – Sueli Ferreira de Oliveira, Michelson Borges – http://www.cpb.com.br/produto/detalhe/14641/no-ar—serie-que-bicho-e?-

No Mar – Série Que Bicho É? – Sueli Ferreira de Oliveira, Michelson Borges –http://www.cpb.com.br/produto/detalhe/15101/no-mar—serie-que-bicho-e?-(+-de-45-adesivos)

Pássaros, suas características e Hábitos – Ivan Schmidt (CPB, infanto-juvenil)

Brincadeiras Animais http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136780/

Famílias Animais http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/136299/

Esconde-Esconde: Reino Animal – Publifolhinha

O Atlas do Mundo Animal – Publifolhinha.

100 Coisas sobre Cães e Filhotes – Girassol

JARDINAGEM:

Meu Primeiro Livro de Jardinagem – Dorling Kindersley – Publifolha

MEIO AMBIENTE:

Desertos – Série Planeta Terra – Ciranda Cultural ( 6 a 8 anos )

Florestas Tropicais – Série Planeta Terra – Ciranda Cultural (6 a 8 anos )

Oceanos – Série Planeta Terra – Ciranda Cultural (6 a 8 anos)

Regiões Polares – Série Planeta Terra – Ciranda Cultural

Descobrindo o Mundo: Fazenda – Ciranda Cultural

Histórias Infantis em Áudio

Compartilhe com seus filhos belas histórias que os ajudarão a formar um bom caráter, contadas pela tia Silvia Martins.

Para fazer o download das histórias clique aqui.

Para ouví-las cliquei abaixo:

 

A Cobra Cuspideira

A Corruira

A Fumaça o Denunciará

A Lanterna

A Madrasta Malvada

A Velhinha do Alasca

Biscoitos da Mamãe

Cura do Coração

Dinheiro não é o Mais Importante

O Egoísmo e os Porcos

O Ferrão da Abelha

O Garotinho e o Piano

SEU FILHO NÃO GOSTA DE LER, E AGORA?

Seu filho está na fase de alfabetização e você percebeu que ele não gosta de ler, e agora o que fazer para tentar ajudá-lo a sentir prazer na leitura?
Esses dias eu estava lendo a revista ‘Escola’ que está na vanguarda em termos de educação, de acordo com os padrões do mundo, é claro, mas ainda um tanto longe dos padrões de Deus. Eles seguem de perto os requisitos governamentais e as escolas que fazem inovações que funcionam. Mesmo para escolas eles comentam que estes são uns dos passos mais importantes para alfabetização: estarem familiarizados com a linguagem escrita (em termos de ver e ouvir) e acima de tudo gostar de ler.
Se seu filho não está gostando de ler, dê a ele um jejum. Isto é, procure não forçá-la a ler por um tempo. Estudando sobre o jejum de comida aprendi que eliminar toda a comida e só tomar água (jejum completo) ou tomar só sucos frescos e coisa assim, não só promove a desoxidação do corpo e clarifica a mente, mas reajusta o paladar. Isto é, sua sensibilidade aumenta e você não só consegue sentir mais sabor e prazer nos alimentos naturais mas consegue a perceber o sabor dos químicos nos alimentos processados, bem como ser incomodado por pimentas e outros estimulante ou temperos fortes.
O jejum traz novo prazer à comida simples. Não estou dizendo para parar de ler para ele, mas talvez dar um tempo com relação ao treino da leitura dele.
Quando meu filho era pequeno, começou a ajuntar as letras e ler algumas palavras, achei que na semana seguinte estaria lendo pois. Foi aí que ele pareceu perder o interesse pela coisa. Foi frustrante para mim. Meses depois, acho que pelo menos 6 meses, ele trouxe um dos livros da coleção ‘Meus Amigos da Bíblia’ e disse que ia ler pra mim. E leu mesmo! Não leu o capítulo todo pois cansou e eu terminei. Mas dai em diante não parou mais.
Com isso quero dizer que eles podem ter a capacidade mas ainda ser muito difícil o processo em si e por isso, muitas vezes, a dificuldade na compreensão do que estão lendo.
A aprendizagem não é linear como parece, mas se dá aos saltos, por assim dizer. Como na alimentação, você consome o alimento, mas nem por isso ele está à sua disposição para usar imediatamente. Demora muitas horas para ele estar pronto para cair na corrente sanguínea e entrar nas células, sendo assim assimilado pelo corpo. Há todo um processo de digestão entre a ingestão do alimento e ele fazer parte de você. A primeira parte é consciente – o comer em si; a digestão acontece fora das nossas vistas e sem nossa interferência. Só depois de um tempo temos o benefício completo do que estava acontecendo silenciosamente lá dentro. Aliás, depois de comer podemos até ficar mais inativos devido ao esforço interno do processo digestivo.
Um famoso estudioso do desenvolvimento infantil, Jean Piaget, explica o desenvolvimento mental dentro desses parâmetros – assimilação e acomodação. A ciência dele foi de primeira mão, isto é, de observar e anotar minuciosamente o desenvolvimento de seus 3 filhos, bem como estudar outras crianças. Suas conclusões são muito compatíveis com as orientações do livros de Ellen G. White.
Na prática eu teria algumas sugestões:
1- Dê um tempo para seu filho, com relação ao treino da leitura em si. Aproveite para trabalhar outras áreas como por exemplo, estudando ciência, de primeira mão – através da natureza e experimentos – e de segunda mão – através de livros interessantes. Vocês podem trabalhar matemática na vida diária e através de jogos. Podem ler biografias de pessoas de caráter nobre, escritas para crianças. Podem estudar geografia fazendo montanhas, lagos, fiordes, ilhas e etc em areia ou terra. Podem visitar fábricas ou artesãos para ver como as coisas são feitas (Superbom, Casa Publicadora, uma costureira ou alfaiate, sapateiro, padaria na área aonde fazem pães e quitutes e etc). Aproveitando a oportunidade podem começar a aprender a costurar, fazer pão, tricô (visitar a cidade do tricô, Mt. Sião), crochê ou bordado de tela, por exemplo.
2- Caso seu filho tenha o costume de assistir filmes, TV e Internet, jogos eletrônicos, lembre-se que estas coisas tiram o interesse pela leitura e a capacidade de concentração. Aliás todo material tipo conto de fadas e ficção tira o interesse e gosto pelo natural e pelas coisas espirituais como a Bíblia. (Leia o capítulo 37 ‘O Falso e o Verdadeiro na Educação’ no livro Ciência do Bom Viver, ou o capítulo 15 ‘Que Lerão Nossos Filhos’ no livroConselhos aos Professores, Pais e Estudantes.)
3- Comente sobre coisas interessantes que está lendo, em linguagem acessível e interessante para as crianças. Deixe que ele veja seu entusiasmo por seus livros e comente o quanto você gostaria de poder estar lendo… Quando meu filhos eram pequenos eu os lavava para o parquinho ou saía lá fora com eles e sempre tinha um livro comigo, caso me sobrasse um tempinho para ler… Na verdade não saio de casa sem um livro e sempre sugeria que eles trouxessem alguns para olhar no carro ou quando estivessem sem ter o que fazer.
3- Leia livros verdadeiros e de área de interesse deles – caminhões, animais, crianças, histórias e etc. Pegue livro com ilustrações bonitas ou interessantes e discutam as ilustrações. Às vezes as ilustrações são mais interessantes que o texto. Nesse caso nem precisam ler o texto. Fazíamos muito disso com a Revista Geográfica.
4- Visite bibliotecas, sebos e livrarias e faça disso um tempinho agradável. Além de eles estarem rodeados de livros eles vêem seu interesse e lhe dá oportunidade de achar livros bons para a idade deles agora e para mais tarde. Em todo lugar que eu ia eu procurava essas e as livrarias religiosas em busca de livros. Os livros em si você pode checar na Internet também, mas a experiência de sentar e caçar “tesouros” é muito boa e faz dos livros exatamente isso – tesouros.
5- Procure por momentos tranquilos para sentar com seus filhos (ou um de cada vez) e ler com eles (para eles). Essas são horas gostosas pra se aconchegarem no sofá, no tapete, na cama, no gramado ou na rede e curtirem juntos um livro. Viajarem juntos no espaço e no tempo. Não precisam terminar o livro. Quem tiver um pensamento ou pergunta pode interromper. Podem se colocar na situação da pessoa e imaginar o que fariam. Podem sair procurando aquele tipo de formiga ou planta que viram no livro. Podem tentar copiar a ilustração ou fazer uma como a do livro (só com lápis, lápis de cor, guache, colagem ou fotografia).
As crianças no colo ou a gente com o braço no ombro deles, lendo juntos, dando risada, chorando, fazendo o som dos bichos do livro, ou cantando uma canção que nos veio à memória, faz esses momentos memoráveis – na mente e no coração. Faz do livro um companheiro de viagem para países distantes com missionários e exploradores; uma porta no tempo para visitar o passado e ouvir as histórias de quem fez a história e perceber que todos nós temos uma história, que todos nós fazemos história. O diário, nosso álbum de fotografia, nossos documentos, nosso Facebook ou WhatsApp são história – nossa história. Nossa vida é uma história sendo escrita a cada ato e cada palavra, dita ou calada, fazendo uma foto perfeita de quem somos de verdade; nos livros do Céu e aos olhos dos outros ao nosso redor.
Mas acima de tudo conte as histórias da Bíblia com todo o entusiasmo. Leia versos que eles possam entender e comente quão lindos são. Fale pra eles que um dia terão o prazer de ler por eles mesmos e descobrir muito mais.
De vez em quando, ao terminar uma história de um livro, comente sobre a próxima que é mais legal ainda, mas que agora você não vai poder ler pois tem algo mais para fazer. Outro dia pare no meio da história, na parte mais interessante, e diga que acabou o tempo da leitura, mas que quando eles souberem ler podem terminar sozinhos quando a mamãe não puder continuar. Se eles ficarem muito chateados peça que a ajude no trabalho para poderem voltar logo para terminar. Jogue a semente da vantagem de poderem ler por si mesmos, enquanto você espera paciente, mas ativamente, pelo amadurecimento (“digestão”) deles.
Boa leitura para vocês!

Silvia Martins