Por Que Estamos Perdendo Nossos Filhos?

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” Tiago 1:5.

Talvez se perguntarmos para qualquer pai ou mãe cristão, o que mais desejam para seus filhos a resposta será: “Que eles sejam salvos”. No entanto, a realidade da maioria hoje em qualquer denominação é que grande parte dos filhos tem se afastado de Deus. O que está errado? Será que essa é uma geração que simplesmente não foi predestinada para a salvação? Ou será que existe algo de errado conosco e com nossos esforços para salva-los?

Algum tempo atrás um passarinho me ensinou uma grande lição sobre isso. Como moramos no sítio, ocasionalmente aparecem ratos nos arredores. Estávamos em uma luta com um rato em nossa varanda. Já havíamos tentando vários tipos de ratoeira sem sucesso, então resolvemos usar aquele tipo de ratoeira com cola. Colocamos uma isca no meio da ratoeira e fomos dormir esperando pegar o rato durante a noite. Na manhã seguinte, no entanto, o que encontramos foi um passarinho em pânico todo colado na ratoeira.

Fiquei muito frustrada com o que tinha provocado e resolvi salvá-lo. O estrago no corpinho dele foi grande, pois a cola era muito forte e todo seu peito e assas estavam grudados devido as suas muitas tentativas de escape.

Depois de muito esforço consegui separá-lo do papel e agora precisava tirar aquela cola de seu corpo. Comecei a cortar a penugem do peito e várias penas das suas asas que estavam muito grudadas. Depois, pensando no que fazer me lembrei que as vezes usávamos óleo de cozinha para tirar a cola da jaca de facas e outros utensílios. Passei óleo nas asas do passarinho, e consegui tirar um pouco da cola, mas não muito.

Eu me lembro de naquele momento ter desejado encontrar um manual de como resolver aquele problema específico, mas sabia que provavelmente não existe. Resolvi então dar uma olhada no Google e descobri que outras pessoas que tinham passado pela mesma experiência tinham passado farinha e esfregado nas asas tirando a cola. O problema é que eu já tinha colocado o óleo, então quando acrescentei a farinha o pobre passarinho ficou todo “empanado”.

Estava cada vez mais frustrada com minhas tentativas, mas finalmente consegui limpá-lo o suficiente e arrumei uma gaiola onde geralmente colocamos pássaros feridos que aparecem em casa. Coloquei comida, água e pensei em deixá-lo lá até que suas penas crescessem e pudesse soltá-lo novamente.

Quando estava para colocá-lo lá dentro, ele escapou das minhas mãos e começou a pular no chão, corri atrás para pegá-lo, e sem pensar puxei o coitadinho pelo rabo, mas a única coisa que peguei foi o rabo e o passarinho continuou pulando, agora sem o rabo. Minha frustração aumentava a cada nova tentativa de salvá-lo. Agora eu tinha um passarinho cotó, ainda meio lambuzado de cola, óleo e farinha.

Finalmente consegui capturá-lo e colocando-o na gaiola e imaginei que agora teria que mantê-lo ali por um bom tempo até que todas as penas do rabo crescessem novamente. Fiquei mais tranquila e fui fazer as tarefas de casa, pois já tinha perdido quase duas horas naquela “brincadeira”.

Algumas horas se passaram e minha filha volta e meia ia na gaiola olhar o passarinho. Numa dessas vezes ela veio correndo gritando e me chamando. Corri lá e o que vi me deixou horrorizada. O pobre do passarinho foi tentar beber água no potinho e como estava sem o rabo perdeu o equilíbrio, caiu na água e morreu afogado.

Fiquei extremamente frustrada e chateada e até chorei por ter causado tanto sofrimento ao coitadinho. Um passarinho completamente saudável morreu uma morte absurda, simplesmente por causa das minhas tentativas atrapalhadas de salvá-lo. Porque não fui direto ao método que o salvaria!

Você deve estar rindo com essa história, assim como a maioria faz quando me ouve contá-la. Essa história, no entanto, é muito triste, pois ela revela que nossos melhores esforços em tentar salvar alguém, podem na verdade estar levando-os ao caminho da perdição.

Como pais, muitas vezes decidimos que vamos fazer o melhor para salvar nossos filhos, então os colocamos na melhor escola, frequentamos a igreja que mais oferece atividades: desbravadores, coral, banda, etc. Adotamos critérios na escolha dos filmes que assistem, nas músicas que ouvem e atividades que participam, baseado no que nossos amigos cristãos estão fazendo. Entramos em vários grupos de WhatsApp sobre educação de filhos e até participamos de seminários sobre família, mas o tempo vai passando e as vezes vemos nossos filhos crescendo e  se distanciando de nós e de Deus. Por quê?

Muitas vezes ficamos tentando fazer o melhor, mas não buscar sabedoria na verdadeira fonte, no “Assim diz o Senhor”. Falhamos em acreditar que o Deus que criou o ser humano também nos deu o manual que nos ensina o caminho do êxito. Falhamos em manter aquela comunhão com Deus que possibilitará que o Seu Espírito nos guie de modo particular. Preferimos nos basear no que outros dizem ou tem a feito, em vez de ouvir Seus ensinamentos personalizados para nós. Como geração pós moderna sentimos que não há necessidade de voltar aos fundamentos da educação de filhos encontrados na Bíblia e nos conselhos inspirados por Deus. Parece que não se aplicam à nossa realidade e consideramos que psicólogos e educadores do Youtube estão bem mais atualizados e falam mais a nossa linguagem, e as vezes até sentimos que eles já devem ter lido os conselhos de Deus, pois falam coisas tão coerentes! No entanto, nós mesmos não queremos “perder tempo” estudando diretamente da fonte.

Deus deixou um manual escrito para nós com detalhes de como podemos educar melhor nossos filhos para o Seu Reino. Além da Sua Palavra, temos muitos conselhos preciosos com detalhes específicos de como educar nossos filhos em cada fase da vida. Mas será que temos tirado proveito disso?

As vezes quando palestro para pais pergunto quantos já leram livros como Educação e Orientação da Criança e meu coração fica apertado porque vejo pouquíssimas mãos se levantarem. Me preocupa ver pais tão ansiosos por seguir as melhores metodologias educacionais que o mundo oferece, mas não tão ansiosos por estudar o plano educacional de Deus. Me preocupa ver pais tão ocupados participando de inúmeros grupos no WhatsApp sobre educação de filhos, no entanto sem tempo para sequer dar atenção aos filhos. Todas essas atividades podem ser boas coisas, mas elas só somam à nossa experiência quando primeiro buscamos a Deus e estamos firmados em Sua Palavra. Ao tentarmos salvar nossos filhos sem antes conhecer o plano de Deus nossas tentativas poderão ser tão frustradas como as minhas tentativas de salvar o passarinho.

Deus deseja que busquemos a Ele individualmente. Que no dia a dia, estejamos tão perto dEle que possamos sentir que Ele está ao nosso lado nos fortalecendo e nos mostrando o que fazer, porque neste processo de buscá-Lo para salvar nossos filhos nós estaremos desenvolvendo a nossa própria salvação (Fl 2:12).

E como podemos fazer isto? Em primeiro lugar, buscando conhecimento em Sua palavra sobre como educar nossos filhos, esta deve ser a base. Precisamos todos os dias nos fortalecer como pais, seja através de uma leitura, devocional, ou algo específico para algum problema que estamos lidando. Depois, durante o dia precisamos pedir sabedoria para por em prática o que aprendemos. Mas apenas isto não garantirá o êxito total, porque o inimigo está constantemente ao nosso redor como um leão buscando maneiras de atacar nossos filhos. Então, cada vez que dificuldades surgirem, precisamos buscar a Deus, e deixá-Lo ser nosso “socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1). E quando as coisas parecerem estar fora do nosso controle, precisamos interceder por nossos filhos, e fazer tudo que está ao nosso alcance para salvá-los, mesmo que forem adultos e não estiverem mais sob nosso teto.

Tenho tido a alegria de ver pais que as vezes vivem com simplicidade, com pouca escolarização, mas buscam praticar os conselhos de Deus, e o resultado é que Ele os tem abençoado e os filhos crescem decididos e fortes espiritualmente. Também tenho visto pais, que mesmo quando mais idosos se voltam aos princípios deixados por Deus e tem alcançado vitórias não apenas com os filhos já adultos mas com os netos através de sua influência e persistente trabalho e oração.

Os planos de Deus para a educação dos nossos filhos não são ultrapassados, são os melhores e os únicos que podem levá-los à salvação. Precisamos conhecê-los individualmente e estudá-los, precisamos vivê-los em nosso lar e ao fazermos isso estaremos sendo um testemunho vivo.

O chamado do Projeto Restaure tem sido ajudar famílias a passar por este processo para que possam educar os filhos com a certeza de que terão êxito. Por isso criamos o Curso Princípios da Verdadeira Educação, onde através das vídeo aulas, pais e educadores podem ter uma visão geral do plano educacional de Deus, e através das dicas de leitura e outros materiais complementarem podem estudar e entender os preciosos princípios deixados por Deus.

O mundo está cada vez mais cruel e os ataques do inimigos cada vez mais violentes. É hora de nos voltarmos ao “Assim diz o Senhor” e de termos certeza que estamos firmados na Palavra de Deus.

O Elemento Mais Importante para o Êxito

Que fator a ciência e o Espírito de Profecia unanimemente reconhecem como sendo mais importante que o gênio ou os talentos para se ter êxito e sucesso na vida?
Observando na escola a disparidade entre sucesso e inteligência e talento, uma professora resolveu aprofundar seus estudos na área de pesquisa e descobriu que o elemento mais importante para o sucesso de crianças e adultos é grit (no inglês). Muitos outros estudos também confirmam esta descoberta.
A tradução do dicionário para grit é:
1. Substantivo – saibro, areia (grossa), grãos/partículas (de pedra); determinação, sofrimento, coragem.
2. Verbo – ranger os dentes.
Ao ler isso, pensei no fato que se usa jatos de areia para polir e limpar metais enferrujados ou sujos. Pensei também na pedra no sapato. Essas coisas são abrasivas, doem, mas se nós rangermos os dentes diante da dor e continuarmos, isso é grit.
Nos escritos de Ellen White outro termo é usado: aplicação.
“A cada jovem se deve ensinar a necessidade e o poder da aplicação. Disto, muito mais do que do gênio ou talento, depende o êxito. Sem aplicação, os mais brilhantes talentos pouco valem, enquanto pessoas de habilidades naturais muito comuns têm realizado maravilhas, mediante esforço bem orientado. E o gênio, por cujas concepções nos maravilhamos, está quase invariavelmente unido ao esforço incansável, concentrado.” (Educação p. 232)
Talentos são aptidões, habilidades que podem ser físicas, mentais, sociais e emocionais, mas a aplicação ou grit é a qualidade de caráter que potencializa os talentos… e deve ser ensinada! Observe as palavras que ela usa para descrever aplicação: esforço bem orientado, esforço incansável, concentrado.
Quando as crianças acham que o sucesso numa tarefa ou na escola é resultado de talento, elas tendem a evitar tarefas mais difíceis onde possam ter um resultado mais baixo que indicaria falta de capacidade. Mas aqueles que entendem que boa nota ou sucesso é resultado de esforço, são muito mais prontos a perseverar e lidar com fracassos, pois sabem que o fato de tentar os ajuda a aprender. Assim, seja qual forem os talentos que observarmos em nossas crianças, é importante que as ensinemos a se esforçar, e a perseverar. Mas não é qualquer esforço, é o esforço orientado.
Você já viu pessoas que trabalham muito e produzem pouco? Às vezes não planejam, ou perdem de vista o objetivo e começam outra coisa, ou fazem o trabalho sem observar como pode ser melhorado. Pensar no que se faz com objetivo de fazer melhor, é uma maneira de pensar que pode ser desenvolvida e aplicada em tudo na vida – esforço orientado.
Hoje somos inundados com eletrônicos que nos distraem e nos desconcentram. Estudos mostram que quando somos interrompidos ou checamos nosso WhatsApp ou a internet, demora 28 minutos para nosso cérebro recobrar o nível de concentração. Ou seja, vivemos constantemente usando um nível inferior de concentração na tarefa que está à nossa mão.
Esforço concentrado é representado na Bíblia através desse verso: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças”… Ec 9:10. Quanto ao esforço incansável lemos as seguintes palavras de Jesus: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mt 24:13
É claro que temos que levar em consideração a idade da criança e o nível em que está. Podemos ir ensinando aos poucos, com paciência e perseverança, por palavra e exemplo.
Que Deus nos ajude a desenvolver nas crianças e em nós mesmos esta característica tão importante para ter êxito na vida aqui e eterna!

Silvia Martins

Como Lidar com Ciúmes de Irmão

Quando a minha filha mais nova nasceu nos preocupamos um pouco com a questão do ciúmes entre as irmãs. Na época alguém me deu a ideia de trazer junto do hospital com a bebê um presente para a mais velha, como um presente da irmãzinha. Minha filha gostou do presente, mas na verdade ela gostou mais ainda de ter uma bebê de verdade para ajudar a cuidar. Existem casos, no entanto, que quando nasce um novo bebê na família o irmão mais velho ficar com ciúme e pode até se tornar agressivo. O que fazer neste caso? Como lidar de forma positiva sem se desesperar?
Recentemente na Comunidade de Pais do Projeto Restaure trocamos ideias sobre este problema e aqui vão algumas dicas preciosas e práticas oferecidas pela educadora Silvia Martins às mães que estão lidando com esta questão.
Brincar de mamãe – Se houver tentativa de agressão física ao bebê, dê à criança uma boneca especial para ela criança brincar. Uma boneca para ser a filhinha dela, para dar banho, trocar a fralda, pôr para dormir e etc, assim como a mamãe faz. As crianças vivem e revivem as experiências diárias delas nas brincadeiras. Minha filha era mais desafiadora e de quando em quando precisava de chinelada. Mais tarde ela estava lá dando chinelada na boneca dela. Dessa forma eles expressam o que vai lá dentro. Se ela quiser bater na boneca que chora é muito mais aceitável que no bebê.
Prover atividade paralela – Outra coisa é envolvê-la no momento mesmo que seja numa atividade paralela. Arrumar algo interessante para ela fazer enquanto você está lidando com o bebê. Por exemplo, a hora do banho dele ela pode fazer bolinha de sabão ou encher a pia do banheiro e brincar com peixinhos. Ou então essa pode ser a hora que você conta historinhas de você quando era pequena ou de algum bichinho que tinha.
Dessa forma você está lidando com o bebê, mas ainda dando atenção a ela. Não precisa ser durante todas as atividades que faz com ele, mas algumas que envolvam vocês três e ela sinta que quando o bebê está por perto, você ainda gosta dela e dá atenção a ela.
Rever os tempos de bebê – Trazer fotos de quando ela era bebê para ir vendo. Você pode ir comentando como ela também chorava e precisava de tanto cuidado. Mas como agora ela está grande e consegue andar, correr, pular. “Coitadinho do bebê que não consegue fazer nada disso, né? Se ele acorda, não pode sair do berço e nem chamar alguém. O único jeito que tem é chorar. Que bom que você já passou dessa fase, né?”
Podem assistir vídeos dela pequena na hora da mamada ou da primeira vez que viu o irmãozinho, lembrar de histórias interessantes, ver como se sujava toda para comer e etc. Eles gostam muito de assistir esses vídeos. É difícil para eles imaginarem que já foram bebês. Mas assim podem se simpatizar mais com o irmãozinho.
Dar atenção exclusiva – Quando o papai chega do trabalho, ele pode cuidar do bebê por um tempo (ou a vovó durante o dia) para que vocês tenham um tempinho juntas.
Enquanto faz as tarefas da casa, com ou sem o bebê, é bom envolvê-la, se ela quiser. ‘Lavar a louça’, tirar o pó, varrer com a vassourinha dela, etc. Pode aumentar o tempo de fazer o trabalho, mas vai diminuir muita dor de cabeça na relação com ela e dela com o irmãozinho.
Ensinar com histórias bíblicas – Contar histórias bíblicas de irmãozinhos como Miriã e Arão cuidando do pequeno Moisés, ou dos irmãos de José que o machucaram por ciúmes, ou de Caim e Abel, podem ajudá-la a entender e pensar. Vocês podem nessas horas conversar sobre o que os irmãos estavam sentindo e se o que fizeram foi certo ou errado, como poderiam ter agido diferente.
Esaú tinha ciúmes de Jacó e trouxe muita tristeza para os dois e para os pais. No fim eles ficaram de bem. Deus até falou a Esaú para ser ‘bonzinho’ e não machucar o Jacó, que era o irmão mais novo.
Parábolas do servo que tratou mal os seus conservou quando o patrão não estava por perto, ou do pastorzinho que deixou as outras ovelhinhas por um pouco para ir atrás da que estava precisando dele, ou de como o pastorzinho cuidando das ovelhas tinha que carregar a pequenininha no colo, são todas boas histórias para trabalhar amor ao próximo e o cuidado maior que alguns precisam por não poderem cuidar de si mesmos. A coleção ‘Meus Amigos da Bíblia’ é muito boa neste sentido. Tem até uma ilustração de Jesus com um pequenino dormindo em seu colo enquanto os irmãos maiores estão do lado.
Dessa forma a Bíblia e suas histórias vão ficando reais para ela com lições que ela também precisa aprender. Jesus nos ama e nós somos para amar e ajudar os outros. Na parábola do bom samaritano vemos bem isso, os ladrões ‘não eram bondosos nem para os de perto, da família, os outros não machucavam mas não ajudavam e o que nem era família, foi bondoso e ajudou. Jesus ficou muito contente com ele.
Ter seu tempo a sós com Deus – A fase com um recém nascido no lar pode ser uma fase muito difícil para as mães. O bebê chora a noite, você não dorme direito e ainda com todo o trabalho da casa a ser feito. Por isso mesmo tire tempo para orar e ter tempo com Deus. Parece impossível mas você vai ver o milagre da multiplicação se o fizer. Multiplicação do tempo, da paciência, do amor e de ideias para resolver os problemas. Vai ver também o milagre da redução, redução do estresse e de conflitos.
E lembre-se que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (2 Coríntios 10:13).

Silvia Martins

Princípios de Educação Baseados na Vida de Jesus – Parte 2

Enquanto aqui nesse mundo Jesus educou os discípulos para continuarem a Sua obra após a Sua ascensão e desfrutarem de uma vida eterna por vir ao Seu lado. Não é esse o nosso desejo também? Que nossos filhos continuem nos caminhos de Deus e levem adiante a obra do nosso Pai e que alcancem muito além do que alcançamos?Que desfrutem de uma eternidade ao nosso lado e ao lado de nosso Salvador? Essas informações foram tiradas baseadas no estudo do livro: O Desejado de Todas as Nações (DTN). Que seja como benção para sua vida assim como está sendo para a minha. Na primeira parte falei sobre 16 princípios, portanto vou continuar com o número 17.

17. Atender ao chamado dos filhos por ajuda imediatamente sempre que seja para ajudá-los a livrar do pecado e a viver uma vida santa.

DTN, p. 266 – “Jesus curou o leproso imediatamente ilustrando Sua obra em libertar a alma do pecado… Em alguns casos de cura Jesus não concedeu imediatamente a benção buscada…Quando pedimos bençãos terrestres, a resposta pode ser retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos e habitar-nos a viver uma vida santa.”

18. Se meus filhos pedem algo que está de acordo com a vontade do Pai Celestial devo atendê-los. João 5: 14,15

19. Trazer ânimo e conforto aos filhos. (DTN, p. 268)
Jesus era a única esperança e auxílio para o paralítico que foi descido pelo teto. Jesus lhe conforta com as palavras:”Filho, tem bom ânimo; perdoamos são os teus pecados”

20. Aceitar as gentilezas oferecidas pelos filhos. (DTN, p. 274)
Jesus aceitou a gentileza de Levi Mateus em lhe oferecer uma festa.

21. Rejeitar as distinções exteriores.
Jesus não se deixava influenciar por questão política ou distinção exterior.

22. Quando os filhos forem questionados em uma situação desconfortável posso responder à frentes deles. (DTN, p. 275)
Quando os fariseus perguntaram aos discípulos: “Porque vosso Mestre come com os publicanos e pecadores?” Jesus não esperou que os discípulos respondessem a acusação, mas Ele mesmo disse: ” Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes…”

23. Usar menos palavras e mais atitudes. (DTN, p. 88)
A vida de Jesus quando menino condenava o mal. Raramente censurava qualquer mal procedimento dos irmãos, mas tinha uma palavra de Deus para lhes dirigir.

24. Colocar a vontade de Deus acima das expectativas do mundo (família e amigos) (DTN, p. 284)
Embora os rabis o seguissem com impiedosa hostilidade, Ele nem sequer parecia conformar-Se com o que requeriam, mas ia avante guardando o Sábado segundo a lei divina.

25. Se os filhos forem “acusados” por agirem diferente do costume posso defendê-los com a palavra de Deus. (DTN, p. 284)
Quando os discípulos foram acusados Jesus citou aos acusadores exemplos do Velho Testamento.

26. Estar o maior tempo possível em contato com a natureza e aproveitar essas oportunidades para falar com os filhos. (DTN, p. 290)
Jesus falou com as seguintes pessoas enquanto estavam na natureza:
*Abraão sob os carvalhais do Manre
*Isaque quando saía a orar no campo à tarde
*Jacó nas colinas de Betel
*Moises nas montanhas de Midiã
*Davi quando apascentava os rebanhos

27. Buscar conhecer o caráter dos filhos. (DTN, p. 291)
O Salvador conhecia o caráter dos homens que escolhera.

28. Dedicar tempo em oração especialmente pelos filhos.
Sabendo dos perigos que os discípulos enfrentariam Jesus foi então a orar sozinho sobre a montanha junto ao mar da Galiléia a noite inteira.

29. Rogar a Deus por ternura e longanimidade. (DTN, p. 295)
Quando João viu dia a dia a ternura e longanimidade de Jesus em contraste com seu próprio espírito violento aprendeu lições de humildade e paciência.

30. Rogar a Deus por Paciência.
Jesus lidou pacientemente com a incredulidade de Filipe.

31. Não se afastar quando os filhos eram.
O Salvador não se afastava dos discípulos por causa de suas fraquezas e erros. Contemplando a Cristo, transformaram-se no caráter.

32. Não atacar os erros, mas vez disso, apresentar algo melhor. (DTN, p. 299)
No Sermão do Monte, Jesus procurou desfazer a obra da falsa educação… ensinou-lhes alguma coisa infinitamente melhor do que conheciam

33. Ter palavras de advertência, súplica e animação aos filhos. (DTN, p. 298)
Cristo… com palavras de advertência, súplica e animação buscava erguer a todos quantos iam ter com Ele.

34. Ter SEMPRE bom ânimo. (DTN, p. 330)
Entre as maiores oposições e o mais cruel tratamento, ainda Ele estava de bom ânimo.
É o amor por si mesmo que traz desassossego. Quando somos nascidos de cima, encontrar-se-á em nós o mesmo espírito que havia em Jesus. Ver promessas de Ex.33:14 e Jeremias 6:16

35. Não ter medo, mas estar SEMPRE em paz dependendo e confiando no poder do Pai. (DTN, p. 336-337)
* Quando Jesus foi despertado para enfrentar a tempestade estava em perfeita paz… confiava no poder de Seu Pai.
* Quando os dois homens loucos vieram atacar, Jesus não fugiu em
presença desses demônios.

36. Quando a vontade dos filhos não pode ser atendida no tempo deles, mostrar que a espera é compensadora. (DTN, p. 347)
Jairo teve que esperar para receber o que desejava, mais foi compensador.

37. Conservar sempre firme na memória todos os dons e bênçãos recebidos.
Jesus desejava que a mulher que tinha sido curada da doença de 12 anos reconhecesse a benção recebida.

38. Dar instruções diárias (DTN, p. 349)
Jesus dava aos apóstolos instruções diárias.

Irmãos e irmãs queridos, como escrevi anteriormente não é uma lista para acharmos que poderemos ir seguindo…Só conseguiremos agir como Jesus agiu se estivermos submissos á vontade do Pai como Ele estava e dependentes de Jesus todo o tempo. Todo o Céu está a nossa disposição para nos ajudar! Vamos utilizar esse presente! Somos os ramos. Vamos deixar a videira produzir em nos doces frutos?

Angélica Gomide

Como Alcançar o Coração do Seu Filho

Quando seu filho comete um erro ou briga com o irmão, você sempre sabe como lidar com a situação de maneira pacífica e diplomática? Ou você fica desesperado, frustrado sem saber o que fazer, ou sem saber como lidar com a situação?

Em uma entrevista concedida ao seminário Raising Kids for Heaven da TV Amazing Facts, a educadora norte americana Cinda Osterman compartilha excelentes dicas para ajudar os pais a lidarem com seus filhos nesses momentos difíceis quando surgem problemas e alguma forma de disciplina é necessária.

Baseado no texto de Mat. 12:34 “…A boca fala do que está cheio o coração” Cinda cria uma pequena sequência de ações que podem nos ajudar a dialogar com nossos filhos quando eles precisam de correção.

Ela diz que para aprender a lidar com problemas com os filhos precisamos aprender a olhar o coração da criança e não apenas a ação errada que comete. Isto é, a disciplina não deve ser baseada na ação, mas no coração. Para ilustrar o conceito ela dá o exemplo de como lidar com dois irmão que estão brigando.

Passo 1: Verificar os sentimentos:

Ao conversar com a criança pergunte o que ela está sentido

Passo 2: Verificar os pensamentos:

Perguntar que tipo de pensamentos a criança está tendo no momento. (Ela normalmente falará de quão magoada está com o irmão)

Pergunte: Qual é o destino do coração que sente assim? (Morte eterna)

É isso que você realmente quer? (Não, eu quero a vida eterna)

O que precisamos fazer então? (Pedir a Deus um transplante de coração, um novo coração)

Passo 3: Orar pedindo um novo coração:

Faça oração e peça para Deus mudar o coração.

Passo 4: Se o sentimento da criança não mudar. Continue…

Peça para a criança falar algo que gosta no irmão/irmã

Peça para falar outra coisa, até que o coração mude.

Passo 5: Quando o sentimento mudar pergunte o que pode fazer para mostrar essa mudança do coração.

Passo 6: Aplicar uma consequência que desenvolva o traço de caráter contrário (positivo). 

No caso de indelicadeza – escreva uma carta de amor. Crianças menores podem fazer um desenho mostrando seu amor ao irmão, ou um ato de bondade.

Dica: Quando um irmão estiver culpando o outro e vice-versa, converse separadamente com cada um até entregarem o coração.

Relembrando: Verifique primeiro os SENTIMENTOS, depois os PENSAMENTOS e peça um NOVO CORAÇÃO.

Cinda Osterman, tirado do DVD Christian Parenting: Raising Kids for Heaven 

Como Trabalhar na Prática a Educação do Caráter dos Filhos

Deus deixou a cada um de nós a tarefa mais nobre, ainda que não a mais fácil: a tarefa de formar o caráter dos nossos filhos.
O Espírito de Profecia nos ensina que cada ato, por mais pequeno que seja, exerce uma influência em nosso caráter. Então, como podemos educar o caráter dos nossos filhos na prática?
Vou dar alguns pequenos exemplos:
1. Quando vamos limpar a casa, as crianças já passam o aspirador, então aproveito pra ressaltar que os cantinhos da casa não podem ficar sem limpar, que as coisas que estão no chão devem ser levantadas antes. Porque cada cantinho sujo, faz que nos acostumemos com a sujeira. E em nosso coração é como se acostumássemos com o pecado.
Eles ficam atentos na hora de limpar. E quando digo: “Passem o aspirador, por favor.” Eles falam: “Lembre-se dos cantinhos!”
2. Quando vamos brincar, cada um quer um jogo diferente, ensinamos o “você primeiro”, ou seja, um tem que ceder a vez ao outro.
3. Quando eram pequenos eu sempre ensinei: “Quando a mamãe fala, como vocês respondem? Eles diziam: “Sim mamãe.” Ainda que na prática hoje já não são tão rápidos em responder, e às vezes querem protestar.
4. Tem um método que funciona muito bem aqui em casa. É usar o versinho: “É melhor ser pobre que mentiroso.” Provérbios 19:22. Eles amam este verso! Quando vem contar uma coisa que não é muito verdadeira. Eu pergunto? Foi assim mesmo que aconteceu: e eles respondem: “Ah não mãe.. esqueci. É melhor ser pobre que mentiroso.”
A repetição dos atos são que formam o caráter. É assim no dia dia, um pouquinho aqui e outro ali é como construímos o caráter dos nossos filhos e o nosso também. É nos pequenos detalhes que podemos trabalhar para edificar o caráter.
“Todo ato de vida, por mais insignificante que possa parecer, exerce sua influência na formação do caráter. Um bom caráter é o mais precioso de todos os bens mundanos, e o trabalho de formá-lo é o mais nobre trabalho capaz de dedicar o homem.” Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 657.
O caráter incontrolável pode ser superado:
“Os ensinamentos de Cristo, praticados na vida, elevarão o homem, não importa quão pequeno seja seu lugar na escala do valor moral de Deus. Aqueles que lutam para subjugar os defeitos naturais de seus carater, não podem receber a coroa, a menos que lutem legalmente; Mas aqueles que são freqüentemente vistos em oração, buscando a sabedoria que vem de cima, se assemelham ao divino. Modos grosseiros, caráter incontrolável, serão submetidos à obediência da lei divina.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 167.
Recomendo o livro Mente, Caráter e Personalidade, volumes 1 e 2. São excelentes professores do caráter.

Daniela Paiva de Mello

Lidando com a Sexualidade dos Filhos

Um dos aspectos importantes sobre desenvolvimento dos filhos dos 10 aos 15 anos de idade é a sexualidade. Aspecto este em que os pais e mães precisam trabalhar em uníssono e estar atentos para que as crianças possam se desenvolver apropriadamente apesar dos incessantes ataques do inimigo.

Creio que todos estão cientes sobre a influência da mídia que bombardeia a todos nós idolatrando a sexualidade ao mesmo tempo que a banaliza para vender qualquer coisa, seja de forma aberta, sutil ou subliminar. Para as meninas o apelo é mais romântico já que elas se apegam emocionalmente. Para os meninos é o “usa e joga fora”. Ao mesmo tempo as meninas são levadas a usar seu corpo como isca para atrair os meninos e se tornam tentadoras e vítimas. Nossas crianças estão sexualizadas muito cedo não só por serem expostas a estas imagens, mas por brincar com bonecas adultas e assistir filminhos pra crianças e histórias infantis carregadas de romance e sedução.

Nos países Nórdicos onde a menarca (primeira menstruação) costumava ocorrer aos 15 anos, um estudo revelou que foi a exposição a imagens sexualizadas que levou a menarca a abaixar para 12 anos em média. Ou seja, as crianças são afetadas não só psicológica e emocional, mas fisicamente por estas imagens e mensagens. É nesta fase dos 10 aos 15 que a pressão começa a aumentar e onde os hormônios começam a gritar. Na minha opinião, se esperarmos o problema aparecer para começar a conversar com eles a respeito, já é muito tarde. Eles precisam saber o que está vindo enquanto conseguem enxergar com clareza.

Ensinando Pureza

Trabalhei muito em meu lar com a questão das mudanças a serem esperadas, tanto na anatomia como nos novos processos – menstruação, ejaculação noturna e despertamento romântico e sexual. Expliquei que o corpo está se preparando para formar uma família e ter filhos. O processo é longo e as mudanças são só o começo. Toda a produção inicial é parte de um longo processo de maturação, para quando chegar a hora. Ninguém toca bem um instrumento no começo, é preciso muito treino. Assim com o corpo que está se preparando para um dos processos mais lindos e santos – o processo de criar. Grande e santo privilégio que não foi dado nem mesmo aos anjos.

No despertamento desse processo começam a despertar os interesses e afeições pelo sexo oposto com o qual o plano de família se vai completar. Mas enquanto não estamos prontos para estabelecer um lar, precisamos guardar tanto as afeições que ligam os corações como os desejos que nos levam a unir os corpos. Afeição, desejos e compromisso devem ser inseparáveis.

“Saber o que constitui a pureza da mente, da alma e do corpo é parte importante da educação. Paulo resumiu as consecuções possíveis a Timóteo, dizendo: “Conserva-te a ti mesmo puro.” 1 Timóteo 5:22. O Filho de Deus não será condescendente com a impureza de pensamentos, palavras ou atos. Todo encorajamento e as mais ricas bênçãos são oferecidos aos vencedores das más práticas, mas as mais terríveis penalidades impostas aos que profanam o corpo e contaminam a alma.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 103.

A impureza não é só em atos, mas em pensamento e palavras. Por isso JESUS disse que se olhamos com olhar impuro já pecamos. Mesmo porque nosso corpo reage aos nossos pensamentos como se fosse realidade e aí vem o grande problema. O que estamos vendo em filmes e TV, ouvindo em música, ou sendo expostos em livros, telinhas, ou em conversas com amigos?

“A mente não cessará jamais de ser ativa. Ela está exposta às influências, sejam boas ou más. Assim como o rosto humano é estampado pela luz na tela do artista, igualmente são os pensamentos e impressões estampados na mente da criança; e quer sejam estas impressões terrenas, quer morais e religiosas, são elas quase indeléveis.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 293.

Estes dias estava aconselhando um casal adventista com um filho de 12 anos. O problema era disciplina e querer roupas de marca. Depois de muito tempo eles comentaram que o filho tinha sido exposto a pornografia através do primo há um ou dois anos atrás e desde então…

Este é um problema seríssimo para qualquer um, mas para o cérebro em rápido desenvolvimento muito mais. A pornografia vicia e como todo vicio vai criando tolerância e para se ter o mesmo efeito é preciso doses mais pesadas que incluem perversões e violência. O gosto para relações normais e reais diminui e precisam cada vez mais incluir estes dois fatores. E até mesmo nos adultos acontecem transformações físicas no cérebro que se pode ver através de ressonância magnética. As regiões mais nobres atrofiam enquanto as carnais se tornam muito mais ativas.

Masturbação

Um grande problema hoje é o acesso a esse material de graça e constante através da internet e a pornografia traz a inseparável masturbarão para aliviar a tensão. E por causa do fácil acesso à ambos, esta experiência se torna mais e mais frequente e mais difícil de resistir. Popularmente, e até entre profissionais de saúde, existe a teoria que a masturbarão é só um processo natural de explorar o corpo. Mas estudos começam a descobrir o que Deus deixou claro na revelação. Todos os textos abaixo tratam de masturbação:

“Algumas crianças começam a prática da polução própria na infância; e ao crescerem em anos, as paixões concupiscentes crescem com o seu crescimento e fortalecem-se com a sua força. Não têm mente tranquila. Meninas desejam a companhia de rapazes, e estes a das meninas. Seu comportamento não é reservado e modesto. São ousados e atrevidos, e permitem-se liberdades indecentes. O hábito do abuso próprio aviltou-lhes a mente e manchou-lhes a alma. Pensamentos vis, e a leitura de novelas, histórias de amor, e livros imundos excitam-lhes a imaginação, e exatamente esses se ajustam ao seu espírito depravado.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 290.

“Quando os jovens adotam práticas vis enquanto o espírito é tenro, eles nunca obterão força para desenvolver plena e corretamente personalidade física, intelectual e moral.” Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 351.

Consequências da poluição moral — “Alguns que fazem alta profissão de fé, não compreendem o pecado do abuso próprio [masturbação] e seus resultados. O hábito longamente arraigado lhes tem cegado o entendimento. Eles não avaliam a excessiva malignidade deste degradante pecado que lhes enerva o organismo e destrói a energia nervosa do cérebro. Os princípios morais são demasiado fracos quando em luta com um hábito arraigado. Solenes mensagens vindas do Céu não podem impressionar fortemente o coração não fortalecido contra a condescendência com esse degradante vício. Os sensitivos nervos do cérebro perderam o saudável tono devido à estimulação doentia para satisfazer um desejo antinatural de satisfação sensual.” Conselhos para a Igreja, p. 112.

“Geralmente os pais não suspeitam que os filhos compreendem algo a respeito do vício.” Conselhos para a Igreja, p. 112.

“A corrupção moral tem feito mais do que qualquer outro mal para causar a degeneração da humanidade. É praticada em alarmante grau e traz doenças de quase todas as espécies descritas.” Conselhos para a Igreja, p. 112.

“Se a prática é continuada nas idades de quinze anos e daí para cima, o organismo protesta contra o prejuízo já sofrido, e continua a sofrer, e os fará pagar a pena da transgressão de suas leis, especialmente nas idades de trinta a quarenta e cinco anos, por muitas dores no organismo e várias doenças, tais como afecções do fígado e dos pulmões, neuralgia, reumatismo, afecções da espinha, enfermidades nos rins, e tumores cancerosos. Alguns dos delicados mecanismos da natureza cedem, deixando uma tarefa mais pesada para os restantes realizarem, o que lhe desorganiza o delicado organismo, havendo freqüentemente repentina decadência física, cujo resultado é a morte.” Conselhos para a Igreja, p. 113.

E pensando na criança que aprendeu disso com o primo, não é algo raro como se imagina:

“Os que assim se têm tornado tão completamente firmados nesse vício destruidor da alma e do corpo, raramente podem descansar enquanto sua carga de mal secreto não é comunicada àqueles com quem se associam. Desperta-se a curiosidade, e o conhecimento do vício é passado de jovem para jovem, de criança para criança, até dificilmente encontrar-se um que ignore a prática desse pecado degradante.” Conselhos para a Igreja, p.112.

Os dois aspectos mais importantes para a vitória nessa área:

1- Comunhão diária com Deus através do estudo da Palavra e oração.

“Por que os nossos jovens, e mesmo os de mais idade, são tão facilmente induzidos à tentação e ao pecado? Porque a Palavra de Deus não é estudada e meditada como deveria ser. Se fosse apreciada, haveria uma integridade interior, um poder de espírito, que resistiria às tentações de Satanás para fazer o mal. Firme e decidida força de vontade não é desenvolvida na vida e no caráter porque as sagradas instruções não se tornam objeto de estudo e meditação.” Mensagens aos Jovens, p. 425.

“Devemos fazer da Bíblia nosso estudo, acima de todos os outros livros; e ela deve ser amada e obedecida como a voz de Deus.” Mensagens aos Jovens, p. 426.

2- Ganhar o coração e confiança dos filhos demonstrando amor não só por palavras e atos, mas pela firmeza em dirigi-los pelo caminho estreito, mesmo que não seja popular.

“Mediante disciplina gentil em palavras e atos de amor pode a mãe unir os filhos ao seu coração…  Diga calmamente o que pretende, aja com consideração e sem desvios ponha em prática o que diz.” Conselhos para a Igreja, p. 194.

“Instruam-nos bondosamente, e os liguem ao coração. É um tempo crítico para as crianças. Influências serão exercidas sobre elas a fim de aliená-las de vocês, e cumpre-lhes contrabalançá-las. Ensinem-lhes a fazerem de vocês seus confidentes. Segredem-lhes elas ao ouvido suas provas e alegrias. Animando isto, poupá-las-ão a muitos laços preparados por Satanás para seus inexperientes pés… Não esperem que sejam perfeitos, nem busquem torná-los de repente homens e mulheres em seus atos. Assim fazendo, fecharão a porta de acesso que, de outro modo, a eles vocês poderiam ter, e os impelirão a abrir outra porta às influências prejudiciais, a que outros lhes envenenem a mente juvenil antes que vocês despertem para o perigo que correm.” Conselhos para a Igreja, p. 200.

Levá-los aos pés da cruz diariamente e uni-los ao nosso coração, tornará mais fácil que aceitem as demais barreiras que podem prevenir o mal de entrar bem como ajudá-los a expulsá-lo se já entrou.

Guardar nossos filhos como quem tem que dar contas a Deus. Prevenir tanto quanto possível e lidar com o problema assim que for descoberto.

Conselhos para Pais

Os conselhos abaixo servem para qualquer problema de impureza sexual bem como sentimentalismo (namoros, namoricos e paixões):

1. Ser extremamente cuidadoso quanto às companhias das crianças e jovens.

“Pais e mães, conseguem vocês reconhecer a importância da sua responsabilidade? Percebem a necessidade de resguardar os filhos dos hábitos negligentes, desmoralizadores? Só permitam que os filhos formem amizades que tenham boa influência sobre seu caráter.” Conselhos para a Igreja, p. 199.

2. Não deixar crianças dormirem juntas (mesmo que sejam primos e etc.) melhor dormir no chão perto dos pais que com outras crianças.

3. Manter os filhos sob nossas vistas quando com outras crianças quando são pequenos. As conversas impuras podem começar mais cedo do que imaginamos.

4. Evitar que os olhos vejam e os ouvidos ouçam o que sugira impureza. “Pensamentos vis, e a leitura de novelas, histórias de amor, e livros imundos excitam-lhes a imaginação, e exatamente esses se ajustam ao seu espírito depravado.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 290. (A mídia em geral: livros, revistas, filmes, música, etc.)

5. Evitar alimentos cárneos e derivados animais assim como outros alimentos estimulantes que estimulam as paixões animais. “Se já houve tempo em que o regime alimentar devesse ser da mais simples qualidade, esse tempo é agora. Não devemos pôr carne diante de nossos filhos. Sua influência é reavivar e fortalecer as mais baixas paixões, tendo a tendência de amortecer as faculdades morais.” Conselhos para a Igreja, p. 234.

“Colocais sobre vossa mesa manteiga, ovos e carne, e vossos filhos disso participam. Alimentam-se dos próprios artigos que lhes excitam as paixões animais, e então ides à reunião e pedis a Deus que abençoe e salve vossos filhos. Que altura alcançarão vossas orações? Tendes uma obra a realizar primeiro. Depois de haverdes feito por vossos filhos tudo que Deus deixou ao vosso cuidado, podereis então, com confiança, reclamar o auxílio especial que Deus vos prometeu dar.” Conselhos Sobre Regime Alimentar, p. 245.

“À mesa, carregada de condimentos prejudiciais, comida indigesta e gulodices cheias de especiarias, a criança adquire o gosto do que lhe é nocivo, que tende a irritar as delicadas membranas do estômago, inflama o sangue e fortalece as paixões animais.” Temperança, p. 182.

Paralisadas as energias morais — “Mediante o apetite, inflamam-se as paixões, e paralisam-se as energias morais, de modo que as instruções paternas nos princípios de moralidade e piedade genuína caem nos ouvidos sem afetar o coração. As mais terríveis advertências e ameaças da Palavra de Deus não têm poder suficiente para despertar o intelecto embotado e a consciência violada.” Temperança, p. 183.

6. Trabalho Físico 

“Não amam o trabalho (os que praticam esses hábitos), e empenhados nele, queixam-se de fadiga; doem-lhes as costas, dói-lhes a cabeça. Não haverá causa bastante? Fatigam-se por motivo de seu trabalho? Não, não! No entanto os pais têm pena dessas crianças ao se queixarem e aliviam-nas de trabalho e responsabilidade. Isto é a pior das coisas que por eles podem fazer. Removem assim quase a única barreira que impede Satanás de ter livre acesso a sua mente enfraquecida. O trabalho útil ser-lhes-ia, em certa medida, uma salvaguarda contra o seu [de Satanás] controle sobre eles.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 290.

“Ocupações úteis, viris, postas em lugar de divertimentos corruptores e frívolos, dariam legítimo escopo à exuberância de vida juvenil e promoveriam sobriedade e estabilidade de caráter.” Conselhos Sobre Educação, p. 100.

“Se as moças aprendessem a cozinhar, especialmente a assar bom pão, sua educação seria de muito mais valor. O conhecimento de trabalho útil evitaria em grande medida esse sentimentalismo enfermiço que tem arruinado e continua arruinando a milhares. O exercício dos músculos, bem como do cérebro, estimulará o gosto pelas tarefas domésticas da vida prática.” Conselhos Sobre Educação, p. 100.

7. Ensinar a criança e jovem que podem e devem controlar os pensamentos.

“Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça.” O Lar Adventista, 121-128.

8. Desestimular namoro e sentimentalismo enquanto não acabarem os estudos.

“Enquanto na escola, os alunos não devem permitir que a mente lhes fique confundida por pensamentos de namoro. Eles aí estão a fim de preparar-se para trabalhar para Deus, e este pensamento deve ocupar sempre o primeiro lugar.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 100.

“Vives agora a vida de estudante; demora a mente em assuntos espirituais. Mantém todo o sentimentalismo à parte de tua vida. Dá-te a ti mesmo vigilante auto-instrução e põe-te sob o controle de ti mesmo. Estás agora no período formativo do caráter.” Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 292.

9. Discutir e ajudar a estabelecer os parâmetros de escolha do companheiro.

“Pais e mães devem sentir ser seu dever orientar as afeições dos jovens, para que possam ser colocadas naqueles que serão companheiros adequados. Devem sentir como seu dever, pelo próprio ensino e exemplo, com a graça auxiliadora de Deus, modelar de tal forma o caráter de seus filhos desde os primeiros anos para que sejam puros e nobres, e sejam atraídos para o bem e o verdadeiro. Os semelhantes se atraem; os semelhantes apreciam os semelhantes. Que o amor pela verdade, pureza e bondade seja cedo implantado na alma, e os jovens buscarão a companhia daqueles que possuem essas características.” Mensagens aos Jovens, p. 466.

10. Discutir e colocar diante dos jovens parâmetros de comportamento no namoro. Estas decisões devem ser feitas com antecedência e reforçadas com leitura e testemunhos. Um bom material é o livro Mensagens aos Jovens. Outro, para nós, foi o livro “Eu Disse Adeus ao Namoro”, de Joshua Harris. Lemos também “Boy Meets Girl” cheio de testemunhos de jovens que escolheram um outro tipo de namoro e como foi.

Estas discussões antecipadas permitem que todos analisem e tomem decisões quando não estão sob a influência da paixão ou sentimentos fortes. É como fazer compras com uma lista e sem estar com fome. Garante que compremos o que é melhor!

Não é fácil andar na contramão do mundo, mas tampouco é fácil o lidar com os resultados de ir para onde o mundo vai. Os resultados são funestos aqui e tornam muito mais difícil caminhar para a eternidade. Que Deus nos ajude a ter a coragem de obedecer a Deus e guiar nossos filhos.

Silvia Martins

Princípios da Educação Aprendidos com Paulo

Agora que tenho filhos adolescentes estou estudando a lição dos adolescentes e estou aprendendo com Paulo como ele ensinava suas igrejas (que eram para ele como filhos) a pensarem. Algum tempo atrás meus filhos estudaram as histórias de Paulo buscando lições para a vida deles eu aprendi muitas lições para minha vida de mãe nas mesmas histórias. Isso não é maravilhoso? A inspiração é um tesouro escondido mesmo.

A maior parte desses conceitos foram tirados do Livro Atos dos Apóstolos, Capítulo 35 – “A Carta aos Tessalonicenses.”

Para os que se lembram dos princípios de como Jesus tratava seus discípulos vão perceber que muitos deles se repetem.

A primeira coisa que quero chamar a atenção é que Paulo tratava cada igreja (filho) de maneira individual. Para cada igreja era uma carta diferente, personalizada. Para os Coríntios foi suave na carta e ainda assim ficou com receio de ter ofendido a eles. Com os Gálatas foi bem mais duro (“Ó insensatos gálatas…” Gal 3:1). Com os Tessalonicenses tinha que repetir as instruções de novo e de novo…

Quantos princípios desses grande professor para nós pais! Vamos analisar alguns.

1. Paulo falava palavras de apreço e encorajamento:

“Irmãos”, escreveu, “ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé, porque agora vivemos, se estais firmes no Senhor. Porque, que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus…” Atos dos Apóstolos, 255.

O apóstolo os encorajou a não se cansarem de fazer o bem. Atos dos Apóstolos, 267.

Princípio 1: Deixar os filhos saberem das alegrias que eles trazem ao nosso coração por escolherem seguir a Jesus.

2Paulo Repetia o ensinamento

“Ele lhes havia falado antes dessas coisas;  mas nesse tempo a mente deles tinha dificuldade em compreender doutrinas que pareciam novas e estranhas”

Princípio 2: Não cansar de repetir o ensino.

3. Paulo se sentia responsável pela vida espiritual de suas igrejas:

“O apóstolo sentia-se responsável em grande medida pelo bem-estar espiritual dos que se convertiam por seus labores. Seu desejo era que crescessem no conhecimento do único verdadeiro Deus, e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou.” Atos dos Apóstolos, 262

“Não vos lembrais”, interrogava Paulo, “de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?” II Tess. 2:5. Atos dos Apóstolos, 266.

Princípio 3: Ter o senso de que a vida espiritual de nossos filhos está sob nossa responsabilidade. Prover para eles tudo necessário para o crescimento espiritual: Bíblia, lição, hinário, oração, tempo, amigos que sejam boas influências, alimentação apropriada, horários apropriados, etc.

4. Paulo tirava tempo para orar com eles.

“Não raro, em seu ministério, reunia-se ele com pequenos grupos de homens e mulheres que amavam a Jesus, inclinando-se com eles em oração, pedindo a Deus para lhes ensinar como se manterem em íntima comunhão com Ele.” Atos dos Apóstolos, 262

Princípio 4: Tirar tempo para orar com os filhos.

5. Paulo tomava conselho as igrejas

Muitas vezes tomava conselho com eles sobre os melhores métodos de dar a outros a luz da verdade evangélica. Atos dos Apóstolos, 262.

Princípio 5: Tirar tempo para ouvir os filhos, e se for o caso, ouvir seus conselhos.

6. Quando Paulo estava longe da presença deles, os mantinha em oração

“Muitas vezes, quando separados daqueles por quem assim havia trabalhado, suplicava a Deus para que os guardasse do mal, e os ajudasse a se manterem como missionários ativos e fervorosos.” Atos dos Apóstolos, 262.

Princípio 6: Manter os filhos em oração quando estão se estiverem por algum tempo separados de nós fisicamente.

7. Paulo os elogiava

De novo expressou sua confiança na integridade deles, e gratidão por sua firme fé, e pelo abundante amor de uns para com outros, bem como para com a causa do         Mestre. Disse-lhes que os apresentava às outras igrejas como exemplo de paciente, perseverante fé que valorosamente suporta perseguição e tribulação. Atos dos Apóstolos, 264.

Princípio 7: Elogiar a atitude dos filhos em serem fiéis a Deus. (Lembremos que elogio é diferente de adulação)

8. Paulo dirigia a mente deles para o futuro glorioso

“…dirigia-lhes o pensamento para o tempo da segunda vinda de Cristo, quando o povo de Deus descansaria de seus cuidados e perplexidades. Atos dos Apóstolos, 264.

Principio 8: Dirigir a mente de nossos filhos para a segunda vinda de Jesus, e a nossa vida futura no céu.

9. Paulo deixava claro o que ele esperava deles

“Estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Atos dos Apóstolos, 267.

“Ora o Senhor encaminhe os vossos corações na caridade de Deus, e na paciência de Cristo.” II Tess. 3:5.

Princípio 9: Deixar claro para nossos filhos o que esperamos deles.

10. Paulo trazia palavras de segurança, conforto e certeza

“Mas fiel é o Senhor, que vos confortará, e guardará do maligno.” Atos dos Apóstolos, 267.

Princípio 10: Ter palavras de segurança, conforto e certeza para nossos filhos.

11. Paulo os encorajava e se colocava como exemplo

Apontou-lhes seu próprio exemplo de diligência em assuntos temporais mesmo enquanto trabalhava com incansável zelo na causa de Cristo.

Princípio 11: Poder dizer para os filhos que somos um exemplo. “Pode copiar o papai e mamãe!”

12. Paulo reprovou os que estavam com preguiça

Reprovou os que se haviam entregue ao despertamento irrazoável e sem objetivo, e mandou que estes “trabalhando com sossego” comessem “o seu próprio pão”. II Tess. 3:12.

Princípio 12: Reprovar a preguiça.

13. Paulo ordenou que se separassem das más influências. 

Ordenou à igreja que separasse de sua comunhão qualquer pessoa que persistisse em desrespeitar as instruções dadas pelos ministros de Deus. “Todavia”, acrescentou, “não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.” II Tess. 3:15. Atos dos Apóstolos, 268.

No capítulo sobre os Efésios nos conta que Paulo também se retirou da sinagoga com seus alunos (Efésios) e foi ensinar na Escola de Tirano devido as más influências

Princípio 13: Retirar os filhos das más influências.

Que possamos nos alegrar e pedir ao Senhor forças para continuar nossa caminhada rumo ao lar juntamente com nossos filhos.

Angelica Gomide

Não se Desespere… Ore

Todas os pais que decidem assumir a educação dos filhos de acordo com os princípios divinos, em um ou outro momento entram em desespero, sentem-se incapazes, e se desanimam.

Se você já passou por esses momentos, saiba que todos nós passamos. Aplicar a vontade de Deus à nossa vida e à vida dos filhos é o que o inimigo mais teme, porque ele sabe que perderá o controle de sua família. Ele sabe que sua família terá um poder irresistível para levar o amor de Deus aos outros. Por isso, ele enche nossa mente com pensamentos desanimadores. Tudo se torna um obstáculo, nossos melhores esforços parecem ser um fracasso, e nos sentimos impotentes.

Se seus filhos vão na escola parece quase impossível mantê-los nos princípios divinos enquanto podem receber influências negativas. Se você os educa no lar, parece muito difícil estabelecer uma rotina onde os esses princípios poderão ser incluídos. Obstáculos, muitos obstáculos estão sempre sendo colocados a nossa frente.

Mas sabe de uma coisa? A nossa vida neste mundo nunca será mais fácil se “chutarmos o balde”. Pode até parecer mais fácil abandonar tudo, deixar os filhos crescerem como “ervas daninhas” e viver a nossa vida livre e independente de preocupações. Como Asafe no Salmo 73, muitas vezes somos tentados a pensar assim (leia o Salmo 73). Saiba, no entanto, que isso não lhe trará realização ou tranquilidade alguma, ao contrário, você estará continuamente se sentindo culpado, colhendo os frutos amargos da negligência, porque eles certamente virão e lhe seguirão, e você ainda verá seus filhos e a si mesmo cada vez mais se distanciando de Deus.

O que fazer então com as dificuldades? Use-as para se aproximar de Deus. Deus deseja ser seu guia constante, seu amigo íntimo. Ele deseja que você leve a Ele todos os seus fardos, a todo momento. Ele quer que você deixe de lado a bagunça da casa, de vez em quando, e se assente em um lugar quieto para orar e meditar em Sua palavra. Ele deseja que você não se preocupe com o que os outros pensarão, mas com o que Ele pensará das escolhas que está fazendo na vida. Ele quer que você não se preocupe até mesmo com as coisas que você não tem e gostaria de ter, porque é Ele que supre todas as nossas necessidades.

A família é nosso mais elevado investimento na vida. Não levaremos nada daqui para o Céu a não ser nosso próprio caráter, mas nossa família também estará lá ao nosso lado, se a entregarmos a Deus diariamente, e se O buscarmos para nos dar forças para cuidar dela. Não temos forças por nós mesmos, mas nosso suprimento de força é infinito, pois vem de Deus. Ele nos dá força para perdoarmos e sermos perdoados, para expressarmos amor ao nosso cônjuge, para termos paciência com as crianças, para organizarmos nosso tempo e nosso lar. Seu dia pode não estar indo muito bem, mas até mesmo do caos, Deus pode nos ensinar lições maravilhosas, é só entregarmos tudo a Ele.

O que está lhe desanimando no momento? Conte para Deus. Respire fundo e se acalme. Leia Suas promessas e descanse. Isso mesmo, descanse em Seus braços e observe as lições que Ele vai lhe ensinar em cada situação. Se amanhã se sentir desanimado novamente. Repita o processo.

Agora, lembre-se que isto não será um processo repetitivo sem fim que não lhe levará a lugar nenhum. Será um processo de crescimento. Cada vez que nos entregamos e confiamos em Deus, O conhecemos melhor através das pequenas vitórias alcançadas, e quanto mais O conhecemos, mais forças temos para confiar da próxima vez. A vitória não é sermos fortes o suficiente para vencer por nós mesmos, mas termos fé suficiente para suportar tribulações maiores, mesmo quando não sentirmos Sua presença ao nosso lado, porque Ele nunca falhará.

Que Deus lhe abençoe neste momento com as promessas abaixo. Lembre-se, que você não está sozinho, todos nós passamos por isso e um dia nos encontraremos no Céu para compartilhar as vitórias que Deus nos deu.

Filipenses 2:13 – Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Filipenses 4:13 – Tudo posso naquele que me fortalece.

Isaías 55:9 – Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Mateus 21:22 – E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.

Você Sabe o que Está Oferecendo ao Seu Filho?

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Você já deve ter ouvido através de sermões ou livros religiosos advertências contra o uso de eletrônicos com crianças devido aos seus efeitos negativos na formação do caráter. Apesar de saber disso, muitas vezes ainda somos lentos em tomar medidas e continuamos oferecendo acesso à este tipo de equipamento. Mas, e quando essa advertência  vem de fontes seculares e não apenas implicam na espiritualidade, mas em todos os aspectos do desenvolvimento da criança?

Veja só a seguinte informação publicada no Huffington Post no dia 06 de Março de 2014 e traduzido e divulgado no Brasil pelo blog Antes que Eles Cresçam.

10 Razões por que Dispositivos Portáteis Devem ser Banidos para Crianças com Idade Inferior a 12 Anos

A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria atestam que bebês na idade entre 0 a 2 anosnão devem ter qualquer exposição à tecnologia, crianças de 3-5 anos devem ter acesso restrito a uma hora por dia e crianças de 6-18 anos devem ter acesso restrito a 2 horas por dia (Fonte: AAP 2001/13 , o CPS 2010). Acontece que hoje as crianças e jovens usam a tecnologia em quantidade de 4 a 5 vezes maior do que esta recomendada, o que está resultando em consequências graves e ameaças vitais. (Fonte: Kaiser Foundation 2010 , Active Healthy Kids Canada 2012).

Os dispositivos portáteis (celulares, tablets, jogos eletrônicos) têm aumentado dramaticamente o acesso e uso à tecnologia, especialmente por crianças muito jovens (Fonte: Common Sense Media, 2013 ). Como terapeuta ocupacional pediátrica, estou convidando os pais, os professores e os governos a proibir o uso de todos os dispositivos portáteis para crianças com idade inferior a 12 anos.

A seguir estão 10 razões baseadas em pesquisa para essa proibição. Para ter acesso às referências da pesquisa, por favor, visite zonein.ca para ver o Zone’in Fact Sheet.

  1. Crescimento rápido do cérebro

Entre 0 e 2 anos, o cérebro da criança triplica de tamanho e continua em estado de rápido desenvolvimento até os 21 anos de idade (Fonte: Christakis de 2011). O desenvolvimento inicial do cérebro é determinado por estímulos ambientais ou pela falta dele. O estímulo a um desenvolvimento cerebral causado por exposição excessiva a tecnologias (celulares, internet, iPads, TV) foi mostrado afetar negativamente o funcionamento e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de auto-regular, exemplo: birras (Fonte: Small 2008, Pagini 2010) .

  1. Atraso no desenvolvimento

O uso da tecnologia restringe o movimento, o que pode resultar em atraso de desenvolvimento. Uma em cada três crianças agora entram na escola com atraso de desenvolvimento, impactando negativamente a alfabetização e o desempenho acadêmico (Help EDI Maps 2013). O movimento aumenta a atenção e a capacidade de aprendizagem (Fonte: Ratey 2008). Com isso, o uso de tecnologia por crianças com idade inferior a 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento da criança e da aprendizagem (Fonte: Rowan 2010).

  1. Epidemia de obesidade

O uso de TV e vídeo game está correlacionado com o aumento da obesidade (Fonte: Tremblay, 2005). As crianças que possuem dispositivos eletrônicos em seus quartos têm 30% de aumento na incidência de obesidade (Fonte: Feng 2011). Um em cada quatro canadenses e uma em cada três crianças americanas são obesas (Fonte: Tremblay 2011). 30% das crianças com obesidade irão desenvolver diabetes e os indivíduos obesos têm maior risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco precoce, encurtando gravemente a expectativa de vida (Fonte: Center for Disease Control and Prevention 2010). Em grande parte devido à obesidade, crianças do século 21 podem ser a primeira geração onde muitos não vão viver mais que seus pais (Fonte: Professor Andrew Prentice, BBC News, 2002).

  1. Privação do sono

60% dos pais não supervisionam o uso de tecnologia de seus filhos e 75% das crianças estão autorizadas a ter tecnologia em seus quartos (Kaiser Fundation 2010). 75% das crianças com idade entre 9 e 10 anos são privados de sono e como consequência, suas notas na escola são negativamente impactadas (Boston College 2012).

  1. Doença Mental

O uso excessivo de tecnologia está implicado como a principal causa das taxas crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno de apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008). Uma em cada seis crianças canadenses têm uma doença mental diagnosticada, muitas das quais estão em uso de medicação psicotrópica perigosa (Waddell 2007).

  1. Agressão

Conteúdo de mídia violento pode causar agressividade infantil (Anderson, 2007). As crianças estão cada vez mais expostas à crescente incidência de violência física e sexual na mídia de hoje. “Grand Theft Auto V” retrata sexo explícito, assassinato, estupro, tortura e mutilação, como fazem muitos filmes e programas de TV. Os EUA classificou a violência na mídia como um risco à saúde pública devido ao impacto causal sobre a agressão infantil (Huesmann 2007). A imprensa registra aumento do uso de quartos de isolamento com crianças que apresentam agressividade descontrolada.

  1. Demência digital

Conteúdo de mídia de alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção, bem como a diminuição da concentração e da memória, devido ao cérebro eliminar trilhas neuronais no córtex frontal (Christakis 2004 Pequeno 2008). Crianças que não conseguem prestar atenção não podem aprender.

  1. Vícios

Como os pais ficam cada vez mais presos à tecnologia, eles estão se desapegando de seus filhos. Na ausência de apego dos pais, as crianças separadas podem se conectar a dispositivos, o que pode resultar em dependência (Rowan 2010). Uma em cada 11 crianças com idades entre 8-18 anos são viciadas em tecnologia (Gentile 2009) .

  1. Emissão de radiação

Em maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros dispositivos sem fio) como um risco categoria 2B (possível cancerígeno), devido à emissão de radiação (WHO 2011). James McNamee com a Health Canada, em outubro de 2011, emitiu um aviso de advertência dizendo: “As crianças são mais sensíveis do que os adultos a uma variedade de agentes – como seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento – então você não pode dizer que o risco seria igual para um jovem adulto quanto é para uma criança”. (Globe and Mail de 2011). Em dezembro de 2013 o Dr. Anthony Miller, da Universidade da Escola de Saúde Pública de Toronto recomendou que, com base em novas pesquisas, a exposição à radiofrequência deve ser reclassificado como 2A (provável cancerígeno) e não um 2B (possível cancerígeno). A Academia Americana de Pediatria pediu revisão das emissões de radiação electro-magnéticas dos dispositivos de tecnologia citando três razões quanto ao impacto sobre as crianças (AAP 2013 ) .

  1. Insustentável

As maneiras pelas quais as crianças são criadas e educadas com a tecnologia já não são sustentáveis (Rowan 2010). As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para as crianças com overdose de tecnologia. Cuidar disso é urgente, necessário e precisamos fazer em conjunto, a fim de reduzir o uso de tecnologia por crianças. Por favor, assista e compartilhe os vídeos sobre o uso excessivo de tecnologia por crianças. Em http://www.zonein.ca

Acho que são 10 boas razões para repensarmos nas atividades dos nossos filhos e pedir que Deus nos ajude a fazer as mudanças necessárias. Como já dizia uma grande escritora do século passado: “Quanto mais calma e simples a vida da criança, isto é, mais livre de estímulos artificiais e mais de acordo com a natureza, mais favorável é para o vigor físico e mental e para a força espiritual.” Educação, 107

Então vamos escolher oferecer o melhor para nossos filhos? Não de acordo com o que o mundo dita, mas de acordo com ensinamentos dAquele que sabe tudo, nosso Criador.