Como Ensinar Seu Filho a Ler, Amar e Memorizar a Bíblia

Lendo o capítulo 13 do livro “Educação” de Ellen G White, intitulado “Cultura Mental e Espiritual”, me maravilho de pensar que o Senhor deixou à nossa disposição o mais poderoso instrumento no universo – Sua Palavra! Poderosa suficiente para criar o mundo o sol e as estrelas. Poderosa para criar em nos um novo coração e recriar em nós a Sua imagem-redenção (Ed.125.2) para dar poder intelectual, mais que TODOS os outros livros reunidos (124.2).

Sabendo disso, queria que meus filhos conhecessem e amassem a Bíblia e a guardassem na memória e no coração. E aqui compartilho com vocês algumas das coisas que fiz para conseguir isso:

1- Culto Pessoal Diário: Como meus filhos tem 4 anos e meio de diferença, por muito tempo suas lições de escola sabatina eram diferentes o estágio de desenvolvimento tb. Por isso fazia o culto de cada um separadamente. Como disse antes, quando eram pequenos usava seus brinquedos para recriar as histórias enquanto contava. Da mesma maneira que eles recriam a vida diária através das brincadeiras de casinha ou carrinho. A Sra. White foi numa escolinha adventista uma vez e viu as crianças fazendo bichinhos de barro para trabalhar a história de Noé e aprovou o método. E no decorrer da história ia fazendo a aplicação de acordo com aspectos que precisavam ser trabalhados nas crianças. O fato de a mesma história ser contada a semana inteira no rol do berço ajudava a guardar na memória e associar os brinquedos com as histórias. Até hoje eles comentam do quanto gostavam disso. (Eles não viam a hora de começar o culto e não queriam acabar mesmo que demorasse uma hora!).

2- Partilhar meu gosto pela Bíblia e ajudá-los a aplicar durante o dia: Durante a primeira refeição e através do dia, eu sempre comentava com entusiasmo coisas que eu tinha aprendido na Bíblia durante meu estudo pessoal. Eu queria que eles soubessem que eu estudo a Bíblia, que estou sempre aprendendo coisas novas e que essas coisas eu tento aplicar na minha vida. Durante o dia, quando surgia a necessidade ou ocasião, eu relembrava a como o fulano da história deles tinha esperado pacientemente (ou o que fosse), para ajudá-los a aplicar também.

3- Memorização: Memorizávamos os versos áureos da semana, mas eu sempre me lembrava de como os judeus decoravam livros inteiros.

Um dia ouvi o testemunho do capelão do senado americano que era adventista. Ele contou que quando pequeno sua mãe lhe dava alguns centavos por cada verso que memorizava. Ele escolhia os menores para ganhar mais dinheiro. Mas com o tempo ele criou gosto pela coisa e Deus lhe trazia a memória os versos aprendidos quando ele mais precisava. Agora ele sabia de memória uma quantidade enorme da Bíblia.

Eu sempre fui contra ‘pagar’ para as crianças fazerem o que devem. Mas fiquei tão impressionada com o quanto ele sabia e quão fácil lhe vinha à memória que decidi tentar. Meu filho devia ter uns 4 ou 5 anos e lhe propus fazer o mesmo. Ele tinha ouvido a história do pastor e disse que queria fazer o mesmo, mas que eu não precisava pagar porque era isso que ele devia fazer mesmo. Fiquei feliz, mas resolvi dar-lhe assim mesmo $0.25 por verso isolado e $0.50 por verso se decorasse um capítulo inteiro. Ele tinha que recitar no final da semana que era para não ser só memória de curto prazo. Ele certamente não estava interessado no dinheiro, tanto que se propôs do começo dar os primeiros $100 como oferta a Deus. Mesmo assim eu percebi que o dinheiro era uma motivação para memorizar mais e mais versos. Ele memorizou capítulos e mais capítulos do novo testamento. Com o tempo a história de pagar desapareceu, mas ele continua memorizando. Hoje seu arquivo mental o ajuda a checar o que ouve com versos específicos que confirmam o que está sendo dito ou revelam discrepâncias. É gostoso de ver como o Espírito lhe traz á memória bem o que é preciso.

Minha filha já gostava do dinheiro, mas não funcionou para incentiva-la a memorizar. Com ela eu deixei de lado e só coloquei como parte do culto memorizar um verso por dia. Não sei se foi o exemplo do irmão ou se ou minha atitude de que era o normal e parte da rotina diária, mas funcionou muito bem. O que ela gostava muito era ouvir o pastor mencionar um verso e poder falar baixinho de cor junto com ele. Amava quando ouvia um verso que sabia! No ano passado uma jovem disse que um grupo estava decorando o livro de Filipenses, e ela se juntou a eles. Esse ano se juntou a um grupo maior de jovens do GYC que estão decorando Lucas e outro livro. Para ela só saber que está fazendo com um grupo é o maior incentivo.

Cada criança e cada família e diferente e precisamos estudar e nos adaptar para ver como funciona melhor para cada um. Não sei, se eu voltasse para trás, se faria do mesmo jeito, mas na época acredito que Deus me dirigiu por esse caminho e foi uma benção que eu queria compartilhar com vocês. A memória da criança e muito boa e aumenta com o uso. Decorando a Bíblia desenvolve esse potencial que torna todos os outros estudos muito mais fácil, ao mesmo tempo em que cria um banco de dados para checar todas as demais ideias e informações.”

Abraço,

Silvia Martins

Áudio Livro “História da Redenção” para crianças

O Ministério Familiarizando acaba de lançar mais um projeto muito especial para crianças: o áudio livro “História da Redenção”. São histórias bíblicas narradas por crianças, mamães e papais em linguagem de fácil compreensão, adaptadas do livro História da Redenção, de Ellen White.Os áudios têm aproximadamente 3 minutos e são uma excelente opção para a devoção pessoal das crianças pequenas.

Cada capítulo do livro é acompanhado de uma música que faz parte do Hinário Bilíngue, também produzido pelo Ministério Familiarizando. Estes materiais tem como objetivo ajudar a criança a ter um relacionamento íntimo com Deus.

Para baixar os áudios e PDFs, clique aqui.

Não se Desespere… Ore

Todas os pais que decidem assumir a educação dos filhos de acordo com os princípios divinos, em um ou outro momento entram em desespero, sentem-se incapazes, e se desanimam.

Se você já passou por esses momentos, saiba que todos nós passamos. Aplicar a vontade de Deus à nossa vida e à vida dos filhos é o que o inimigo mais teme, porque ele sabe que perderá o controle de sua família. Ele sabe que sua família terá um poder irresistível para levar o amor de Deus aos outros. Por isso, ele enche nossa mente com pensamentos desanimadores. Tudo se torna um obstáculo, nossos melhores esforços parecem ser um fracasso, e nos sentimos impotentes.

Se seus filhos vão na escola parece quase impossível mantê-los nos princípios divinos enquanto podem receber influências negativas. Se você os educa no lar, parece muito difícil estabelecer uma rotina onde os esses princípios poderão ser incluídos. Obstáculos, muitos obstáculos estão sempre sendo colocados a nossa frente.

Mas sabe de uma coisa? A nossa vida neste mundo nunca será mais fácil se “chutarmos o balde”. Pode até parecer mais fácil abandonar tudo, deixar os filhos crescerem como “ervas daninhas” e viver a nossa vida livre e independente de preocupações. Como Asafe no Salmo 73, muitas vezes somos tentados a pensar assim (leia o Salmo 73). Saiba, no entanto, que isso não lhe trará realização ou tranquilidade alguma, ao contrário, você estará continuamente se sentindo culpado, colhendo os frutos amargos da negligência, porque eles certamente virão e lhe seguirão, e você ainda verá seus filhos e a si mesmo cada vez mais se distanciando de Deus.

O que fazer então com as dificuldades? Use-as para se aproximar de Deus. Deus deseja ser seu guia constante, seu amigo íntimo. Ele deseja que você leve a Ele todos os seus fardos, a todo momento. Ele quer que você deixe de lado a bagunça da casa, de vez em quando, e se assente em um lugar quieto para orar e meditar em Sua palavra. Ele deseja que você não se preocupe com o que os outros pensarão, mas com o que Ele pensará das escolhas que está fazendo na vida. Ele quer que você não se preocupe até mesmo com as coisas que você não tem e gostaria de ter, porque é Ele que supre todas as nossas necessidades.

A família é nosso mais elevado investimento na vida. Não levaremos nada daqui para o Céu a não ser nosso próprio caráter, mas nossa família também estará lá ao nosso lado, se a entregarmos a Deus diariamente, e se O buscarmos para nos dar forças para cuidar dela. Não temos forças por nós mesmos, mas nosso suprimento de força é infinito, pois vem de Deus. Ele nos dá força para perdoarmos e sermos perdoados, para expressarmos amor ao nosso cônjuge, para termos paciência com as crianças, para organizarmos nosso tempo e nosso lar. Seu dia pode não estar indo muito bem, mas até mesmo do caos, Deus pode nos ensinar lições maravilhosas, é só entregarmos tudo a Ele.

O que está lhe desanimando no momento? Conte para Deus. Respire fundo e se acalme. Leia Suas promessas e descanse. Isso mesmo, descanse em Seus braços e observe as lições que Ele vai lhe ensinar em cada situação. Se amanhã se sentir desanimado novamente. Repita o processo.

Agora, lembre-se que isto não será um processo repetitivo sem fim que não lhe levará a lugar nenhum. Será um processo de crescimento. Cada vez que nos entregamos e confiamos em Deus, O conhecemos melhor através das pequenas vitórias alcançadas, e quanto mais O conhecemos, mais forças temos para confiar da próxima vez. A vitória não é sermos fortes o suficiente para vencer por nós mesmos, mas termos fé suficiente para suportar tribulações maiores, mesmo quando não sentirmos Sua presença ao nosso lado, porque Ele nunca falhará.

Que Deus lhe abençoe neste momento com as promessas abaixo. Lembre-se, que você não está sozinho, todos nós passamos por isso e um dia nos encontraremos no Céu para compartilhar as vitórias que Deus nos deu.

Filipenses 2:13 – Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

Filipenses 4:13 – Tudo posso naquele que me fortalece.

Isaías 55:9 – Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Mateus 21:22 – E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.

Nas Mãos do Oleiro

829254_42807665Em Sua Palavra, Deus compara, a Si mesmo com um oleiro, e Seu povo com o barro. Sua obra é moldá-los e afeiçoá-los segundo Sua semelhança. A lição que devemos aprender é a da submissão. O próprio eu não deve tornar-se preeminente. Se for dada à instrução divina a atenção devida, se o próprio eu for rendido à vontade divina, a mão do Oleiro produzirá um vaso bem formado. — Carta 78, 1901.

A excelência de uma verdadeira união com Cristo virá com a obediência às palavras: “Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim. …” Mateus 11:29. O obreiro que tiver essa experiência, terá um intenso anelo de conhecer a plenitude do amor que ultrapassa o entendimento. Sua capacidade de fruir o amor de Deus crescerá constantemente. Aprendendo diariamente na escola de Cristo, terá ele uma capacidade sempre crescente de compreender o sentido das sublimes verdades que têm o alcance da eternidade. …

Reconhece ele que é um material com o qual Deus está trabalhando, e que deve ser passivo nas mãos do Mestre. Virão provas, pois a menos que seja testado pelas provações e desapontamentos, jamais sentirá sua falta de sabedoria e experiência.

Se buscar ao Senhor com humildade e confiança, cada prova produzirá o seu bem. Poderá por vezes ter a impressão de ter fracassado, mas seu suposto fracasso significa melhor conhecimento de si mesmo e mais firme confiança em Deus. … Poderá cometer erros, mas aprenderá a não repetir esses erros. Unido a Cristo, a Videira Verdadeira, é ele habilitado a produzir frutos para glória de Deus. …

O Senhor deseja que sejamos mansos e humildes e contritos, mas possuídos da certeza que provém de um conhecimento da vontade de Deus. Ele “não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. … Que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu próprio propósito e graça”. 2 Timóteo 1:7, 9. — Manuscrito 121, 1902.

“Mas, agora, ó Senhor, Tu és o nosso Pai; nós, o barro, e Tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos.” Isaías 64:8.

Mudanças e a Espiritualidade da Família

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Quem nos conhece sabe que já mudamos muitas vezes de um local para outro. Mesmo quem não nos conhece já deve ter percebido isso ao ler certos artigos aqui no blog. Recentemente acabamos de passar por “mais uma mudança” e Deus colocou em meu coração alguns pontos que temos aprendido sobre como as mudanças podem afetar a espiritualidade da família.

Mudanças de localização trazem inúmeras “mudanças” para a vida familiar. Não é apenas a localização que muda, mas a estrutura do lar, a rotina das atividades, os relacionamentos que por vezes são afetados pelas novas circunstâncias, e muitas vezes quando foram princípios que levaram a família a se mudar existe toda uma adaptação à novos hábitos de vida.

Muitas vezes, quando passamos por um processo de mudança, nossa espiritualidade pode enfraquecer e consequentemente nosso relacionamento familiar se enfraquece. Mas isso não precisa ser a regra, apesar de ser uma possibilidade, pois o inimigo está sempre procurando oportunidades para nos enfraquecer e todo momento que estamos numa posição vulnerável de dependência total de Deus ele busca nos atrapalhar.

O primeiro ponto então a lembramos, é manter nossa conexão com Deus durante todo o processo. Algumas das mudanças mais difíceis que fizemos foram marcadas por tranquilidade e confiança, isto não quer dizer que não tivemos provações, mas que mesmo quando em provações, enquanto buscamos a Deus tivemos paz para enfrentar as dificuldades.

Eu me lembro que alguns anos atrás combinamos com o motorista que iríamos carregar o caminhão à tarde, descansar durante a noite e sairmos junto com o caminhão no outro dia cedinho. Qual não foi a nossa surpresa ao acabar de carregar o caminhão quando o motorista nos avisou que mudara de planos e estaria saindo naquela mesma hora iniciando uma viagem que demoraria umas 10 horas. Tivemos que mudar nossos planos imediatamente e sair naquela mesma noite e chegar ao destino antes do caminhão.

Manter a conexão com Deus é algo que precisa ocorrer diariamente. Eu busco força em Deus pela manhã e durante o dia permito que Ele conduza as decisões e dessa forma consigo manter a calma e tomar decisões sábias de acordo com a vontade dEle. Mas, infelizmente nem sempre acontece assim e a primeira coisa que tenho percebido é que nos momentos em que mais tivemos falta de paz, foram nos dias que não buscamos a Deus em primeiro lugar. Mudança é algo que normalmente se planeja com uma certa antecedência, e muitas vezes no processo, achamos que tudo tem que sair como nós planejamos, e esquecemos que os planos de Deus são sempre maiores e melhores que os nossos (Isa 55:8, 9).

Na experiência acima, dirigir à noite não era uma opção para nós, pois sabíamos que chegaríamos cansados para ainda ter que descarregar o caminhão. Lembro-me, no entanto, que naquela noite Deus nos deu força e paz suficiente para dirigir em segurança e ainda aproveitamos a viagem para termos uma conversa muito especial sobre os novos planos e nosso futuro. E para completar ao chegar ao destino ainda fomos surpresos com uma equipe de voluntários para ajudar a descarregar o caminhão.

Em tempo de mudança, o relacionamento entre o casal também precisa estar em harmonia. Muitas coisas precisam ser decididas nessas ocasiões e algumas decisões são tomadas em cima da hora. Se não existir uma comunicação muito aberta entre o casal, problemas podem surgir.

Por vezes, com a falta de tempo, o casal também deixa de ter aqueles momentos de comunicação diária tão importantes para o planejamento da vida familiar. Aproveitar os momentos enquanto encaixotam os pertences, durante as refeições ou mesmo durante a viagem para conversar e fazer planos juntos é uma boa ideia. Lembrando sempre que não é a minha vontade, nem a dele que deve prevalecer, mas a vontade de Deus em tudo.

Outro fator que ajuda muito a evitar problemas, é trabalhar com antecedência. Em algumas de nossas mudanças começamos a encaixotar as coisas com mais de um mês de antecedência. Algumas pessoas até achavam estranho, mas nós sabíamos que evitaríamos muitos problemas começando cedo. Tínhamos tempo para decidir com calma o que deixar para traz e o que levar, empacotar e identificar melhor as caixas e assim facilitar o trabalho no dia da mudança. Trabalhar com antecedência também é uma excelente dica quando se tem crianças na família.

Todo processo de mudança traz seus traumas para as crianças, principalmente para as bem pequenas. As crianças que muitas vezes não entendem o que está acontecendo e começam a apresentar comportamentos estranhos, como atitudes de regressão ou nervosismo. Então em primeiro lugar, conversar com as crianças assim que souber da mudança, e envolvê-las no processo seria a primeira medida para evitar problemas.

Outra coisa importante é manter um ambiente familiar para as crianças durante o processo de mudança. Por exemplo, o quartinho das nossas meninas sempre foi o último a ser desmontado na casa antiga e o primeiro a ser montado na casa nova. As vezes encaixotávamos tudo no guarda-roupa delas, mas deixávamos os móveis, brinquedos e livrinhos no lugar, desse modo, mesmo enquanto o resto da casa estava sendo encaixotado ou desencaixotado, elas tinham um cantinho com objetos familiares para brincar e se distrair.

Envolver os filhos no processo de encaixotar e desencaixotar também ajuda a não se sentirem tão perdidos durante o processo e a darem menos “trabalho” enquanto os pais trabalham. Mesmo que sejam pequeninos eles podem ajudar com coisas simples como encaixotar objetos não frágeis, fechar caixas com fita adesiva e depois quando já conseguem escrever podem colocar os nomes nas caixas para serem identificadas. Quando nossa filha mais nova ainda não escrevia direito ela nos ajudava a colocar iniciais dela e da irmã nas caixas que continham seus pertences, e outras inicias como SL para objetos da sala e CZ para objetos da cozinha. Com um pouquinho de paciência da nossa parte podemos tornar o processo mais agradável para elas.

Manter certos horários da rotina familiar durante uma mudança também são extremamente benéficos para as crianças. Por exemplo os horários de dormir e acordar, horários das refeições e horários de devoção e culto. Lembre-se que uma criança saudável é sempre uma criança mais feliz e obediente.

Mesmo que a casa esteja desmontada, manter um cantinho na sala, ou na mesa da cozinha para os momentos de culto familiar é essencial. Se não tiver como manter os móveis no lugar, crie um ambiente confortável que seja com almofadas no chão, mas um lugar onde elas possam sentir aquela unidade especial que um culto familiar promove.

Manter um horário para brincar com as crianças e dar atenção nessa época também é essencial. Normalmente, na correria de uma mudança as atividades recreativas da família são as primeiras que são esquecidas e as crianças sofrem com isso. Em algumas de nossas mudanças aproveitamos as caixas para brincar, ou de vez em quando saíamos para um parque, caminhada, ou fazíamos um piquenique só para esquecer um pouco a confusão da mudança e dedicar um tempo a elas.

Talvez uma das áreas que mais afetam o comportamento das crianças é falta de rotina e regularidade nas atividades da família. No processo de mudança normalmente isso se perde e as crianças naturalmente fazem o que querem, quando querem e como querem e depois de mudarmos para a casa nova, notamos que estivemos tão “ocupados” e as crianças tão “desocupadas” que perdemos o controle sobre elas e elas perderam a disposição de obedecer prontamente.

A solução para este problema? Em nossa experiência a solução tem sido evitar ao máximo se distanciar da rotina da família. Por exemplo, mesmo enquanto estamos temporariamente na casa de um familiar, combinamos delas continuarem com as mesmas tarefas que fazem em casa. E assim que a mudança ocorrer, procuramos voltar o mais rápido possível à rotina e regularidade das atividades. Crianças gostam de regularidade e vivem mais tranquilas tendo uma certa previsão de como as coisas acontecerão durante o dia. Quando a conexão com Deus e comunicação com o cônjuge estiverem bem os pais naturalmente terão mais paciência e tempo para lidar com os filhos e consequentemente ganharão mais seu respeito e obediência.

Quando você estiver planejando uma mudança, entregue o processo a Deus, do começo ao fim, e transforme momentos que poderiam ser estressantes em momentos agradáveis de aprendizado em família e acima de tudo confiança em Deus.

Alguns anos atrás em um momento de muita angústia durante um processo de mudança Deus nos presenteou com dois versos que nos acompanham até hoje e gostaria de deixá-los com você também:

O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos”. Isa 32:18

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti”. Isa 26:3

Abnegação: A Essência da Missão

Poucos anos atrás ouvi de um pastor amigo meu uma frase que me marcou. Dizia ele que o que finalizaria a obra de Deus na terra não seriam as campanhas evangelísticas estratégicas, ou os grandes recursos que a igreja possui como a mídia com rede de rádios e canais de TV, mas sim o amor sincero do povo de Deus pelo próximo. O mesmo amor que Cristo tinha quando andou por aqui entre nós. Um amor que somente Deus pode fazer brotar no coração de Seu povo. Outra frase impressionante de outro pastor muito consagrado foi que a verdadeira santificação é uma vida de serviço ao próximo. Resumir essas duas frases nada mais é do que viver a vida que Cristo viveu aqui, realizar a obra que Ele realizou, como tocar nas pessoas, aliviar a dor, a fome, a solidão, oferecer a vida eterna.

O testemunho de abnegação da vida de Paulo nos constrange. Tal vida parafraseia a essência do reino de Deus que Cristo revelou, ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Paulo declara: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor;
contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo. Convencido disso, sei que vou permanecer e continuar com todos vocês, para o seu progresso e alegria na fé, a fim de que, pela minha presença, outra vez a exultação de vocês em Cristo Jesus transborde por minha causa.” Filipenses 1:21-26 (NVI).

Dar a vida pelo próximo, que grande missão! Ou provavelmente podemos pensar, que desafio! Por vezes indagamos quem seria nosso próximo. Numa ordem de proximidade meu próximo seria minha família, meu cônjuge, meus filhos, meus pais, meus irmãos, meus amigos, todo aquele que tenho contato no meu dia a dia aqui ou aquele distantes de quem recebo notícias. Dar a vida por alguém exige de nós sabedoria, abnegação e total conexão com Cristo. Não é satisfazer os simples desejos ou caprichos de alguém, mas atender as suas reais necessidades, dar o que verdadeiramente tem valor e que lhe trará o bem estar aqui e a vida eterna no porvir. Todo o nosso viver, tudo o que fazemos deve ter esse objetivo. Essa foi a obra e missão de Cristo, é o evangelismo de ponta, a vida no seu mais alto nível de existência e êxito. Deixar nossos próprios interesses, conforto e até mesmo deixar de satisfazer nossas próprias necessidades para o bem e a salvação de outros. Somente através desse método, o método de Cristo, obteremos o verdadeiro sucesso em alcançar as pessoas.

“Nossa vida deve ser consagrada ao bem e à felicidade dos outros, como foi a de nosso Salvador. Essa é a alegria dos anjos e o trabalho em que eles estão envolvidos. O espírito do amor abnegado de Cristo é o espírito que existe no Céu e a essência da alegria que existe ali. Esse deve ser nosso espírito, se desejamos estar em condições de fazer parte da sociedade das hostes angelicais. À medida que o amor de Cristo nos enche o coração e nos rege a vida, o egoísmo e o amor da comodidade serão vencidos. Nosso prazer consistirá em fazer a vontade de nosso Senhor, a quem esperamos ver em breve.” (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887). Aqui está um conceito totalmente contrário aos conceitos do mundo. Contrário ao que aprendemos em nossas escolas e universidades. O conceito, a missão e o estilo de vida que Deus nos mostra aqui é a base da verdadeira educação e devemos através do poder divino aplicar em nossa vida e passar para nossos filhos.

“Jesus em breve voltará. Nós, que cremos nessa verdade solene, devemos advertir o mundo. Devemos mostrar por meio de nossa roupa, de nossas conversas e de nossas ações que nossa mente está fixada em algo melhor do que os negócios e prazeres desta vida efêmera. Somos senão peregrinos e estrangeiros aqui. Devemos dar evidência de que estamos prontos, aguardando o aparecimento de nosso divino Senhor. Permita que o mundo veja que você está a caminho de uma terra melhor – para uma herança imortal que nunca terá fim. Você não se pode permitir dedicar a vida para as coisas deste mundo. Sua preocupação deve estar em se preparar para o lar que o aguarda no reino de Deus. (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887).” Que nosso desejo e oração sejam amarmos e vivermos zelosamente em favor da salvação do nosso próximo.

Por: Dawerne Bazan

Você Confia no Piloto?


Algum tempo atrás fizemos uma viagem de avião de São Paulo a Porto Alegre. Foi uma viagem emocionante para as crianças. Apesar de terem viajado de avião quando pequenas não se lembravam mais, então tudo era novidade e elas foram o caminho inteiro fazendo perguntas admiradas com tudo. Eu me lembro bem que na ida à Porto Alegre a Sarah me perguntou o que era aquilo que estava logo acima de nós. Ela se referia ao compartimento das máscaras de oxigênio. Eu lhe expliquei e ela queria abrir a portinha para vê-las. Eu disse que não podíamos abrir, mas caso houvesse uma emergência ela se abriria e as máscaras cairiam. O que não sabíamos era que em breve teríamos a “oportunidade” de experimentar isso na prática.
Na viagem de volta de Porto Alegre a São Paulo, já estávamos a 45 minutos no ar e tudo parecia correr bem, até que de repente comecei a sentir muita pressão no ouvido. Comecei a tentar tirar a pressão, mas aumentava ainda mais, quando subitamente o compartimento das máscaras de oxigênio se abriu e todas as máscaras caíram em nossa frente. O piloto imediatamente deu instruções que todos devíamos colocar as máscaras pois havia ocorrido despressurização na cabine do avião.
Sem entender o que estava acontecendo, olhei para as meninas assustadas e comecei a colocar as máscaras nelas. Meu esposo que estava do outro lado do corredor olhou para mim preocupado enquanto colocava sua própria máscara. Coloquei a máscara rapidamente nas meninas, mas não paravam no lugar. Apertei o botão para chamar a aeromoça, mas ninguém apareceu. Comecei a me desesperar um pouco e foi então que me lembrei que ainda não tinha colocado a minha própria máscara. Disse então para elas segurarem a máscara no lugar com as mãos, enquanto colocava minha máscara e depois com mais calma consegui ajustar as delas.

Não sei exatamente quanto tempo ficamos com as máscaras (creio que uns 15 minutos), mas sei que pereceu uma eternidade. Apesar de termos oxigênio para respirar parece que a respiração não era natural. Era tudo muito confuso. Todos estavam muito assustados. O piloto então avisou que não precisaríamos mais usar as máscaras, pois o nível do oxigênio já tinha se estabilizado. Mas também nos disse que estaria aumentando a velocidade da aeronave e que o aeroporto de São Paulo já estava aguardando para nos receber em um pouso de emergência dentro de 25 minutos. Ele disse que não podia nos dar mais detalhes sobre o problema, no entanto sabíamos que algo não estava certo, pois, além de ouvirmos por traz de sua voz o insistente som de um alarme também começamos a sentir um cheiro estranho… como que de algo queimado.
 
Vinte cinco minutos pareceram uma eternidade naquele momento. Eu já tinha orado com as meninas e agora, sem a máscara, conversei com meu esposo e ele pediu que orasse novamente. Fiz com elas uma oração que jamais imaginei que faria. Pedimos perdão pelos nossos pecados, pedimos perdão umas às outras e colocamos nossa vida nas mãos de Deus. Disse às meninas que orassem, cantassem e procurassem ter pensamentos de paz.
Depois de tê-las acalmado eu comecei questionar a Deus. Será que ali poderia ser o final de nossa vida? Estávamos nos preparando para a mudança que Ele nos tinha guiado. Como tudo acabaria assim? Jamais estivera em uma situação semelhante, raciocinei então que já tinha feito o que podia fazer fisicamente, obedecer as instruções do piloto, já tinha feito o que podia fazer espiritualmente, entregar minha vida a Deus, o que restava agora era confiar que Deus estava no controle que nos levaria em segurança até São Paulo.
Enquanto começava a sentir um pouco mais de paz no coração, ouvi minha filha mais nova cantando uma música que diz “Quando estou com medo eu confio em Deus…”. Ela cantou esta e mais duas outras músicas que falam sobre confiança em Deus. Percebi que minhas filhas estavam bem tranquilas e Deus foi preenchendo meu coração com Sua presença e amor.
O tempo então parece que começou a passar mais rápido. Percebemos que o avião aumentou muito a velocidade e logo estávamos sobrevoando SP e pousando próximo à uma garagem da Gol. Naquele momento o piloto voltou a falar com os passageiros e nos disse que o incidente que ocorrera era muito incomum na aviação, e que ainda não sabiam exatamente o que ocorrera. Disse também que ele mesmo nunca tinha passado por aquela experiência, mas que tinha conseguido manter a calma e pousar o avião em segurança.
Ao pousarmos já havia ambulâncias e todo tipo de serviço de emergência do lado de fora nos esperando e assim que as portas foram abertas o pessoal entrou para verificar se todos estavam bem. Para a surpresa e alegria da minha filha mais velha tivemos a oportunidade de sair pela porta de trás da aeronave e descer por uma daquelas escadinhas, algo que ela queria fazer desde o começo da viagem. Logo fomos direcionados a um ônibus que nos levou ao terminal onde pegamos nossa bagagem.
Ao entrar no taxi que nos levaria ao próximo destino comecei a refletir sobre tudo que tinha acontecido e senti Deus impressionando meu coração como algumas lições espirituais. Em primeiro lugar, quando as máscaras caíram, eu fiquei desesperada para salvar minhas filhas, então primeiro comecei a colocar as máscaras nelas, mas nesse processo eu comecei a ficar com falta de ar. Como é que eu poderia ajudar as minhas filhas quando eu mesma já estava começando a ficar com falta de ar? Assim acontece na vida espiritual, muitas vezes queremos salvar nossos filhos, mas nos esquecemos de que para primeiro salvá-los nós precisamos buscar a nossa salvação, isto é, nós precisamos estar no caminho certo, para então mostrá-los como segui-Lo.
Outra lição… Quando o piloto conversou conosco e nos disse que nunca tinha passado por aquela situação, mas que tinha conseguido manter a calma, eu me lembrei de Jesus. Ao contrário do piloto, Jesus já passou pelas mesmas dificuldades que nós, e é exatamente por isso que precisamos nos entregar totalmente a Ele, porque Ele é o único que pode nos guiar.
A nossa caminhada neste mundo é como um avião em pânico. Quando olhamos para o destino do mundo, só conseguimos ver um grande desastre à frente. Sabemos, porém, que Jesus é o nosso piloto e que só Ele pode nos levar em segurança para o Céu. Mesmo assim, temos uma parte no processo. E o que seria a nossa parte? Obedecer às instruções do piloto.
Quando escolhemos obedecer às instruções do piloto Jesus, estamos seguros durante a viagem. Porém, não é ato de colocar a máscara que me levará ao destino final, e sim o fato de que Jesus é o  piloto. Deu para entender? A obediência é a minha parte no processo da salvação, mas o único que pode me salvar é Jesus, e é exatamente por isso que eu preciso cooperar com Ele e acima de tudo confiar inteiramente nEle.
Durante essa viagem para São Paulo tivemos que confiar em um piloto desconhecido para nós que nem sequer vimos o rosto ou soubemos o nome. Mas em nossa viagem para o Céu, temos a alegria de sermos amigos íntimos do Piloto. Temos o prazer de convivermos com Ele dia a dia, conhecê-lo através de Sua palavra, de Sua criação, e de Suas providências e isso nos dá muito mais segurança para prosseguirmos na viagem, pois o piloto é nosso amigo.
Que Deus lhe abençoe em sua viagem. Ajudando-lhe a conhecer cada dia mais o piloto e a confiar inteiramente nEle.

Cala-te, Aquieta-te

Fora um dia farto de acontecimentos na vida de Jesus. Junto ao Mar da Galiléia, propusera Suas primeiras parábolas, por meio de ilustrações familiares, expondo novamente ao povo a natureza de Seu reino, e a maneira por que devia ser estabelecido.

Comparara Ele Sua obra à do semeador; o desenvolvimento de Seu reino à semente da mostarda e ao efeito do fermento na medida de farinha. A grande separação final dos justos e os ímpios, descrevera-a nas parábolas do trigo e do joio e da rede de pescar. A inexcedível preciosidade das verdades que ensinava, tinha sido ilustrada pelo tesouro escondido e a pérola de grande preço, ao passo que, na parábola do pai de família, ensinara aos discípulos a maneira de trabalhar como representantes Seus.

Todo o dia estivera Ele ensinando e curando; e, ao baixar a tarde, ainda as multidões se achavam aglomeradas ao Seu redor. Ajudara dia a dia a essas massas, mal Se detendo para tomar alimento ou ter algum repouso. A crítica perversa e as calúnias com que os fariseus constantemente O perseguiam, tornava-Lhe o trabalho muito mais árduo e fatigante; e agora, o fim do dia O encontrava tão extenuado, que decidiu buscar refúgio em algum lugar solitário, do outro lado do lago.

A costa oriental de Genesaré não era desabitada, pois havia aldeias aqui e ali à margem do lago; era, no entanto, uma desolada região, em confronto com a parte ocidental. A população aí era mais de pagãos que de judeus, e tinha pouca comunicação com a Galiléia. Oferecia assim o retiro que Ele buscava, e convidando os discípulos, para lá Se dirigiu.

Tendo despedido a multidão, tomaram-nO eles no barco mesmo “assim como estava”, e afastaram-se rapidamente. Não haviam, porém, de partir sós. Havia outros barquinhos de pesca ali por perto, na praia, os quais se encheram em breve de gente que seguiu a Jesus, ansiosa de vê-Lo e ouvi-Lo ainda.

O Salvador desafogou-Se enfim do aperto da multidão e, vencido pela fadiga e a fome, deitou-se na popa do barco, adormecendo em seguida. A tarde fora calma e aprazível, e espelhava-se por todo o lago a tranqüilidade; de súbito, porém, sombrias nuvens cobriram o céu, o vento soprou rijo das gargantas das montanhas sobre a costa oriental, rebentando sobre o lago violenta tempestade.


Pusera-se o Sol, e a escuridão da noite baixou por sobre o tormentoso mar. As ondas, furiosamente açoitadas pelos ululantes ventos, sacudiam com violência o barco dos discípulos, ameaçando submergi-lo. Aqueles intrépidos pescadores haviam passado a vida no lago, e guiado a salvo a embarcação em meio de muita tormenta; agora, porém, sua resistência e habilidade nada valiam. Achavam-se impotentes nas garras da tempestade, e sentiram desampará-los a esperança ao ver o barco a inundar-se.

Absorvidos nos esforços de se salvar, haviam esquecido a presença de Jesus ali no barco. Enfim, vendo nulos os seus esforços, e nada menos que a morte diante de si, lembraram por ordem de quem haviam empreendido a travessia do lago. Jesus era sua única esperança. Em seu desamparo e desespero, exclamaram: “Mestre, Mestre!” Mas a densa treva O ocultava aos olhos deles. Suas vozes eram abafadas pelo rugido da tempestade, e nenhuma resposta se ouviu. A dúvida e o temor os assaltaram. Havê-los-ia Jesus abandonado? Seria Aquele que vencera a enfermidade e os demônios, e até mesmo a morte, impotente para ajudar os discípulos? Havê-los-ia acaso esquecido em sua aflição?

E chamaram novamente, mas nenhuma resposta, a não ser o irado uivar do vento. Eis que o barco já vai a afundar. Um momento, e parece que serão tragados pelas revoltosas águas.

De repente, o clarão de um relâmpago penetra as trevas, e vêem Jesus adormecido, imperturbado pelo tumulto. Surpreendidos, exclamaram em desespero: “Mestre, não se Te dá que pereçamos?” Marcos 4:38. Como pode Ele repousar assim tão serenamente, enquanto se encontram em perigo, lutando contra a morte?

Seus gritos despertam Jesus. Ao vê-Lo à luz do relâmpago, notam-Lhe no rosto uma celeste paz; lêem-Lhe no olhar o esquecimento de Si mesmo, um terno amor e, corações voltados para Ele, exclamam: “Senhor, salva-nos, que perecemos.”

Nunca soltou uma alma aquele brado em vão. Ao empunharem os discípulos os remos, tentando um último esforço, ergue-Se Jesus. Está em meio dos discípulos, enquanto a tempestade ruge, as ondas rebentam por sobre eles, e o relâmpago vem iluminar-Lhe o semblante. Ergue a mão, tantas vezes ocupada em atos de misericórdia, e diz ao irado mar: “Cala-te, aquieta-te”. Marcos 4:39.

Cessa a tormenta. As ondas entram em repouso. As nuvens dispersam-se, e brilham as estrelas. O barco descansa sobre o mar sereno. Volvendo-se então para os discípulos, Jesus pergunta, magoado: “Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?”

Os discípulos emudeceram. Nem mesmo Pedro tentou exprimir o assombro que lhe enchia o coração. Os barcos que partiram seguindo a Jesus, achavam-se no mesmo perigo que o dos discípulos. Terror e desespero apoderem-se dos tripulantes; a ordem de Jesus, porém, trouxera sossego à cena de tumulto. A fúria da tempestade levara os barcos a mais próxima vizinhança, e todos os que havia a bordo testemunharam o milagre. Na paz que se seguiu, foi esquecido o temor. O povo segredava entre si: “Que Homem é este, que até os ventos e o mar Lhe obedecem?”

Quando Jesus foi despertado para enfrentar a tempestade, estava em perfeita paz. Nenhum indício de temor na fisionomia ou olhar, pois receio algum havia em Seu coração. Contudo, não era na posse da força onipotente que Ele descansava. Não era como o “Senhor da Terra, do mar e do Céu” que repousava em sossego. Esse poder, depusera-o Ele, e diz: “Eu não posso de Mim mesmo fazer coisa alguma”. João 5:30. Confiava no poder de Seu Pai. Foi pela fé — no amor e cuidado de Deus — que Jesus repousou, e o poder que impôs silêncio à tempestade, foi o poder de Deus.

Como Jesus descansou pela fé no cuidado do Pai, assim devemos repousar no de nosso Salvador. Houvessem os discípulos confiado nEle, e ter-se-iam conservado calmos. Seu temor, no tempo do perigo, revelava-lhes a incredulidade. Em seu esforço para se salvarem, esqueceram a Jesus; e foi apenas quando, desesperando de si mesmos, se voltaram para Ele, que os pôde socorrer.

Quantas vezes se repete em nós a experiência dos discípulos Quando as tempestades das tentações se levantam, e fuzilam os terríveis relâmpagos, e as ondas se avolumam por sobre nossa cabeça, sozinhos combatemos contra a tormenta, esquecendo-nos de que existe Alguém que nos pode valer. Confiamos em nossa própria força até que nos foge a esperança, e vemo-nos quase a perecer. Lembramo-nos então de Jesus, e se O invocarmos para nos salvar, não o faremos em vão. Embora nos reprove magoado a incredulidade e a confiança em nós mesmos, nunca deixa de nos conceder o auxílio de que necessitamos. Seja em terra ou no mar, se, temos no coração o Salvador, nada há a temer. A fé viva no Redentor serena o mar da vida, e Ele nos guardará do perigo pela maneira que sabe ser a melhor.

Outra lição espiritual há neste milagre de acalmar a tempestade. A vida de todo homem testifica da veracidade das palavras da Escritura: “Os ímpios são como o mar bravo, que se não pode aquietar. […] Os ímpios, diz o meu Deus, não têm paz”. Isaías 57:20, 21. O pecado destruiu-nos a paz. E enquanto o eu não é subjugado, não podemos encontrar repouso. As paixões dominantes do coração, poder algum humano pode sujeitar. Somos aí tão impotentes, quanto os discípulos para acalmar a esbravejante tempestade. Mas Aquele que mandou aquietarem-se as ondas da Galiléia, proferiu para cada alma a palavra de paz. Por mais furiosa que seja a tormenta, os que para Jesus se volverem com o grito: “Senhor, salva-nos”, encontrarão livramento. Sua graça, que reconcilia a alma com Deus, acaba com a luta da paixão humana, e em Seu amor encontra paz o coração. “Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as ondas. Então se alegram com a bonança; e Ele assim os leva ao porto desejado”. Salmos 107:29, 30. “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança, para sempre”. Romanos 5:1; Isaías 32:17.

O Desejado de Todas as Nações, p. 333-337

Mais Bênçãos… e mais Milagres com o Carro

Quinta feira passada foi o dia de Ação de Graças e como estamos visitando meus pais foi uma semana realmente cheia de bênçãos. Achei esta pequena poesia escrita em um quadrinho no escritório da minha mãe:

Conte seu jardim pelas flores que tem
Nunca pelas folhas que caem.
Conte seus dias pelas horas douradas
Não se lembre das nuvens escuras.
Conte suas noites pelas estrelas, não escuridão
Conte seus anos com sorrisos, não lágrimas.
Conte suas idade, pelos amigos, não pelos anos passados.
Conte suas bênçãos, não seus problemas.

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Minhas bênçãos da semana:
1. Pelo sábado à tarde que passamos com queridos amigos conversando sobre Deus e seu amor.
2. Por passar alguns dias com minha família, incluindo meus pais, meu irmão e sobrinhos.
3. Por matar a saudade do jardim, mesmo longe de casa, ajudando meus pais com algumas plantas.
4. Pelos anjos que sempre estão ao meu  lado.
5. Pelo carro que continuou andando mesmo sem combustível.*

* Esses dias enquanto orava especificamente sobre um pedido que sinto que está demorando para ser respondido, pedi a Deus que me desse pelo menos um sinal de que Ele está me ouvindo e que na hora certa me enviará a resposta. Não que eu tenha dúvidas de que Ele está no controle, mas, as vezes a minha fé é tão pequena que preciso de um pequeno sinal simplesmente para continuar confiando, e Deus me respondeu assim…

Domingo passado estávamos indo para a igreja onde meus pais frequentam, pois meu esposo iria pregar. Ao tentar sair com nosso carro, o carro não pegou. Tentamos várias vezes, a Sarinha orou pedindo que Jesus nos ajudasse e por fim descobrimos um problema no motor que não poderia ser consertado naquele momento. Meus pais já tinham saído para a igreja, então resolvemos usar um segundo carro que eles têm.

Pegamos a chave e saímos de casa, já um pouco atrasados. O carro já um tanto antigo estava com o marcador de combustível quebrado, ficamos um pouco apreensivos ao sair, mas o carro estava andando bem até que cerca de uns quatro quilômetros para chegar na igreja o carro simplesmente apagou no meio da estrada, sinal bem típico de falta de combustível.

Estávamos sem o celular, e mais uma vez fiz uma oração a Deus pedindo que ele honrasse o pedido que a Sarinha tinha feito anteriormente. Meu esposo tentou ligar o carro novamente e o carro ligou normalmente e nos possibilitou chegar na igreja. Fizemos o culto e ao sairmos para casa, resolvemos que minha, eu e as meninas iríamos no carro mais novo e meu pai e meu esposo no carro velho, caso desse algum problemas.

Andamos umas cinco quadras enquanto eles nos seguiam e logo percebemos que eles não estavam mais atrás de nós. Esperamos um pouco e nada… Voltamos então com o carro e lá estavam eles parados com o carro totalmente sem combustível. Percebemos então que Deus mais uma vez operara um milagre me nosso favor. O combustível tinha acabado na vinda para a igreja, mas Deus proveu combustível até que chegássemos lá para realizarmos o culto, e agora que tínhamos um outro carro para levar todos para casa sem problemas o combustível acabou e não foi um problema tão grande assim.

Bom, mas o que este incidente tem que ver com o meu pedido para Deus? A princípio nada, mas na manhã seguinte quando estava fazendo minha devoção, lí um trecho que imediatamente reconheci como sendo uma resposta:

“A humanidade é hoje objeto da solicitude celeste da mesma maneira que o era quando homens comuns, ocupando posições ordinárias, se encontravam à luz do dia com anjos, e falavam com os mensageiros nas vinhas e nos campos. Enquanto nos movemos em nossos afazeres comuns, podemos ter bem perto o Céu. Anjos das cortes no alto assistirão os passos dos que vão e vêm às ordens de Deus.” O Desejado de Todas as Nações p. 48.

Por vezes Deus permite que passemos por momentos difíceis para que nos lembremos que Ele está cuidando de nós. Acho que em minha aflição por ver minha oração respondida tinha me esquecido do cuidado contínuo dos anjos. Que Deus me ajude a confiar mesmo quando não vemos um sinal visível de Seu cuidado e amor.

Bênçãos e o Milagre do Carro

A correria continua aqui no sítio com o inicio da segunda semana do Projeto Reviver. O tempo está curto, mas para contar bênçãos agente sempre acha um tempinho. Então hoje vou contar as bênçãos de uma maneira diferente. Vou enumerando elas conforme mencionar no texto.

(1) A turma da primeira semana deixou muita saudade… amigos inesquecíveis! Crescemos juntos na semana que passou. Ví lágrimas dos que querem vencer, sorrisos dos que estão vencendo, e muito esforço dos que são desafiados. (2) Banhos de cachoeira, a escalada ao pico da montanha e (3) nossas reflexões foram alguns dos momentos mais agradáveis. Até ganhei alguns presentes especiais essa semana: (2) um novo par de havaianas, (3) uma compressa quente e fria nas costas para relaxar, e (4) uma massagem profissional para terminar a semana com chave de ouro!

(5) Um grande prazer também foi conhecer a turma da segunda semana. Pessoas super agradáveis buscando uma vida mais saudável. (6) Tenho descoberto neste processo o verdadeiro prazer de servir. Minhas atividades no projeto incluem fazer e servir sucos, chás e alimentos saudáveis, ajudar nas terapias como compressa e argila, e auxiliar nas aulas práticas e passeios, etc.

Confesso que, apesar do serviço nobre no qual estamos envolvidos, sinto saudade da vidinha normal em família. (7) Apesar das atividades intensas tenho conseguido passar alguns momentos especiais com as meninas e (8) com o maridão. São momentos preciosos! (9) Sábado a Aninha pediu para passar a lição da ES, fiquei emocionada enquanto assistia.

Mas de todas as bênção que recebi essa semana não poderia de destacar uma delas (10). Às vezes no meio de tanto corre-corre não temos como cuidar de detalhes, mas para Deus nada passa despercebido e Ele cuida daquilo que não temos condição de cuidar.

Numa tarde, da semana passada, fui sair com nosso carro e percebi que não estava ligando. Peguei outro carro emprestado e saí para onde tinha que ir. Ao voltar para casa percebi que o carro não estava onde deixara. Aliás, estava em um lugar muito estranho – estava estacionado exatamente entre uma árvore e um canteiro que tem na entrada do sítio. Detalhe, a árvore está em uma parte alta do terreno e o canteiro em um buraco na frente de um barranco. Tem apenas cerca de dois metros entre um e outro na parte alta do terreno e foi exatamente ali que o carro parou.

Apesar de achar muito estranho, imaginei que meu esposo colocara o carro ali propositalmente para fazê-lo pegar no tranco no dia seguinte, então não comentei nada com ele. Mais tarde, quanto ele saiu para fora e viu onde o carro estava me questionou porque o carro estava lá. Foi então que percebemos que eu provavelmente não tinha engatado o carro, e como era descida o carro desceu sozinho e foi parar naquele lugar.

O incrível é que além do carro estar em uma descida a estrada é reta e para parar onde parou, ele teve que fazer uma curva de 90 graus, e ainda por cima, de ré.

No outro dia, todos os visitantes foram olhar o carro, e chegamos a uma única conclusão – Deus operara um milagre. Se o carro tivesse descido reto, teria ido embora estrada abaixo ou caido no precipício do lado esquerdo. Se o carro tivesse feito a mesma curva, mas estivesse dois palmos à direita teria batido na árvore, e se estivesse dois palmos à esquerda teria caido no buraco do canteiro e amassado a traseira no barranco. Mas Deus quis nos poupar da despesa e dor de cabeça de ter um acidente com o carro naquele dia.

Nosso Deus é realmente maravilhoso de se preocupar com nosso bem estar. Como é bom saber que Ele nos ama e cuida de nós, mesmo quando estamos ocupados com outras coisas!

Um semana abençoado para você!

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” 1 Tessalonicenses 5:18