Trabalho Útil e Indústria para os Pequenos (Parte 2)

 Ensinando Costura e Confecção

Há dois enquanto participávamos de uma campanha de Natal, fomos padrinhos de uma menina de 12 anos. Cada padrinho deveria comprar uma roupa nova, sapatos e um brinquedo. Ao saírmos com as meninas (na época elas tinham 8-6 e 2 anos respetivamente!) para comprar o vestido, me deparei com uma triste realidade: A MODA adolescente! Fiquei chocada com a falta de opções para as meninas. Quando tinha uma estampa bonita, havia uma abertura na parte de trás. Se a peça estava toda completa, era cheia de caveiras e dizeres sensuais, passei três horas para achar um vestido descente e me perguntei, que farei quando minhas filhas chegarem nessa idade? Entrei em pânico! O tempo passou e elas estão agora com 10/8/4 anos, e crescendo rapidamente.

Estudando sobre o santuário de Deus encontramos esta citação sobre as vestes sacerdotais: “No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem Suas preferências também quanto à roupa dos que O servem. Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas os seguidores de Cristo devem ser simbólicos, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os aspectos pelo asseio, modéstia e pureza.  

Então nosso estudo incluiu: os materiais usados na elaboração das peças, fomos visitar lojas de tecidos para comprovar a qualidade de cada material. Linho, algodão, lã são materiais resistentes, duráveis, com caraterísticas perfeitas para evitar o excesso de sudoração e permitir adequada circulação do sangue. 

Como naquele momento não tínhamos máquina de costura, fomos na casa de uma irmã da igreja que amavelmente nos deu as primeiras aulas. Ela nos ensinou a copiar moldes, alinhavar, pregar botão e fazer a casinha do botão também, nos mostrou algumas peças que ela tinha costurado e deu retalhos para as meninas iniciarem algumas peças à mão.

Fizeram travesseiros para viajar no avião, bolsinhas para à escola sabatina e nos aventuramos às primeiras saias. Há seis meses ganhamos a máquina de costura e iniciamos algumas saias mais elaboradas. Não ficaram perfeitas, mas elas tentavam e desmanchávamos MUITAS vezes para acertar novamente e corrigir os erros.

Com o tempo, começamos a vendê-las e a indústria rendeu alguns lucros, e acima de tudo fiquei feliz porque elas já visualizam confeccionar suas próprias roupas. Uma preocupação a menos para os anos porvir. Alguns conselhos sobre este tipo de indústria:

No preparo do guarda-roupa do nenê, deve ter-se em vista a conveniência, o conforto e a saúde, de preferência à moda e ao desejo de causar admiração. A mãe não deve desperdiçar tempo em bordados ou trabalhos de fantasias, para embelezar as pequeninas vestimentas, sobrecarregando-se assim de trabalho desnecessário, com detrimento de sua saúde e da do pequenino ser.”Lar Adventista, 262.

O treinamento manual merece muito mais atenção do que tem recebido. Devem-se estabelecer escolas que, em acréscimo à mais elevada cultura intelectual e moral, provejam as melhores possibilidades para o desenvolvimento físico e treinamento industrial. Deve-se ministrar instrução em agricultura, manufaturas, cobrindo o maior número possível dos ofícios considerados mais úteis, bem como em economia doméstica, arte culinária saudável, costura, confecção de roupas saudáveis, tratamentos de doentes, e coisas correlatas.” Educação, pág. 218.

Uma mulher que tenha sido ensinada a cuidar de si mesma está também capacitada a cuidar de outros. Jamais será ela um traste na família ou na sociedade. Quando a sorte mudar, haverá para ela um lugar onde ela possa ganhar a vida honestamente e assistir os que dela dependem. A mulher deve ser instruída em alguns misteres que lhe permitam ganhar a subsistência se necessário. Sobrelevando outras honrosas ocupações, toda jovem devia aprender atividades domésticas, seja cozinhar, arrumar ou costurar. Deve ela conhecer tudo quanto seja mister para uma dona-de-casa, seja sua família rica ou pobre. Então, se sobrevier a adversidade, ela está preparada para qualquer emergência; ela é, de certo modo, senhora das circunstâncias.” Health Reformer, dezembro de 1887.

As mães devem levar as filhas consigo para a cozinha e dar-lhes completa instrução sobre a arte culinária. Também devem instruí-las na arte da costura. Devem ensinar-lhes a cortar roupas economicamente e costurá-las com esmero. Algumas mães preferem elas mesmas fazer tudo isso, a terem o trabalho de ensinar com paciência suas filhas inexperientes. Mas, assim fazendo, negligenciam os ramos essenciais da educação e cometem um grande mal contra as filhas, pois, na vida futura, ficarão embaraçadas devido à falta de conhecimento dessas coisas.” Appeal to Mothers, pág. 15.

Trabalho Útil e Indústria para os Pequenos (Parte 1)

Desde que chegamos ao nordeste do Brasil, tenho sido confrontada com uma realidade muito triste. As pessoas que são sempre ajudadas e não são ensinadas a trabalhar, têm uma grande probabilidade de viver eternamente na miséria.

No livro mensagens aos jovens pág. 211 temos uma frase muito dura, mas bem real: “É vil preguiça o que faz com que criaturas humanas olhem com desprezo os simples deveres diários da vida.” E quando você não estimula o trabalho útil começando por seu próprio lar, a preguiça tem algumas consequências terríveis:

1) Consumismo, mas não produtividade

2) Tendências para o mal

3) Egoísmo

4) Menos vontade de fazer parte da obra de Deus

5) Problemas de saúde

6) Intemperança

Qual seria o primeiro passo para obter vitória sobre a preguiça?

A Vontade Unida + Força Divina

Podereis tornar-vos homens de responsabilidade e influência se, pelo poder de vossa vontade, unido à força divina, vos empenhardes fervorosamente no trabalho. Exercitai as faculdades mentais, e em caso algum negligencieis as físicas. Não deixeis que a preguiça intelectual feche vossa vereda para maior conhecimento. Aprendei a refletir, assim como a estudar, a fim de que vossa mente se expanda, fortaleça e desenvolva… A mente cultivada é a medida do homem. Vossa educação deve continuar por toda a vossa vida; cada dia deveis estar aprendendo e pondo em uso prático o conhecimento adquirido.” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 581).

Para quem nos conhece sabe que somos uma família musical, então todas as músicas bíblicas eram minhas aliadas para guardar brinquedos e sapatos com as gêmeas. Quando cresceram um pouco mais e a terceira filha nasceu, elas aprenderam a comer sozinhas e arrumar a cama (a história do menino Samuel que servia ao Senhor me ajudou!). Ao ensinar uma nova tarefa, nas duas primeiras semanas fazíamos brincadeiras enquanto aprendiamos a atividade, e depois elas iam tomando gosto e fazendo sozinhas.

Com quase quatro anos de idade elas nos pediram uma bicicleta. Na verdade, duas! Com muita alegria expliquei que era um brinquedo caro e que precisaríamos juntar bastante dinheiro para poder comprar esse tipo de presente. Assim decidimos vender pães, panetones e patês para ajuntar dinheiro. Foram mais de 7 meses saindo três vezes por semana para oferecer os produtos que elas ajudavam a colocar no liquidificador e depois nos vidrinhos que fechávamos com um adesivo especial do Nosso Amiguinho.

Essa foi a primeira experiencia delas com trabalho útil e indústria, no final de cada venda elas saíam sorrindo, e algumas vezes chorando porque não tínhamos conseguido vender tudo. O resultado, no entanto foi maravilhoso: Deram ofertas na classe do rol, fruto do trabalho delas. Aprenderam, pela primeira vez, a dizimar e, no aniversário de quatro anos elas obtiveram as bicicletas. Essas bicicletas ainda nos acompanham depois de quatro mudanças… Não querem vendêlas, pois, serão pintadas e colocadas como parte do jardim em nossa escola missionária. Essas bicicletas tem um valor muito especial.

A primeira indústria que iniciamos aqui em casa foi a panificação. Essa foi uma das primeiras atividades que as crianças realizaram para obter a bicicleta, e elas nunca esqueceram. O tempo passou, a bebê cresceu e ainda não tinha sua própria bicicleta, e aí as gêmeas em uníssono falaram para mamãe: Vamos fazer pães e patês! Nessa época estávamos morando no apartamento de minha sogra, onde havia aproximadamente 30 vizinhos.

Fomos na loja para ver o preço e elas fizeram as contas de quantos pães precisariam vender: 400 ao todo! Paulinha se desanimou na hora, mas o que ela não sabia é que a paciência e perseverança faziam parte do pacote.

Escrevíamos versos bíblicos para colocar com os pães, pois acredito que toda indústria deve levar a Palavra de Deus também. Preparávamos 10 pães toda quinta-feira, e de propósito deixávamos para assar eles na hora que o pessoal estava chegando do serviço (estratégias de marketing das grandes cadeias de restaurantes: alcançar pelo cheiro!). Depois íamos de porta em porta dando degustação e oferecendo nosso produto, mais do que vender todos os pães tivemos chance de conhecer nossos vizinhos e a oportunidade de falarmos de Deus.

Nossos pedidos foram aumentando para 30 pães por semana, pois o pessoal da igreja também queria ajudar. Nessa história toda fizemos várias aulas de culinária com as irmãs e visitas da IASD Central de João Pessoa e Bessa, as maiores igrejas na capital, fomos convidados para fazer uma semana de saúde na igreja central, com direito a curso de culinária e no final da história conseguimos as duas rodas!

No trabalho útil com as crianças devemos estar por perto o que significa que muitas atividades não serão realizadas, mas as poucas que serão feitas serão realizadas com alegria.

Alguns conselhos inspirados

1) “Enquanto o último sofredor não foi socorrido, Jesus não cessou Seu trabalho. (Ele estava junto).” (Ciência do Bom Viver, p. 29).

2) “Deus pode usar cada pessoa exatamente na proporção em que pode introduzir lhe Seu Espírito no templo da alma. O trabalho que Ele aceita é aquele que lhe reflete a imagem.” (Ciência do Bom Viver, p. 37).

3) “Todos quantos se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus… Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.” (Salmos 46:10). Este é o preparo eficaz para todo trabalho feito para o Senhor. Entre o vaivém da multidão e a tensão das intensas atividades da vida, aquele que é assim refrigerado será circundado de uma atmosfera de luz e de paz. (Serviço Cristão, p. 190). Se a criança não está disposta leve ela para um lugar calmo onde Jesus possa falar com ela.

4) “Lembrai-vos, em todo o vosso trabalho, que vos achais ligados a Cristo, sendo uma parte do grande plano de redenção. O amor de Cristo, numa corrente que cura e vivifica, deve fluir de vossa vida… De pouca utilidade é procurar reformar outros atacando o que podemos considerar maus hábitos. Tais esforços dão muitas vezes em resultado mais dano que bem.” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 459).

Carolina Barrera

Foto: Freepik.com

A Geografia de Paulo

 Há muitas histórias na Bíblia que nos ensinam geografia, e talvez uma das mais interessantes seja a de Paulo. Toda o relato de sua vida foi marcado por viagens, desde quando ele ainda era um perseguidor, durante seu ministério como pregador, e até durante seus anos de prisão e finalmente sua morte como um mártir.

Ler esses relatos na Bíblia sem olhar e estudar um mapa é como aprender sobre a natureza num ambiente fechado sem ilustração alguma, não faz sentido. A informação não fixa na mente, os fatos são mencionados, mas detalhes ficam vagos para nós e não conseguimos assimilar. Somos aconselhados a usar ilustrações simples para estudar a Bíblia, para melhor fixar na mente seus ensinamentos.

“O uso de comparações, quadros-negros, mapas e gravuras, será de auxílio na explicação destas lições e na fixação das mesmas na memória. Pais e professores devem constantemente procurar métodos aperfeiçoados. O ensino da Bíblia deve ter os nossos mais espontâneos pensamentos, nossos melhores métodos, e o nosso mais fervoroso esforço.” Educação, 186.

Nas histórias de Paulo, podemos ensinar para os alunos toda a geografia ao redor do mar mediterrâneo. Seguindo os relatos de Atos 13 a 28 acompanhamos suas quatro viagens missionárias, os vários pontos onde ele parou, as pessoas que conheceu e as que o acompanhavam nas viagens e as igrejas que iniciou. Conhecemos também um pouco da cultura dos locais onde parou, dos costumes e da religião dos diferentes povos, tudo isso é geografia.

Ao conhecer cada região, podemos também fazer uma comparação com o mapa atual e aprender muito. Que países não existiam naquela época? Que países e cidades são mais antigas que já existiam na época de Pauloe mantém o mesmo nome hoje em dia?

Para fazer isso de modo mais interessante, ano passado desenhamos um mapa da região do Mar Mediterrâneo e conforme estudávamos as viagens na lição da escola sabatina dos adolescentes, traçamos o roteiro de cada viagem. Este ano usamos o mesmo mapa na classe dos primários, acrescentando um barquinho de papel e personagens que tiramos daqui para mostrar para as crianças menores de maneira ainda mais interativa as pessoas que faziam parte da história. Você pode usar um mapa comprado, mas o processo de desenhar, pintar e escrever o nome dos países é o que mais ajudar a fixá-los na memória.

Até mesmo para mim, professora, que já tinha lido esses relatos no passado, o estudo deste modo nunca ficou tão marcado em minha memória como desta vez quando utilizei os mapas para ensinar. Você deseja que o estudo da Bíblia seja memorável para seus filhos e seus alunos? Então siga esses conselhos e métodos simples que foram orientados por Deus e isso acontecerá.

Estudando a Natureza em 2019

Você sabia que existe ouro no espaço? Que o Mar Vermelho não é vermelho? Que existem algas com 50 metros de comprimento? Essas e centenas de outras coisas interessantes sobre a natureza você poderá aprender em 2019 lendo diariamente a inspiração juvenil “Natureza Viva”, escrita pelo pastor Francisco Lemos.

Além de você levar seu filho a valorizar e desvendar esses grandes mistérios do livro da Natureza, você estará ensinando a ele sobre Deus, pois a natureza é uma das maneiras mais visuais através das quais Deus se revela a nós. As lições da natureza são inesquecíveis, pois elas estão sempre diante de nós.

Além de trazer trezentos e sessenta e cinco lições da natureza, este livro traz um índice geral por assuntos. Neste índice você encontrar os nomes dos diferentes animais, vegetais, mineriais que estará estudando durante o ano, bem como a página onde o texto se encontra.

Minha sugestão para você é que você não apenas leia o texto, mas aproveite e faça uma pesquisa, procure encontrar fotos ou vídeos na internet. Motive seu filho para que ele cada vez tenha mais vontade de aprender sobre o grande livro da Natureza.

Você que aprender a valorizar a natureza e então adquira a inspiração juvenil de 2019. Não deixe de lê-la e aprender mais sobre o caráter de Deus!

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Atividade para o mês do Natal

Você gostaria de aproveitar a época do Natal para ajudar seu filho a entender melhor o amor de Deus? Sugerimos um pequeno estudo que pode ser feitos no mês de dezembro nos dias que antecedem o Natal. Com pequenos versos bíblicos, tire lições espirituais dos diferentes temas que são encontrados no Natal e assim seu filho está aprendendo a tirar lições das experiências da vida, bem como mantendo o fóco em Jesus durante este mês quando tantas coisas tenta tirar o fóco de Jesus.

Clique aqui para conhecer e imprimir os cartões e ler as instruções da atividade de Natal.

Princípios de Educação Baseados na Vida de Jesus – Parte 2

Enquanto aqui nesse mundo Jesus educou os discípulos para continuarem a Sua obra após a Sua ascensão e desfrutarem de uma vida eterna por vir ao Seu lado. Não é esse o nosso desejo também? Que nossos filhos continuem nos caminhos de Deus e levem adiante a obra do nosso Pai e que alcancem muito além do que alcançamos?Que desfrutem de uma eternidade ao nosso lado e ao lado de nosso Salvador? Essas informações foram tiradas baseadas no estudo do livro: O Desejado de Todas as Nações (DTN). Que seja como benção para sua vida assim como está sendo para a minha. Na primeira parte falei sobre 16 princípios, portanto vou continuar com o número 17.

17. Atender ao chamado dos filhos por ajuda imediatamente sempre que seja para ajudá-los a livrar do pecado e a viver uma vida santa.

DTN, p. 266 – “Jesus curou o leproso imediatamente ilustrando Sua obra em libertar a alma do pecado… Em alguns casos de cura Jesus não concedeu imediatamente a benção buscada…Quando pedimos bençãos terrestres, a resposta pode ser retardada, ou Deus nos dê outra coisa que não aquilo que pedimos; não assim porém, quando pedimos livramento do pecado. É Sua vontade limpar-nos dele, tornar-nos Seus filhos e habitar-nos a viver uma vida santa.”

18. Se meus filhos pedem algo que está de acordo com a vontade do Pai Celestial devo atendê-los. João 5: 14,15

19. Trazer ânimo e conforto aos filhos. (DTN, p. 268)
Jesus era a única esperança e auxílio para o paralítico que foi descido pelo teto. Jesus lhe conforta com as palavras:”Filho, tem bom ânimo; perdoamos são os teus pecados”

20. Aceitar as gentilezas oferecidas pelos filhos. (DTN, p. 274)
Jesus aceitou a gentileza de Levi Mateus em lhe oferecer uma festa.

21. Rejeitar as distinções exteriores.
Jesus não se deixava influenciar por questão política ou distinção exterior.

22. Quando os filhos forem questionados em uma situação desconfortável posso responder à frentes deles. (DTN, p. 275)
Quando os fariseus perguntaram aos discípulos: “Porque vosso Mestre come com os publicanos e pecadores?” Jesus não esperou que os discípulos respondessem a acusação, mas Ele mesmo disse: ” Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes…”

23. Usar menos palavras e mais atitudes. (DTN, p. 88)
A vida de Jesus quando menino condenava o mal. Raramente censurava qualquer mal procedimento dos irmãos, mas tinha uma palavra de Deus para lhes dirigir.

24. Colocar a vontade de Deus acima das expectativas do mundo (família e amigos) (DTN, p. 284)
Embora os rabis o seguissem com impiedosa hostilidade, Ele nem sequer parecia conformar-Se com o que requeriam, mas ia avante guardando o Sábado segundo a lei divina.

25. Se os filhos forem “acusados” por agirem diferente do costume posso defendê-los com a palavra de Deus. (DTN, p. 284)
Quando os discípulos foram acusados Jesus citou aos acusadores exemplos do Velho Testamento.

26. Estar o maior tempo possível em contato com a natureza e aproveitar essas oportunidades para falar com os filhos. (DTN, p. 290)
Jesus falou com as seguintes pessoas enquanto estavam na natureza:
*Abraão sob os carvalhais do Manre
*Isaque quando saía a orar no campo à tarde
*Jacó nas colinas de Betel
*Moises nas montanhas de Midiã
*Davi quando apascentava os rebanhos

27. Buscar conhecer o caráter dos filhos. (DTN, p. 291)
O Salvador conhecia o caráter dos homens que escolhera.

28. Dedicar tempo em oração especialmente pelos filhos.
Sabendo dos perigos que os discípulos enfrentariam Jesus foi então a orar sozinho sobre a montanha junto ao mar da Galiléia a noite inteira.

29. Rogar a Deus por ternura e longanimidade. (DTN, p. 295)
Quando João viu dia a dia a ternura e longanimidade de Jesus em contraste com seu próprio espírito violento aprendeu lições de humildade e paciência.

30. Rogar a Deus por Paciência.
Jesus lidou pacientemente com a incredulidade de Filipe.

31. Não se afastar quando os filhos eram.
O Salvador não se afastava dos discípulos por causa de suas fraquezas e erros. Contemplando a Cristo, transformaram-se no caráter.

32. Não atacar os erros, mas vez disso, apresentar algo melhor. (DTN, p. 299)
No Sermão do Monte, Jesus procurou desfazer a obra da falsa educação… ensinou-lhes alguma coisa infinitamente melhor do que conheciam

33. Ter palavras de advertência, súplica e animação aos filhos. (DTN, p. 298)
Cristo… com palavras de advertência, súplica e animação buscava erguer a todos quantos iam ter com Ele.

34. Ter SEMPRE bom ânimo. (DTN, p. 330)
Entre as maiores oposições e o mais cruel tratamento, ainda Ele estava de bom ânimo.
É o amor por si mesmo que traz desassossego. Quando somos nascidos de cima, encontrar-se-á em nós o mesmo espírito que havia em Jesus. Ver promessas de Ex.33:14 e Jeremias 6:16

35. Não ter medo, mas estar SEMPRE em paz dependendo e confiando no poder do Pai. (DTN, p. 336-337)
* Quando Jesus foi despertado para enfrentar a tempestade estava em perfeita paz… confiava no poder de Seu Pai.
* Quando os dois homens loucos vieram atacar, Jesus não fugiu em
presença desses demônios.

36. Quando a vontade dos filhos não pode ser atendida no tempo deles, mostrar que a espera é compensadora. (DTN, p. 347)
Jairo teve que esperar para receber o que desejava, mais foi compensador.

37. Conservar sempre firme na memória todos os dons e bênçãos recebidos.
Jesus desejava que a mulher que tinha sido curada da doença de 12 anos reconhecesse a benção recebida.

38. Dar instruções diárias (DTN, p. 349)
Jesus dava aos apóstolos instruções diárias.

Irmãos e irmãs queridos, como escrevi anteriormente não é uma lista para acharmos que poderemos ir seguindo…Só conseguiremos agir como Jesus agiu se estivermos submissos á vontade do Pai como Ele estava e dependentes de Jesus todo o tempo. Todo o Céu está a nossa disposição para nos ajudar! Vamos utilizar esse presente! Somos os ramos. Vamos deixar a videira produzir em nos doces frutos?

Angélica Gomide

Como Ensinar Seu Filho a Ler, Amar e Memorizar a Bíblia

Lendo o capítulo 13 do livro “Educação” de Ellen G White, intitulado “Cultura Mental e Espiritual”, me maravilho de pensar que o Senhor deixou à nossa disposição o mais poderoso instrumento no universo – Sua Palavra! Poderosa suficiente para criar o mundo o sol e as estrelas. Poderosa para criar em nos um novo coração e recriar em nós a Sua imagem-redenção (Ed.125.2) para dar poder intelectual, mais que TODOS os outros livros reunidos (124.2).

Sabendo disso, queria que meus filhos conhecessem e amassem a Bíblia e a guardassem na memória e no coração. E aqui compartilho com vocês algumas das coisas que fiz para conseguir isso:

1- Culto Pessoal Diário: Como meus filhos tem 4 anos e meio de diferença, por muito tempo suas lições de escola sabatina eram diferentes o estágio de desenvolvimento tb. Por isso fazia o culto de cada um separadamente. Como disse antes, quando eram pequenos usava seus brinquedos para recriar as histórias enquanto contava. Da mesma maneira que eles recriam a vida diária através das brincadeiras de casinha ou carrinho. A Sra. White foi numa escolinha adventista uma vez e viu as crianças fazendo bichinhos de barro para trabalhar a história de Noé e aprovou o método. E no decorrer da história ia fazendo a aplicação de acordo com aspectos que precisavam ser trabalhados nas crianças. O fato de a mesma história ser contada a semana inteira no rol do berço ajudava a guardar na memória e associar os brinquedos com as histórias. Até hoje eles comentam do quanto gostavam disso. (Eles não viam a hora de começar o culto e não queriam acabar mesmo que demorasse uma hora!).

2- Partilhar meu gosto pela Bíblia e ajudá-los a aplicar durante o dia: Durante a primeira refeição e através do dia, eu sempre comentava com entusiasmo coisas que eu tinha aprendido na Bíblia durante meu estudo pessoal. Eu queria que eles soubessem que eu estudo a Bíblia, que estou sempre aprendendo coisas novas e que essas coisas eu tento aplicar na minha vida. Durante o dia, quando surgia a necessidade ou ocasião, eu relembrava a como o fulano da história deles tinha esperado pacientemente (ou o que fosse), para ajudá-los a aplicar também.

3- Memorização: Memorizávamos os versos áureos da semana, mas eu sempre me lembrava de como os judeus decoravam livros inteiros.

Um dia ouvi o testemunho do capelão do senado americano que era adventista. Ele contou que quando pequeno sua mãe lhe dava alguns centavos por cada verso que memorizava. Ele escolhia os menores para ganhar mais dinheiro. Mas com o tempo ele criou gosto pela coisa e Deus lhe trazia a memória os versos aprendidos quando ele mais precisava. Agora ele sabia de memória uma quantidade enorme da Bíblia.

Eu sempre fui contra ‘pagar’ para as crianças fazerem o que devem. Mas fiquei tão impressionada com o quanto ele sabia e quão fácil lhe vinha à memória que decidi tentar. Meu filho devia ter uns 4 ou 5 anos e lhe propus fazer o mesmo. Ele tinha ouvido a história do pastor e disse que queria fazer o mesmo, mas que eu não precisava pagar porque era isso que ele devia fazer mesmo. Fiquei feliz, mas resolvi dar-lhe assim mesmo $0.25 por verso isolado e $0.50 por verso se decorasse um capítulo inteiro. Ele tinha que recitar no final da semana que era para não ser só memória de curto prazo. Ele certamente não estava interessado no dinheiro, tanto que se propôs do começo dar os primeiros $100 como oferta a Deus. Mesmo assim eu percebi que o dinheiro era uma motivação para memorizar mais e mais versos. Ele memorizou capítulos e mais capítulos do novo testamento. Com o tempo a história de pagar desapareceu, mas ele continua memorizando. Hoje seu arquivo mental o ajuda a checar o que ouve com versos específicos que confirmam o que está sendo dito ou revelam discrepâncias. É gostoso de ver como o Espírito lhe traz á memória bem o que é preciso.

Minha filha já gostava do dinheiro, mas não funcionou para incentiva-la a memorizar. Com ela eu deixei de lado e só coloquei como parte do culto memorizar um verso por dia. Não sei se foi o exemplo do irmão ou se ou minha atitude de que era o normal e parte da rotina diária, mas funcionou muito bem. O que ela gostava muito era ouvir o pastor mencionar um verso e poder falar baixinho de cor junto com ele. Amava quando ouvia um verso que sabia! No ano passado uma jovem disse que um grupo estava decorando o livro de Filipenses, e ela se juntou a eles. Esse ano se juntou a um grupo maior de jovens do GYC que estão decorando Lucas e outro livro. Para ela só saber que está fazendo com um grupo é o maior incentivo.

Cada criança e cada família e diferente e precisamos estudar e nos adaptar para ver como funciona melhor para cada um. Não sei, se eu voltasse para trás, se faria do mesmo jeito, mas na época acredito que Deus me dirigiu por esse caminho e foi uma benção que eu queria compartilhar com vocês. A memória da criança e muito boa e aumenta com o uso. Decorando a Bíblia desenvolve esse potencial que torna todos os outros estudos muito mais fácil, ao mesmo tempo em que cria um banco de dados para checar todas as demais ideias e informações.”

Abraço,

Silvia Martins

Como Alcançar o Coração do Seu Filho

Quando seu filho comete um erro ou briga com o irmão, você sempre sabe como lidar com a situação de maneira pacífica e diplomática? Ou você fica desesperado, frustrado sem saber o que fazer, ou sem saber como lidar com a situação?

Em uma entrevista concedida ao seminário Raising Kids for Heaven da TV Amazing Facts, a educadora norte americana Cinda Osterman compartilha excelentes dicas para ajudar os pais a lidarem com seus filhos nesses momentos difíceis quando surgem problemas e alguma forma de disciplina é necessária.

Baseado no texto de Mat. 12:34 “…A boca fala do que está cheio o coração” Cinda cria uma pequena sequência de ações que podem nos ajudar a dialogar com nossos filhos quando eles precisam de correção.

Ela diz que para aprender a lidar com problemas com os filhos precisamos aprender a olhar o coração da criança e não apenas a ação errada que comete. Isto é, a disciplina não deve ser baseada na ação, mas no coração. Para ilustrar o conceito ela dá o exemplo de como lidar com dois irmão que estão brigando.

Passo 1: Verificar os sentimentos:

Ao conversar com a criança pergunte o que ela está sentido

Passo 2: Verificar os pensamentos:

Perguntar que tipo de pensamentos a criança está tendo no momento. (Ela normalmente falará de quão magoada está com o irmão)

Pergunte: Qual é o destino do coração que sente assim? (Morte eterna)

É isso que você realmente quer? (Não, eu quero a vida eterna)

O que precisamos fazer então? (Pedir a Deus um transplante de coração, um novo coração)

Passo 3: Orar pedindo um novo coração:

Faça oração e peça para Deus mudar o coração.

Passo 4: Se o sentimento da criança não mudar. Continue…

Peça para a criança falar algo que gosta no irmão/irmã

Peça para falar outra coisa, até que o coração mude.

Passo 5: Quando o sentimento mudar pergunte o que pode fazer para mostrar essa mudança do coração.

Passo 6: Aplicar uma consequência que desenvolva o traço de caráter contrário (positivo). 

No caso de indelicadeza – escreva uma carta de amor. Crianças menores podem fazer um desenho mostrando seu amor ao irmão, ou um ato de bondade.

Dica: Quando um irmão estiver culpando o outro e vice-versa, converse separadamente com cada um até entregarem o coração.

Relembrando: Verifique primeiro os SENTIMENTOS, depois os PENSAMENTOS e peça um NOVO CORAÇÃO.

Cinda Osterman, tirado do DVD Christian Parenting: Raising Kids for Heaven 

Como Tornar o Culto Prático para as Crianças

Eu comecei a fazer o culto pessoal em casa quando meu filhos começaram a olhar livrinhos, isto é, bem antes de 1 ano de idade. Eu achei uns livrinhos bíblicos com as páginas de papel duro que tinham aquelas janelas que a gente abre e tem algo interessante embaixo, tipo um bichinho na história de Noé ou coisa assim. Eles eram tão pequenos que nem conseguiam abrir a janelinha sozinhos, mesmo sendo feitas grossas para mãozinhas em treinamento.
Depois eu comecei a contar as histórias bíblicas da Escola Sabatina com objetos e isso prendia a atenção deles demais. Eles amavam e não só se lembravam da história mas quando viam o objeto ou brinquedo, começavam a brincar da história. A ideia é de que as coisas familiares lhes tragam à lembrança as coisa divinas e seus pensamentos assim estejam “habitando no Senhor”.
Nesse tempo para todo lugar que eu olhava, em casa ou quando saia, eu pensava: ‘Isto dá para usar nessa história, aquilo na outra.’ Era muito gostoso. Eles viam as coisas e lembravam das histórias enquanto eu olhava e via a possibilidade para uma história.
Como eu ajudava no rol do berço quando eles estavam lá, ficava ainda mais fácil, pois o que eu pensava podia usar na classe e continuar em casa ao mesmo tempo que o que o que fazia sucesso em casa eu levava para classe. Além disso, eles gostavam muito de organizar a sala e brincar com o que tinha lá ou alguma criança no caso de outra mãe ir ajudar.
A gente também entrava na história as vezes fazendo cabaninha pra contar a história lá dentro ou montando uma maquete da criação acrescentando as coisas criadas naquele dia. Por exemplo, no primeiro dia a gente fechava os olhos e tentava andar ou fazer as coisas com olhos fechados. Depois a gente trabalhava luz em seus muitos aspectos. Para os pequenos a relação de luz e cor é muito legal pois as cores são o reflexo da luz e daí dá pra fazer mistura de cores primárias para obter as secundárias e etc. Eu usava colorante artificial de comida (líquido). Eles gostavam dever a água ficar colorida e quando você acrescenta outra cor e vira uma terceira é uma festa. Mas eu sempre pergunto antes o que eles acham que vai acontecer que é para eles criarem hipóteses e se envolverem no processo, e mesmo depois de saberem o que acontece, o encanto não passa.
Dependendo da idade dá para trabalhar prisma que decompõe a luz branca fazendo com que vejamos as cores do arco íris. Nas bolhas de sabão também dá para ver as muitas cores quando a luz bate, e assim fazer bolhas de sabão lá fora passam a fazer parte do culto. Você também pode deixar a bolha de sabão para o segundo dia quando Deus criou o firmamento ou atmosfera com o ar que nos é vital. Encher bexigas, segurar a respiração para ver quanto tempo consegue ficar sem respirar, brincar com vento e cata-ventos, aprender que sem ar não existe o som, trabalhar sons diferentes, usar instrumentos de sopro ou apitos (alto e baixo dependendo da quantidade e força do ar), tudo isso demonstra o amor de Deus na criação e como tudo que nos faz bem e alegra vem dEle e que Ele fez tudo isso porque queria nos fazer felizes. Tudo que Ele faz e pra fazer os outros felizes e assim Ele quer que nos sejamos. Quer que estejamos sempre planejando e trabalhando em como fazer nossa família e os outros felizes. A ideia de serviço altruísta pode permear o dia, a semana e ser visitada frequente depois disso. Pode-se pôr em pratica separando roupas ou brinquedos pra dar, convidar alguém meio sozinho pra vir em casa no sábado ou mil outras ideias dependendo da idade.
No rol do berço onde se estuda a história por um mês inteiro, dá pra fazer as coisas práticas assim uma semana, a maquete na outra semana e como quiser na terceira.
Para a maquete eu usei um isopor grosso coberto com plástico azul. Acho que usei aqueles fininhos de cobrir comida. Pode ser sem cor também já que agua é incolor. É só amassar o plástico e colocar em cima. Tudo é água. Então como não tem muito o que fazer dá pra trabalhar com água (que estava lá desde o princípio) e água eles amam. Dá pra trabalhar sem forma e com forma e ir para redondo, quadrado e colocar as formas nos brinquedos de encaixe. Outro aspecto é vazio e cheio (a terra era sem forma e vazia.). Esvaziar e encher. O prato estava cheio e esvaziou mas a barriguinha estava vazia e encheu. Cheio é bom ou vazio é bom? O lixo é bom cheio ou vazio? Cheio de coisa boa ou coisa ruim? O que a gente vê e ouve vai enchendo a cabecinha assim como a comida enche a barriguinha.
Com isso dá para trabalhar contrários (antônimos). Vazio e cheio, grande e pequeno, encima e embaixo, gordo e magro (tudo isso eles fazem gestos ou procuram coisas para demonstrar), depois que entenderam dá para ir para silêncio e barulho, falar alto e baixo (quando devemos usar um e outro, e praticar durante o dia), ser obediente e desobediente, bondoso e maldoso e assim voltar para a parte espiritual. Quando a criança tiver uma atitude negativa durante o dia voltar para a brincadeira do contrário do culto -‘cara feia e cara bonita’. Você faz uma cara feia e bonita exagerada e normalmente eles caem na risada e a brincadeira continua e a situação fica menos estressante.
Continuando a construção da maquete, com a água vem a luz. Dá pra começar a história e depois ir para um lugar escuro ou debaixo de um cobertor onde esteja o isopor com plástico e acender a luz ou tirar o cobertor quando Deus fala ‘haja luz’.
Depois dá para adicionar nuvens de algodão ou enchimento de almofada penduradas (mostrar água evaporando na panela e como as roupas secam, é muito legal dependendo da idade); cobrir o isopor com terra ou areia (ou vela em pó para artesanato se tiver). Dá para cobrir com verde quando Deus faz a grama (ou colocar grama de verdade cortada), colher florzinha ou flor de artesanato, por galhinhos de árvore para fazer as árvores e pendurar frutos de massinha. Eu coloquei coisinhas brilhantes (pedrinhas coloridas de bordar em roupa) que era o ouro e pedras preciosas que estavam na superfície até o diluvio. E assim por diante. Adão e Eva eu fiz com prendedor (de roupa) vestindo roupa de papel celofane para representar a luz. Cada dia da criação dá para incluir lições ligadas aos oito remédios naturais também.
O culto assim conecta a história bíblica com a ciência, que é a lei de Deus na natureza, as aplicações práticas do dia a dia (esvaziar o prato ou a barriguinha), as lições espirituais e morais de forma prática – como fazer outros felizes e escolher o bem ou a obediência em vez do mal ou desobediência – é religião prática, aplicada. Eles amam e aprendem demais, tudo dentro do contexto bíblico. Eles sempre querem fazer o culto; o difícil e parar. E se você gastar muito tempo lembre-se que além de culto é parte da escola domiciliar, ajuda na disciplina e une o coração deles ao nosso numa atividade onde eles estão prontos para ouvir.
À noite eu usava livros que ajudavam a acalmar e levar para a cama. Eles podem não querer dormir mas se gostam de história a hora fica feliz. Depois dos livrinhos de papel cartão eu comecei com a série Meus Amigos da Bíblia que eles amaram tanto que meu filho começou a ler neles. Até hoje falam com carinho deles e se referem de vez em quando a detalhes das histórias.
Meu objetivo era que eles amassem o culto e que ele se tornasse parte natural do dia deles, bem como que aprendessem a tirar as lições práticas da teoria e teoria (ou lições espirituais) da vida prática e em tudo ver a mão de amor do nosso Deus.
Para nós funcionou. Sucesso para vocês!
Silvia Martins

Escola Sabatina e História: Tudo a ver!

Esta combinação pode soar estranha, mas por que não se a Biblia e a lição da escola sabatina contém histórias que aconteceram ao longo do tempo? Se desde cedo tudo que as crianças lerem na Bíblia for relacionado à história do mundo, ou se tudo que ouvirem da história for relacionado à Bíblia ficarão muito mais interessadas e acima de tudo, conseguirão ver as providências de Deus na vida do ser humano.

Como diz o livro Educação, p. 238: “Muito melhor é aprender, à luz da profecia de Deus, as causas que determinam o surgimento e queda de reinos… Estudem os jovens estes relatos e vejam como a verdadeira prosperidade das nações tem estado relacionada com a aceitação dos princípios divinos.”

Neste último trimestre em nossa igreja, resolvemos fazer uma experiência para ajustar este conselho com as necessidades reais da nossa classe de escola sabatina mista. Na igreja temos quatro crianças entre as idades de primários e adolescentes, então usamos a lição dos adolescentes (que segue uma ordem cronológica) como base do tema e para as crianças menores usamos o livro “Guerra no Céu – os Bons Vencem os Maus” de Ariane de Oliveira (Casa Publicadora Brasileira), cujos capítulos correspondiam ao assunto da lição.

Apesar de ser uma ideia diferente funcionou muito bem, pois este livro traz os temas do livro “O Grande Conflito” em linguagem infantil, e a lição dos adolescentes estava seguindo os temas do livro “Os Resgatados” que é a versão do Grande Conflito para adolescentes.

Neste trimestre em particular o assunto foi a história do povo de Deus desde a igreja primitiva até o início da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Para tornar o estudo mais interessante e ilustrado para os menores, fizemos uma linha do tempo (bem simples), mas onde a cada sábado um símbolo sobre o período da história era colado e também fotos dos reformadores e pioneiros mencionados na lição. Ainda por cima, conciliamos as sete igrejas do Apocalipse, pois se referem ao mesmo período da história.

As crianças já conheciam alguns detalhes que tinham ouvido dos pais e de livros escolares e o estudo foi muito enriquecedor para todos. Tivemos momentos de reflexão sobre o fato de estarmos vivendo nos últimos dias e termos que tomar decisões difíceis assim como os reformadores e pioneiros.

Os conselhos de Deus sobre o ensino de história combinado às profecias funcionam e pudemos provar seus benefícios em nossa classe de escola sabatina.