Controle do Tempo e o Vício da Mídia

Você tem dificuldade em organizar sua vida familiar, mas facilmente acompanha vários grupos nas redes sociais? Então, cuidado, você pode estar desenvolvendo o vício da mídia que poderá trazer sérias consequências para sua família. Isto não é, no entanto, razão para se desesperar, mas pedir a ajuda de Deus e decidir agir diferente.

Veja como um jovem pai reverteu o vício da mídia em sua vida dele apenas seguindo este sábio conselho deixado a nós à muito tempo atrás:

“Tanto quanto possível, é bom considerar o que deve ser realizado durante o dia. Fazei uma lista dos diferentes deveres que aguardam a vossa atenção e ponde de parte certo tempo para a realização de cada um deles. Faça-se tudo completamente e com correção e desenvoltura. Se vos tocar a sorte de fazer arrumação, então cuidai de que os quartos estejam bem arejados e a roupa de cama seja exposta ao sol. Marcai uma certa quantidade de minutos para fazer o trabalho, e não pareis para ler os jornais e livros em que os vossos olhos recaem, mas dizei a vós mesmos: “Não, só tenho tantos minutos para fazer o trabalho e devo realizar minha tarefa no tempo determinado.” (Orientação da Criança, p. 74).

O princípio que Ellen White está enfatizando no parágrafo acima é conhecido hoje como Timeboxing. O uso secular visa o aumento de produtividade e redução de custos em gestão de projetos e em gestão pessoal de tempo.

A gestão tradicional de tarefas estabelece o resultado como uma constante e o tempo torna-se a variável. O que EW propõe é o oposto: fixar o tempo e entregar o resultado dentro do tempo determinado.

Isso é algo antinatural. O que fazemos naturalmente é utilizar todo o tempo que temos para desempenhar uma tarefa. Quanto mais tempo tivermos, mais tempo tendemos a gastar na tarefa, em geral por dois erros: indolência e perfeccionismo. Ou somos lentos, ou tendemos a melhorar algo que já está pronto (ou os dois).

Considerando que “O valor do tempo supera toda computação” (PJ, 182) faz todo o sentido essa inversão, proposta por EW. Devemos olhar o tempo como o recurso mais valioso e limitado, e então alocá-lo racionalmente.

“Os pais devem ensinar a seus filhos o valor e o bom uso do tempo. Ensinai-lhes que é digno esforçar-se para fazer algo que honre a Deus e abençoe a humanidade. Mesmo na infância podem ser missionários para Deus.” (Parábolas de Jesus, 184).

Foi isso que me ajudou e continua me ajudando a vencer meu vício. Compreendo que não é algo simples, na verdade é um trabalho para a vida toda. Quando eu comecei a perceber o valor do tempo as coisas mudaram na minha vida. Eu sou capaz de identificar um mal caminho logo no início e pelo auxílio divino tenho vencido minha inclinação. A verdade é que hoje vejo com tristeza como é generalizado esse grande mal. Minha opinião, portanto, é de que esses princípios, se ensinados aos filhos, serão uma salvaguarda.

Sugiro que você leia a respeito de timeboxing, submetendo tudo aos princípios divinos e aplicando na vida prática. Quando as crianças também entenderem que podem ser mais produtivas em menos tempo, ficarão mais felizes por alcançar seus objetivos úteis, tudo dentro de um plano racional, sem serem levadas por anúncios ou mensagens distrativas:

“Marcai uma certa quantidade de minutos para fazer o trabalho, e não pareis para (…) [ver os vídeos sugeridos e anúncios] em que os vossos olhos recaem, mas dizei a vós mesmos: “Não, só tenho tantos minutos para fazer o trabalho e devo realizar minha tarefa no tempo determinado.” (Orientação da Criança, p 74).

Talvez uma das principais razões pelas quais muitas pessoas acabam se viciando em mídia, é por que precisam de um escape das pressões da vida. Não tem nada de errado em desejar tirar um tempo para relaxar e descansar. Isto não é apenas normal como necessário, mas para fazermos isto de modo que será um benefício e não um malefício, precisamos também saber escolher as atividades que faremos. E como podemos escolher sabiamente? A resposta está em outra pergunta feita por este jovem pai, e na compreensão da diferença entre atividades que promovem recreação e diversão.

A pergunta essencial é: me sinto mais disposto e com vontade de ler a Bíblia depois de terminar minha atividade?

“Há diferença entre recreação e divertimento. A recreação, na verdadeira acepção do termo — recriação — tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida. O divertimento, por outro lado, é procurado com o fim de proporcionar prazer, e é muitas vezes levado ao excesso; absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira se revela um estorvo ao verdadeiro êxito da vida.” (Educação, p. 207).

RECREAÇÃO

DIVERTIMENTO

Objetivo

Afastar “de nossos cuidados e ocupações usuais”

“procurado com o fim de proporcionar prazer”

Energia

“proporciona descanso ao espírito e ao corpo”

“muitas vezes levado ao excesso”

Trabalho

“habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida”

“absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil”

Resultado

“tende a fortalecer e construir”

“um estorvo ao verdadeiro êxito da vida”

Que Deus nos ajude a controlar nosso tempo de modo saudável evitando desenvolver vícios negativos e que Ele também nos ajude a saber como escolher atividades recreativas saudáveis.

Texto: Rafael Cruz / Comentários: Rute Bazan

Quando foi que elas cresceram?

Talvez aconteceu enquanto dormíamos, ou enquanto não estávamos olhando, mas aconteceu muito rápido, muito mais rápido do que a gente esperava. Parece que foi ontem que elas nasceram, parece que foi ontem que eram duas menininhas totalmente dependentes do papai e da mamãe. Não sei bem como foi, mas cresceram rápido demais, rápido demais para a gente lembrar de cada detalhe que aconteceu, mas devagar o suficiente para encher nosso coração de momentos especiais e lembranças que nos dizem que valeu à pena. Valeu a pena ficar em casa, desligar o celular, rejeitar compromissos, viver longe de distrações, e educar 24 horas por dia.

Valeu a pena estar por perto, para conhecer suas qualidades e os defeitos, que espelham as nossas qualidades e defeitos. Valeu a pena ter tempo para mostrar o amor de Deus nos pequenos detalhes da natureza, ensinar que a Bíblia não é um livro velho na prateleira, mas a Palavra viva de Deus relevante para a vida de duas adolescentes no século 21. Valeu a pena ensinar que Ele é o melhor amigo, o único que as ama incondicionalmente e estará sempre ao lado delas.

Esses dias, a maior foi para sua primeira escola missionária por um mês e a menor se tornou adolescente. A ideia de não termos mais “criança” em casa nos assusta um pouquinho, apesar de que ser criança não depende da carteira de identidade, mas do coração, e sendo assim todos podemos escolher continuar na infância de escolher ser feliz todo dia, de valorizar pequenas coisas e de aprender com tudo e todos.

E a adolescência, ao contrário do que muitos dizem, também é uma delícia! É uma delícia quando sabemos que ainda somos seus melhores amigos, quando sabemos que é para nós que elas correm para pedir conselhos, que é conosco que elas compartilham medos e sonhos, e é em nosso ombro que elas choram quando nada parece fazer sentido. É uma delícia, as vezes, conversar até tarde da noite e acordar mais cansados pela manhã, mas com o coração cheio de alegria, porque ainda somos seus confidentes.

A adolescência é quando tudo aquilo que ensinamos até aqui vêm à tona, tanto os acertos como os desacertos. E o que fazemos com eles? Celebramos os acertos, reconhecendo que acima de nós Deus estava ali ensinando e guiando. E quando aos desacertos? Continuamos lutando, confiando e suplicando sabedoria sabendo que o mesmo Deus guio os acertos pode corrigir os desacertos.

Nosso coração dói de saudade, dos tempos que jamais voltarão, mas exulta de alegria de ver que vale a pena ser pais, fracos e falhos, mas realizados sob a direção do Pai do céu.

Lições da Horta para o Pais

Muitos pais quando começam a estudar os princípios educacionais divinos tem uma certa dificuldade em saber como tirar lições espirituais da natureza. Quando você cultiva o solo, no momento em que você está ali trabalhando, essas lições quase que fluem naturalmente, se você dirigir seus pensamentos a Deus. Deus deseja nos ensinar, e ao estarmos na situação ideal, e lhe pedirmos Eles sempre nos responde. Tenho experimentado isso cada vez que vou trabalhar na horta. Mais do que estar ali para dar uma oportunidade para minhas filhas aprenderem da natureza, estou ali para que Deus me ensine também. No livro Educação, p. 79 lemos:

“E para os mais velhos, que necessitam continuamente desta silenciosa lembrança das coisas espirituais e eternas, as lições tiradas da Natureza não serão uma fonte inferior de prazer e instrução. Como os moradores do Éden aprendiam nas páginas da Natureza, como Moisés discernia os traços da escrita de Deus nas planícies e montanhas da Arábia, e o menino Jesus nas colinas de Nazaré, assim poderão os filhos de hoje aprender acerca dEle. O invisível acha-se ilustrado pelo visível. Sobre todas as coisas na Terra, desde a árvore mais altaneira da floresta até ao líquen que se apega ao rochedo, desde o oceano ilimitado até a mais tênue concha na praia, poderão eles contemplar a imagem e inscrição de Deus.”

Recentemente iniciamos um projeto na horta em família, e me lembro que no primeiro dia, passamos a maior parte do tempo simplesmente limpando os canteiros. Estávamos trabalhando em uma horta que já havia sido cultivada, a terra estava preparada, mas após o inverno haviam muitas ervas daninhas secas, raízes velhas e restos de plantas que tinham sido cultivadas. Nosso primeiro trabalho, então, foi limpar os canteiros. Ao começar o trabalho veio à minha mente o trabalho que nós pais fazemos com nossos filhos.

Antes de podermos trabalhar no canteiro do coração deles precisamos remover as coisas indesejáveis da vida. Precisamos parar e pensar “que fontes (influências) tem alimentado pensamentos errados na mente deles?”, algo que está vindo pela mídia, contato com amigos que os influenciam para o mal, ou quem sabe estão tendo muito tempo ocioso e o inimigo os tem tentado para o mal?

Quando decidimos educar nossos filhos para o bem, todas as influências do mal precisam ser removidas primeiro. Não podemos cultivar novas plantinhas em um terreno sujo, precisamos limpá-lo primeiro.

Aprendi também uma segunda lição após limparmos os canteiros. O solo já estava bem afofado e pronto para o plantio, mas notamos que antes mesmo de plantarmos as sementes, as raízes das ervas daninhas que estavam adormecidas no inverno tinham acordado e já estavam brotando.

Ao arrancá-las percebi que algumas delas tinham raízes muito longas e profundas. Um tipo específico de erva daninha comum que encontrei tinha raízes de mais de meio metro de comprimento. Eu tinha que ir cavando em volta e puxando até chegar no fim da raiz, porque se deixasse um pouquinho da raiz ali ela brotaria novamente. Mais uma vez Deus trouxe lições espirituais à minha mente.

Muitos de nós, como foi o meu caso, conhecemos os princípios da verdadeira educação depois que nossos filhos já tinham uma certa idade, “espiritualmente falando” isto quer dizer que não tivemos a oportunidade de preparar o solo jardim do coração deles desde o início. Durante os primeiros anos então, muitas influências negativas “ervas daninhas” foram plantadas ali sem que percebêssemos e agora temos que lidar com esses resultados, e como podemos eliminá-las? A única forma de se eliminar uma erva daninha é cavar bem fundo para retirá-la completamente sem deixar nenhum pedacinho da raiz.

Deus trouxe à minha mente um ocasião quando uma das minha filhas, por volta dos 4 anos de idade, começou a apresentar um comportamento negativo. Na hora das refeições ela não conseguia ficar sentada à mesa. Ela comia uma pouquinho, e saia da cadeira e começava a andar em volta da mesa. Eu a chamava e ela voltava, comia mais um pouquinho e saia novamente, dava uma voltinha e simplesmente não conseguia ficar sentada. Lutei com este comportamento por vários meses. Conversava com ela, ameaçava, mas sem resultado. Um dia até fiz uma brincadeira sobre isso. Peguei uma fita bem bonita e falei que ela era um presente e que eu ia amarrá-la na cadeira e que ela não podia sair até o final da refeição. Ela riu e gostou da ideia, mas em pouco tempo a fita já não funcionava.

Um dia, muito frustrada perguntei para ela: “Por que você sai da cadeira toda hora?”, ela olhou para mim rindo e disse: “Porque eu sou Hellen Keller”. “Como assim?” Eu perguntei sem entender. Ela continuou rindo correndo ao redor da mesa e me disse: “Lembra do filme da Hellen Keller? Ela fica andando em volta da mesa.” Imediatamente entendi. Naquela época tínhamos um desenho animado que contava a história de Hellen Keller, e em uma das cenas aparecia Hellen ainda menina, andando em volta da mesa mexendo nos pratos dos demais, pois seus pais ainda não sabia como educá-la após a cegueira e ela estava literalmente crescendo como uma “erva-daninha” sem controle algum.

Naquele dia, tive um conversa com minha filha, explicando que ela não era Hellen Keller, explicando também que assim como era errado Hellen sair da mesa na hora das refeições também era errado para ela, e que que assim como Hellen aprendeu depois a se comportar corretamente ela também precisava aprender. Aquele foi o fim do problema. Algo tão simples como perguntar porque ela estava agindo daquele modo e explicar porque não devia, foi o suficiente para solucionar um problema que estávamos tendo à meses.

Essa experiência me ajudou a entender a importância de sempre chegarmos à raiz do mal ao lidarmos com algum problemas com nossos filhos. Com certeza, a solução nem sempre vai ser algo simples como uma pergunta, Talvez precisaremos conversar com eles, observar as influências e retirá-las e até poderemos descobrir que a raiz do mal tenham vindo do nosso próprio mau exemplo no passado.

Muitas vezes, na pressa do dia a dia, não queremos parar nossas responsabilidades para resolver certos problemas, aplicamos uma consequência rápida e achamos que é o que basta. As vezes o problema aparece novamente, aplicamos a consequência mais uma vez e no fim, acaba nunca sendo resolvido. Não tomamos tempo para cavar bem, e tirar todos os pedacinhos de raízes do mal que possa existir ali. O ditado “a pressa é inimiga da perfeição” se encaixa muito bem na questão do cultivo do jardim o coração dos nossos filhos. Precisamos nos dedicar mais a solucionar os problemas pequenos antes que eles se tornam grandes.

Somos muito tentados a ver comportamentos ou hábitos negativos e pensar que no futuro serão resolvidos, mas a verdade é que no futuro só aumentarão de tamanho, e se transformarão num arbusto ou árvore muito mais difícil de ser arrancada, ou também poderão se espalhar e produzir muitas outras ervas daninhas e o trabalho se tornará muito mais difícil.

Deus que é o Mestre Jardineiro do nosso coração que nos ensinar inúmeras lições que nos ajudarão como pais jardineiros no cultivo do solo do coração dos nossos filhos, tudo que precisamos fazer é tomar tempo para estar em contato com o livro que nos ensina essas lições, a natureza.

Abraço, Rute Bazan

Brincar… de quê?

Brincar é algo natural que faz parte da vida das crianças. Você já parou para pensar em como as crianças deveriam brincar dentro do plano divino de educação? Veja alguns conselhos interessantes que temos:

“As criancinhas deve-se permitir correr e brincar fora de casa, desfrutando o ar fresco e puro, e a vivificante luz solar. Estabeleça-se no começo da vida o fundamento de uma forte constituição física.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 60.

Não se deve permitir que as crianças pensem que tudo na casa são brinquedos seus, para fazerem com tudo como lhes apraz. Deve ser ministrada instrução neste sentido, mesmo às crianças menores… Não deis às crianças brinquedos que facilmente se quebrem. Fazer isto corresponde a dar lições de destruição. Tenham elas alguns brinquedos, e que sejam fortes e duráveis. Tais sugestões, por pequenas que possam parecer, muito significam na educação da criança.

As mães devem guardar-se de educar os pequenos de maneira a se tornarem dependentes, e absorvidos consigo mesmos. Nunca os leveis a cuidar que são o centro, e que tudo o mais deve girar em torno deles. Alguns pais dedicam demasiado tempo e atenção para distrair os filhos, mas estes devem ser acostumados a se divertirem a si próprios, a exercer seu próprio engenho e habilidade. Assim aprenderão a estar satisfeitos com prazeres simples….

Com o encargo de muitos cuidados, pode a mãe algumas vezes achar que não terá tempo para instruir pacientemente seus pequeninos, e proporcionar-lhes amor e simpatia…. Concedei algumas de vossas horas de lazer aos filhos; associai- vos com eles no trabalho e nos esportes, e ganhai-lhes a confiança. Cultivai-lhes a amizade.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 106, 107.

Alguns pais estudaram estes princípios e resolveram coletar ideias de brinquedos construtivos interessantes com os quais as crianças podem brincar, mas também aprender. Veja o resultado: 

Imitando a Vida*

Kit limpeza (mini vassoura, rodo e pá)

Kit cozinha (panelinha, fogãozinho, pratos, talheres)

Kit de ferramentas

Kit médico (com estetoscópio, termômetro, etc.)

Kit fazendinha

Kit jardim (pá, enxada, carrinho de mão, rastelo)

Máquina de costura infantil

Ferro de passar

Boneca bebê (roupas, mamadeira, banheira, etc.)

Carrinho de boneca

* Esses brinquedos se forem feitos com sucata ficam mais divertidos ainda.

Natureza:

Coleção Rochas/Pedras preciosas, folhas, conchas

Lupa

Microscópio

Telescópio

Animais de plástico (fazendinha, floresta, marinhos, aves, etc.)

Kits de jardinagem

Kits de explorador ou “sobrevivência”

Barraca

Lanterna

Cantil

Bússola

Coord. Motora Grossa:

Bicicleta

Motoca

Patinete

Bola

Raquete e bolinha

Pula corda

Bambolê

Coord. Motora Fina:

Lego

Bloquinhos de madeira

Quebra-cabeças educativos (cenas da natureza, corpo humano, sinais do trânsito, alfabeto, mapas, etc.)

Massa de modelar

Música:

Instrumentos musicais de brinquedo (ou reais)

Fazer instrumentos com sucatas

Ouvir CDs de boa música

Paradidáticos:

Tapete de borracha com letras do alfabeto ou números

Outros brinquedos que ensinem: números, cores, tamanhos, formas geométricas, profissões, etc.

Amarelinha de borracha

Globo e mapas

Material dourado (matemática)

Dicas para Memorização da Bíblia

A infância é uma ótima idade para começar a memorização da Bíblia. Com certeza você precisa usar este momento com propósito! Lembre-se do contexto do grande conflito que vivemos. Claro que o inimigo não vai deixar ser tarefa fácil, mas temos Jesus Cristo ao nosso lado. Ele nunca perde uma batalha! Porém, temos que usar nossos esforços de uma forma agradável e intencional.

Quando meus filhos era dessa idade eu praticava bastante esse costume e eles não esqueceram mais! Está fixado! Eu usei métodos diferentes. Aqui algumas dicas:

Além dos versos cantados, que é uma das formas favoritas e eficientes para crianças, você também pode colocar em sua rotina falar versos. Não apenas como uma “tarefa” para seus filhos, mas como algo agradável para toda a família. Alguns exemplos:

1. Após o culto em família falar um verso todo o dia. (Fique no mesmo verso até que TODOS consigam falar espontaneamente. Pode demorar o tanto que quiser. (1 Semana, 1 mês)

2. Após a oração para as refeições. Como tomamos de 2 ou 3 refeições juntos em família temos a oportunidade de falar o verso cada vez! Quando usei esse método imprimi com antecedência os versos e deixei ao lado dos pratos e toda a refeição falávamos. As crianças achavam o máximo e quando esquecíamos elas mesmas lembravam. Para essa ocasião gosto de usar versos que dão graças a Deus pelo dom da saúde e do alimento como salmo 103. (aos poucos). Falar uma vez só, pois todos estão com fome.

Se a criança não sabe ler, você pode fazer ou colar desenhos que os levem a pensar nas palavras.

3. Antes de dormir. Para me ajudar a lembrar eu imprimia e colava na parede do quarto. Ao mesmo tempo ia passando o dedo e já os ajudava e entender a questão da leitura.

Sugestão para a hora de dormir: “Em paz me deito e logo pego no sono, pois só Tu Senhor me faz repousar em segurança” Salmo 4:8.

4. Ao sair de carro. Sugestão: Versos que falam sobre o cuidado dos anjos.

5. No culto de pôr do sol de sexta-feira. Me alegro quando meu esposo normalmente escolhe ler os 10 mandamentos, como que uma boa “tradição”.

Lembre-se tudo nessa vida leva esforço e memorizar a palavra de Deus não é uma exceção. Seu entusiasmo também vai contar muito! Rosto sempre sorrindo nessas horas! Mesmo que seu filho faça cara feia. Você é o seu espelho dela e não ela o seu.

Lembro quando meus meninos memorizaram esse verso abaixo. Falávamos todas as noites antes de dormir e como é um verso bastante citado pelos pregadores sempre que ouviam sorriam e se sentiam familiarizados com a mensagem:

E em nenhum outro há salvação, porque não há nenhum outro nome dado aos homens debaixo do céu, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12.

Para finalizar alguns detalhes importantes:

– Não se demore muito nessas atividades para não ficar algo cansativo.

– Você pode escolher o mesmo verso para todos os momentos. Como o verso da lição da escola Sabatina. Você é quem decide o que é o melhor. Particularmente eu gosto de ter os versos combinando com a ocasião que está sendo vivenciada.

– A sua diligência trará o resultado esperado. Lembre-se o Espírito Santo e os anjos do céu estarão ao seu dispor. Se a sua filha não quiser falar, não tem problema, só de ver e ouvir o papai e a mamãe falando ela vai memorizar e um dia vai falar. Não tenha pressa em colher os frutos, mas sim em plantar a semente!

Angelica Gomide

Por Que Estamos Perdendo Nossos Filhos?

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” Tiago 1:5.

Talvez se perguntarmos para qualquer pai ou mãe cristão, o que mais desejam para seus filhos a resposta será: “Que eles sejam salvos”. No entanto, a realidade da maioria hoje em qualquer denominação é que grande parte dos filhos tem se afastado de Deus. O que está errado? Será que essa é uma geração que simplesmente não foi predestinada para a salvação? Ou será que existe algo de errado conosco e com nossos esforços para salva-los?

Algum tempo atrás um passarinho me ensinou uma grande lição sobre isso. Como moramos no sítio, ocasionalmente aparecem ratos nos arredores. Estávamos em uma luta com um rato em nossa varanda. Já havíamos tentando vários tipos de ratoeira sem sucesso, então resolvemos usar aquele tipo de ratoeira com cola. Colocamos uma isca no meio da ratoeira e fomos dormir esperando pegar o rato durante a noite. Na manhã seguinte, no entanto, o que encontramos foi um passarinho em pânico todo colado na ratoeira.

Fiquei muito frustrada com o que tinha provocado e resolvi salvá-lo. O estrago no corpinho dele foi grande, pois a cola era muito forte e todo seu peito e assas estavam grudados devido as suas muitas tentativas de escape.

Depois de muito esforço consegui separá-lo do papel e agora precisava tirar aquela cola de seu corpo. Comecei a cortar a penugem do peito e várias penas das suas asas que estavam muito grudadas. Depois, pensando no que fazer me lembrei que as vezes usávamos óleo de cozinha para tirar a cola da jaca de facas e outros utensílios. Passei óleo nas asas do passarinho, e consegui tirar um pouco da cola, mas não muito.

Eu me lembro de naquele momento ter desejado encontrar um manual de como resolver aquele problema específico, mas sabia que provavelmente não existe. Resolvi então dar uma olhada no Google e descobri que outras pessoas que tinham passado pela mesma experiência tinham passado farinha e esfregado nas asas tirando a cola. O problema é que eu já tinha colocado o óleo, então quando acrescentei a farinha o pobre passarinho ficou todo “empanado”.

Estava cada vez mais frustrada com minhas tentativas, mas finalmente consegui limpá-lo o suficiente e arrumei uma gaiola onde geralmente colocamos pássaros feridos que aparecem em casa. Coloquei comida, água e pensei em deixá-lo lá até que suas penas crescessem e pudesse soltá-lo novamente.

Quando estava para colocá-lo lá dentro, ele escapou das minhas mãos e começou a pular no chão, corri atrás para pegá-lo, e sem pensar puxei o coitadinho pelo rabo, mas a única coisa que peguei foi o rabo e o passarinho continuou pulando, agora sem o rabo. Minha frustração aumentava a cada nova tentativa de salvá-lo. Agora eu tinha um passarinho cotó, ainda meio lambuzado de cola, óleo e farinha.

Finalmente consegui capturá-lo e colocando-o na gaiola e imaginei que agora teria que mantê-lo ali por um bom tempo até que todas as penas do rabo crescessem novamente. Fiquei mais tranquila e fui fazer as tarefas de casa, pois já tinha perdido quase duas horas naquela “brincadeira”.

Algumas horas se passaram e minha filha volta e meia ia na gaiola olhar o passarinho. Numa dessas vezes ela veio correndo gritando e me chamando. Corri lá e o que vi me deixou horrorizada. O pobre do passarinho foi tentar beber água no potinho e como estava sem o rabo perdeu o equilíbrio, caiu na água e morreu afogado.

Fiquei extremamente frustrada e chateada e até chorei por ter causado tanto sofrimento ao coitadinho. Um passarinho completamente saudável morreu uma morte absurda, simplesmente por causa das minhas tentativas atrapalhadas de salvá-lo. Porque não fui direto ao método que o salvaria!

Você deve estar rindo com essa história, assim como a maioria faz quando me ouve contá-la. Essa história, no entanto, é muito triste, pois ela revela que nossos melhores esforços em tentar salvar alguém, podem na verdade estar levando-os ao caminho da perdição.

Como pais, muitas vezes decidimos que vamos fazer o melhor para salvar nossos filhos, então os colocamos na melhor escola, frequentamos a igreja que mais oferece atividades: desbravadores, coral, banda, etc. Adotamos critérios na escolha dos filmes que assistem, nas músicas que ouvem e atividades que participam, baseado no que nossos amigos cristãos estão fazendo. Entramos em vários grupos de WhatsApp sobre educação de filhos e até participamos de seminários sobre família, mas o tempo vai passando e as vezes vemos nossos filhos crescendo e  se distanciando de nós e de Deus. Por quê?

Muitas vezes ficamos tentando fazer o melhor, mas não buscar sabedoria na verdadeira fonte, no “Assim diz o Senhor”. Falhamos em acreditar que o Deus que criou o ser humano também nos deu o manual que nos ensina o caminho do êxito. Falhamos em manter aquela comunhão com Deus que possibilitará que o Seu Espírito nos guie de modo particular. Preferimos nos basear no que outros dizem ou tem a feito, em vez de ouvir Seus ensinamentos personalizados para nós. Como geração pós moderna sentimos que não há necessidade de voltar aos fundamentos da educação de filhos encontrados na Bíblia e nos conselhos inspirados por Deus. Parece que não se aplicam à nossa realidade e consideramos que psicólogos e educadores do Youtube estão bem mais atualizados e falam mais a nossa linguagem, e as vezes até sentimos que eles já devem ter lido os conselhos de Deus, pois falam coisas tão coerentes! No entanto, nós mesmos não queremos “perder tempo” estudando diretamente da fonte.

Deus deixou um manual escrito para nós com detalhes de como podemos educar melhor nossos filhos para o Seu Reino. Além da Sua Palavra, temos muitos conselhos preciosos com detalhes específicos de como educar nossos filhos em cada fase da vida. Mas será que temos tirado proveito disso?

As vezes quando palestro para pais pergunto quantos já leram livros como Educação e Orientação da Criança e meu coração fica apertado porque vejo pouquíssimas mãos se levantarem. Me preocupa ver pais tão ansiosos por seguir as melhores metodologias educacionais que o mundo oferece, mas não tão ansiosos por estudar o plano educacional de Deus. Me preocupa ver pais tão ocupados participando de inúmeros grupos no WhatsApp sobre educação de filhos, no entanto sem tempo para sequer dar atenção aos filhos. Todas essas atividades podem ser boas coisas, mas elas só somam à nossa experiência quando primeiro buscamos a Deus e estamos firmados em Sua Palavra. Ao tentarmos salvar nossos filhos sem antes conhecer o plano de Deus nossas tentativas poderão ser tão frustradas como as minhas tentativas de salvar o passarinho.

Deus deseja que busquemos a Ele individualmente. Que no dia a dia, estejamos tão perto dEle que possamos sentir que Ele está ao nosso lado nos fortalecendo e nos mostrando o que fazer, porque neste processo de buscá-Lo para salvar nossos filhos nós estaremos desenvolvendo a nossa própria salvação (Fl 2:12).

E como podemos fazer isto? Em primeiro lugar, buscando conhecimento em Sua palavra sobre como educar nossos filhos, esta deve ser a base. Precisamos todos os dias nos fortalecer como pais, seja através de uma leitura, devocional, ou algo específico para algum problema que estamos lidando. Depois, durante o dia precisamos pedir sabedoria para por em prática o que aprendemos. Mas apenas isto não garantirá o êxito total, porque o inimigo está constantemente ao nosso redor como um leão buscando maneiras de atacar nossos filhos. Então, cada vez que dificuldades surgirem, precisamos buscar a Deus, e deixá-Lo ser nosso “socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1). E quando as coisas parecerem estar fora do nosso controle, precisamos interceder por nossos filhos, e fazer tudo que está ao nosso alcance para salvá-los, mesmo que forem adultos e não estiverem mais sob nosso teto.

Tenho tido a alegria de ver pais que as vezes vivem com simplicidade, com pouca escolarização, mas buscam praticar os conselhos de Deus, e o resultado é que Ele os tem abençoado e os filhos crescem decididos e fortes espiritualmente. Também tenho visto pais, que mesmo quando mais idosos se voltam aos princípios deixados por Deus e tem alcançado vitórias não apenas com os filhos já adultos mas com os netos através de sua influência e persistente trabalho e oração.

Os planos de Deus para a educação dos nossos filhos não são ultrapassados, são os melhores e os únicos que podem levá-los à salvação. Precisamos conhecê-los individualmente e estudá-los, precisamos vivê-los em nosso lar e ao fazermos isso estaremos sendo um testemunho vivo.

O chamado do Projeto Restaure tem sido ajudar famílias a passar por este processo para que possam educar os filhos com a certeza de que terão êxito. Por isso criamos o Curso Princípios da Verdadeira Educação, onde através das vídeo aulas, pais e educadores podem ter uma visão geral do plano educacional de Deus, e através das dicas de leitura e outros materiais complementarem podem estudar e entender os preciosos princípios deixados por Deus.

O mundo está cada vez mais cruel e os ataques do inimigos cada vez mais violentes. É hora de nos voltarmos ao “Assim diz o Senhor” e de termos certeza que estamos firmados na Palavra de Deus.

O Elemento Mais Importante para o Êxito

Que fator a ciência e o Espírito de Profecia unanimemente reconhecem como sendo mais importante que o gênio ou os talentos para se ter êxito e sucesso na vida?
Observando na escola a disparidade entre sucesso e inteligência e talento, uma professora resolveu aprofundar seus estudos na área de pesquisa e descobriu que o elemento mais importante para o sucesso de crianças e adultos é grit (no inglês). Muitos outros estudos também confirmam esta descoberta.
A tradução do dicionário para grit é:
1. Substantivo – saibro, areia (grossa), grãos/partículas (de pedra); determinação, sofrimento, coragem.
2. Verbo – ranger os dentes.
Ao ler isso, pensei no fato que se usa jatos de areia para polir e limpar metais enferrujados ou sujos. Pensei também na pedra no sapato. Essas coisas são abrasivas, doem, mas se nós rangermos os dentes diante da dor e continuarmos, isso é grit.
Nos escritos de Ellen White outro termo é usado: aplicação.
“A cada jovem se deve ensinar a necessidade e o poder da aplicação. Disto, muito mais do que do gênio ou talento, depende o êxito. Sem aplicação, os mais brilhantes talentos pouco valem, enquanto pessoas de habilidades naturais muito comuns têm realizado maravilhas, mediante esforço bem orientado. E o gênio, por cujas concepções nos maravilhamos, está quase invariavelmente unido ao esforço incansável, concentrado.” (Educação p. 232)
Talentos são aptidões, habilidades que podem ser físicas, mentais, sociais e emocionais, mas a aplicação ou grit é a qualidade de caráter que potencializa os talentos… e deve ser ensinada! Observe as palavras que ela usa para descrever aplicação: esforço bem orientado, esforço incansável, concentrado.
Quando as crianças acham que o sucesso numa tarefa ou na escola é resultado de talento, elas tendem a evitar tarefas mais difíceis onde possam ter um resultado mais baixo que indicaria falta de capacidade. Mas aqueles que entendem que boa nota ou sucesso é resultado de esforço, são muito mais prontos a perseverar e lidar com fracassos, pois sabem que o fato de tentar os ajuda a aprender. Assim, seja qual forem os talentos que observarmos em nossas crianças, é importante que as ensinemos a se esforçar, e a perseverar. Mas não é qualquer esforço, é o esforço orientado.
Você já viu pessoas que trabalham muito e produzem pouco? Às vezes não planejam, ou perdem de vista o objetivo e começam outra coisa, ou fazem o trabalho sem observar como pode ser melhorado. Pensar no que se faz com objetivo de fazer melhor, é uma maneira de pensar que pode ser desenvolvida e aplicada em tudo na vida – esforço orientado.
Hoje somos inundados com eletrônicos que nos distraem e nos desconcentram. Estudos mostram que quando somos interrompidos ou checamos nosso WhatsApp ou a internet, demora 28 minutos para nosso cérebro recobrar o nível de concentração. Ou seja, vivemos constantemente usando um nível inferior de concentração na tarefa que está à nossa mão.
Esforço concentrado é representado na Bíblia através desse verso: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças”… Ec 9:10. Quanto ao esforço incansável lemos as seguintes palavras de Jesus: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mt 24:13
É claro que temos que levar em consideração a idade da criança e o nível em que está. Podemos ir ensinando aos poucos, com paciência e perseverança, por palavra e exemplo.
Que Deus nos ajude a desenvolver nas crianças e em nós mesmos esta característica tão importante para ter êxito na vida aqui e eterna!

Silvia Martins

Ensinando Idiomas para Crianças

Muitos pais hoje em dia se preocupam com o ensino de um segundo idioma para as crianças. Sabemos que na época em que vivemos é quase que essencial falar um segundo idioma, principalmente o inglês, seja para auxiliar na profissão ou estudo, ou para se preparar melhor para servir a Deus no campo missionário. Como diz o conselho: “Os jovens se devem estar habilitando para o serviço, tornando-se familiarizados com outras línguas, para que Deus deles Se sirva como de instrumentos para comunicar Sua salvadora verdade ao povo de outras nações.” (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 508).

Mas qual seria a idade ideal para iniciar o ensino de outro idioma? Pesquisas comprovam que os primeiros anos de vida de uma criança são os melhores para se aprender outro idioma. Quando nascemos, temos em nosso cérebro impressões para todos os fonemas existentes. Isso quer dizer que temos a capacidade de aprender multiplos idiomas ao mesmo tempo e sem sotaque. Tive a oportunidade de presenciar isso quando trabalhei em uma pré-escola nos EUA anos atrás e conviví com um menino de três anos de idade que falava português fluentemente por influência do pai brasileiro, falava francês fluentemente por influência da mãe francesa, e na escola estava aprendendo o inglês.

Essa facilidade de aprender idiomas ocorre mais nos primeiros anos de vida, antes das “podas neuronais” acontecerem. Conforme crescemos, os neurônios que não usamos são descartados e juntamente com eles essas impressões dos fonemas não utilizados. Se na infância aprendemos um segundo idioma no qual esses fonêmas são usados, eles permanecerão ativos em nossa mente.

Quando aprendemos um idioma depois de adultos, quando as impressões não estiverem mais presentes, ao tentarmos produzir fonemas que não fazem parte da nossa língua nativa, nosso cérebro escolherá o fonêma mais semelhante e isso resultará no “sotaque”. É o caso do famoso fonema “th” no inglês. A maioria dos brasileiros que aprende inglês quando adulto, têm dificuldade de pronunciar esse fonema e acaba usando o “d” ou mesmo o “f” no lugar do “th”.

Agora, é importante lembrar que não estamos falando aqui da alfabetização em dois idiomas ao mesmo tempo, mas apenas do desenvolvimento da fala. Devido a alguns fonemas e grafemas serem completamente diferentes em certos idiomas, já foi comprovado que a criança que tentar aprender a ler e escrever em dois idiomas ao mesmo tempo pode se confundir e demorar mais para se desenvolver. Em geral, então, é melhor que a criança seja alfabetizada em um idioma primeiro, depois no outro.

Algo interessante que as pesquisas também indicam é que se na infância a criança for exposta a outro idioma, mesmo que não aprenda a falar fluentemente, ela preservará na mente as impressões dos fonemas e terá menos sotaque quando aprender a falar o idioma mais tarde na vida. Vale ressaltar, no entanto, que essa exposição funciona melhor quando a criança é exposta à pessoas reais falando e interagindo no outro idioma, não apenas vídeos ou materiais digitais. Por incrível que pareça, existe uma diferença entre os dois. O cérebro assimila melhor os fonêmas “ao vivo”, do que através de alguma forma de mídia.

Um exemplo disso, foi a experiência que meus irmãos e eu tivemos em nossa família. Moramos nos EUA quando criança até aproximadamente os 5 anos de idade. Como vivíamos em uma comunidade brasileira e não frequentamos escola nesse período, nunca chegamos a falar o inglês fluentemente, mas pelo fato de termos convivido com o idioma, ao aprendermos a falar na adolescência adquirimos bem pouco do sotaque estrangeiro. O mesmo aconteceu com minhas filhas e várias outras pessoas que conhecemos.

Então se você gostaria de ensinar seu filho a falar inglês ou outro idioma, comece expondo-o desde cedo ao idioma que deseja ensinar. E como deve ser essa exposição? Se você não pode viver em outro país por um tempo, aqui vão algumas dicas de atividades simples que você pode fazer. Alguns dos recursos mencionados se aplicam ao inglês, mas podem facilmente ser encontrados ou adaptados a outro idioma:

– Se você fala um pouco do idioma ou conhece alguém que fale, converse com seu filho e ensine as palavras, pronunciando-as o mais correntamente possível. Recursos online podem ajudá-lo com a pronúncia correta como o Google Tradutor (https://translate.google.com/ ).

– Use livros ilustrados para contar histórias ou ensinar vocabulário.

– Ao ensinar as as palavras mostre os objetos para a crianças, não apenas diga “isto significa isto”. Quando mais sentidos as crianças usam para aprender, melhor fixam. Para crianças que já sabem ler, faça etiquetas com os nomes de objetos em sua casa para que quando ela ver o objeto ela se lembre do nome em inglês.

– Ensine “nursery rhymes” que são pequenos poemas rimados para crianças com gestos. As palavras com gestos ajudam a fixar.

Ensine músicas ou versos bíblicos cantados em inglês, especialmente aqueles que a criança já conhece em português. O Ministério Familiarizando tem alguns recursos online.

– Use bons vídeos, mas com muito cuidado e moderação. Lembrando-se dos danos irreversíveis que as telas podem causar às crianças. Leia este artigo para entender melhor. Uma sugestão de recurso é o Programa “Tiny Tots for Jesus” da TV 3ABN, um canal de televisão adventista nos EUA.

Bom ensino para você!

Rute Bazan

Como Lidar com Ciúmes de Irmão

Quando a minha filha mais nova nasceu nos preocupamos um pouco com a questão do ciúmes entre as irmãs. Na época alguém me deu a ideia de trazer junto do hospital com a bebê um presente para a mais velha, como um presente da irmãzinha. Minha filha gostou do presente, mas na verdade ela gostou mais ainda de ter uma bebê de verdade para ajudar a cuidar. Existem casos, no entanto, que quando nasce um novo bebê na família o irmão mais velho ficar com ciúme e pode até se tornar agressivo. O que fazer neste caso? Como lidar de forma positiva sem se desesperar?
Recentemente na Comunidade de Pais do Projeto Restaure trocamos ideias sobre este problema e aqui vão algumas dicas preciosas e práticas oferecidas pela educadora Silvia Martins às mães que estão lidando com esta questão.
Brincar de mamãe – Se houver tentativa de agressão física ao bebê, dê à criança uma boneca especial para ela criança brincar. Uma boneca para ser a filhinha dela, para dar banho, trocar a fralda, pôr para dormir e etc, assim como a mamãe faz. As crianças vivem e revivem as experiências diárias delas nas brincadeiras. Minha filha era mais desafiadora e de quando em quando precisava de chinelada. Mais tarde ela estava lá dando chinelada na boneca dela. Dessa forma eles expressam o que vai lá dentro. Se ela quiser bater na boneca que chora é muito mais aceitável que no bebê.
Prover atividade paralela – Outra coisa é envolvê-la no momento mesmo que seja numa atividade paralela. Arrumar algo interessante para ela fazer enquanto você está lidando com o bebê. Por exemplo, a hora do banho dele ela pode fazer bolinha de sabão ou encher a pia do banheiro e brincar com peixinhos. Ou então essa pode ser a hora que você conta historinhas de você quando era pequena ou de algum bichinho que tinha.
Dessa forma você está lidando com o bebê, mas ainda dando atenção a ela. Não precisa ser durante todas as atividades que faz com ele, mas algumas que envolvam vocês três e ela sinta que quando o bebê está por perto, você ainda gosta dela e dá atenção a ela.
Rever os tempos de bebê – Trazer fotos de quando ela era bebê para ir vendo. Você pode ir comentando como ela também chorava e precisava de tanto cuidado. Mas como agora ela está grande e consegue andar, correr, pular. “Coitadinho do bebê que não consegue fazer nada disso, né? Se ele acorda, não pode sair do berço e nem chamar alguém. O único jeito que tem é chorar. Que bom que você já passou dessa fase, né?”
Podem assistir vídeos dela pequena na hora da mamada ou da primeira vez que viu o irmãozinho, lembrar de histórias interessantes, ver como se sujava toda para comer e etc. Eles gostam muito de assistir esses vídeos. É difícil para eles imaginarem que já foram bebês. Mas assim podem se simpatizar mais com o irmãozinho.
Dar atenção exclusiva – Quando o papai chega do trabalho, ele pode cuidar do bebê por um tempo (ou a vovó durante o dia) para que vocês tenham um tempinho juntas.
Enquanto faz as tarefas da casa, com ou sem o bebê, é bom envolvê-la, se ela quiser. ‘Lavar a louça’, tirar o pó, varrer com a vassourinha dela, etc. Pode aumentar o tempo de fazer o trabalho, mas vai diminuir muita dor de cabeça na relação com ela e dela com o irmãozinho.
Ensinar com histórias bíblicas – Contar histórias bíblicas de irmãozinhos como Miriã e Arão cuidando do pequeno Moisés, ou dos irmãos de José que o machucaram por ciúmes, ou de Caim e Abel, podem ajudá-la a entender e pensar. Vocês podem nessas horas conversar sobre o que os irmãos estavam sentindo e se o que fizeram foi certo ou errado, como poderiam ter agido diferente.
Esaú tinha ciúmes de Jacó e trouxe muita tristeza para os dois e para os pais. No fim eles ficaram de bem. Deus até falou a Esaú para ser ‘bonzinho’ e não machucar o Jacó, que era o irmão mais novo.
Parábolas do servo que tratou mal os seus conservou quando o patrão não estava por perto, ou do pastorzinho que deixou as outras ovelhinhas por um pouco para ir atrás da que estava precisando dele, ou de como o pastorzinho cuidando das ovelhas tinha que carregar a pequenininha no colo, são todas boas histórias para trabalhar amor ao próximo e o cuidado maior que alguns precisam por não poderem cuidar de si mesmos. A coleção ‘Meus Amigos da Bíblia’ é muito boa neste sentido. Tem até uma ilustração de Jesus com um pequenino dormindo em seu colo enquanto os irmãos maiores estão do lado.
Dessa forma a Bíblia e suas histórias vão ficando reais para ela com lições que ela também precisa aprender. Jesus nos ama e nós somos para amar e ajudar os outros. Na parábola do bom samaritano vemos bem isso, os ladrões ‘não eram bondosos nem para os de perto, da família, os outros não machucavam mas não ajudavam e o que nem era família, foi bondoso e ajudou. Jesus ficou muito contente com ele.
Ter seu tempo a sós com Deus – A fase com um recém nascido no lar pode ser uma fase muito difícil para as mães. O bebê chora a noite, você não dorme direito e ainda com todo o trabalho da casa a ser feito. Por isso mesmo tire tempo para orar e ter tempo com Deus. Parece impossível mas você vai ver o milagre da multiplicação se o fizer. Multiplicação do tempo, da paciência, do amor e de ideias para resolver os problemas. Vai ver também o milagre da redução, redução do estresse e de conflitos.
E lembre-se que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (2 Coríntios 10:13).

Silvia Martins

Trabalho Útil e Indústria para os Pequenos (Parte 2)

 Ensinando Costura e Confecção

Há dois enquanto participávamos de uma campanha de Natal, fomos padrinhos de uma menina de 12 anos. Cada padrinho deveria comprar uma roupa nova, sapatos e um brinquedo. Ao saírmos com as meninas (na época elas tinham 8-6 e 2 anos respetivamente!) para comprar o vestido, me deparei com uma triste realidade: A MODA adolescente! Fiquei chocada com a falta de opções para as meninas. Quando tinha uma estampa bonita, havia uma abertura na parte de trás. Se a peça estava toda completa, era cheia de caveiras e dizeres sensuais, passei três horas para achar um vestido descente e me perguntei, que farei quando minhas filhas chegarem nessa idade? Entrei em pânico! O tempo passou e elas estão agora com 10/8/4 anos, e crescendo rapidamente.

Estudando sobre o santuário de Deus encontramos esta citação sobre as vestes sacerdotais: “No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem Suas preferências também quanto à roupa dos que O servem. Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas os seguidores de Cristo devem ser simbólicos, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os aspectos pelo asseio, modéstia e pureza.  

Então nosso estudo incluiu: os materiais usados na elaboração das peças, fomos visitar lojas de tecidos para comprovar a qualidade de cada material. Linho, algodão, lã são materiais resistentes, duráveis, com caraterísticas perfeitas para evitar o excesso de sudoração e permitir adequada circulação do sangue. 

Como naquele momento não tínhamos máquina de costura, fomos na casa de uma irmã da igreja que amavelmente nos deu as primeiras aulas. Ela nos ensinou a copiar moldes, alinhavar, pregar botão e fazer a casinha do botão também, nos mostrou algumas peças que ela tinha costurado e deu retalhos para as meninas iniciarem algumas peças à mão.

Fizeram travesseiros para viajar no avião, bolsinhas para à escola sabatina e nos aventuramos às primeiras saias. Há seis meses ganhamos a máquina de costura e iniciamos algumas saias mais elaboradas. Não ficaram perfeitas, mas elas tentavam e desmanchávamos MUITAS vezes para acertar novamente e corrigir os erros.

Com o tempo, começamos a vendê-las e a indústria rendeu alguns lucros, e acima de tudo fiquei feliz porque elas já visualizam confeccionar suas próprias roupas. Uma preocupação a menos para os anos porvir. Alguns conselhos sobre este tipo de indústria:

No preparo do guarda-roupa do nenê, deve ter-se em vista a conveniência, o conforto e a saúde, de preferência à moda e ao desejo de causar admiração. A mãe não deve desperdiçar tempo em bordados ou trabalhos de fantasias, para embelezar as pequeninas vestimentas, sobrecarregando-se assim de trabalho desnecessário, com detrimento de sua saúde e da do pequenino ser.”Lar Adventista, 262.

O treinamento manual merece muito mais atenção do que tem recebido. Devem-se estabelecer escolas que, em acréscimo à mais elevada cultura intelectual e moral, provejam as melhores possibilidades para o desenvolvimento físico e treinamento industrial. Deve-se ministrar instrução em agricultura, manufaturas, cobrindo o maior número possível dos ofícios considerados mais úteis, bem como em economia doméstica, arte culinária saudável, costura, confecção de roupas saudáveis, tratamentos de doentes, e coisas correlatas.” Educação, pág. 218.

Uma mulher que tenha sido ensinada a cuidar de si mesma está também capacitada a cuidar de outros. Jamais será ela um traste na família ou na sociedade. Quando a sorte mudar, haverá para ela um lugar onde ela possa ganhar a vida honestamente e assistir os que dela dependem. A mulher deve ser instruída em alguns misteres que lhe permitam ganhar a subsistência se necessário. Sobrelevando outras honrosas ocupações, toda jovem devia aprender atividades domésticas, seja cozinhar, arrumar ou costurar. Deve ela conhecer tudo quanto seja mister para uma dona-de-casa, seja sua família rica ou pobre. Então, se sobrevier a adversidade, ela está preparada para qualquer emergência; ela é, de certo modo, senhora das circunstâncias.” Health Reformer, dezembro de 1887.

As mães devem levar as filhas consigo para a cozinha e dar-lhes completa instrução sobre a arte culinária. Também devem instruí-las na arte da costura. Devem ensinar-lhes a cortar roupas economicamente e costurá-las com esmero. Algumas mães preferem elas mesmas fazer tudo isso, a terem o trabalho de ensinar com paciência suas filhas inexperientes. Mas, assim fazendo, negligenciam os ramos essenciais da educação e cometem um grande mal contra as filhas, pois, na vida futura, ficarão embaraçadas devido à falta de conhecimento dessas coisas.” Appeal to Mothers, pág. 15.