Resolução para 2019: Uma Vida de Abnegação

Que resoluções você fez ou está fazendo para 2019? Por mais que você não seja ligado a tradições, quase que inconscientemente todos passamos por um proceso de avaliação do que ano que passou e planejamento para o ano que se inicia. Algumas semanas atrás passei por uma experiência que me ajudou a definir a minha resolução para 2019.

Era uma sexta-feira, poucos dias antes do Natal, eu tinha muita coisa para fazer. Além de ser o dia de preparação para o sábado, eu estaria coordenando um um programa de natal na igreja no dia seguinte e tinha milhões de preparativos. Mas ao começar o dia cuidando dos ferimentos da nossa cachorra que alguns dias antes havia se machucado, percebi que meu dia não aconteceria do jeito que planejara. Seus ferimentos estavam fora do meu controle e ela corria risco de vida se eu esperasse até segunda-feira. Eu teria que levá-la ao veterinário imediatamente e isso mudaria todo meu planejamento.

Muito frustrada e questionando a Deus fui para a cidade levá-la ao veterinário com a ajuda de uma de minhas filhas. Após sair de lá as horas voaram enquanto corríamos de uma loja a outra, comprando o que faltava. Voltamos para casa para ajudar meu esposo e minha outra filha que tinham ficado preparando a casa para o sábado. Duas horas depois estavávamos de volta no veterinário pegando a cachorra. Só precisava agora passar na farmácia para pegar alguns remédios e estaria em casa antes do por do sol.

Ao fazer a última curva na praça central da cidade para chegar na farmácia: “Bummm!!” ouvi um estouro enorme e fumaça começa a sair do motor do meu carro. Minha filha grita assustada pensando que o carro poderia pegar fogo. Sem saber muito bem o que fazer vi que várias pessoas começaram a se aproximar e um senhor me instruiu a controlar a direção enquanto eles empurravam o carro para o acostamento.

Ao parar o carro ele pediu para eu abrir a tampa do motor, pediu água e ficou ali analizando a situação, enquanto isso consegui tirar minha filha e a cachorra do carro e chamar meu esposo para vir em meu auxílio. Mas morando a quase trinta quilômetros de distância sabia que minha espera seria longa e que meu sábado não seria tão tranquilo assim.

O sol foi se pondo no horizonte pouco e eu ali sentada no banco da praça, com minha filha ao lado, a cachorra toda machucada e o carro quebrado. Em minha mente eu só pensava: “Porque, Senhor? De todos os dias do ano, porque essa situação tinha que acontecer hoje?”

Apesar de me sentir totalmente impotente diante da situação, estranhamente senti em meu coração uma grande paz e entreguei a situação a Deus. Foi aí que apesar de toda adversidade, Deus começou abrir meus olhos para algo que eu não estava conseguindo enxergar. Aquele senhor que estava olhando o carro, ficou ali muito tempo. Não foi embora até ter certeza que estávamos bem e que meu esposo logo chegaria para nos socorrer.

Enquanto esperávamos várias pessoas passeavam pela praça onde músicos se preparavam para um concerto de Natal que em breve começaria. Muitas pessoas passaram por nós, algumas olhavam com pena para o cachorro, outras do carro e outras de nós. Algumas até perguntavam o que havia acontecido, mas logo saiam.

Algum tempo depois, uma senhora bem vestida atravessou a rua e veio diretamente em nossa direção. Ela tinha uma garrafa de água e um copo descartável em suas mãos. Imediatamente se abaixou, chegou perto da cachorra acariciou sua cabeça e colocou água no copo para ela beber. A cachorra realmente estava com sede e em segundos bebeu toda a água. Vendo que não era suficiente, a senhora voltou à loja de onde viera e trouxe mais água. Ficou consoco por um tempo conversando e dando água à cachorra e quando teve certeza que estávamos bem, foi embora.

Depois que essas duas pessoas passaram por nós, quase não consegui mais pensar em nossa situação, mas fiquei admirada pensando no que levou aqueles dois estranhos a parar o que estavam fazendo para nos ajudar. Todos ali passavam correndo. Alguns com pressa para chegar em casa após a longa semana de trabalho, e alguns já vindo de casa arrumadinhos para passear na praça. Mas aquele senhor e a aquela senhora, que não tinham nada a ganhar, que nem tinham sido solicitados, se sentiram no dever de parar e nos socorrer de alguma forma.

Talvez você possa achar que o que eles fizeram não foi tão importante assim, qualquer um poderia ter feito. Realmente, mas o ponto não é o tamanho da ação, mas o tamanho da disposição. Porque muitas vezes deixamos de fazer coisas ainda mais insignificantes, pois achamos que não é nossa responsabilidade. E por que será que isso acontece? Por que muitas vezes, vemos pessoas em necessidade e não conseguimos ajudá-las? Por que vemos pessoas atarefadas ao nosso lado, e não temos a mínima percepção que é nosso dever ajudá-las? Por que é que de um modo geral só ajudamos quando somos solicitados?

Fico pensando se o espírito de abnegação que era a base da vida de Jesus, e deveria ser a nossa também, é algo que apenas alguns possuem. Será que é um dom apenas para uns poucos, ou será que todos nós podemos desenvolvê-lo? Será que um dia a abnegação será tão natural para nós que estaremos sempre atentos aos que estão ao nosso redor para oferecer ajuda?

Cheguei a conclusão que esta é a minha resolusão para 2019: Quero ter a sensibilidade que Jesus tinha de perceber as necessidades dos outros e estar sempre disposto a ajudá-los. Como sinto que estou longe disso! Como temos dificuldade de sair da nossa zona de conforto para ajudar aos outros!

Para nós que somos cristão esta deveria ser a norma, mas muitas vezes não é. Temos até facilidade em ajudar grandes projetos missionários e beneficientes, mas nas coisas mínimas ainda temos muita dificuldade. Mas Deus não espera que sejamos abnegado apenas nos grande projetos, para Ele aquilo que o ser humano valoriza não tem tanto valor, e aquilo que desvalorizamos é mais precioso do que tudo.

“Muitos há que se entregaram a Cristo, todavia não vêem oportunidade de realizar grande obra ou fazer grandes sacrifícios em Seu serviço. Estes podem achar conforto no pensamento de que não é necessariamente a abnegação do mártir que é mais aceitável a Deus; pode ser que o missionário que enfrente diariamente o perigo e a morte, não tome a mais elevada posição nos registros do Céu. O cristão que o é em sua vida particular, na renúncia diária do eu, na sinceridade de propósito e pureza de pensamento, em mansidão sob provocação, em fé e piedade, em fidelidade nas coisas mínimas, que na vida familiar representa o caráter de Cristo, esse pode ser mais precioso aos olhos de Deus que o missionário ou mártir de fama mundial.” (Parábolas de Jesus, 390).

Que Deus nos ajude em 2019 a sermos abnegados e oferecer ajuda a quem precisar, mesmo que não seja natural fazermos isso, ou que nos custe sair da nossa zona de conforto.

Feliz ano de abnegação!

Abnegação: A Essência da Missão

Poucos anos atrás ouvi de um pastor amigo meu uma frase que me marcou. Dizia ele que o que finalizaria a obra de Deus na terra não seriam as campanhas evangelísticas estratégicas, ou os grandes recursos que a igreja possui como a mídia com rede de rádios e canais de TV, mas sim o amor sincero do povo de Deus pelo próximo. O mesmo amor que Cristo tinha quando andou por aqui entre nós. Um amor que somente Deus pode fazer brotar no coração de Seu povo. Outra frase impressionante de outro pastor muito consagrado foi que a verdadeira santificação é uma vida de serviço ao próximo. Resumir essas duas frases nada mais é do que viver a vida que Cristo viveu aqui, realizar a obra que Ele realizou, como tocar nas pessoas, aliviar a dor, a fome, a solidão, oferecer a vida eterna.

O testemunho de abnegação da vida de Paulo nos constrange. Tal vida parafraseia a essência do reino de Deus que Cristo revelou, ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Paulo declara: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor;
contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo. Convencido disso, sei que vou permanecer e continuar com todos vocês, para o seu progresso e alegria na fé, a fim de que, pela minha presença, outra vez a exultação de vocês em Cristo Jesus transborde por minha causa.” Filipenses 1:21-26 (NVI).

Dar a vida pelo próximo, que grande missão! Ou provavelmente podemos pensar, que desafio! Por vezes indagamos quem seria nosso próximo. Numa ordem de proximidade meu próximo seria minha família, meu cônjuge, meus filhos, meus pais, meus irmãos, meus amigos, todo aquele que tenho contato no meu dia a dia aqui ou aquele distantes de quem recebo notícias. Dar a vida por alguém exige de nós sabedoria, abnegação e total conexão com Cristo. Não é satisfazer os simples desejos ou caprichos de alguém, mas atender as suas reais necessidades, dar o que verdadeiramente tem valor e que lhe trará o bem estar aqui e a vida eterna no porvir. Todo o nosso viver, tudo o que fazemos deve ter esse objetivo. Essa foi a obra e missão de Cristo, é o evangelismo de ponta, a vida no seu mais alto nível de existência e êxito. Deixar nossos próprios interesses, conforto e até mesmo deixar de satisfazer nossas próprias necessidades para o bem e a salvação de outros. Somente através desse método, o método de Cristo, obteremos o verdadeiro sucesso em alcançar as pessoas.

“Nossa vida deve ser consagrada ao bem e à felicidade dos outros, como foi a de nosso Salvador. Essa é a alegria dos anjos e o trabalho em que eles estão envolvidos. O espírito do amor abnegado de Cristo é o espírito que existe no Céu e a essência da alegria que existe ali. Esse deve ser nosso espírito, se desejamos estar em condições de fazer parte da sociedade das hostes angelicais. À medida que o amor de Cristo nos enche o coração e nos rege a vida, o egoísmo e o amor da comodidade serão vencidos. Nosso prazer consistirá em fazer a vontade de nosso Senhor, a quem esperamos ver em breve.” (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887). Aqui está um conceito totalmente contrário aos conceitos do mundo. Contrário ao que aprendemos em nossas escolas e universidades. O conceito, a missão e o estilo de vida que Deus nos mostra aqui é a base da verdadeira educação e devemos através do poder divino aplicar em nossa vida e passar para nossos filhos.

“Jesus em breve voltará. Nós, que cremos nessa verdade solene, devemos advertir o mundo. Devemos mostrar por meio de nossa roupa, de nossas conversas e de nossas ações que nossa mente está fixada em algo melhor do que os negócios e prazeres desta vida efêmera. Somos senão peregrinos e estrangeiros aqui. Devemos dar evidência de que estamos prontos, aguardando o aparecimento de nosso divino Senhor. Permita que o mundo veja que você está a caminho de uma terra melhor – para uma herança imortal que nunca terá fim. Você não se pode permitir dedicar a vida para as coisas deste mundo. Sua preocupação deve estar em se preparar para o lar que o aguarda no reino de Deus. (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887).” Que nosso desejo e oração sejam amarmos e vivermos zelosamente em favor da salvação do nosso próximo.

Por: Dawerne Bazan

Está Consumado

Cristo não entregou Sua vida antes que realizasse a obra que viera fazer, e ao exalar o espírito, exclamou: “Está consumado.” João 19:30. Ganhara a batalha. Sua destra e Seu santo braço Lhe alcançaram a vitória. Como Vencedor, firmou Sua bandeira nas alturas eternas. Que alegria entre os anjos! Todo o Céu triunfou na vitória do Salvador. Satanás foi derrotado, e sabia que seu reino estava perdido.

Para os anjos e os mundos não caídos, o brado: “Está consumado” teve profunda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Juntamente conosco, compartilham eles os frutos da vitória de Cristo.
Até à morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente revelado aos anjos e mundos não caídos. O arqui-apóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião.
Era um ser admirável de poder e glória o que se pusera em oposição a Deus. De Lúcifer, diz o Senhor: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.” Ezeq. 28:12. Lúcifer fora o querubim cobridor. Estivera à luz da presença divina. Fora o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao Universo os desígnios divinos. Depois de pecar, seu poder de enganar tornou-se consumado, e mais difícil o descobrir-lhe o caráter, em virtude da exaltada posição que mantivera junto do Pai.
Deus poderia haver destruído Satanás e seus adeptos tão facilmente, como se pode atirar um seixo à terra; assim não fez, porém. A rebelião não seria vencida pela força. Poder compulsor só se encontra sob o governo de Satanás. Os princípios do Senhor não são dessa ordem. Sua autoridade baseia-se na bondade, na misericórdia e no amor; e a apresentação desses princípios é o meio a ser empregado. O governo de Deus é moral, e verdade e amor devem ser o poder predominante.
Era desígnio divino colocar as coisas numa base de segurança eterna, sendo decidido nos conselhos celestiais que se concedesse tempo a Satanás para desenvolver os seus princípios, o fundamento de seu sistema de governo. Pretendera serem os mesmos superiores aos princípios divinos. Deu-se tempo para que os princípios de Satanás operassem, a fim de serem vistos pelo Universo celestial.
Satanás induziu o homem ao pecado, e o plano de redenção entrou em vigor. Por quatro mil anos, esteve Cristo trabalhando pelo reerguimento do homem, e Satanás por sua ruína e degradação. E o Universo celestial contemplava tudo.
Ao vir Jesus ao mundo, o poder de Satanás voltou-se contra Ele. Desde o tempo em que aqui apareceu, como a Criancinha de Belém, manobrou o usurpador para promover Sua destruição. Por todos os meios possíveis, procurou impedir Jesus de desenvolver infância perfeita, imaculada varonilidade, um ministério santo e sacrifício irrepreensível. Foi derrotado, porém. Não pôde levar Jesus a pecar. Não O conseguiu desanimar, ou desviá-Lo da obra para cuja realização viera ao mundo. Do deserto ao Calvário, foi açoitado pela tempestade da ira de Satanás, mas quanto mais impiedosa era ela, tanto mais firme Se apegava o Filho de Deus à mão de Seu Pai, avançando na ensangüentada vereda. Todos os esforços de Satanás para oprimi-Lo e vencê-Lo, só faziam ressaltar, mais nitidamente, a pureza de Seu caráter.
Todo o Céu, bem como os não caídos mundos, foram testemunhas do conflito. Com que profundo interesse seguiram as cenas finais da luta! Viram o Salvador penetrar no horto do Getsêmani, a alma vergando sob o horror de uma grande treva. Ouviram-Lhe o doloroso grito: “Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice.” Mat. 26:39. À medida que dEle era retirada a presença do Pai, viram-nO aflito por uma dor mais atroz que a da grande e derradeira luta com a morte. Suor de sangue irrompeu-Lhe dos poros, gotejando no chão. Por três vezes foi-Lhe arrancada dos lábios a súplica de livramento. Não mais pôde o Céu suportar a cena, e um mensageiro de conforto foi enviado ao Filho de Deus.
O Céu viu a Vítima entregue às mãos da turba homicida, e, com zombaria e violência, impelida à pressa de um a outro tribunal. Ouviu os escárnios dos perseguidores por causa de Seu humilde nascimento. Ouviu a negação por entre juras e imprecações da parte de um de Seus mais amados discípulos. Viu a frenética obra de Satanás, e seu poder sobre o coração dos homens. Oh! terrível cena! o Salvador aprisionado à meia-noite no Getsêmani, arrastado daqui para ali, de um palácio a um tribunal, citado duas vezes perante sacerdotes, duas perante o Sinédrio, duas perante Pilatos, e uma diante de Herodes, escarnecido, açoitado, condenado e conduzido fora para ser crucificado, carregando o pesado fardo da cruz, por entre os lamentos das filhas de Jerusalém e as zombarias da gentalha!
Com dor e espanto contemplou o Céu a Cristo pendente da cruz, o sangue a correr-Lhe das fontes feridas, tendo na testa o sanguinolento suor. O sangue caía-Lhe, gota a gota, das mãos e dos pés, sobre a rocha perfurada para encaixar a cruz. As feridas abertas pelos cravos aumentavam ao peso que o corpo fazia sobre as mãos. Sua difícil respiração tornava-se mais rápida e profunda, à medida que Sua alma arquejava sob o fardo dos pecados do mundo. Todo o Céu se encheu de assombro quando, em meio de Seus terríveis sofrimentos, Cristo ergueu a oração: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Luc. 23:34. E, no entanto, ali estavam homens formados à imagem de Deus, unidos para esmagar a vida de Seu unigênito Filho. Que cena para o Universo celeste!
Os principados e os poderes das trevas estavam congregados em torno da cruz, lançando no coração dos homens a diabólica sombra de incredulidade. Quando Deus criou esses seres para estar diante de seu trono, eram belos e gloriosos. Sua formosura e santidade estavam em harmonia com a exaltada posição que ocupavam. Enriquecidos com a sabedoria de Deus, cingiam-se com a armadura celestial. Eram os ministros de Jeová. Quem poderia, no entanto, reconhecer nos anjos caídos os gloriosos serafins que outrora ministravam nas cortes celestiais?
Instrumentos satânicos coligaram-se com homens maus em levar o povo a crer que Cristo era o maior dos pecadores, e torná-Lo objeto de abominação. Os que escarneciam de Cristo, enquanto pendia da cruz, estavam possuídos do espírito do primeiro grande rebelde. Ele os enchia de vis e aborrecíveis expressões.
Inspirava-lhes as zombarias. Com tudo isso, porém, nada ganhou.
Houvesse-se podido achar um só pecado em Cristo, tivesse Ele num particular que fosse cedido a Satanás para escapar à horrível tortura, e o inimigo de Deus e do homem teria triunfado. Cristo inclinou a cabeça e expirou, mas manteve firme a Sua fé em Deus, e a Sua submissão a Ele. “E ouvi uma grande voz no Céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do Seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.” Apoc. 12:10.
Satanás viu que estava desmascarado. Sua administração foi exposta perante os anjos não caídos e o Universo celestial. Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra seria restrita. Qualquer que fosse a atitude que tomasse, não mais podia esperar os anjos ao virem das cortes celestiais, nem perante eles acusar os irmãos de Cristo de terem vestes de trevas e contaminação de pecado. Estavam rotos os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial.
Todavia, Satanás não foi então destruído. Os anjos não perceberam, nem mesmo aí, tudo quanto se achava envolvido no grande conflito. Os princípios em jogo deviam ser mais plenamente revelados. E por amor do homem, devia continuar a existência de Satanás. O homem, bem como os anjos, devia ver o contraste entre o Príncipe da Luz e o das trevas. Cumpria-lhes escolher a quem servir.
No início do grande conflito, declarara Satanás que a lei divina não podia ser obedecida, que a justiça era incompatível com a misericórdia, e que, fosse a lei violada, impossível seria ao pecador ser perdoado. Cada pecado devia receber seu castigo, argumentava Satanás; e se Deus abrandasse o castigo do pecado, não seria um Deus de verdade e justiça. Quando o homem violou a lei divina, e Lhe desprezou a vontade, Satanás exultou. Estava provado, declarou, que a lei não podia ser obedecida; o homem não podia ser perdoado. Por haver sido banido do Céu, depois da rebelião, pretendia que a raça humana devesse ser para sempre excluída do favor divino. O Senhor não podia ser justo, argumentava, e ainda mostrar misericórdia ao pecador.
Mas mesmo como pecador, achava-se o homem, para com Deus, em posição diversa da de Satanás. Lúcifer pecara, no Céu, em face da glória divina. A ele, como a nenhum outro ser criado, se revelou o amor de Deus.

Compreendendo o caráter do Senhor, conhecendo-Lhe a bondade, preferiu Satanás seguir sua própria vontade independente e egoísta. Essa escolha foi decisiva. Nada mais havia que Deus pudesse fazer para o salvar. O homem, porém, foi enganado; obscureceu-se-lhe o espírito pelo sofisma de Satanás. A altura e a profundidade do amor divino, não as conhecia o homem. Para ele, havia esperança no conhecimento do amor de Deus. Contemplando-Lhe o caráter, podia ser novamente atraído para Ele.

Por meio de Jesus, foi a misericórdia divina manifesta aos homens; a misericórdia, no entanto, não pôs de parte a justiça. A lei revela os atributos do caráter de Deus, e nem um jota ou til da mesma se podia mudar, para ir ao encontro do homem em seu estado caído. Deus não mudou Sua lei, mas sacrificou-Se a Si mesmo em Cristo, para redenção do homem. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo.” II Cor. 5:19.
A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Rom. 3:26.
O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Buscou provar que a justiça da lei divina é um inimigo da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” Sal. 85:10.
Por Sua vida e morte, provou Cristo que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado, e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas. Deus dera ao homem inequívoca prova de amor.
Outro engano devia ser então apresentado. Satanás declarou que a misericórdia destruía a justiça, que a morte de Cristo anulava a lei do Pai. Fosse possível ser a lei mudada ou anulada, então não era necessário Cristo ter morrido. Anular a lei, porém, seria imortalizar a transgressão e colocar o mundo sob o domínio de Satanás. Foi porque a lei é imutável, porque o homem só se pode salvar mediante a obediência a seus preceitos, que Jesus foi erguido na cruz. Todavia, os próprios meios por que Cristo estabeleceu a lei, foram apresentados por Satanás como destruindo-a. A esse respeito sobrevirá o derradeiro conflito da grande luta entre Cristo e Satanás.
O ser defeituosa a lei pronunciada pela própria voz divina, o haverem sido certas especificações postas à margem, eis a pretensão apresentada agora por Satanás. É o último grande engano que ele há de trazer sobre o mundo. Não necessita atacar toda a lei; se pode levar os homens a desrespeitar um só preceito, está conseguido seu objetivo. Pois “qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. Tia. 2:10. Consentindo em transgredir um preceito, são os homens colocados sob o poder de Satanás. Substituindo a lei divina pela humana, procurará Satanás dominar o mundo. Essa obra é predita em profecia. Acerca do grande poder apóstata que é representante de Satanás, acha-se declarado: “Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão.” Dan. 7:25.
Os homens hão de certamente estabelecer suas leis para anular as de Deus. Procurarão obrigar a consciência de outros, e, em seu zelo para impor essas leis, oprimirão os semelhantes.
A guerra contra a lei divina, começada no Céu, continuará até ao fim do tempo. Todo homem será provado. Obediência ou desobediência, eis a questão a ser assentada por todo o mundo. Todos serão chamados a escolher entre a lei divina e as humanas. Aí se traçará a linha divisória. Não existirão senão duas classes. Todo caráter será plenamente desenvolvido; e todos mostrarão se escolheram o lado da lealdade ou o da rebelião.
Então virá o fim. Deus reivindicará Sua lei e livrará Seu povo. Satanás e todos quantos se lhe houverem unido em rebelião serão extirpados. O pecado e os pecadores perecerão, raiz e ramos (Mal. 4:1) – Satanás a raiz, e seus seguidores os ramos. Cumprir-se-á a palavra dirigida ao príncipe do mal: “Pois que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus, … te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. … Em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre.” Ezeq. 28:6-19. Então “o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá” (Sal. 37:10); “e serão como se nunca tivessem sido”. Obad. 16.
Isso não é um ato de poder arbitrário da parte de Deus. Os que Lhe rejeitavam a misericórdia ceifarão aquilo que semearam. Deus é a fonte da vida; e quando alguém escolhe o serviço do pecado, separa-se de Deus, desligando-se assim da vida. Ele está “separado da vida de Deus”. Efés. 4:18. Cristo diz: “Todos os que Me aborrecem amam a morte.” Prov. 8:36. Deus lhe dá existência por algum tempo, a fim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tanta desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória dAquele que é amor os destruirá.
Ao princípio do grande conflito, os anjos não entendiam isso. Houvesse sido deixado que Satanás e seus anjos colhessem os plenos frutos de seu pecado, e teriam perecido; mas não se patentearia aos seres celestiais ser isso o inevitável resultado do pecado. Uma dúvida acerca da bondade divina haveria permanecido em seu espírito, qual ruim semente, para produzir seu mortal fruto de pecado e miséria.
Não será, porém, assim, ao findar o grande conflito. Então, havendo-se completado o plano da redenção, o caráter de Deus é revelado a todos os seres inteligentes. Os preceitos de Sua lei são vistos como perfeitos e imutáveis. Então o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter. Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá Sua honra perante um Universo de seres que se deleitam em fazer Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei.
Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do homem era certa e que o Universo estava para sempre a salvo. O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. A tudo isto olhava Ele quando exclamou na cruz: “Está consumado.” João 19:30.
O Desejado de Todas as Nações, capítulo 79. (Acrescentei negrito às parte que mais me impressionaram 🙂 .

Iogurte de Morango (sem leite)

Mais uma receita deliciosa da família Santos. Desta vez quem apresenta é o Isaac Jr.

Fiz essa receita esses dias e como não tinha castanha de caju crua, coloquei 2 colheres de sopa de óleo de girassol e fui acrescentando leite de soja até dar o ponto cremoso. Ficou uma delícia! Experimente.

EU SOU o que Salva

“Muitos estão perdendo o caminho certo, por pensarem que têm de conquistar o Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus.

Procuram tornar-se melhores pelos próprios frágeis esforços. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande sumo sacerdote. Diz Ele: “Eu sou o caminho,  e a verdade e a vida.”João 14:6.

Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão, como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu.” (Mensagens Escolhidas, vol 1, pg. 368).

Por Sua humanidade, Cristo estava em contato com a humanidade; por Sua divindade, firma-Se no trono de Deus. Como Filho do homem, deu-nos o exemplo de obediência; como filho de Deus, dá-nos poder para obedecer.

Foi Cristo que, do Monte Horebe falou a Moisés, dizendo: “EU SOU O QUE SOU. … Êxo. 3:14.

Foi esse o penhor da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio “semelhante aos homens’, declarou ser o EU SOU.

O Infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado “em carne”. 1 Tim 3:16. A nós nos diz:
“EU SOU o Bom Pastor.”João 10:11.
“EU SOU o Pão Vivo.”João 6:51.
“EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida.” João 14:6.
 É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra.” Mat. 28:18.

EU SOU a certeza da promessa. SOU EU, não temam. “Deus Conosco” é a certeza de nossa libertação do pecado, a segurança de nosso poder para obedecer à lei do Céu.” 

O Desejado de Todas as Nações, p. 24, 25

Como Fazer Leite de Arroz Integral

 Olá amigos,
Esta é a minha amiga Simei. Esses dias ela postou no Facebook um pequeno vídeo para as irmãs dela explicando como fazer o leite de arroz integral . O vídeo deu tanto ibope que ela resolveu fazer mais. Então aqui vai o primeiro da série de receitas saudáveis, práticas e deliciosas para vocês.

Método Humano x Método Divino de Disciplinar Filhos

Image result for parent talking to childAlgum tempo atrás assisti uma entrevista com uma educadora e palestrante cristã chamada Cinda Osterman e ela deu algumas dicas muito interessantes sobre a educação de filhos.

Vejam só que contraste entre o modelo humano e o modelo Divino de educar os filhos. Muitas vezes estamos acostumados a seguir o modelo humano, talvez porque nós fomos educados assim, ou por que é assim que todos fazem, mas Deus nos convida e rever nossos princípios e buscar sabedoria nEle para educarmos nossos filhos para o Céu e para vivermos em uma atmosfera de mais alegria e paz em nosso lar.

O Modelo Humano
O Modelo Divino
1. Ignorar o mau comportamento da criança.
2. Repetir a instrução (contar 1, 2, 3….)
3. Desculpar o pecado (Ele não dormiu bem essa noite, por isso está mal humorado…)
4. Subornar (Se fizer isso vai ganhar isso…)
 5. Ameaçar (Se fizer isso vai apanhar….)
6. Deixar a criança governar o lar
7. Ordenar asperamente a criança
1. Em vez de ignorar a criança, lidar com qualquer comportamento que não seja semelhante ao de Cristo.
2. Em vez de repetir a instrução, certificar-se que a criança obedeça da primeira vez. Mesmo que tenha que ajudá-la. Não permita desobediência em seu lar, mesmo por parte de outras crianças.
3. Não dê desculpas. Ajude a criança a entender que ações erradas são pecado, e que em Jesus podemos ter forças para vencê-las.
4. Não suborne. Ao subornar estamos fortalecendo o “eu”. Recompense porque ela é obediente, e não para ser obediente. Recompense por fazer a escolha correta (como uma surpresa, não promessa). Recompensas podem ser: abraços, oração, palavras bondosas, beijos, brinquedos pequenos (ocasionalmente). Dizer: “O que você fez foi especial porque você permitiu que Jesus trabalhasse em seu coração”.
5.  A ameaça não motiva. É como o suborno, mas é negativa. Fortalece o “eu”. Trabalhe com o coração, da causa para o efeito.
6.  Os filhos não governam o lar. Os pais devem governar o lar. Muitos filhos governam o lar desde cedo. Os pais os deixam gritar, deixam que durmam na cama dos pais, atrapalhando o casal, etc. Se a criança chorar e fizer birra, ore com ela e faça o que é correto mesmo que tenha que aplicar uma consequência.
7.  Não ordene a criança, mas conquiste a vontade dela.  A vontade é a livre escolha da criança. Em vez de obedecer porque você disse para obedecer, devem obedecer porque escolhem obedecer.

A Estratégia de Uma Benção

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Deus está diariamente respondendo as nossas orações. Algumas nós reconhecemos e outras não. Mas você já parou para pensar na estratégia de Deus para responder cada uma das nossas petições? Muitas vezes não temos detalhes suficientes e talvez só no Céu saberemos como foi que Deus operou para nos dar a bênção, mas é muito interessante quando Deus permite que nós enxerguemos as suas provisões para responder nossas orações e nos conceder a bênção.

A semana passada tivemos a oportunidade de experimentar exatamente isto. Como já mencionei aqui no blog. Nos mudamos para os EUA a pouco mais de 4 meses atrás. Toda mudança envolve muita adaptação e despesas inesperadas, e conosco não foi diferente. Apesar de todo planejamento, chegamos a um momento onde nossos recursos estavam acabando e o inimigo começou nos tentar com preocupações e dúvidas quanto ao cuidado de Deus.

Meu esposo e eu conversamos e resolvemos simplesmente confiar em Deus. Apesar de conseguirmos manter nossa calma exteriormente, confesso que lá dentro as vezes tínhamos crises de dúvida, mas continuamos orando e dependendo da mão provedora de Deus.

Passamos umas três semanas nessa condição. Orando e esperando que Deus atendesse as nossas necessidades no momento que achasse melhor. Quando foi um belo dia, meu esposo estava no trabalho dele e um dos diretores da escola, chegou, conversou sobre alguns assuntos do trabalho e ao sair da sala, tirou do bolso um cheque e lhe entregou dizendo que alguém tinha mandado para nós. Meu esposo quase não acreditou ao ver o cheque que seria mais do que o suficiente para nossa despesa mensal.

Ao chegar em casa e me mostrar, confesso que eu até chorei de emoção ao confirmar como Deus é maravilhoso e usa pessoas e circunstâncias inesperadas para cuidar de nós. Comecei então a pensar na estratégia que Deus usou para responder nossa oração.

Aqui estávamos nós, na costa leste dos EUA orando e pedindo uma bênção para Deus para suprir uma necessidade. Enquanto isso…. a mais de 3.000 km de nós, na costa oeste dos EUA, Deus estava tocando o coração de uma pessoa preparando-a para nos ajudar em nossa necessidade. No fim de semana passado aconteceu um evento naquela região e “por coincidência”(providência) o diretor da escola onde meu esposo estuda foi para lá participar deste evento. Esta pessoa que Deus usou para nos ajudar também estava participando do evento e ela não conhecia nosso diretor. Mas andando pelas exposições do evento viu o stand da nossa instituição, se lembrou que estamos estudando aqui e foi conversar com a pessoa que estava lá, que por “coincidência” (providência) era o diretor. E no final da conversa lhe deu um cheque para nos entregar. No dia seguinte o diretor viajou de volta para a costa leste dos EUA e nos trouxe a bênção que necessitávamos.

Não é interessante como Deus tem milhões de possibilidades de responder nossas orações e suprir nossa necessidades? E nós infelizmente ainda duvidamos, temos medo e muitas vezes nos sentimos desamparados.

Amigos, eu não compartilho esta experiência para mostrar o tamanho da nossa fé, porque vergonhosamente ela é muito pequena, mas para exaltar a grandiosidade de Deus e do seu amor por nós. Deus está desejoso de operar muitos milagres em nossa vida diariamente. Mas nós precisamos prová-Lo – pedir, confiar e esperar – para conseguirmos enxergar esses milagres.

Deus nunca falha. Suas provisões são imensamente maiores do que nossas necessidades e Ele tem prazer em nos abençoar, simplesmente para nos relembrar que Ele nos ama demais.


“E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.” Isa. 65:24

Os Dez Mandamentos da Educação

I.  Ensine a Verdade (Não a  tradição)

“Os que buscam a educação que o mundo tem em tão alta conta, são gradualmente levados para mais longe dos princípios da verdade até se tornarem mundanos educados. A que preço obtiveram sua educação! Separaram-se do Santo Espírito de Deus. Escolheram aceitar o que o mundo chama de conhecimento, em lugar das verdades que Deus tem confiado aos homens mediante Seus pastores, profetas e apóstolos. E alguns, tendo adquirido essa educação secular, pensam que podem introduzi-la em nossas escolas. Permiti-me dizer-vos, porém, que não deveis tomar o que o mundo chama de educação superior e trazê-lo para dentro de nossas escolas, hospitais e igrejas. Precisamos compreender estas coisas. Falo categoricamente para vós. Isso não deve ser feito.” Fundamentos da Educação Cristã, p. 535, 536

II.  Ensine Salvação
“O conhecimento da verdadeira ciência é poder; … mas ao passo que o conhecimento da ciência é poder, o conhecimento que Jesus veio em pessoa comunicar é poder ainda maior. A ciência da salvação é a mais importante das ciências a ser aprendida na preparatória escola terrestre. É desejável a sabedoria de Salomão, mas a de Cristo é incomparavelmente mais desejável e essencial.” A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 321.

III.  Ensine a Bíblia em Primeiro Lugar
“As Escrituras Sagradas eram o estudo essencial nas escolas dos profetas, e elas devem ter o primeiro lugar em todo sistema educacional…. Usada como livro texto em nossas escolas, a Bíblia fará para a mente e moral o que não pode ser feito por livros de ciência ou filosofia.” The Advocate, 1 de Fev, 1900

IV.  Ensine o Espírito de Profecia Também
“Todas estas verdades são imortalizadas nos meus escritos. O Senhor nunca contradiz Sua Palavra. Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade, mas todos os que crêem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma mensagem, estarão livres dos muitos embustes que surgirão nestes últimos dias.” Manuscript Release 760, págs. 22 e 23.

V.  Ensine a Natureza em Segundo Lugar
“Ao mesmo tempo em que a Bíblia deve ter o primeiro lugar na educação das crianças e jovens, o livro da natureza ocupa o lugar imediato em importância.” Conselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, p. 185

VI.  Relacione tudo a Deus
“Em cada folha na floresta, ou pedra nas montanhas, em cada estrela brilhante, na terra, no ar, e no céu, estava escrito o nome de Deus. A ordem e harmonia da criação falavam-lhes de sabedoria e poder infinitos. Estavam sempre a descobrir alguma atração que lhes enchia o coração de mais profundo amor, e provocava novas expressões de gratidão.” Patriarcas e Profetas, p. 51

“Histórias humanas relatam as realizações do homem, suas vitórias na batalha, seu êxito em elevar-se à grandeza mundana. A história de Deus descreve o homem como o Céu o encara. Nos registros divinos é constatado que todo o seu mérito consiste em sua obediência às exigências de Deus.” Este Dia com Deus, p. 350

“É melhor aprender à luz da profecia de Deus, as causas que determinaram o surgimento e queda de reinos.” Educação, p. 238

VII.  Ensine Fisiologia
“Toda escola deve ministrar instrução tanto em fisiologia como em higiene, e tanto quanto possível ser provida de facilidades para ilustrar a estrutura, o uso e cuidado do corpo.” Educação, p. 196

VIII.  Treino Prático
Aos jovens precisa ser ensinado que a vida significa trabalho diligente, responsabilidade, cuidados. Precisam de um preparo que os torne práticos, a saber, homens e mulheres que possam fazer face às emergências. Deve ensinar-se-lhes que a disciplina do trabalho sistemático, bem regulado, é essencial, não unicamente como salvaguarda contra as vicissitudes da vida, mas também como auxílio para o desenvolvimento completo.Educação, p. 215

“Aos estudantes deve-se proporcionar educação prática sobre agricultura. Isso será de inestimável valor a muitos em seu trabalho futuro.” Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 311

IX.  Ensine Serviço
“A lei do amor pede a consagração do corpo, espírito e alma ao serviço de Deus e de nossos semelhantes. E este serviço, ao mesmo tempo que faz de nós uma bênção aos outros, traz sobre nós mesmos as maiores bênçãos. A abnegação é a base de todo o verdadeiro desenvolvimento. Por intermédio do serviço abnegado recebemos a mais alta cultura de cada faculdade.” Educação, p. 16

X.  Estude Experiências da Vida
“Em todos os fatos e experiências da vida revelavam-se uma lição divina e a possibilidade de divina companhia.” Educação, p. 83

“Aprendendo elas assim as lições que há em todas as coisas criadas, e em todas as experiências da vida, mostrai que as mesmas leis que dirigem as coisas na natureza e os fatos da vida são as que nos governam; que foram dadas para o nosso bem, e unicamente na obediência às mesmas podemos encontrar a verdadeira felicidade e êxito.” O Lar Adventista, p. 145

 Resultado
“Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio.” Salmo 144:12

Pr. Wilbur Atwood

Outros Podem, Mas Não Eu…

Se Deus lhe chamou para realmente ser como Jesus, Ele vai lhe dar uma vida de crucifixão e humilhação, e vai colocar tantas exigências de obediência sobre você que você não será capaz de seguir outras pessoas, ou medir-se por outros cristãos, e muitas vezes, parecerá que Ele deixa outras pessoas boas fazerem coisas que Ele não deixa você fazer.
Pessoas aparentemente religiosas e homens úteis pisam em outros, manipulam, e armam esquemas para realizar seus planos, mas você não pode fazer isso; e se tentar, vai encontrar tanto fracasso e censura da parte do Senhor que ficará amargamente arrependido.
Outros podem gabar de si mesmos, do trabalho, do sucesso que alcançam, de seus escritos, mas o Espírito Santo não permitirá que você faça isso, e se começar fazer Ele lhe levará a um tormento tão grande que lhe fará desprezar a si mesmo e a todas as suas obras.
Outros podem alcançar sucesso fazendo dinheiro, ou podem receber uma herança, mas Deus provavelmente deseja que você tenha algo muito melhor que ouro: dependência total dEle, para que dia após dia Ele tenha o privilégio de suprir suas necessidades, com recursos de sua tesouraria invisível.
O Senhor pode permitir que outros sejam honrados, e manter você escondido na obscuridade, porque Ele quer produzir em você algum fruto aromático para Sua glória futura, que pode apenas ser produzido na sombra. Ele pode permitir que outros sejam exaltados, mas mantê-lo humilhado. Ele pode permitir que outros trabalhem para Ele e recebam crédito, mas Ele fará você trabalhar e labutar sem que saiba o quanto está fazendo; e então para tornar seu trabalho ainda mais precioso, Ele permitirá que outros levem o crédito pelo que você fez, tornando sua recompensa dez vezes maior quando Jesus voltar.
O Espírito Santo lhe vigiará estritamente com um amor zeloso, e lhe reprovará por pequenas palavras e sentimentos, ou por desperdiçar seu tempo, o que parece nunca incomodar outros cristãos. Então, amigo, reconheça que Deus é Infinitamente Soberano; e tem o direito de fazer o que deseja com aqueles que Lhe pertencem. Talvez Ele não explique para você milhares de coisas que desafiam sua razão sobre o modo como lhe trata, mas se você simplesmente se entregar para ser Seu escravo de amor, Ele lhe envolverá com seu amor zeloso e derramará inúmeras bênçãos sobre você, bênçãos reservadas apenas para os que fazem parte do círculo interno.
Decida então, que daqui para frente você lidará diretamente com o Espírito Santo, e que Ele terá o privilégio de restringir sua língua, acorrentar sua mão, ou fechar seus olhos, de um jeito que Ele parece não fazer com os outros. Agora quando você estiver tão possuído pelo Deus vivo e em seu íntimo estiver satisfeito e totalmente feliz com essa administração e proteção especial do Espírito Santo em sua vida, você terá encontrado o átrio do Céu.
“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4: 6, 7
“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” 2 Coríntios 12:7, 9
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” Colossenses 3:1-3
Escrito por G. D. Watson