Quando engravidei da minha primeira filha, Deus impressionou meu coração com a idéia de que estava iniciando uma fase especial em minha vida e que a educação dela deveria ser minha prioridade número um. Senti que deveria interromper minha carreira de musicista para dedicar mais tempo ao meu esposo, minha filhinha e meu lar. Não tínhamos condições de viver apenas com um salário, mas oramos a Deus e Ele proveu para mim a opção de trabalhar em casa fazendo traduções, num horário bem flexível, cerca de duas horas por dia, normalmente enquanto ela dormia.

Mas depois de um tempo me senti frustrava, pois parecia que não estava “me realizando” e “sendo reconhecida” como antes. Ficava questionando a Deus porque me permitira estudar se agora não iria desenvolver minha carreira. Sabia teoricamente que educar uma criança para o reino de Deus era muito superior à minha realização profissional, mas não conseguia enxergar que mais valia o reconhecimento do Céu do que o dos homens. Comecei então a me envolver excessivamente nas atividades da igreja tentando buscar aquela atenção da qual sentia falta, fazia tudo com o maior profissionalismo e era muito elogiada. Passava horas em reuniões e não me cansava, mas ao chegar à minha casa me frustrava ainda mais ao ver minha filhinha nervosa buscando um pouco de atenção da mãe e meu lar totalmente desorganizado e abandonado.
Depois que minha segunda filha nasceu, pensei: “Agora com certeza, vou estar tão ocupada que não sentirei falta de me envolver tanto em outras atividades.” Mas em vão, o segundo aninho da vida dela talvez tenha sido o período em que mais me envolvi nas atividades da igreja, e hoje quando vejo suas fotos daquela época sinto uma dor em meu coração de pensar que não prestei muita atenção em coisas tão especiais como seus primeiros dentinhos, primeiros passinhos e primeiras palavrinhas que falou.
Apesar de ter tomado decisões erradas por um tempo, me voltei a Deus e pedi ajuda para me submeter à Sua vontade e Ele me respondeu. Certa vez ouvi um sermão sobre a mulher virtuosa (Provérbios 31) e fiquei muito impressionada ao perceber que o meu trabalho no lar era muito mais do que simplesmente ser uma “dona de casa”. Deus estava me chamando não apenas para responsabilidade de administrar meu lar, mas para a oportunidade de ser a maior influência na educação das minhas filhas para o Seu reino e ainda ser um grande auxílio ao meu esposo.
Senti-me envergonhada ao perceber que estava sendo tão egoísta, buscando minha realização própria, quando na verdade o que mais me realizaria era cumprir o que Deus havia planejado para mim. Comecei então a colocar no planejamento do meu lar a mesma energia que colocava nos trabalhos profissionais e da igreja e algo muito interessante aconteceu. Deus permitiu que nos mudássemos para um lugar onde não mais teria envolvimento excessivo nas atividades da igreja. Os trabalhos de tradução que antes pareciam tão necessários agora começaram a atrapalhar minha vida em família e Deus me mostrou que não precisava mais deles para “completar” nossa renda, pois Ele completaria o que faltasse.
Apesar de ter sido um grande passo para minha pequenina fé finalmente encerrei meus contratos e passei a sentir uma liberdade como nunca antes. Acabou aquela pressão que sentia e agora me sinto muito mais realizada. Tenho tempo para acompanhar minhas filhas bem de perto e perceber aquelas pequenas atitudes que demonstram mudanças no coração delas, bem como para corrigir atitudes que não estão de acordo com a vontade de Deus.
Deus foi tão maravilhoso para mim, que agora também tenho condições de auxiliar meu esposo em pequenos projetos para Sua glória, sem aquela pressão de tempo que atrapalhava nosso lar. E o melhor de tudo, são projetos dos quais minhas filhas também podem participar e assim testemunhar do amor de Deus em suas vidas. Vale a pena escolher seguir os planos de Deus!
“Algumas mães anseiam empenhar-se em trabalho missionário, enquanto negligenciam os deveres mais simples que estão diretamente em seu caminho. Os filhos são negligenciados, o lar não é feito um lugar alegre e feliz para a família… De nenhuma outra maneira pode a mãe melhor ajudar a igreja do que devotando seu tempo aos que dela dependem para instrução e educação” Lar Adventista, p. 247.

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